{"id":17938,"date":"2025-11-09T10:44:00","date_gmt":"2025-11-09T13:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/?p=17938"},"modified":"2025-11-06T02:57:31","modified_gmt":"2025-11-06T05:57:31","slug":"alimento-amado-nas-decadas-de-30-e-40-volta-com-tudo-a-mesa-dos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/alimento-amado-nas-decadas-de-30-e-40-volta-com-tudo-a-mesa-dos-brasileiros\/","title":{"rendered":"Alimento amado nas d\u00e9cadas de 30 e 40 volta com tudo \u00e0 mesa dos brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Santa Catarina recuperou uma tradi\u00e7\u00e3o que marcou o cotidiano das fam\u00edlias brasileiras nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940: a carne na lata. O alimento t\u00edpico do interior foi oficialmente registrado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agr\u00edcola de Santa Catarina (Cidasc), por meio do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Estadual (SIE).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O registro representa um marco na valoriza\u00e7\u00e3o da cultura alimentar do Estado e garante que o produto chegue ao consumidor com seguran\u00e7a e qualidade.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Agroind\u00fastria familiar e pioneirismo em Xanxer\u00ea<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A agroind\u00fastria Carnes Arvoredo Ltda., de Xanxer\u00ea, foi a primeira a obter o registro da carne na lata, sob o n\u00famero SIE 416. O produto \u00e9 feito com carne su\u00edna temperada, cozida e conservada em sua pr\u00f3pria gordura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O s\u00f3cio Roberto Carlos Meneguzzi explica que o reconhecimento da Cidasc resgata um costume passado de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Ele afirma que, quando crian\u00e7a, esse prato era presen\u00e7a constante nas refei\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia, e reviv\u00ea-lo \u00e9 uma forma de manter viva a hist\u00f3ria de seus pais e de sua comunidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/IMG_3912_2-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-17939\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Tradi\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnica e conserva\u00e7\u00e3o natural<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A carne na lata \u00e9 preparada com cortes su\u00ednos fritos lentamente at\u00e9 atingir o ponto ideal e depois armazenados em latas cobertos com a gordura quente. O m\u00e9todo, semelhante ao confit franc\u00eas, cria uma camada protetora natural e permite conservar o alimento por longos per\u00edodos, sem refrigera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes da populariza\u00e7\u00e3o das geladeiras, essa t\u00e9cnica era essencial nas zonas rurais de diversos estados brasileiros, garantindo o armazenamento seguro da prote\u00edna animal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A lembran\u00e7a do passado e o olhar do Governo Estadual<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, destacou em v\u00eddeo nas redes sociais que at\u00e9 a d\u00e9cada de 1950 n\u00e3o existiam geladeiras el\u00e9tricas em boa parte das resid\u00eancias. Por isso, a carne de porco na lata era uma solu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e muito apreciada nas mesas brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ressaltou que o retorno dessa tradi\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a import\u00e2ncia de valorizar as pr\u00e1ticas alimentares regionais que fazem parte da identidade do Estado e da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santa Catarina recuperou uma tradi\u00e7\u00e3o que marcou o cotidiano das fam\u00edlias brasileiras nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940: a carne na lata. O alimento t\u00edpico do interior foi oficialmente registrado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agr\u00edcola de Santa Catarina (Cidasc), por meio do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Estadual (SIE). 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