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				<title><![CDATA[Líder do parlamento do Irã diz que bloqueio naval dos EUA é medida 'desajeitada e ignorante']]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma decisão "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa.


"O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!", declarou Ghalibaf, em entrevista ao canal iraniano Press TV. "Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro", criticou.


Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento disse que a rota de navegação está sob controle do país persa. Falando sobre as negociações ocorridas em Islamabad, no Paquistão, entre uma delegação iraniana e outra dos EUA, que terminaram sem sucesso, Ghalibaf disse que os negociadores americanos queriam enviar varredores de minas ao estreito, ao que ele se opôs.


"Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que isso seria uma violação do cessar-fogo e que se eles tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram", relatou o parlamentar.


Enquanto estava no Paquistão, continuou, um colega do governo iraniano entrou em contato com ele para contar que um varredor de mina dos EUA havia chegado e estava posicionado em um local no qual, se tivesse avançado mais um pouco, teria sido atingido por míssil iraniano.


"Eu disse isso à delegação americana. Falei &#39;ele está aqui, e se ele for além desse limite, vamos atingi-lo&#39;. Eles nos pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato", contou."Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos", reforçou Ghalibaf.

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz]]></title>
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				<description><![CDATA[As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.


"Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações", disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.


O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.


“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.



"Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional", acrescentou Ghalibaf.


Estreito de Ormuz

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.


“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.


A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Negociações entre EUA e Irã entram em "fase técnica"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/negociacoes-entre-eua-e-ira-entram-em-fase-tecnica/464954/</link>
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				<description><![CDATA[As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Transparência nas emendas é essencial]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/transparencia-nas-emendas-e-essencial/464390/</link>
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				<description><![CDATA[A decisão do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) de exigir que as prefeituras prestem contas da aplicação de recursos provenientes de emendas parlamentares é não apenas acertada, mas necessária.

Trata-se de uma medida que reforça um princípio básico da administração pública: todo dinheiro público precisa ser acompanhado de transparência, controle e resultados.

Em um cenário no qual as emendas têm ganhado cada vez mais peso nos orçamentos municipais, o acompanhamento rigoroso desses recursos deixa de ser opcional e passa a ser indispensável.

A iniciativa do órgão de controle também aponta para uma direção que deveria ser regra em todos os níveis da federação: a transparência na aplicação de emendas deve ser adotada de cima para baixo.

Não faz sentido exigir rigor apenas na ponta, enquanto outras esferas permanecem com níveis distintos de prestação de contas.

Se o recurso é público, independentemente de sua origem, deve estar sujeito aos mesmos critérios de publicidade, rastreabilidade e avaliação. A sociedade precisa saber quanto foi destinado, onde foi aplicado e quais benefícios efetivos foram gerados.

Lamentavelmente, ainda há resistência quando o assunto é prestar contas. E essa resistência levanta uma pergunta inevitável: quem não gosta de transparência prefere o quê? O questionamento é duro, mas necessário.

A ausência de controle abre espaço para distorções, desperdícios e, em casos mais graves, práticas que ferem a ética e a legalidade.

Não se trata de suspeitar previamente de gestores, mas de criar mecanismos que previnam irregularidades e fortaleçam a confiança da população.

Mais do que divulgar números, é fundamental avançar para a avaliação da eficiência. Não basta informar que determinada emenda foi aplicada; é preciso demonstrar o que mudou com aquele investimento.

Houve melhoria no atendimento à população? O serviço público foi ampliado? A obra entregue atende às necessidades da comunidade? O dinheiro público não pode ser medido apenas pela execução orçamentária, mas pelos resultados concretos que produz.

Espera-se, portanto, que as prefeituras sul-mato-grossenses – mais da metade dos municípios do Estado – se adaptem às determinações do órgão de controle.

O cumprimento das exigências não deve ser visto como obstáculo burocrático, mas como oportunidade de aprimorar a gestão e fortalecer a credibilidade das administrações locais. Transparência não é punição; é instrumento de boa governança.

Ao estabelecer parâmetros mais claros para a prestação de contas das emendas parlamentares, o TCE-MS cumpre seu papel e sinaliza que a gestão pública precisa avançar em qualidade e responsabilidade.

Quem ganha com isso é a população, que tem o direito de saber como cada centavo do dinheiro público é aplicado e, sobretudo, quais benefícios reais são entregues à sociedade.

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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Trump diz que "Cuba é a próxima" em discurso]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-cuba-e-a-proxima-em-discurso/464248/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que "Cuba é a próxima", durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, quando elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele tem dito com frequência que acredita que o governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

"Eu construí esse grande exército. Eu disse &#39;Você nunca terá que usá-lo.&#39; Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima", disse Trump na conferência.

Embargo

Cuba sofre um forte embargo por parte do governo dos Estados Unidos. Trump impede que a Venezuela forneça petróleo para a ilha, causando assim uma forte crise energética na ilha. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma série de apagões de energia elétrica, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem luz. Além de hospitais, escolas e outros lugares.

* Com informações da Reuters
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Guerra entre EUA e Irã: Veja 11 acontecimentos recentes e entenda a 'escalada' do conflito]]></title>
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				<description><![CDATA[Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso. No sábado, 21, Trump deu 48 horas para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz - rota vital para o transporte de petróleo bloqueada por ataques iranianos - caso contrário, os EUA atacariam as usinas elétricas do país.

O Irã rejeitou o ultimato e afirmou que o Estreito seria "completamente fechado" caso sua infraestrutura energética fosse atacada.

Neste domingo, 22, o papa Leão XIV disse acompanhar os desdobramentos com consternação e classificou as consequências como um "escândalo". A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental.

Veja abaixo os 11 principais acontecimentos recentes:

1. Trump dá ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz

No sábado, 21, o presidente americano, Donald Trump, deu 48 horas ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir suas centrais de energia elétrica.

"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão várias USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!", disse em uma mensagem no Truth Social.

2. Irã responde Trump e ameaça fechar completamente o Estreito

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o Estreito de Ormuz será completamente fechado se os Estados Unidos atacarem as usinas hidrelétricas do país.

"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas", afirmou a Guarda Revolucionária.

As restrições no Estreito foram impostas pelo Irã no início do mês. As autoridades iranianas alegam que a passagem é possível para "todos, exceto inimigos" - indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

O Irão também disse ter derrubado um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo, 22.

3. Irã ameaça atacar usinas energéticas do Golfo

O Irã afirmou ainda que irá "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e passará a considerar as instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA como "alvos legítimos".

4. Israel ataca ponte estratégica no Líbano

O ministro da Defesa israelense afirmou neste domingo que ordenou aos militares que intensificassem a destruição de pontes e casas no sul do Líbano, reforçando os temores sobre os esforços de Israel para expandir e consolidar uma zona tampão controlada pelos militares na região.

Israel tem combatido o Hezbollah, o grupo armado libanês apoiado pelo Irã. O Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel, que respondeu com uma grande campanha militar no Líbano.

5. Netanyahu promete &#39;atacar pessoalmente&#39; cada dirigente do Irã

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu atacar "pessoalmente" todos os dirigentes do Irã. Ele ainda afirmou que todo o país é "linha de frente" no conflito. As declarações foram dadas neste domingo, 22, durante visita a um local atingido por um míssil iraniano.

"Toda a nação é uma linha da frente, toda a retaguarda é uma linha da frente. E quando estamos na linha da frente, cumprimos essas ordens", disse.

"Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos", disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

Ao menos 100 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em Arad, no sul de Israel, após um ataque iraniano. Pouco antes, a cidade de Dimona, que abriga instalações nucleares, também foi atingida por um míssil. As equipes de resgate israelenses relataram cerca de 30 feridos nesta cidade.

6. Mortes na guerra são um escândalo, diz papa

O papa Leão XIV disse neste domingo que segue "observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência", declarou.

"A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus", prosseguiu.

7. Fase perigosa da guerra, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a guerra no Oriente Médio entrou em uma "fase perigosa" com os ataques perto de instalações nucleares no Irã e em Israel.

"Os ataques contra instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

8. Irã lançou 400 mísseis contra Israel

O Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra Israel desde o início da guerra, dos quais 92% foram interceptados, afirmou um porta-voz do exército israelense.

Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, a República Islâmica "lançou mais de 400 mísseis balísticos" contra Israel, indicou Nadav Shoshani, com "quatro impactos diretos".

9. Morte no norte de Israel em ataque do Líbano

Uma pessoa morreu no norte de Israel devido a um foguete lançado do Líbano, anunciaram socorristas e o exército israelense. O ataque foi reivindicado pelo Hezbollah.

10. Ataques noturnos contra centro dos EUA no aeroporto de Bagdá

Um centro diplomático e de logística americanos do aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, foi atacado oito vezes durante a noite de sábado, afirmou um responsável de segurança do Iraque.

11. Três mísseis atingem capital da Arábia Saudita

Três mísseis balísticos foram detectados perto de Riade, capital da Arábia Saudita, indicou o Ministério da Defesa. "Um míssil foi interceptado e os outros dois caíram em zonas desabitadas", indicou um porta-voz.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Israel anuncia que ministro da Inteligência do Irã foi morto]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que o exército israelense matou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib.

Israel Katz anunciou a morte de Khatib e disse que "surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes", sem dar mais detalhes.

A morte de Khatib ocorre um dia após Israel ter matado o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar Basij, composta por voluntários da Guarda Revolucionária.

O Departamento do Tesouro dos EUA havia sancionado Khatib em 2022, devido ao Ministério da Inteligência "envolver-se em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados"

Khatib "dirige várias redes de agentes de ameaças cibernéticas envolvidos em espionagem cibernética e ataques de ransomware em apoio aos objetivos políticos do Irã", disse o Tesouro na época

O Tesouro também chamou o Ministério da Inteligência do Irã, em outra rodada de sanções, de "um dos principais serviços de segurança do governo iraniano, responsável por graves abusos dos direitos humanos".

"Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores dos direitos humanos, ativistas dos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de grupos religiosos minoritários", afirmou.

O Ministério da Inteligência "também perseguiu agressivamente indivíduos que relatam abusos e violações dos direitos humanos no Irã, bem como suas famílias, e submeteu detidos à tortura em centros de detenção secretos durante seu mandato", segundo o Tesouro americano.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 07:09:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA["O Agente Secreto" é superado nas 4 categorias e fica sem Oscar]]></title>
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				<description><![CDATA[Não deu Brasil no Oscar deste ano. "O Agente Secreto" foi superado nas quatro categorias que disputava —melhor filme, direção de elenco, filme internacional e ator, com Wagner Moura. 

O baiano perdeu para o americano Michael B. Jordan, de "Pecadores", que agradeceu a artistas negros mais experientes que ele. A estatueta principal da premiação, de melhor filme, foi entregue a "Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, obra que saiu com seis troféus ao todo. 

Em filme internacional, o brasileiro foi preterido pelo norueguês "Valor Sentimental", de Joachim Trier. Gabriel Domingues, responsável pela direção de elenco de "O Agente Secreto", foi vencido por Cassandra Kulukundis, de "Uma Batalha Após a Outra".

No ano passado, o longa nacional "Ainda Estou Aqui" venceu a categoria de filme internacional. A atriz Fernanda Torres foi superada por Mikey Madison em melhor atriz.

REAÇÕES

Nas redes sociais, cinéfilos e torcedores brasileiros se revoltaram com a Academia. Entre xingamentos, piadas e provocações, a torcida nacional lamentou a derrota do longa de Kleber Mendonça Filho na premiação e aproveitou para alfinetar o rival norueguês Valor Sentimental, que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional.

Apesar da tristeza, a vitória de Valor Sentimental não foi uma grande surpresa. A obra de Joachim Trier era considerada a grande favorita ao prêmio de Melhor Filme Internacional. Com nove indicações ao Oscar, o longa europeu foi, ao lado de Frankenstein e Marty Supreme, o terceiro filme mais indicado em 2026.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Guerra no Oriente Médio provoca interrupção recorde na oferta de petróleo]]></title>
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				<description><![CDATA[A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo um dia após uma liberação histórica de estoques emergenciais, à medida que a guerra no Oriente Médio prejudica os fluxos através de uma das rotas de trânsito de petróleo mais críticas do mundo.

Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, 12, a organização com sede em Paris - que representa as principais nações consumidoras de petróleo - agora prevê crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente. O aumento integral da oferta deverá vir de fora da aliança Opep+, uma vez que o conflito força os principais produtores do Golfo a reduzir a produção.

Em março, a oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022.

"A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo", disse a AIE, acrescentando que, no mês passado, o suprimento mundial cresceu 380 mil bpd.

O Estreito de Ormuz - rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo - permanece efetivamente fechado. O Irã tem atacado navios cargueiros e infraestrutura energética-chave na região. Produtores importantes, como Kuwait e Iraque, começaram a cortar a produção Já a Arábia Saudita tem redirecionado os fluxos para canais alternativos.

Do lado da demanda, a AIE cortou sua projeção de avanço global para este ano para 640 mil bpd, ante 850 mil bpd, à medida que incertezas do conflito e a consequente alta do petróleo pesam sobre o consumo. Apenas para março e abril, a agência reduziu sua previsão de avanço na demanda em cerca de 1 milhão de barris

Ontem, a AIE anunciou planos de liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Dois navios cargueiros são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz]]></title>
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				<description><![CDATA[Dois navios cargueiros foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 11, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla inglês), ligado à Marinha britânica.

Uma embarcação foi atingida na costa dos Emirados Árabes Unidos, mas o UKMTO não soube informar a extensão dos danos.

Outro navio foi atacado e pegou fogo ao norte de Omã. A tripulação deixou o navio após a explosão, de acordo com o UKMTO Não foi possível determinar a origem dos projéteis.

O Estreito de Ormuz, que serve de passagem para cerca de 20% da produção global de petróleo, virou protagonista da guerra do Irã Enquanto o regime iraniano prometeu fechar a passagem enquanto estiver sob ataque dos Estados Unidos e de Israel.

]O presidente americano, Donald Trump, ameaçou ampliar a ofensiva contra o país em "20 vezes" caso o fluxo do petróleo seja interrompido. 

MAIS ATAQUES

O Irã voltou a lançar ataques contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico na madrugada desta quarta-feira, o 12º dia da guerra no Oriente Médio.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter destruído cinco drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah, além de outros dois outros artefatos que sobrevoaram o leste do país.

No Bahrein, sirenes de alerta indicaram a iminência de um ataque, enquanto os Emirados Árabes Unidos acionaram a defesa aérea contra a ofensiva iraniana.

Já as forças de Israel detectaram mísseis lançados pelo Irã a caminho do país. Sirenes e explosões foram ouvidas em Tel-Aviv. 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 07:16:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Irã dispara mísseis após escolha de novo líder; EUA esvaziam embaixada]]></title>
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				<description><![CDATA[Após a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo, neste domingo, 8, o Irã lançou uma nova leva de mísseis contra Israel e vizinhos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, mostrando pouca disposição de desescalar o conflito. Em paralelo, o governo americano determinou a evacuação de sua embaixada na Arábia Saudita.

Explosões foram ouvidas em Doha e o Ministério da Defesa do Catar informou se tratar de um ataque com mísseis contra o país nesta segunda-feira, 9, horário local. Já nos Emirados Árabes, um incêndio foi registrado em uma instalação petrolífera após um ataque em Fujairah.

O Kuwait também apontou estar trabalhando para repelir ataques com drones e mísseis. Já no Bahrein, um ataque com drone iraniano deixou 32 civis feridos, segundo o Ministério da Saúde do país.

O disparo da primeira salva de mísseis contra Israel após a escolha do novo líder supremo foi anunciado pela rádio e televisão estatal Irib.

"Os mísseis defensivos iranianos respondem ao terceiro guia da República Islâmica", indicou a Irib no Telegram, mostrando o corpo de um projétil marcado com a inscrição "às suas ordens, Seyyed Mojtaba", uma referência religiosa xiita.

Enquanto isso, o serviço de emergência de Israel confirmou que pelo menos uma mulher ficou ferida por destroços lançados pelo vento na cidade de Rishon LeZion, no centro do país nesta segunda-feira. Ela se encontra-se em condição moderada.

O serviço de emergência Magen David Adom acrescentou que prestou atendimento médico à mulher no local.Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um carro com vidros quebrados e destroços espalhados pela rua.

Esvaziamento de embaixada

Os Estados Unidos ordenaram na noite de domingo a saída do pessoal da sua embaixada na Arábia Saudita, enquanto o Irã ataca este reino do Golfo em retaliação pela ofensiva de Washington e Israel.

O Departamento de Estado indicou em um aviso de viagem que havia "ordenado que funcionários do governo americano que não fossem de emergência e familiares de funcionários do governo americano deixassem a Arábia Saudita devido aos riscos à sua segurança".

A ordem reflete os temores persistentes sobre os ataques do Irã, em um momento em que o presidente Donald Trump avisa que está pronto para continuar a guerra por semanas e Teerã se diz preparada para responder.

Os Estados Unidos já haviam permitido a saída de funcionários não essenciais, mas não haviam exigido que o fizessem.

O Departamento de Estado também informou que mantém o aviso aos americanos para "reconsiderarem viajar" para a Arábia Saudita, sem desaconselhar todas as viagens ao reino.

Drones atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riad na semana passada e também causaram danos às embaixadas americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos.

A Arábia Saudita informou no domingo que duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas quando um projétil caiu na província de Al Kharj, a sudeste de Riad.

Capital iraniana sob fogo e combates no Líbano

Mais cedo, várias explosões foram ouvidas em várias partes da capital iraniana, segundo jornalistas da AFP.

Não ficou imediatamente claro o que foi alvo dos ataques, com nuvens de fumaça ainda cobrindo o horizonte após ataques noturnos a depósitos de petróleo em Teerã e arredores.

O exército israelense afirmou ter lançado uma série de ataques contra a "infraestrutura do regime" no centro do Irã na segunda-feira, o primeiro anúncio desse tipo desde que a república islâmica nomeou um novo líder supremo.

As forças israelenses "iniciaram uma nova onda de ataques contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano no centro do Irã", disseram os militares em um breve comunicado, pouco depois de anunciarem ataques contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

Enquanto isso, o grupo terrorista Hezbollah afirmou estar enfrentando as forças israelenses que pousaram durante a madrugada no leste do Líbano, em helicópteros que cruzaram a fronteira com a Síria.

Duas fontes do Hezbollah disseram à AFP, sob condição de anonimato, que um helicóptero israelense na área foi abatido pelo grupo. Não há confirmação por parte dos israelenses, que, porém, afirmam terem feito ataques a alvos do grupo terrorista em Beirute.

Petróleo em alta e bolsas asiáticas em baixa

Em meio ao acirramento do conflito, o preço do barril do petróleo ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez desde julho de 2022.

As bolsas da Coreia do Sul e do Japão despencaram na manhã desta segunda-feira, 9, depois que os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro anos. (Com agências internacionais).
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder do Irã, diz mídia estatal]]></title>
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				<description><![CDATA[Mojtaba Khamenei, o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado o novo líder do Irã, segundo informações da mídia estatal do país. O nome já vinha sendo ventilado desde as primeiras horas deste domingo.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar mais retaliações se o nome escolhido não tivesse a sua aprovação prévia.

"Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo", afirmou Trump, ao canal americano ABC News

Questionado se estaria disposto a aprovar alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu:

"Sim, para escolher um bom líder, eu aprovaria. Há inúmeras pessoas que poderiam se qualificar".

Quem é Mojtaba Khamenei?

Mojtaba Hosseini Khamenei, filho de 56 anos do líder supremo iraniano Ali Khamenei ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da "Onda Verde" em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder Considerado linha-dura.

Sua eventual liderança indica pouca ou nenhuma mudança política no país. Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Trump diz que não há prazo para fim da guerra com Irã]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na noite deste sábado, 7, que não está em busca de um acordo com o Irã, após dizer que também não há um prazo fixo para acabar com a guerra.

"Custe o que custar", disse Trump a jornalistas após ser questionado se existe uma linha do tempo para o fim do conflito. "Queremos escolher um presidente no Irã que não leve o país para a guerra."

O chefe da Casa Branca também afirmou que o governo americano começará a reabastecer as reservas estratégicas de petróleo do país "no momento certo". O reservatório teve parte de sua capacidade utilizada pelo ex-presidente Joe Biden para conter os preços do petróleo durante a guerra na Ucrânia, algo que Trump já negou que irá fazer após o início do conflito no Irã.

O mandatário disse ainda que não há indícios de que a Rússia esteja prestando assistência ao Irã e acusou o próprio país persa por um ataque de mísseis numa escola em Teerã que matou mais de 100 crianças.

O que diz o Irã

Autoridades do Irã afirmaram neste sábado que as áreas de países vizinhos do país que estão sendo utilizadas como plataformas para ataques dos Estados Unidos são alvos legítimos de retaliação.


"A origem de qualquer ataque será o destino de nossa resposta", disse o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em publicação o X. "As bases americanas na região são plataformas para ataques ao Irã".


Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques do país persa a outras nações da região, afirmando que Teerã não atacaria ou dispararia mais mísseis contra eles, a menos que o Irã seja atacado por esses países.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, comentou as declarações de Pezeshkian, ao afirmar que a redução das tensões no Golfo Pérsico só poderia ocorrer se os países não cedessem seus territórios para ataques ao Irã.


"Esse gesto em direção aos países vizinhos foi praticamente anulado de imediato pelo presidente Trump", disse Araghchi.


O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, alertou o Irã a não lançar mais mísseis em direção ao território turco, após um projétil disparado do Irã ter sido interceptado por sistemas de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) antes de entrar no espaço aéreo turco. Catar e Bahrein também já relataram ataques de mísseis e drones do Irã nesta sábado.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 19:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Com gasolina em alta e mísseis em baixa, Trump exige rendição do Irã]]></title>
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				<description><![CDATA[Donald Trump exigiu nesta sexta-feira, 6, a rendição incondicional do Irã e a escolha de um líder aceitável para suceder ao aiatolá Ali Khamenei. As declarações foram dadas em um momento de pressão sobre o presidente americano, mais suscetível ao preço da gasolina nos EUA, que não para de subir, e aos estoques de mísseis interceptadores, cada vez mais baixos.

"Não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional! Depois disso, e da escolha de um líder aceitável, nós e nossos aliados trabalharemos para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o maior, melhor e mais forte do que nunca. O Irã tem um grande futuro. Façam o Irã grande de novo", escreveu Trump em sua rede social.

A postagem ocorreu após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, dizer que alguns países iniciaram esforços de mediação para encerrar a guerra. Na quinta-feira, 5, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista ao programa NBC Nightly News, rejeitou qualquer diálogo e disse que espera a invasão por terra dos americanos.

"Não temos uma boa experiência em negociar com os EUA, especialmente com este governo. Negociamos duas vezes, no ano passado e neste ano, e no meio do caminho eles nos atacaram", disse.

O maior obstáculo para um acordo no momento, além da falta de confiança dos iranianos, é encontrar um interlocutor no regime, que ainda não escolheu o substituto de Khamenei - embora seu filho Mujtaba seja o favorito. Trump já afirmou que a escolha é "inaceitável" e exigiu ter poder de veto sobre o nome que sair do Conselho de Especialistas, órgão de mais de 80 aiatolás.

Pressa

Tempo, porém, é coisa que Trump não tem - apesar de ele dizer que os EUA têm recursos "ilimitados" e pode travar uma guerra "para sempre". Os preços da gasolina subiram novamente ontem: o valor médio do litro chegou a US$ 0,88 (R$ 4,61), nível mais alto desde setembro de 2024, 34 centavos de dólar mais caro (ou 11% a mais) do que quando a guerra começou, na semana passada.

