{"id":42960,"date":"2026-05-09T15:45:00","date_gmt":"2026-05-09T18:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/?p=42960"},"modified":"2026-05-07T11:54:58","modified_gmt":"2026-05-07T14:54:58","slug":"registro-inedito-de-cientistas-revela-placa-tectonica-se-rompendo-no-fundo-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/registro-inedito-de-cientistas-revela-placa-tectonica-se-rompendo-no-fundo-do-mar\/","title":{"rendered":"Registro in\u00e9dito de cientistas revela placa tect\u00f4nica se rompendo no fundo do mar"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisadores dos Estados Unidos, Canad\u00e1 e Su\u00ed\u00e7a divulgaram imagens in\u00e9ditas que mostram uma placa tect\u00f4nica se rompendo sob o oceano Pac\u00edfico. O fen\u00f4meno foi identificado pr\u00f3ximo \u00e0 ilha de Vancouver, no Canad\u00e1. O estudo traz detalhes raros sobre a fragmenta\u00e7\u00e3o da chamada placa Explorer.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta foi publicada na revista cient\u00edfica Science Advances e envolveu universidades e centros de pesquisa de v\u00e1rios pa\u00edses. Os cientistas utilizaram tecnologia s\u00edsmica avan\u00e7ada para observar estruturas profundas da crosta oce\u00e2nica. O trabalho \u00e9 considerado um marco para a geologia moderna.<\/p>\n\n\n\n<p>A placa Explorer possui cerca de quatro milh\u00f5es de anos e est\u00e1 localizada em uma \u00e1rea de intensa atividade tect\u00f4nica. Ela se move de forma mais lenta do que placas vizinhas da regi\u00e3o. Essa diferen\u00e7a de velocidade ajudou a provocar tens\u00f5es internas e rachaduras subterr\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia permitiu enxergar interior do fundo do mar<\/h3>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores utilizaram dados coletados durante a expedi\u00e7\u00e3o CASIE21, realizada em 2021. A opera\u00e7\u00e3o aconteceu a bordo do navio cient\u00edfico Marcus G. Langseth. O equipamento empregado funciona de maneira semelhante a um ultrassom aplicado ao fundo oce\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ondas sonoras foram lan\u00e7adas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s camadas profundas do oceano e retornaram com informa\u00e7\u00f5es detalhadas das rochas. Com isso, os cientistas criaram imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o da estrutura tect\u00f4nica. A t\u00e9cnica permitiu observar falhas que antes permaneciam invis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e1lises mostraram que a chamada Zona de Falha de Nootka possui cerca de 20 quil\u00f4metros de largura. Essa estrutura separa a placa Explorer da placa Juan de Fuca. O sistema de falhas se estende desde os sedimentos do fundo do mar at\u00e9 regi\u00f5es profundas do manto terrestre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-42962\" srcset=\"https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-750x500.jpg 750w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1-1140x760.jpg 1140w, https:\/\/correiodoestado.audiencelabs.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/ivana-cajina-LlDQPnErFxo-unsplash-1.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Ivana Cajina \/ Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Diferen\u00e7a de movimento gerou tens\u00e3o subterr\u00e2nea<\/h3>\n\n\n\n<p>A placa Juan de Fuca avan\u00e7a sob a Am\u00e9rica do Norte em velocidade superior a quatro cent\u00edmetros por ano. J\u00e1 a placa Explorer se desloca aproximadamente dois cent\u00edmetros anuais. Essa diferen\u00e7a criou atrito cont\u00ednuo entre as duas forma\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os especialistas, esse processo acabou provocando um fen\u00f4meno conhecido como subduc\u00e7\u00e3o fragmentada. Em determinadas \u00e1reas, a placa Explorer come\u00e7ou a rasgar lentamente em grandes blocos subterr\u00e2neos. O rompimento foi detectado abaixo da chamada fossa oce\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores dos Estados Unidos, Canad\u00e1 e Su\u00ed\u00e7a divulgaram imagens in\u00e9ditas que mostram uma placa tect\u00f4nica se rompendo sob o oceano Pac\u00edfico. O fen\u00f4meno foi identificado pr\u00f3ximo \u00e0 ilha de Vancouver, no Canad\u00e1. O estudo traz detalhes raros sobre a fragmenta\u00e7\u00e3o da chamada placa Explorer. 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