{"id":26394,"date":"2026-02-13T13:00:00","date_gmt":"2026-02-13T16:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/?p=26394"},"modified":"2026-02-13T09:08:37","modified_gmt":"2026-02-13T12:08:37","slug":"cidade-mais-pobre-do-brasil-tem-familias-que-arrecadam-por-mes-o-que-uma-faxineira-tira-por-dia-no-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/cidade-mais-pobre-do-brasil-tem-familias-que-arrecadam-por-mes-o-que-uma-faxineira-tira-por-dia-no-rj\/","title":{"rendered":"Cidade mais pobre do Brasil tem fam\u00edlias que arrecadam por m\u00eas o que uma faxineira tira por dia no RJ"},"content":{"rendered":"\n<p>Em Maraj\u00e1 do Sena, no Maranh\u00e3o, considerada a cidade mais pobre do Brasil, muitas fam\u00edlias sobrevivem com o que uma faxineira do Rio de Janeiro recebe por um \u00fanico dia de trabalho. Enquanto uma di\u00e1ria na capital fluminense varia de R$ 150 a R$ 200, a dona de casa Eva Gon\u00e7alves da Silva, de 37 anos, ganha o mesmo valor em um m\u00eas lavando roupas.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e de tr\u00eas filhos, ela vive de bicos, assim como o marido, que cava po\u00e7os artesianos e capina a \u201cjuquira\u201d. Sem empregos formais, o casal tem como renda fixa apenas R$ 165 do Bolsa Fam\u00edlia, referentes aos filhos matriculados na escola.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e falta de infraestrutura<\/h2>\n\n\n\n<p>A fam\u00edlia Gon\u00e7alves da Silva sobrevive com cerca de R$ 565 mensais nos meses em que conseguem trabalhos extras. A renda per capita chega a apenas R$ 72, abaixo da m\u00e9dia municipal de R$ 96,25, ou R$ 2,40 por dia, menor que a linha de pobreza extrema do Banco Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na casa simples onde vivem, n\u00e3o h\u00e1 banheiro completo nem \u00e1gua filtrada. Como 86% da popula\u00e7\u00e3o, eles dependem de po\u00e7os e utilizam apenas panos para coar a \u00e1gua. Em Maraj\u00e1 do Sena, somente 13,9% dos moradores t\u00eam banheiro e acesso \u00e0 \u00e1gua encanada.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Retrato social e \u00edndices de vulnerabilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Os indicadores revelam um cen\u00e1rio alarmante: 91% da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 pobreza e 67% das crian\u00e7as vivem em extrema pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, 8,7% das crian\u00e7as entre 6 e 14 anos est\u00e3o fora da escola e 41% dos jovens de 15 a 24 anos n\u00e3o estudam nem trabalham. O munic\u00edpio possui apenas 11,5% das ruas pavimentadas e quase n\u00e3o h\u00e1 empresas capazes de gerar empregos formais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Economia local e contrastes sociais<\/h2>\n\n\n\n<p>Com cerca de 7.600 habitantes, sendo 85% na zona rural, o munic\u00edpio sobrevive basicamente de programas sociais, aposentadorias e empregos p\u00fablicos. Segundo a Secretaria de Administra\u00e7\u00e3o, apenas 2% da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam emprego formal.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo na pobreza extrema, h\u00e1 pequenos com\u00e9rcios e sal\u00f5es de beleza, frequentados por servidores e aposentados. Em meio \u00e0 precariedade, programas estaduais, como o Mais IDH, buscam melhorar a infraestrutura, moradia e educa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Maraj\u00e1 do Sena, no Maranh\u00e3o, considerada a cidade mais pobre do Brasil, muitas fam\u00edlias sobrevivem com o que uma faxineira do Rio de Janeiro recebe por um \u00fanico dia de trabalho. 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