O preço dos combustíveis tem impacto na economia americana, afetando o custo do transporte de mercadorias, pressionando a inflação e mexendo com o humor dos americanos em um ano eleitoral - a eleição legislativa de novembro renovará a Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

Além da pressão interna, o governo americano precisa se preocupar com outro problema diretamente ligado à capacidade de defesa das bases dos EUA no Oriente Médio e de seus aliados do Golfo Pérsico: os estoques cada vez mais baixos de mísseis interceptadores Patriot, que vêm sendo usados contra os drones Shahed do Irã.

O governo dos Emirados Árabes, por exemplo, disse ter interceptado 1.001 dos 1.072 drones iranianos lançados desde o início da guerra. A esse ritmo, o estoque do país duraria aproximadamente uma semana. No caso do Catar, a situação é mais grave e o arsenal estaria no fim em questão de dias.

Produção

Um sinal da pressa da Casa Branca foi a reunião de ontem de membros do governo com executivos das maiores empresas de defesa dos EUA para acelerar a reposição do estoque. Lockheed Martin, Raytheon, Boeing, Northrop, além de outros fornecedores, prometeram "quadruplicar" a produção, segundo Trump.

Outro problema mais difícil de resolver é a disparidade de custo. Um Patriot custa US$ 4 milhões. Ele vem sendo usado para interceptar drones iranianos de US$ 20 mil. Por isso, além de acelerar a produção, os EUA e seus aliados estão pedindo ajuda de um país improvável: a Ucrânia.

Ninguém no mundo tem tanta experiência como os ucranianos em se defender contra os drones do Irã, que vêm sendo usados pela Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse ter recebido um pedido formal de ajuda dos EUA. Seu governo já está em negociações com países do Golfo para exportar interceptores que custam uma fração do sofisticado equipamento americano.

Zelenski afirmou que mais de 800 Patriots foram lançados no Oriente Médio desde o início da guerra contra drones e mísseis do Irã. "A Ucrânia nunca teve tantos mísseis interceptadores assim para repelir ataques da Rússia nos últimos quatro anos somados", disse.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender amargamente por ataque a fragata]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos vão se "arrepender amargamente" por terem afundado uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, na véspera.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", afirmou o chanceler, nas redes sociais. "Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram."

Uma operação de resgate lançada pelo Sri Lanka encontrou 32 sobreviventes e 87 corpos no local em que a fragata afundou após ter sido atingida por um torpedo lançado por um submarino americano.
 

MORTE HAMAS

Um ataque israelense a um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano matou um dos líderes do Hamas, informou a agência de notícias estatal libanesa ANI na manhã desta quinta-feira, 5. Esse é o primeiro "alto funcionário" do grupo islâmico palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.

Wasim Atala al-Ali e esposa foram mortos quando "um drone inimigo atingiu sua casa" no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a agência, que o descreveu como um "alto funcionário" do grupo terrorista. Inicialmente, o exército israelense não informou quem era o alvo do ataque.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Líbano já havia confirmado que o exército israelense atingiu um prédio no campo de refugiados palestinos matando duas pessoas; uma terceira ficou ferida em decorrência do bombardeio.

Localizado a cerca de 85 km ao norte de Beirute e a mais de 180 km da fronteira entre o Líbano e Israel, Beddawi foi alvo de ataques durante a guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024, o exército israelense afirmou em julho ter atacado uma figura do Hamas no campo. (Com agências internacionais).
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 07:16:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Neymar lamenta lesão de Rodrygo e se declara ao jogador: 'Meu herdeiro']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/neymar-lamenta-lesao-de-rodrygo-e-se-declara-ao-jogador-meu/462984/</link>
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				<description><![CDATA[Neymar se manifestou sobre a grave lesão sofrida pelo atacante Rodrygo, do Real Madrid, que o deixará fora da Copa do Mundo de 2026. O meia do Santos lamentou o ocorrido e prestou apoio ao jogador de 25 anos.

"Hoje é um dos dias mais tristes pra mim. Quando fiquei sabendo da lesão, me passou um filme na cabeça. Todo sofrimento, toda angústia e o medo de viver essa lesão! Meu 10, meu menino, meu herdeiro (como te chamo) só te peço uma coisa ... &#39;cuida da sua cabeça&#39; agora é hora de colocar todo mundo que você ama ao seu redor", disse Neymar.

"E como você disse, você não merecia passar por isso justo agora . mas quem somos nós pra duvidar dos planos de Deus. Irmãozinho … FORÇA, tenho certeza que irá voltar voando. Te amo da mesma forma que me deu apoio, eu estarei aqui por você", completou.

Rodrygo rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito durante a disputa da partida entre Real Madrid e Getafe, pela La Liga, que ocorreu nesta segunda.

O atacante brasileiro também se manifestou nas redes sociais. "Um grande obstáculo surgiu na minha vida, na minha carreira, e que me impede de fazer o que eu mais amo por um certo tempo", escreveu.

"Mesmo sendo um momento muito difícil, prometo não parar por aqui, acredito que ainda tenho muitas coisas incríveis pra viver e alegrar a todos que confiam em mim, é só um até breve… Deus continua no controle de tudo", finalizou.

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol lamentou a lesão do atleta. "O departamento médico da seleção manteve contato nas últimas horas com os médicos da equipe espanhola e se colocou à disposição para ajudar no que for preciso. A CBF deseja ao atleta pronta recuperação e que retorne o quanto antes aos gramados."
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				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Irã ataca base aérea no Bahrein; EUA atingem Guarda Revolucionária]]></title>
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				<description><![CDATA[A Guarda Revolucionária Islâmica lançou um ataque com mísseis e drones contra uma base aérea no Bahrein, informou a imprensa estatal do Irã nesta terça-feira, 3. Em Teerã, a madrugada desta terça foi marcada por sons de explosões e aviões

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta terça-feira que destruiu instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, além de aeródromos militares e equipamentos de defesa aérea e de lançamento de mísseis e de drones.

"Continuaremos a tomar medidas decisivas contra ameaças iminentes colocadas pelo regime iraniano", disse o Centcom, em publicação no X.

SUPOSTA AMEAÇA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira, 2, que o Irã estava reconstruindo locais que tornariam o programa de mísseis balísticos e o programa de bombas atômicas imunes a ataques em alguns meses.

Netanyahu não apresentou evidências sobre as afirmações, e fotos de satélite analisadas pela Associated Press mostram atividade limitada em dois locais que abrigavam instalação nucleares do Irã antes da guerra.

Em entrevista à Fox News, o premiê israelense afirmou ainda que o ataque iniciado no sábado (28) criará condições para que o povo do Irã forme um governo democrático.

DATACENTERS

 A Amazon informou nesta terça-feira (3) que teve dois data centers atingidos por drones nos Emirados Árabes Unidos. Outra instalação da empresa no Bahrein foi atingida por destroços de um drone. A Amazon disse que trabalha para recuperar a infraestrutura danificada.

PREÇO DO GÁS

Os preços do gás natural na Europa dispararam mais de 20% nesta terça-feira, 3, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Catar, abalar os mercados e elevar as preocupações sobre o fornecimento global.

O contrato holandês TTF (Title Transfer Facility) para abril saltou 29,5%, para 57,50 euros por megawatt-hora nas negociações iniciais, atingindo o patamar mais alto em mais de um ano. Os preços começaram a subir na segunda-feira, 2, depois que a estatal QatarEnergy suspendeu a produção no complexo de Ras Laffan, após um ataque de drone iraniano.

"Essa é a maior ameaça aos mercados mundiais de gás desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022", disseram analistas do ANZ.

O Catar é o segundo maior exportador de GNL do mundo. O país atende principalmente clientes na Ásia, embora qualquer interrupção prolongada provavelmente force importadores europeus e asiáticos a competir por cargas spot limitadas, elevando os preços em ambas as regiões.

A interrupção ocorreu no momento em que o mercado já enfrentava o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota de navegação crítica na entrada do Golfo Pérsico que escoa mais de 20% do fornecimento mundial de GNL.

O momento é particularmente sensível para a Europa. Com a temporada de aquecimento se aproximando do fim e os estoques bem abaixo dos níveis sazonais, a região enfrentará pressão crescente para reconstruir o armazenamento antes do próximo inverno.

Enquanto isso, os suprimentos alternativos permanecem limitados. Embora os EUA possam aumentar as exportações, operadores dizem que volumes adicionais não seriam suficientes para compensar perdas prolongadas da produção do Catar.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 07:07:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Derrubar Irã busca deter China e projetar Israel, dizem analistas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/derrubar-ira-busca-deter-china-e-projetar-israel-dizem-analistas/462896/</link>
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				<description><![CDATA[A segunda agressão dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã, em um intervalo de oito meses, busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Essa avaliação é de especialistas em geopolítica e relações internacionais consultados pela Agência Brasil neste domingo (1°). Os analistas questionam o discurso oficial dos EUA e de Israel de que o ataque é “preventivo”, contra supostas ambições do Irã de construir uma bomba atômica que ameaçaria a Casa Branca e seus aliados.

A professora de pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, Rashmi Singh, destacou que os enviados de Trump ao Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, foram desmentidos pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi.

Enquanto os enviados de Trump alegavam que as conversas não avançavam, o diplomata de Omã, responsável pela mediação das negociações, veio a público afirmar que o acordo para limitar o programa nuclear de Teerã estava próximo.

Albusaidi revelou, um dia antes dos ataques, que o Irã aceitou não manter em estoque qualquer quantidade de urânio enriquecido, que é o material necessário para a fabricação de artefatos nucleares.

“Os EUA e Israel entraram em guerra quando um avanço diplomático e a paz estavam ao alcance. Então, por que agora? Tanto os EUA quanto Israel acreditam que o Irã está fraco e veem isso como uma oportunidade estratégica para instalar um governo mais moderado no país”, afirmou Rashmi Singh.

Para a professora da PUC Minas, o objetivo da guerra é instalar um governo “fantoche” de Washington no Irã e eliminar o principal obstáculo à hegemonia de Tel Aviv em todo o Oriente Médio.

“Também devemos lembrar que Netanyahu enfrenta eleições gerais ainda este ano e tentará usar o Irã para fortalecer sua posição política. Já vimos nos últimos dois anos de atuação israelense em Gaza, contra o Hamas, como Netanyahu é hábil em usar a guerra, e até o genocídio, não apenas para se manter no poder, mas também para escapar da Justiça”, completou a professora Singh. 

Conter a China

O professor de relações internacionais Robson Valdez, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ponderou à Agência Brasil que “dificilmente” pode se explicar os ataques contra o Irã pela versão da “contenção nuclear”.

Para o analista, o ponto fundamental envolve a disputa pelo equilíbrio de poder no Oriente Médio, com a tentativa de Israel e EUA conter a influência regional de Teerã.

“[A guerra] pode afetar especialmente a China, grande importadora do petróleo iraniano, que passa ali pelo Estreito de Ormuz. O conflito combina essa contenção estratégica em relação ao Irã, e também a eterna e tradicional rivalidade regional envolvendo Israel, Turquia, Irã e Arábia Saudita, e, mais recentemente, também os Emirados Árabes Unidos”, ponderou o professor Valdez.

Na avaliação do cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos, como Israel não conseguiu derrubar o governo do Irã na guerra dos 12 dias de 2025, se fez necessária essa nova investida contra Teerã. 

“Enquanto houver mísseis balísticos e drones iranianos, Israel não terá a supremacia estratégica regional e poderá ser atingido. Além disso, o Irã é o coração do mundo no projeto geoeconômico chinês”, afirmou.

Ramos acrescenta que, caso o Irã caia, voltam a chegar armas nas mãos do Partido Islâmico do Turquestão Oriental, via Quirguistão. Segundo ele, o grupo estaria armando, historicamente, os uigures, que lutam contra Pequim na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China.

