{"id":36599,"date":"2026-03-12T17:45:00","date_gmt":"2026-03-12T20:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/?p=36599"},"modified":"2026-03-12T11:55:58","modified_gmt":"2026-03-12T14:55:58","slug":"cientistas-descobrem-peixe-na-amazonia-que-gera-clones-identicos-e-por-isso-vivem-ha-100-mil-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/cientistas-descobrem-peixe-na-amazonia-que-gera-clones-identicos-e-por-isso-vivem-ha-100-mil-anos\/","title":{"rendered":"Cientistas descobrem peixe na Amaz\u00f4nia que gera clones id\u00eanticos e por isso vivem h\u00e1 100 mil anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Um pequeno peixe de \u00e1gua doce vem intrigando cientistas h\u00e1 d\u00e9cadas por desafiar uma das ideias cl\u00e1ssicas da biologia evolutiva. A esp\u00e9cie conhecida como molin\u00e9sia amaz\u00f4nica consegue sobreviver h\u00e1 cerca de 100 mil anos reproduzindo-se praticamente por clonagem, sem a necessidade de troca gen\u00e9tica entre macho e f\u00eamea, algo considerado improv\u00e1vel pela teoria tradicional da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a reportagem da National Geographic, pesquisadores identificaram recentemente o mecanismo gen\u00e9tico que ajuda a explicar esse fen\u00f4meno. A descoberta foi apresentada em um estudo publicado na revista cient\u00edfica Nature e revela como esses peixes nativos do sul do M\u00e9xico e do Texas, nos Estados Unidos, conseguem evitar o ac\u00famulo de muta\u00e7\u00f5es prejudiciais que, em tese, levariam uma esp\u00e9cie assexuada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A esp\u00e9cie, chamada cientificamente de Poecilia formosa, utiliza um processo conhecido como ginog\u00eanese. Nesse tipo de reprodu\u00e7\u00e3o, a f\u00eamea precisa apenas do est\u00edmulo de um macho de outra esp\u00e9cie para iniciar o desenvolvimento do embri\u00e3o, mas o DNA transmitido aos filhotes \u00e9 exclusivamente materno. Na pr\u00e1tica, cada nova gera\u00e7\u00e3o nasce como um clone gen\u00e9tico da m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cie de peixe intriga a cientistas de todo mundo<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo liderado pelo bi\u00f3logo Edward Ricemeyer, da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha, identificou que essas molin\u00e9sias conseguem corrigir muta\u00e7\u00f5es nocivas por meio de um mecanismo chamado convers\u00e3o g\u00eanica. Esse processo permite substituir trechos danificados do DNA por c\u00f3pias saud\u00e1veis presentes em cromossomos semelhantes, funcionando como uma esp\u00e9cie de \u201creparo\u201d gen\u00e9tico interno.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta ajuda a explicar por que essa esp\u00e9cie conseguiu sobreviver por tanto tempo, contrariando previs\u00f5es que indicavam que organismos assexuados desapareceriam em cerca de 10 mil anos. Para cientistas como Micah Dunthorn, da Universidade de Oslo, na Noruega, o resultado abre caminho para investigar se mecanismos semelhantes tamb\u00e9m existem em outros animais, plantas ou fungos que se reproduzem sem troca gen\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pequeno peixe de \u00e1gua doce vem intrigando cientistas h\u00e1 d\u00e9cadas por desafiar uma das ideias cl\u00e1ssicas da biologia evolutiva. 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