{"id":37615,"date":"2026-03-20T10:31:00","date_gmt":"2026-03-20T13:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/?p=37615"},"modified":"2026-03-20T09:12:47","modified_gmt":"2026-03-20T12:12:47","slug":"estado-que-ocupa-quase-20-do-territorio-brasileiro-tem-menos-de-1-das-vias-pavimentadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/estado-que-ocupa-quase-20-do-territorio-brasileiro-tem-menos-de-1-das-vias-pavimentadas\/","title":{"rendered":"Estado que ocupa quase 20% do territ\u00f3rio brasileiro tem menos de 1% das vias pavimentadas"},"content":{"rendered":"\n<p>Com dimens\u00f5es continentais, o Amazonas segue enfrentando um gargalo hist\u00f3rico na \u00e1rea de transportes. Mesmo sendo o maior estado do Brasil, com cerca de 1,57 milh\u00e3o de km\u00b2, o equivalente \u00e0 soma de pa\u00edses europeus como Inglaterra, Fran\u00e7a e Alemanha, a circula\u00e7\u00e3o interna ainda depende fortemente de rios e avi\u00f5es, o que evidencia a limita\u00e7\u00e3o da infraestrutura terrestre amazonense.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros ajudam a dimensionar o problema. Levantamentos da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apontam que a malha rodovi\u00e1ria principal soma aproximadamente 5,7 mil km, sendo 2,3 mil federais e 3,4 mil estaduais. Esse total representa menos de 0,4% da \u00e1rea do estado, uma propor\u00e7\u00e3o extremamente baixa diante da extens\u00e3o territorial e das necessidades log\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"613\" data-id=\"37617\" src=\"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-1024x613.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37617\" srcset=\"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-1024x613.jpeg 1024w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-300x179.jpeg 300w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-768x459.jpeg 768w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-750x449.jpeg 750w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3-1140x682.jpeg 1140w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/foto-herick-pereira-secom-3.jpeg 1170w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Herick Pereira\/Secom Amazonas<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se torna ainda mais cr\u00edtica quando se analisa a pavimenta\u00e7\u00e3o. Apenas cerca de 15,4% das rodovias monitoradas possuem asfalto, o que equivale a aproximadamente 2,2 mil km. Embora esse \u00edndice esteja ligeiramente acima da m\u00e9dia da Amaz\u00f4nia Legal, ele ainda est\u00e1 distante do ideal para garantir competitividade econ\u00f4mica e integra\u00e7\u00e3o regional, especialmente em uma \u00e1rea marcada por rios extensos e floresta densa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Maior estado brasileiro ainda carece de boas estradas<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da escassez de estradas, a qualidade tamb\u00e9m preocupa. Pesquisas recentes indicam que cerca de 90% das vias avaliadas apresentam condi\u00e7\u00f5es que variam entre regulares e p\u00e9ssimas, sem registros de trechos considerados \u00f3timos. Mesmo entre as rodovias pavimentadas, a maioria enfrenta problemas estruturais, o que eleva os custos log\u00edsticos em cerca de 30% acima da m\u00e9dia nacional e dificulta o escoamento de produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, especialistas destacam que os entraves v\u00e3o al\u00e9m da geografia, envolvendo tamb\u00e9m investimentos insuficientes ao longo das d\u00e9cadas. Projetos como a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, avan\u00e7am lentamente e de forma irregular. Apesar de iniciativas recentes ampliarem trechos pavimentados, a integra\u00e7\u00e3o plena do estado ao restante do pa\u00eds ainda depende de uma estrat\u00e9gia mais ampla, que combine rodovias, hidrovias e transporte a\u00e9reo de forma eficiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com dimens\u00f5es continentais, o Amazonas segue enfrentando um gargalo hist\u00f3rico na \u00e1rea de transportes. 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