“O Irã alinhado ao eixo ocidental também concederia uma cabeça de ponte perfeita ao sufocamento e à sabotagem dos projetos de infraestrutura da China na Ásia Central”, completou Ali Ramos.

Para o historiador de conflitos armados e de geopolítica Rodolfo Queiroz Laterza, os EUA tentam retirar o Irã da rota econômica e comercial construída pela China e pela Rússia na Eurásia, que é o território que une Europa e Ásia.  

Segundo essa tese, a guerra contra o Irã deve ser analisada no contexto mais amplo da chamada “guerra comercial” entre Washington e Pequim, pela supremacia da economia global.

O Irã é o quinto maior produtor de petróleo do planeta, e disputa a terceira posição entre os países com maiores reservas comprovadas de hidrocarbonetos do mundo.

Projetar Israel

O especialista em Oriente Médio Mohammed Nadir, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC), descarta a justificativa oficial de “ameaça nuclear” do Irã, ou mesmo a neutralização do programa de mísseis balísticos e a contenção do Eixo da Resistência, apoiado pelo Irã.

“O real motivo é acabar com qualquer possibilidade de uma potência pujante no Oriente Médio e manter a hegemonia de Israel. Esta guerra não é uma guerra americana, mas é uma guerra de Benjamin Netanyahu e, por extensão, de Israel, que quer se tornar o hegemônico incontestável no Oriente Médio. E os EUA querem garantir essa primazia a Israel”, disse.

Nadir lembra ainda da justificativa da existência de “armas de destruição em massa” usada pelos Estados Unidos para a invasão do Iraque, em 2003, que depois se mostrou falsa.

Política imperialista

Para o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes, os EUA sempre usaram o programa nuclear do Irã como pretexto contra Teerã, em mais de meio século de relações hostis entre os dois países.

“O Irã faz parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), então o Irã pode ser inspecionado a qualquer momento, sem aviso prévio, pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia), e o Irã sempre tem contribuído”, ponderou Menezes.

Por outro lado, o especialista avalia que a invasão da Ucrânia e outros acontecimentos recentes incentivam o Irã a desenvolver cada vez mais seu programa nuclear. De toda forma, o professor da UnB avalia que os EUA querem redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Médio.

“Trump fala abertamente que nenhum governo hostil aos EUA, que os ameacem de alguma forma, vai permanecer no poder, e ele está aplicando essa política que nós estamos vendo, imperialista, uma política agressiva”, afirmou Roberto Goulart Menezes.

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã, em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato, em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e o fim do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, informou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido, decisão até então inédita.

“Isso é, sem dúvida, uma grande conquista. É algo que não estava presente no antigo acordo negociado durante o governo do presidente Obama. Portanto, haverá zero acumulação, zero estocagem e verificação completa”, informou o ministro das Relações Exteriores de Omã, em entrevista à rede de TV CBS.

As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica triunfou no Irã, derrubando o governo aliado de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua economia.

O imperialismo é o conceito usado quando “um país central se vale de seu maior poderio econômico, político e militar para subordinar países periféricos de acordo com seus próprios interesses”, explicou o sociólogo Raphael Seabra, professor da Universidade de Brasília (UnB).

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 07:42:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Todos que achávamos que poderiam assumir o poder no Irã morreram, diz Trump]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as lideranças que haviam sido identificadas para assumir o comando do Irã após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, no sábado, 28, morreram em decorrência da ofensiva.

"Não será ninguém que pensávamos, porque todos estão mortos. O segundo e terceiro na linha de sucessão morreram", disse Trump, em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, divulgada pelas redes sociais.

Trump afirmou também que matou o aiatolá antes que fosse morto pelo regime iraniano. "Eles tentaram duas vezes. Bem, eu o peguei primeiro", disse o americano, em referência a um episódio de 2024.

INSTALAÇÕES NUCLEARES

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que, "até agora", não há nenhuma indicação de que qualquer uma das instalações nucleares tenham sido danificadas ou atingidas, incluindo a usina nuclear de Bushehr, o Reator de Pesquisa de Teerã ou outras instalações do ciclo de combustível nuclear no Irã. A declaração foi dada em sessão especial do Conselho, nesta segunda-feira (2).

Ele acrescentou que a AIEA continua tentando contatar as autoridades reguladoras nucleares iranianas por meio do próprio Centro de Incidentes e Emergências da AIEA, mas está "sem resposta até agora" dadas as limitações nas comunicações causadas pelo conflito.

Grossi pediu contenção militar, alertando que o Irã e muitos outros países na região que foram alvos militares têm "usinas nucleares operacionais e reatores de pesquisa nuclear, bem como locais de armazenamento de combustível associados, aumentando a ameaça à segurança nuclear".

Ele acrescentou que, até agora, "nenhuma elevação dos níveis de radiação acima dos níveis de fundo usuais foi detectada em países que fazem fronteira com o Irã."

O embaixador do Irã na AIEA, Reza Najafi, no entanto, alegou nesta segunda que ataques aéreos dos EUA e Israel tiveram como alvo a instalação de enriquecimento de Natanz em seu país, o que contradiz o comentário de Grossi. "Novamente, eles atacaram as instalações nucleares pacíficas e salvaguardadas do Irã. Sua justificativa de que o Irã quer desenvolver armas nucleares é simplesmente uma grande mentira", disse. 

PERSPECTIVA DE DIÁLOGO

John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao site Politico que as sanções contra o Irã podem ser levantadas pela Casa Branca, a depender do governo que se formará após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei.

Bolton entende que os preços do petróleo vão subir no curto prazo devido à paralisação do fluxo provocada pelas seguradoras. Contudo, a possível suspensão das sanções a médio prazo pode derrubar o preço das commodities.

"Será necessário investir para atualizar os equipamentos, que estão ultrapassados e danificados, mesmo que não tanto quanto na Venezuela", disse o ex-conselheiro de Trump.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 07:24:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos]]></title>
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				<description><![CDATA[A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.

De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 

Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Irã revida ataque conjunto e lança mísseis contra Israel e bases americanas]]></title>
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				<description><![CDATA[O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado, 28. O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. "Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las", afirmou a organização de Israel nas redes sociais.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas "iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis".

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado "medidas prévias" para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade.

Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Mais cedo, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em ação militar conjunta, após semanas de ameaças do presidente americano Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento.

EMBAIXADOR NO BRASIL

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado, 28, o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico "levará todos os inimigos ao arrependimento".

Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque.

"Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país", diz o texto.

A seguir, o comunicado afirma que Irã e Estados Unidos estavam "no curso de um processo diplomático".

"Apesar de estarmos cientes das intenções dos Estados Unidos e do regime sionista de perpetrar nova agressão militar, voltamos a participar de negociações a fim de esgotar os argumentos perante a comunidade internacional e todos os países do mundo, para demonstrar a legitimidade do povo iraniano e evidenciar a ilegitimidade de qualquer pretexto para a agressão", afirma.

O ministério diz que o Irã se orgulha de "ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra".

"Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo", continua. "Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza."

O ministério diz que os ataques violam Carta das Nações Unidas e configuram clara agressão armada contra o Irã, e que a resposta à ação é direito legal e legítimo do país.

Além disso, cita "grave responsabilidade da Organização das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança de agir imediatamente para enfrentar a violação da paz e da segurança internacionais decorrente da agressão militar".

A ação conjunta acontece após semanas de ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Em um vídeo de oito minutos divulgado após o anúncio dos ataques militares ao Irã, Trump alertou que Teerã "deve abaixar as armas ou enfrentar uma morte certa".

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:46:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que 'se dá muito bem' com Lula E 'adoraria recebê-lo' na casa Branca]]></title>
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				<description><![CDATA[Ao falar com repórteres na Casa Branca nesta sexta-feira, 27, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que adoraria receber o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do governo americano. Ele não detalhou se já há uma data para o encontro.

"Bem, eu me dou muito bem com o presidente do Brasil. Adoraria recebê-lo", afirmou. O republicano também não especificou quais assuntos os dois discutiriam.

Recentemente, durante visita oficial à Coreia do Sul, Lula também falou sobre um possível encontro com Trump. O presidente brasileiro sugeriu que o ideal seria que sua visita aos EUA ocorresse por volta do dia 16 de março, mas destacou que ainda não havia uma data definida. Ele também evitou dizer quais assuntos seriam debatidos durante a reunião.

"Eu tenho uma pauta com o presidente Trump, que é uma pauta eminentemente de interesse do Brasil. Tem outra que é de interesse do multilateralismo. Tem outra que é de interesse da democracia. E isso eu vou conversar com ele. Agora, ele também tem a pauta dele para mim. Eu só posso aguardar a reunião", disse Lula a jornalistas em Seul, capital do país asiático.

A visita de Lula aos EUA foi combinada entre os dois líderes durante telefonema em janeiro, mas vinha sendo discutida desde novembro do ano passado. O Palácio do Planalto chegou a falar que o encontro poderia ocorrer no fim de fevereiro, ao relatar o telefonema pela primeira vez. Mas a reunião na Casa Branca segue sem data oficial para ocorrer, com negociações nos bastidores.

Lula e Trump se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2025. A conversa foi breve, tendo durado menos de um minuto, mas deixou uma boa impressão em Trump. Desde então, os dois presidentes se encontraram presencialmente mais uma vez, na Malásia, e conversaram por telefone três vezes.

Como mostrou o Estadão, no momento em que os dois governos discutem preparativos da viagem de Lula aos EUA, o governo Trump teria escolhido para lidar com o Brasil o empresário de mídia e estrategista político Darren Beattie. O escolhido internamente tem elos com a ala trumpista mais radical e com o bolsonarismo e se tornou vocal crítico do governo Lula durante o auge da crise diplomática no ano passado, que resultou em sanções e no tarifaço.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:38:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Príncipe herdeiro do Irã chama ataque de 'intervenção humanitária']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/principe-herdeiro-do-ira-chama-ataque-de-intervencao-humanitaria/462816/</link>
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				<description><![CDATA[O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, classificou o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel à nação islâmica como uma &#39;intervenção humanitária&#39;. Os países lançaram mísseis sobre a capital, Teerã, e outras partes do território durante a madrugada deste sábado, 28.

Reza Pahlavi, 65 anos, é o filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irã, que foi deposto em 1979 pela Revolução Islâmica liderada pelo aiatola Ruhollah Khomeini.

"Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, seu aparato de repressão e sua máquina de matar; não o grande país e nação do Irã", escreveu em uma publicação feita no X neste sábado, 28. Ainda segundo Pahlavi, o bravo povo do Irã está "muito perto da vitória final".

Na mensagem, Pahlavi se dirige aos militares, policiais e forças de segurança do país, ao presidente Donald Trump e à população iraniana.

O príncipe herdeiro faz um apelo para que as forças do país se "unam à nação" afirmando que seu "dever é defender o povo, e não um regime que mantém nossa pátria como refém por meio da repressão e do crime". E adverte que, caso isso não aconteça, "vocês afundarão com o navio naufragado de Khamenei e seu regime".

A Trump, Pahlavi pediu ao presidente que as forças "exerçam a máxima cautela para proteger a vida dos civis" afirmando que o povo iraniano é um aliado dos EUA.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:29:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[EUA e Israel lançam ataque conjunto contra o Irã]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-e-israel-lancam-ataque-conjunto-contra-o-ira/462813/</link>
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				<description><![CDATA[Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na manhã deste sábado, 28. A ação acontece após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.

A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada "Operação Fúria Épica". Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. Informações iniciais apontam que o ataque aconteceu próximo à uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.

Em uma publicação na Truth Social, Trump confirmou o ataque afirmando que o objetivo é "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano", formado, segundo ele, por "um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis".

"Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo", completou.

Também em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que ele chamou de "ameaça existencial" representada pelo Irã.

Segundo ele, o ataque contra o governo iraniano pode "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".

Após a investida, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos.

O Ministério da Saúde do Irã informou que "ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e os hospitais estão em alerta". A número estimado de feridos e as locais exatos atingidos ainda não foram divulgados, completou a pasta.

