{"id":9457,"date":"2026-01-02T20:28:57","date_gmt":"2026-01-02T23:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/?p=9457"},"modified":"2025-12-23T14:17:43","modified_gmt":"2025-12-23T17:17:43","slug":"vizinho-do-brasil-e-dono-da-rota-maritima-mais-perigosa-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/correiodoestado.com.br\/mix\/vizinho-do-brasil-e-dono-da-rota-maritima-mais-perigosa-do-mundo\/","title":{"rendered":"Vizinho do Brasil \u00e9 dono da rota mar\u00edtima mais perigosa do mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Passagem de Drake, localizada entre o extremo sul do Chile e a Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica, \u00e9 considerada a rota mar\u00edtima mais perigosa do mundo. No final de agosto, a regi\u00e3o foi atingida por um terremoto de magnitude 7,1, a 10 quil\u00f4metros de profundidade, segundo o Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos (USGS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O epis\u00f3dio n\u00e3o gerou risco de tsunami, mas refor\u00e7ou a fama do local. Navegar por essa passagem exige preparo extremo devido a ventos fortes, tempestades frequentes e ondas que podem atingir 20 metros, conforme registros da National Geographic.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Navios que atravessam a passagem precisam tomar medidas especiais de seguran\u00e7a. A ocean\u00f3grafa Karen Heywood explica que cada objeto a bordo deve ser fixado com mantas adesivas para evitar acidentes causados pelos movimentos do mar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A combina\u00e7\u00e3o de clima extremo e correntes poderosas faz da travessia um verdadeiro teste para navegadores. Desde sua primeira travessia documentada em 1616 pelo navegador holand\u00eas Willem Schouten, a passagem permanece como um desafio reconhecido por marinheiros e cientistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"9459\" src=\"https:\/\/mix.correiodoestado.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1f9215f25232f64a898675538cbb81fa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-9459\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia ambiental e biol\u00f3gica<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar da periculosidade, a Passagem de Drake tem papel crucial no clima global. Sob suas \u00e1guas circula a corrente circumpolar ant\u00e1rtica, a maior do planeta, que conecta os oceanos Atl\u00e2ntico, Pac\u00edfico e Austral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa corrente transporta calor, nutrientes e remove cerca de 600 milh\u00f5es de toneladas de carbono da atmosfera anualmente, o equivalente a um sexto das emiss\u00f5es humanas. O isolamento t\u00e9rmico da Ant\u00e1rtica, causado pela abertura geol\u00f3gica do estreito h\u00e1 milh\u00f5es de anos, contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o do continente gelado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do clima, a regi\u00e3o sustenta uma rica cadeia alimentar marinha. Pl\u00e2ncton, peixes, aves polares, focas e baleias dependem da passagem para sobreviver. Exploradores relatam que o contato com golfinhos e aves na chegada \u00e0 Ant\u00e1rtica compensa, em parte, os riscos enfrentados durante dias de mar revolto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Passagem de Drake, localizada entre o extremo sul do Chile e a Pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica, \u00e9 considerada a rota mar\u00edtima mais perigosa do mundo. 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