A informação do ataque foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que descreveu o ataque como uma ação para "eliminar ameaças", sem fornecer mais detalhes da ação.

Em junho do ano passado, os EUA bombardearam as instalações nucleares do Irã durante uma guerra de 12 dias entre os países do Oriente Médio. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAI)
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:23:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[No México, morte de chefe de cartel desencadeia onda de violência]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/no-mexico-morte-de-chefe-de-cartel-desencadeia-onda-de-violencia/462545/</link>
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				<description><![CDATA[Uma operação do Exército do México resultou na morte do chefe do cartel Jalisco Nueva Generación, Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho. A organização é conhecida por traficar fentanil, metanfetamina e cocaína para os Estados Unidos.

Cervantes e outros seis membros do cartel foram mortos a tiros em Talapa, no Estado de Jalisco, no domingo, 22. A ofensiva militar contra o grupo, no entanto, desencadeou uma onda de violência que atingiu 20 Estados mexicanos. Por segurança, as aulas foram suspensas nesta segunda-feira, 23, em várias localidades.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população e disse que a maioria dos mais de 250 bloqueios de estradas realizados por integrantes do cartel já havia sido desfeita na noite do domingo.

A Casa Branca confirmou que os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência à operação para capturar o líder do cartel e aplaudiu o Exército do México por abatê-lo.

Guadalajara, a capital do Estado de Jalisco e a segunda maior cidade do México, ficou quase completamente paralisada no domingo. O aeroporto da cidade operou com pessoal reduzido devido ao surto de violência.

Autoridades em Jalisco, Michoacán e Guanajuato informaram que ao menos outras 14 pessoas morreram no domingo em meio aos distúrbios, incluindo sete membros da Guarda Nacional. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 07:29:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Em Seul, Lula anuncia acordos comerciais com a Coreia do Sul]]></title>
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				<description><![CDATA[Em declaração conjunta, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung, da Coreia do Sul, anunciaram, nesta segunda-feira (23), em Seul, acordos nas áreas da agricultura, tecnologia, medicamentos e um incremento no intercâmbio cultural e educacional.  Eles reforçaram o comprometimento dos dois países em ampliar o comércio bilateral.

Depois da visita à Índía, Lula se reuniu na manhã de hoje com o presidente coreano. Em entrevista, os dois presidentes também destacaram o compromisso dos dois países com os valores democráticos e o fortalecimento da soberania popular frente a cenários de extremismo, desinformação e ameaças autoritárias.

“Realizei uma visita oficial em 2005 e voltei em 2010, por ocasião da Cúpula do G20. Desde então, nenhum outro mandatário brasileiro veio ao país. Esse hiato é incompatível com os vínculos sociais e econômicos existentes entre nossos povos. Hoje, elevamos o relacionamento entre Brasil e Coreia ao patamar de Parceria Estratégica e lançamos um Plano de Ação com iniciativas concretas para os próximos três anos", disse Lula

O presidente brasileiro também falou sobre os laços comerciais entre Brasil e Coreia do Sul:

“O Brasil é o principal destino dos investimentos coreanos na América Latina. Com intercâmbio de US$ 11 bilhões, a Coreia é nosso 4º parceiro comercial na Ásia”, disse. E complementou: “Agora, damos início a um renovado ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada”.

Lula citou outras áreas em que os dois países podem atuar juntos.  

“A transição energética abre novas frentes de complementaridade entre setores produtivos. As cadeias de minerais críticos guardam inúmeras oportunidades de agregação de valor. Há amplo espaço para cooperação em segmentos de alta tecnologia, como semicondutores e inteligência artificial”.

O presidente citou a importância dos acordos firmados com o país asiático. 

“Celebramos um Acordo-Quadro de Integração Comercial e Produtiva que vai facilitar o comércio bilateral, promover harmonização regulatória e trazer mais segurança para as empresas. Firmamos ainda um memorando que vai fortalecer a cooperação financeira em torno de agendas de interesse comum dos dois países. Em relação às negociações entre o Mercosul e a República da Coreia, discutimos caminhos para retomar as tratativas interrompidas em 2021”.

Uma área em que haverá grande colaboração entre a Coreia e o Brasil é a da saúde.

“Na área de saúde, os instrumentos abrangem produção de medicamentos e vacinas, pesquisa em diagnóstico de doenças transmissíveis e doenças crônicas, bem como genômica avançada e saúde digital”, afirmou o presidente brasileiro.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 23 Feb 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA['Com alíquota igual para todos nos EUA, Brasil não perde competitividade', diz Alckmin]]></title>
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				<description><![CDATA[O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, avaliou que a decisão da Suprema Corte americana de derrubar as tarifas nos Estados Unidos foi positiva para o Brasil. "Como a alíquota agora é igual para todo mundo, nós não perdemos competitividade", avaliou a jornalistas durante agenda em Aparecida do Norte (SP) na manhã deste domingo, 22.

A queda das tarifas de Donald Trump traz duas vantagens para o País, segundo Alckmin. Para ele, além de acabar com as alíquotas mais altas ao Brasil em relação a outros países, alguns itens brasileiros tiveram seus impostos zerados. Alckmin citou setores como o de combustível, carne, café, suco de laranja, celulose e aeronáutica.

No setor de aeronaves e peças, Alckmin destacou que a alíquota que era de 10% caiu a zero. Nesse tipo de indústria, o comércio exterior é fundamental, destacou. A competitividade dos produtos brasileiros vai aumentar, na visão do vice-presidente. "Algumas indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Se você olha Embraer, não tem como ter uma fábrica de avião para vender só para o mercado interno", disse. Ele enfatizou ainda que a tarifa média praticada pelo Brasil a produtos americanos é de 2,7%.

Em relação às restrições impostas por Trump no âmbito da Seção 232, como as tarifas para aço, alumínio e cobre, Alckmin pondera que a medida vale para todos os países, então não há desvantagem ante outros países.

Avenida de negociação

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos em março será de mais negociações comerciais com a maior economia do mundo, na avaliação de Alckmin.

"Há uma avenida de negociação ainda, para questões também não tarifárias. Embora não seja o maior comprador do Brasil, os EUA é quem compra produtos industriais, então é um avanço especialmente importante", apontou. "O que nos preocupa é a chamada Seção 301, mas ela vai ser esclarecida. O Pix é um exemplo para o mundo, altamente benéfico para a população, e outras questões abordadas serão esclarecidas".

Para além do mercado americano, o vice-presidente destacou que o Brasil alcançou o seu recorde de exportações em 2025, mesmo com o tarifaço de Trump. O montante superou U$S 348 bilhões, segundo Alckmin, graças à diversificação de mercados.

Mercosul - Alckmin disse ainda que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) deve ser aprovado em comissão da Câmara nesta terça-feira, 24. "É o maior acordo entre blocos do mundo. São mais de US$ 22 trilhões e 720 milhões de pessoas neste mercado", afirmou.

Alckmin evita dizer sobre eleições

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, foi evasivo em resposta sobre uma possível candidatura aos cargos de governador ou senador em São Paulo neste ano. "Cada coisa virá a seu tempo", afirmou depois de dizer que existem dois ansiosos na vida: jornalistas e políticos.

Presidente em exercício durante viagem de Lula, Alckmin falou com a imprensa durante visita a Aparecida do Norte (SP) na manhã deste domingo, 22.

Alckmin é o político que passou mais tempo na cadeira de governador paulista. Exerceu o cargo de 2001 a 2006 e de 2011 a 2018. O governo do PT articula para ter um adversário competitivo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos) no maior Estado do País, e o atual vice-presidente é um dos cotados.

Além disso, há chances de Alckmin sair da chapa presidencial por uma escolha petista. Outros nomes são cogitados para compor a costura política para a reeleição de Lula.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Brasil e Índia firmam onze acordos governamentais em missão presidencial]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/brasil-e-india-firmam-onze-acordos-governamentais-em-missao/462539/</link>
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				<description><![CDATA[Brasil e Índia firmaram onze acordos governamentais e institucionais durante a missão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país, informou o Ministério das Relações Exteriores em nota. Entre eles, estão o memorando de entendimento sobre cooperação em terras raras e minerais críticos, sobre o uso de certificados eletrônicos de origem e cooperação em propriedade intelectual.

Outros dez memorandos de entendimento e termos de cooperação público-privados e de entidades privadas também foram firmados por ocasião da missão presidencial. É o caso do acordo entre Farmanguinhos/Fiocruz e Biocon Pharma Ltda para pesquisa, desenvolvimento e inovação em fármacos e medicamentos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e em medicamentos destinados ao tratamento de doenças negligenciadas.

Os países lançaram ainda a "Parceria Digital para o Futuro entre o Brasil e a Índia", que prevê cooperação em áreas críticas, incluindo infraestruturas públicas digitais (IPDs), e concordaram em dedicar "atenção especial" ao tema da inteligência artificial. "Os líderes concordaram quanto à necessidade de dar adequado encaminhamento às questões relativas a medidas antidumping e direitos compensatórios, a fim de aumentar a confiança das comunidades empresariais de ambos os países", conforme a declaração conjunta dos países.

Veja a lista divulgada pelo Itamaraty abaixo:

Atos Governamentais e Institucionais:

- Declaração Conjunta sobre Parceria Digital para o Futuro

- Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas do Governo da República da Índia e o Ministério de Minas e Energia da República Federativa do Brasil sobre Cooperação no Campo de Elementos de Terras Raras e Minerais Críticos

- Memorando de Entendimento para Cooperação no Setor Postal entre o Ministério das Comunicações do Brasil e o Departamento de Correios, Ministério das Comunicações, Governo da República da Índia

- Memorando de Entendimento entre o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte da República Federativa do Brasil e o Ministério das Micro, Pequenas e Médias Empresas da República da Índia sobre Cooperação no Campo das Micro, Pequenas e Médias Empresas

- Memorando de Entendimento entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Organização Central de Controle de Padrões de Medicamentos, Diretoria-Geral de Serviços de Saúde (CDSCO/DGHS), Ministério da Saúde e Bem-Estar Familiar, Governo da Índia

- Memorando de Entendimento sobre o Uso de Certificados Eletrônicos de Origem entre o Brasil e a República da Índia

- Acordo de Cooperação Bilateral entre o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da Índia (CSIR) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial do Brasil (INPI) para Acesso à Biblioteca Digital de Conhecimento Tradicional (TKDL)

- Memorando de Entendimento entre o Ministério da Educação e o Instituto Internacional de Tecnologia da Informação (IIIT) de Bangalore sobre Transformação Digital na Educação;

- Memorando de Entendimento entre a Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil, e o Instituto Indiano de Comunicação de Massa, Índia;

- Memorando de Entendimento entre o Instituto Satyajit Ray de Cinema e Televisão (SRFTI) e a Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP);

- Memorando de Entendimento entre o Ministério do Aço do Governo da República da Índia e o Ministério das Minas e Energia da República Federativa do Brasil no Campo da Mineração para a Cadeia de Suprimentos do Aço

Instrumentos Público-Privados e de entidades privadas:

- Memorando de Entendimento entre Farmanguinhos/Fiocruz e Biocon Pharma Ltda, em Pesquisa Desenvolvimento e Inovação em fármacos e medicamentos estratégicos para o SUS, com ênfase em doenças raras, oncológicos e imunossupressores;

- Memorando de Entendimento entre Farmanguinhos/Fiocruz e Lupin Ltda, em Pesquisa Desenvolvimento e Inovação relacionadas a medicamentos destinados ao tratamento de doenças negligenciadas, como tuberculose, malária, esquistossomose, hanseníase, doença de chagas entre outras.

- Memorando de Entendimento entre a ApexBrasil e a Federação de Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI), para cooperação em promoção comercial e atração de investimentos;

- Memorando de Entendimento entre Vale S.A., NMDC Limited e Adani Gangavaram Port Limited para criar zona especial econômica no Porto de Gangavaram para a blendagem e venda de finos de minério de ferro;

- Memorando de Entendimento entre Embraer e Adani Defense ?

- Memorando de Entendimento entre Fundação Vale e Grupo TATA para o desenvolvimento de iniciativas voltadas ao combate à pobreza multidimensional no Brasil e na Índia;

- Memorando de Entendimento entre ISMA (Indian Sugar ?

- Termo de Compromisso entre BahiaFarma, Biocon Biologics Limited e Bionovis S.A. para o desenvolvimento produtivo do medicamento Pertuzumabe;

- Termo de Compromisso entre BahiaFarma, Dr. Reddys Laboratories Ltda e Bionovis S.A. para o desenvolvimento produtivo do medicamento Nivolumabe;

- Parceria entre Fundação para o Remédio Popular (FURP), Biocon Pharma e Nortec Química S.A. para o desenvolvimento produtivo do medicamento Dasatinibe.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 22 Feb 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump anuncia aumento de novas tarifas globais dos EUA de 10% para 15% após revés na Suprema Corte]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 21, que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, após o revés imposto na sexta-feira pela Suprema Corte à sua política comercial agressiva, considerada pelo Tribunal em grande medida ilegal.

“Como presidente dos Estados Unidos da América, aumentarei, com efeito imediato, as tarifas globais de 10% (...) para o nível totalmente autorizado e legal de 15%”, escreveu ele em sua plataforma de mídia social Truth Social.

Trump alegou ainda que estava tomando a decisão “com base em uma análise completa, detalhada e exaustiva da decisão ridícula, mal redigida e extraordinariamente antiamericana sobre tarifas emitida ontem” pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

Trump reage à decisão da Suprema Corte americana

A Suprema Corte derrubou na sexta-feira, 20, uma parte significativa do regime tarifário global do presidente Donald Trump, decidindo que, segundo a Constituição americana, o poder de impor impostos reside no Congresso.

A decisão, por 6 votos a 3, se concentra nas tarifas impostas sob uma lei de poderes de emergência, incluindo as tarifas “recíprocas” abrangentes que ele cobrou de quase todos os outros países. É a primeira grande parte da ampla agenda de Trump a ser levada diretamente ao tribunal mais alto do país, que ele ajudou a moldar com a nomeação de três juristas conservadores em seu primeiro mandato.

Logo após a decisão do Tribunal, no entanto, Trump assinou uma ordem executiva que lhe permitiu contornar o Congresso e impor um imposto de 10% sobre as importações de todo o mundo. Essas tarifas seriam limitadas a apenas 150 dias, a menos que fossem prorrogadas legislativamente.

A publicação de Trump deste sábado, dizendo aumentar em 5% esse imposto global sobre as importações para os EUA, é o mais recente sinal de que, apesar da restrição da Corte, o presidente republicano está decidido a continuar a exercer de maneira imprevisível sua ferramenta favorita para a economia e para aplicar pressão global.

Os anúncios variáveis de Trump ao longo do último ano de que ele estava aumentando e, às vezes, reduzindo as tarifas sem aviso prévio abalaram os mercados e deixaram as nações nervosas.

De acordo com a ordem assinada por Trump na noite de sexta-feira, a tarifa de 10% deveria entrar em vigor a partir de 24 de fevereiro. A Casa Branca não respondeu imediatamente a uma mensagem perguntando quando o presidente assinaria uma ordem atualizada.

Além das tarifas temporárias que Trump quer fixar em 15%, o presidente disse na sexta-feira que também estava buscando tarifas por meio de outras seções da lei federal que exigem uma investigação pelo Departamento de Comércio./Com AFP e AP
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Brasil e Índia firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/brasil-e-india-firmam-acordo-sobre-minerais-criticos-e-terras-raras/462460/</link>
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				<description><![CDATA[O Brasil e a Índia assinaram um acordo de entendimento sobre terras raras e minerais críticos neste sábado, 21, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi. Os detalhes da resolução não foram divulgados.

"Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje", detalhou Lula em declaração à imprensa. Já Modi, classificou a resolução como "um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes".

O Brasil possui as segundas maiores reservas mundiais desses materiais, necessários para a fabricação de produtos que vão de veículos elétricos, painéis solares e smartphones a motores de aviação e mísseis guiados.

A Índia, que busca reduzir a dependência da China, o principal exportador e quem domina a cadeia de fornecimento da maioria desses minerais, tem ampliado a produção e a reciclagem nacional, ao mesmo tempo em que busca novos fornecedores.

Os países também firmaram outros acordos relacionados à cooperação digital e acesso equitativo a medicamentos.

"O Brasil é o maior sócio comercial da Índia na América Latina, e estamos comprometidos em levar nosso comércio bilateral por cerca de US$ 20 milhões nos cinco próximos anos", detalhou Modi. Em sua declaração, Lula destacou a aliança com a Índia como uma "resposta ao unilateralismo comercial."


 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 21 Feb 2026 07:09:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Autoridades buscam corpos perto do rancho de Epstein no Novo México]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/autoridades-buscam-corpos-perto-do-rancho-de-epstein-no-novo-mexico/462408/</link>
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				<description><![CDATA[O Departamento de Justiça do Estado do Novo México, nos EUA, abriu investigação sobre uma denúncia de que Jeffrey Epstein, conhecido por seus crimes sexuais, teria ordenado que duas jovens estrangeiras fossem enterradas nas imediações de seu rancho, conhecido como Rancho Zorro.

Segundo a agência Reuters, o Departamento de Justiça do Novo México solicitou uma cópia integral de um e-mail de 2019 contendo a alegação para investigar o caso. Epstein se suicidou no mesmo ano na prisão onde estava, em Nova York.

Na terça-feira, 18, deputados estaduais do Novo México iniciaram uma investigação sobre atividades que teriam ocorrido no rancho isolado no deserto, onde Epstein costumava receber convidados. O inquérito apura também se as autoridades locais ignoraram o caso. Um painel bipartidário de quatro representantes da Câmara estadual está investigando alegações de que o rancho pode ter facilitado abuso e tráfico sexual.

Legisladores do Novo México também afirmam que querem saber por qual motivo Epstein não foi registrado como agressor sexual após se declarar culpado, em 2008, por aliciar uma menor de idade para prostituição, e se houve corrupção de funcionários públicos

Mansão

Epstein comprou o extenso rancho no Novo México em 1993 do ex-governador democrata Bruce King e construiu uma mansão de 2 480 metros quadrados no topo de uma colina, com uma pista de pouso.

A propriedade foi vendida pelo espólio de Epstein em 2023 - com a receita destinada ao pagamento de credores - para a família de Don Huffines, que afirmou que qualquer pedido de acesso por autoridades policiais seria atendido.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 07:08:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Milei promete repressão à greve geral contra a reforma trabalhista]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/milei-promete-repressao-a-greve-geral-contra-a-reforma-trabalhista/462349/</link>
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				<description><![CDATA[O governo de Javier Milei anunciou que adotará medidas rigorosas durante a paralisação de 24 horas convocada pelo maior sindicato da Argentina contra a reforma trabalhista apoiada pelo presidente. Além de prometer reprimir a greve, o governo também divulgou orientações específicas à imprensa diante da paralisação.

Em comunicado, o Ministério da Segurança recomendou que jornalistas evitem se posicionar entre possíveis focos de confronto e as forças destacadas para a operação.

O texto também afirma que haverá reação em caso de episódios de violência e informa que a cobertura por parte dos profissionais de imprensa deverá ocorrer em uma "zona exclusiva" delimitada em ruas laterais à praça em frente ao Parlamento.

A reforma que motivou a greve propõe mudanças nas relações de trabalho e reduzir o poder dos sindicatos e os custos trabalhistas. A fim de garantir os 37 votos necessários para sua aprovação no Senado, o governo - que conta com 20 senadores próprios - concordou em modificar alguns artigos a pedido da oposição.

A medida foi aprovada, ao contrário de outras iniciativas que naufragaram na Câmara depois que o governo deu como certo o apoio de outros blocos. O texto agora seguirá para a Câmara dos Deputados, que o debaterá em março e poderá fazer emendas ou revogar partes do projeto.

Os principais sindicatos do transporte de passageiros aderiram inicialmente ao protesto iniciado nesta quinta-feira: 255 voos foram cancelados, afetando 31 mil passageiros, segundo a companhia aérea Aerolíneas Argentinas. Trabalhadores portuários também participam da paralisação.

O ato acontece num momento de declínio da atividade industrial. Nos últimos dois anos, segundo fontes sindicais, mais de 21 mil empresas fecharam as portas; a crise também se estende ao encerramento de cerca de 300 mil postos de trabalho.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Vini Jr marca golaço e denuncia caso de racismo na Liga dos Campeões]]></title>
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				<description><![CDATA[O atacante Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo na vitória de seu clube, o Real Madrid, da Espanha, sobre o Benfica, de Portugal, por 1 a 0, pelo mata-mata da Liga dos Campeões da Europa. O episódio ocorreu logo após o brasileiro marcar um golaço no Estádio da Luz, abrindo o marcador em Lisboa, capital portuguesa.

Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu do atacante Kylian Mbappé na esquerda e bateu da entrada da área. A bola fez um arco e acertou o ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. O camisa 7 do Real Madrid festejou dançando em frente à bandeira de escanteio, próximo a torcedores do Benfica.

Os jogadores do time português foram tirar satisfações com Vini Jr, que recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier. Quando a confusão parecia encerrada, o brasileiro se dirigiu ao juiz reclamando que foi chamado de "mono", termo em espanhol para macaco. Ele tinha acabado de discutir com Gianluca Prestianni, do Benfica. As imagens da transmissão de TV mostraram que, em certo momento, o atacante argentino colocou a camisa em direção à boca.

Após a denúncia de Vini Jr, o juiz ergueu os braços em forma de "X", acionando o protocolo antirracismo e interrompendo o jogo. A paralisação durou cerca de dez minutos e jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o gramado, mas não houve punição e o duelo foi retomado. O brasileiro passou a ser vaiado pela torcida do Benfica em todo instante que encostava na bola.

O gol marcado nesta terça isolou Vini Jr como segundo jogador brasileiro que mais balançou as redes na Liga dos Campeões. Ele chegou a 31 gols, superando o ex-meia Kaká, que atuou por Real Madrid e Milan, da Itália. O líder da estatística é o atacante Neymar, que marcou 42 gols por Barcelona, da Espanha, e Paris Saint-Germain, da França.

Com o triunfo por 1 a 0, o Real Madrid tem a vantagem do empate no duelo de volta do confronto, que dá vaga às oitavas de final. As equipes se reencontram na quarta-feira da próxima semana (25), às 17h (horário de Brasília), no Santiago Bernabeu, em Madri, capital espanhola.

DEFESA

O jovem argentino Gianlucca Prestianni, de apenas 20 anos, usou as redes sociais para se defender da acusação de racismo contra Vinícius Júnior. O jogador ganhou apoio do clube português e alegou que o brasileiro "interpretou errado" o que ele disse.

Companheiros de Real Madrid saíram em sua defesa e Mbappé acusou Prestianni de ter ofendido o camisa 7 repetindo o ato racista por cinco vezes.

Diante da repercussão negativa, Prestianni tentou se defender sem explicações claras. "Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, quem lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado", escreveu o meio-campista argentino nos Stories do Instagram e também no X, antigo Twitter. "Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid."

Ocorre que o argentino em momento algum explicou o que teria falado ao brasileiro. Tampouco detalhou o motivo de ter usado a camisa do Benfica para esconder sua boca quando falava com Vini Jr. Mbappé se revoltou rapidamente e o chamou de "p..., racista" algumas vezes logo depois do episódio.

Depois de um "juntos, ao teu lado", no X, em resposta ao que escreveu Prestianni, o Benfica ainda fez um outro post nas redes sociais para tentar defender seu atleta, mas também sem muita clareza na justificativa.

Com um vídeo de 33 segundos e de um ângulo diferente do que mostrou muitas emissoras de TV, o Benfica questionou se os adversários teriam condições de ter escutado alguma declaração racista de seu jogador. "Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que andam a dizer que ouviram", tentou justificar o clube.

Acabou massacrado, com torcedores detonando a defesa injustificável e ainda mostrando em imagens e também vídeos de torcedores imitando macaco nas arquibancadas: "Qual a desculpa aqui?", foi a legenda. O clube ainda foi questionado sobre o motivo de Prestianni ter coberto a boca para falAr com Vini Jr.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Roteirista de Foi Apenas um Acidente, filme indicado ao Oscar, é libertado no Irã]]></title>
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				<description><![CDATA[Mehdi Mahmoudian, corroteirista de Foi Apenas um Acidente, filme indicado ao Oscar, foi liberto de uma prisão iraniana 17 dias após sua detenção, de acordo com relatos da mídia local.

Mahmoudian foi preso em Teerã logo após assinar uma declaração condenando o líder da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, e a violenta repressão do regime contra os manifestantes. Nesta terça-feira, 17, ele foi libertado da prisão de Nowshahr, juntamente com outros dois signatários da declaração, Vida Rabbani e Abdollah Momeni.

Não foram divulgados imediatamente mais detalhes sobre as acusações contra Mahmoudian. Os três foram libertados sob fiança

Mahmoudian está indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, juntamente com Nader Saeivar, Shadmehr Rastin e o diretor Jafar Panahi. O filme, um drama de vingança inspirado na experiência de Panahi na prisão, também concorre ao prêmio de Melhor Filme Internacional, representando a França.

"Mehdi Mahmoudian, Vida Rabbani e Abdollah Momeni exerceram pacificamente seu direito de expressar suas opiniões, mas o regime respondeu acusando-os de &#39;insultar o Líder Supremo&#39; e de &#39;propaganda contra a República Islâmica&#39;", disse Panahi em um comunicado nesta terça-feira.

"Durante anos, essas acusações têm sido usadas como ferramentas para criminalizar o pensamento, silenciar a crítica e incutir medo na sociedade. Transformar um ato civil e pacífico em um caso de segurança nacional é um claro sinal de intolerância para com as vozes independentes dos cidadãos", acrescenta.

Mahmoudian, escritor e ativista político, já foi preso diversas vezes, incluindo uma pena de cinco anos que terminou em 2014 sob a acusação de "motim contra o regime". Panahi, que também já foi preso e colocado em prisão domiciliar pelo regime da República Islâmica, conheceu-o pela primeira vez na prisão.

Milhares de pessoas foram mortas nos protestos que ocorreram em todo o Irã no mês passado. A pressão internacional aumentou devido à repressão do regime contra os manifestantes, incluindo um protesto em massa realizado no fim de semana em Munique. Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que uma mudança de regime no Irã "seria a melhor coisa que poderia acontecer". (Fonte: Associated Press)
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 07:06:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Apple fará evento em março que pode apresentar iPhone 17e, novo iPad e MacBook de 'baixo custo']]></title>
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				<description><![CDATA[A Apple realizará em 4 de março um evento presencial em que pode apresentar novos produtos, dando início a uma ofensiva de lançamentos no primeiro semestre de 2026. A empresa convidou a imprensa para encontros em Nova York, Xangai e Londres, em um formato descrito como "Experience", indicando uma apresentação mais discreta do que os tradicionais eventos em seu campus em Cupertino.

A Apple prepara um "blitz" de lançamentos de produtos nas próximas semanas, com destaque para o iPhone 17e, novos iPads e uma linha renovada de Macs, diz a Bloomberg.

O iPhone 17e, que substituirá o 16e, deve manter o preço de US$ 599, mas trará o chip A19, o mesmo da linha iPhone 17, suporte a MagSafe e novos chips próprios de conectividade celular e wireless. A estratégia é reforçar a oferta em mercados emergentes e no segmento corporativo.

A empresa também deve lançar um iPad de entrada com chip A18, passando a suportar pela primeira vez o Apple Intelligence, a inteligência artificial (IA) da companhia, e um iPad Air com processador M4.

A expectativa é que as mudanças se concentrem em desempenho, com poucas alterações de design. No caso do iPad mini, a principal novidade será a adoção de tela OLED.

No segmento de computadores, insiders apontam que estão previstos novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, MacBook Air com chip M5, atualizações do Mac Studio e uma nova versão do Studio Display.

A Apple ainda prepara um MacBook de baixo custo, com tela inferior a 13 polegadas e chip da classe do iPhone, para competir com laptops Windows mais acessíveis e Chromebooks. Não há confirmação, porém, se a empresa deve lançar esses produtos no evento de março.

No campo de software, a companhia liberou na segunda-feira, 16, a versão beta do iOS 26.4 para desenvolvedores, com componentes de atualização da Siri. Em junho, a conferência anual de desenvolvedores deverá detalhar novos recursos.

A ofensiva ocorre após a Apple registrar recorde trimestral de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões, alta de 23% na comparação anual, apesar de atrasos na entrega de recursos de IA. O lucro trimestral somou US$ 42,1 bilhões, superando as estimativas do mercado.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Líder supremo diz que EUA não destruirão Irã e ameaça poder militar norte-americano]]></title>
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				<description><![CDATA[O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em resposta a declarações anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, que "você também não conseguirá destruir a República Islâmica". O republicano voltou a falar em mudança de regime em Teerã e enviou um segundo grupo de porta-aviões ao Oriente Médio.

Sem mencionar diretamente Washington, Khamenei ironizou a retórica militar norte-americana. "Ele diz que seu Exército é o mais forte do mundo. O Exército mais forte do mundo pode, às vezes, levar um golpe tão forte que não consiga mais se levantar", alertou.

Em outra referência indireta ao reforço naval dos EUA na região, acrescentou: "Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar."

As declarações ocorrem após Trump afirmar que uma mudança de poder no Irã "seria o melhor que poderia acontecer", ao mesmo tempo em que pressiona por concessões mais amplas de Teerã, incluindo restrições ao programa nuclear, aos mísseis balísticos e ao apoio a grupos aliados no Oriente Médio.

Khamenei também rejeitou as condições impostas por Washington para eventuais tratativas. "Determinar previamente o resultado de uma negociação é algo tolo", disse.

Segundo ele, os EUA propõem discutir a energia nuclear iraniana já estabelecendo como desfecho que o país não poderá mantê-la. "Se houver uma negociação, definir o resultado de antemão é um ato errado e tolo", afirmou.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e acusa os EUA de buscar "dominar a nação iraniana". O impasse ocorre às vésperas de nova rodada de negociações entre Teerã e Washington.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reuniu-se em Genebra com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Araghchi afirmou estar na cidade suíça com "ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo", mas ressaltou que "submissão diante de ameaças" não está em discussão.

Em entrevista à BBC, o vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse que o Irã aceita negociar o programa nuclear desde que haja alívio das sanções lideradas por Washington.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 07:40:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Ator norte-americano Robert Duvall morre aos 95 anos]]></title>
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				<description><![CDATA[O ator norte-americano Robert Duvall morreu neste domingo (15), aos 95 anos. A informação foi dada pela esposa, Luciana Duvall, pelas redes sociais, nesta segunda-feira (16). O post não informou a causa da morte, mas Luciana disse que Robert "faleceu em casa, em paz, cercado de amor e conforto".

"Em cada um de seus muitos papéis, Bob se entregou por completo aos seus personagens e à verdade do espírito humano que eles representavam. Ao fazer isso, ele deixa algo duradouro e inesquecível para todos nós", escreveu Luciana Duvall, companheira de Robert desde 2005.

"Para o mundo, ele era um ator vencedor do Oscar, um diretor, um contador de histórias. Para mim, ele era simplesmente tudo. Sua paixão pelo seu ofício era igualada apenas por seu profundo amor pelos personagens, por uma boa refeição e por reunir as pessoas ao seu redor", complementou a esposa do artista.

Duvall começou a carreira no teatro na década de 50, e estreou nos cinema em 1962, interpretando Arthur "Boo" Radley, na adaptação do clássico da literatura, O Sol É para Todos. Na longa carreira, participou de muitas obras icônicas da filmografia holliwoodiana, como Bravura Indômita, Rede de Intrigas, Apocalipse Now e a triologia O Poderoso Chefão. Seu último trabalho foi uma participação no filme O Pálido Olho Azul, lançado em 2022.

O ator concorreu a sete prêmios Oscar e foi vencedor em 1983, pelo seu papel no faroeste A Força do Carinho. Também foi indicado sete vezes ao Globo de Ouro, com quatro vitórias. Sua última indicação a ambos os prêmios foi por ator coadjuvante por seu papel em O juiz.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 16 Feb 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Forças de imigração deixam Minnesota após megaoperação, mas governo manterá equipe]]></title>
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				<description><![CDATA[O coordenador da Casa Branca para a fronteira, Tom Homan, disse neste domingo, 15, que cerca de 1.000 agentes de imigração já deixaram a região das Twin Cities, em Minnesota, e que centenas de outros devem sair nos próximos dias, como parte da redução da operação de reforço da fiscalização migratória do governo Donald Trump.

Czar da fronteira, Homan afirmou, em entrevista ao programa Face the Nation, da rede CBS, que uma "pequena" força de segurança permanecerá por um período limitado para proteger os agentes que ainda seguem no Estado e atuar em situações de risco, quando "os agentes forem cercados por agitadores e as coisas saírem do controle".

Ele não detalhou o tamanho desse contingente. Segundo o assessor, os agentes também continuarão investigando denúncias de fraude e o protesto contra a operação migratória que interrompeu um serviço religioso em uma igreja. "Já removemos bem mais de 1.000 pessoas e, entre segunda e terça-feira, vamos remover várias centenas a mais", disse Homan. "Voltaremos ao tamanho original do efetivo."

Milhares de agentes foram enviados às áreas de Minneapolis e St. Paul na "Operação Metro Surge", conduzida pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE). O Departamento de Segurança Interna (DHS) classificou a ação como a maior operação de fiscalização migratória já realizada e disse que ela foi bem-sucedida. O endurecimento, porém, passou a ser alvo de críticas à medida que o clima se tornou mais tenso e dois cidadãos americanos foram mortos.

Protestos se tornaram frequentes, e uma rede de moradores se organizou para apoiar imigrantes, alertar sobre a presença de agentes e filmar as ações de fiscalização. As mortes de Renee Good e Alex Pretti, baleados por oficiais federais, geraram condenações públicas e questionamentos sobre a conduta dos agentes, levando a mudanças na operação.

Homan havia anunciado na semana passada que 700 oficiais federais deixariam o Estado imediatamente, mas ainda restavam mais de 2.000 agentes em Minnesota. Na quinta-feira, ele afirmou que uma "redução significativa" do efetivo já estava em andamento e continuaria ao longo desta semana.

O assessor disse que a fiscalização não será interrompida e que operações de deportação em larga escala seguirão sendo realizadas em outras partes do País. Os agentes que deixarem Minnesota devem retornar às suas bases de origem ou ser realocados para outras áreas.

Ao ser questionado se futuras operações poderiam ter o mesmo porte da ação nas Twin Cities, Homan respondeu que isso "depende da situação".
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Sun, 15 Feb 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[EUA autorizam volta das operações de 5 grandes petrolíferas na Venezuela]]></title>
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				<description><![CDATA[Os EUA anunciaram nesta sexta-feira, 13, a concessão de duas licenças gerais que permitem a cinco multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem a aplicação de sanções. As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.

Segundo o anúncio, "todas as transações" dessas companhias relacionadas ao setor petrolífero venezuelano ficam autorizadas, assim como a celebração de contratos para "novos investimentos no setor de petróleo e gás" por empresas interessadas em abrir negócios na Venezuela.

As duas novas licenças representam um passo na direção da reabertura do setor petrolífero venezuelano, submetido a sanções dos EUA desde 2019. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do planeta.

Após a deposição, em 3 de janeiro, do ditador Nicolás Maduro, que foi retirado do país por forças americanas, Washington anunciou que só permitiria exportações de petróleo bruto do país sob controle direto americano.

Os EUA já haviam imposto, desde dezembro, um bloqueio às exportações realizadas pela Venezuela por meio de "navios fantasma", que passaram a ser submetidos a sanções.

O novo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, aceitou rapidamente negociar com o presidente americano, Donald Trump, e especialmente com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que supervisiona diretamente a situação no país sul-americano.

Reformas

Caracas aprovou uma nova lei de hidrocarbonetos que reforma substancialmente as limitações ao investimento estrangeiro, após anos de polêmicas envolvendo contratos não cumpridos, ações judiciais em instâncias internacionais e restrições impostas a multinacionais.

A Chevron era a única empresa americana que explorava, mesmo com dificuldades, o petróleo venezuelano, por meio de uma licença de Washington para contratos bastante específicos em joint venture com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

As duas novas licenças somam-se a outras autorizações recentes para a compra de equipamentos, instalação de estruturas, negociação de contratos com portos e aeroportos e adoção de medidas que facilitem o investimento em um setor atualmente bastante debilitado na Venezuela.

Pressão

No começo de janeiro, após a queda de Maduro, Trump pressionou executivos de mais de 20 companhias de petróleo dos EUA a investir na Venezuela. Apesar de manifestar interesse, eles mencionaram a necessidade de haver garantias de segurança e uma revisão dos quadros jurídicos e comerciais da Venezuela para considerar sua entrada no país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 14 Feb 2026 07:21:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Irã condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 7 anos de prisão]]></title>
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				<description><![CDATA[O Irã condenou a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, a mais de sete anos adicionais de prisão após ela iniciar uma greve de fome, informaram apoiadores neste domingo, citando o advogado dela.

As novas condenações contra Mohammadi ocorrem enquanto o Irã tenta negociar com os Estados Unidos sobre seu programa nuclear para evitar um ataque militar ameaçado pelo presidente Donald Trump.

O principal diplomata do Irã insistiu no domingo que a força de Teerã vem de sua capacidade de "dizer não às grandes potências", assumindo uma posição maximalista logo após as negociações em Omã com os EUA.

O advogado de Mohammadi, Mostafa Nili, confirmou a sentença na rede X. "Ela foi condenada a seis anos de prisão por ‘reunião e conluio’, um ano e meio por propaganda e recebeu uma proibição de viagem de dois anos", escreveu.

Ela recebeu mais dois anos de exílio interno na cidade de Khosf, a cerca de 740 quilômetros (460 milhas) a sudeste de Teerã, a capital, acrescentou o advogado.

O Irã não reconheceu imediatamente a sentença. Os apoiadores afirmam que Mohammadi está em greve de fome desde 2 de fevereiro

Ela havia sido presa em dezembro durante uma cerimônia em homenagem a Khosrow Alikordi, um advogado iraniano de 46 anos e defensor dos direitos humanos que morava em Mashhad. Imagens da manifestação mostram ela gritando e exigindo justiça para Alikordi e outros.

Mohammadi, um símbolo para os ativistas iranianos

Os apoiadores vinham alertando há meses, antes de sua prisão em dezembro, que Mohammadi, 53, corria o risco de ser colocada de volta na prisão depois de receber uma licença em dezembro de 2024 por motivos médicos.

Embora devesse durar apenas três semanas, o tempo de Mohammadi fora da prisão se prolongou, possivelmente porque ativistas e potências ocidentais pressionaram o Irã a mantê-la em liberdade. Ela permaneceu fora mesmo durante a guerra de 12 dias em junho entre o Irã e Israel.

Mohammadi continuou seu ativismo com protestos públicos e aparições na mídia internacional, incluindo até mesmo uma manifestação em frente à famosa prisão de Evin, em Teerã, onde ela havia sido mantida.

Os apoiadores de Mohammadi citaram seu advogado, que conversou com ela. O advogado, Mostafa Nili, confirmou a sentença no dia X, dizendo que ela foi proferida no sábado por um Tribunal Revolucionário na cidade de Mashhad.

Mohammadi estava cumprindo 13 anos e nove meses de prisão por conspiração contra a segurança do Estado e propaganda contra o governo do Irã. Ela também apoiou os protestos nacionais desencadeados pela morte de Mahsa Amini em 2022, nos quais mulheres desafiaram abertamente o governo ao não usar o hijab.

A ganhadora do Nobel sofreu vários ataques cardíacos enquanto estava presa, antes de ser submetida a uma cirurgia de emergência em 2022, segundo seus apoiadores. Seu advogado revelou no final de 2024 que os médicos haviam encontrado uma lesão óssea que temiam ser cancerosa, que mais tarde foi removida.

"Considerando suas doenças, espera-se que ela seja temporariamente libertada sob fiança para que possa receber tratamento", escreveu Nili.

No entanto, as autoridades iranianas têm sinalizado uma linha mais dura contra toda a dissidência desde as manifestações.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 08 Feb 2026 20:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Chuvarada interdita MS-080 próximo a Rio Negro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/chuvarada-interdita-ms-080-proximo-a-rio-negro/461624/</link>
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				<description><![CDATA[Após o rompimento de uma represa em decorrência da chuva que atinge o município de Rio Negro, a MS-080 ficou interditada na manhã desta quarta-feira (4), deixando o trecho parado em decorrência de uma represa ter cedido.

A reportagem entrou em contato com o prefeito Henrique Ezoe, que deve decretar situação de emergência ainda hoje, após encerrar a vistoria em regiões onde pontes ficaram completamente alagadas e outras estão intransitáveis.


“Você que mora na zona rural faça o possível para não sair, principalmente quem mora em região de ponte, para não correr risco de vida”, alertou o prefeito nas redes sociais.


O chefe da Defesa Civil do município, Luiz Eduardo Lopes, informou, em conversa com a reportagem do Correio do Estado, que entre ontem e esta quarta-feira (4) Rio Negro registrou mais de 200 milímetros de chuva, com algumas regiões apresentando picos acima de 280 milímetros.

Sobre a situação da MS-080, Luiz explicou que, neste momento, o tráfego está fluindo por apenas um lado da pista.

Além do prefeito e do chefe da Defesa Civil, também participa da vistoria o secretário de Infraestrutura, Robisnei Oliveira, que percorre pontes em locais críticos devido ao volume da água.

 




 

 

Áreas isoladas

A ponte localizada na estrada do Balneário Novo, que dá acesso ao Assentamento Santa Rosa, está totalmente submersa devido ao nível atingido pelo rio Negro, deixando cerca de 30 famílias isoladas, com o acesso comprometido.


“Na região do Assentamento Santa Rosa, é a maior chuva da série histórica, com toda certeza. Não conseguimos visualizar a ponte devido ao nível da água, que subiu muito”, informou o chefe da Defesa Civil.


Em outro ponto, a Estrada da Boiadeira está intransitável. Segundo o prefeito, a força da água fez com que a cabeceira de uma ponte em estrada vicinal não resistisse e cedesse. Com a estrutura abalada, o local será interditado.

A ponte na região do Alcantilado, que possui estrutura de 25 metros de extensão e é utilizada por caminhões de grande porte que trafegam por fazendas da região, ficou totalmente submersa.

@@NOTICIA_GALERIA@@

O prefeito  Henrique Izoe informou ainda que áreas como Serra Braba, Licor e Acampamento também foram afetadas, deixando aproximadamente 700 pessoas isoladas devido às condições das vias e pontes.

A estrada 419, que liga Aquidauana a Corixão, também foi impactada, com a Ponte do Rio Negrinho submersa.

No momento, conforme autoridades do município, cerca de cinco pontes estão totalmente submersas.

Em nota, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) informou que segue monitorando de forma permanente as rodovias estaduais na região de Rio Negro, que ainda registra chuvas contínuas nos últimos dias.


"No momento, o acompanhamento é realizado pelas equipes regionais, com atenção especial aos trechos mais suscetíveis a impactos em razão da elevação do nível dos rios", diz a nota.



"Para uma avaliação técnica mais precisa, é necessário que as condições climáticas se estabilizem. Assim que houver trégua nas chuvas, os possíveis danos serão vistoriados in loco por equipe técnica da Agesul e, caso seja identificada a necessidade de intervenções, as medidas cabíveis serão analisadas e executadas conforme os protocolos técnicos", acrescenta a Agência.


 




 

 

* Matéria atualizada às 18h50 para acréscimo de informações

Assine o Correio do Estado

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 14:44:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zelenski diz: acordo com EUA de garantias de segurança está '100% pronto']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/zelenski-diz-acordo-com-eua-de-garantias-de-seguranca-esta-100/461150/</link>
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				<description><![CDATA[Presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, apontou neste domingo (25) que um documento de garantias de segurança dos Estados Unidos para Kiev está "100% pronto", após dois dias de conversas envolvendo representantes ucranianos, americanos e russos em Abu Dhabi.

Durante uma conversa com jornalistas em uma visita à Lituânia, Zelenski apontou que a Ucrânia está esperando que os EUA definam uma data para a assinatura. O documento precisa ser enviado ao Congresso dos EUA e ao Parlamento ucraniano para ratificação.

Zelenski também enfatizou o esforço da Ucrânia para uma adesão à União Europeia (UE) até 2027, chamando-a de "garantia de segurança econômica".

Reunião com Rússia

O líder ucraniano descreveu as conversas em Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes Unidos, como provavelmente o primeiro formato trilateral em "bastante tempo" que incluiu não apenas diplomatas, mas também representantes militares de todos os três lados.

As conversas, que começaram na sexta-feira (23), e continuaram no sábado, (24), foram as mais recentes visando encerrar a invasão em grande escala da Rússia que já dura quase quatro anos.

Zelenski reconheceu diferenças fundamentais entre as posições de ucraniana e russa, reafirmando questões territoriais como um grande ponto de discórdia.

"Nossa posição em relação ao nosso território - a integridade territorial da Ucrânia - deve ser respeitada", disse ele.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, discutiu um acordo para a guerra na Ucrânia com os enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner durante conversas em Moscou na última quinta-feira. O Kremlin insistiu que, para alcançar um acordo de paz, Kiev deve retirar suas tropas das áreas no leste que a Rússia anexou ilegalmente, mas não capturou completamente.

Zelenski apontou que os EUA estão tentando encontrar um compromisso, mas que "todos os lados devem estar prontos para um acordo".

Os negociadores retornarão aos Emirados Árabes Unidos no próximo domingo, 1, para a próxima rodada de conversas, segundo um oficial dos EUA que conversou com a Associated Press (AP).

As conversas recentes abrangeram uma ampla gama de questões militares e econômicas e incluíram a possibilidade de um cessar-fogo antes de um acordo, disse o oficial. Ainda não houve um acordo sobre um quadro final para supervisão e operação da Usina Nuclear de Zaporizhzhia da Ucrânia, que é ocupada pela Rússia e é a maior da Europa.

*Com informações da Associated Press.

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]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 25 Jan 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Agentes do ICE matam homem durante protesto em Minneapolis, nos EUA]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/agentes-do-ice-matam-homem-durante-protesto-em-minneapolis-nos-eua/461108/</link>
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				<description><![CDATA[Um homem baleado por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) morreu neste sábado (24) em Minneapolis, após ser levado ao hospital. Segundo autoridades locais, a vítima tinha 37 anos, morava na cidade e seria cidadão norte-americano. O caso ocorre em meio a protestos contra operações federais de imigração no estado de Minnesota.

O governador Tim Walz classificou o episódio como “atroz” e afirmou ter cobrado da Casa Branca o fim imediato das ações federais no estado.


“Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu o governador nas redes sociais.


De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o homem estava armado com uma pistola semiautomática e dois carregadores e teria reagido de forma violenta durante uma “operação direcionada” para localizar um imigrante em situação irregular. Segundo o órgão, um agente atirou após temer pela própria vida.

Vídeos não confirmados que circulam nas redes sociais mostram agentes com coletes identificados como “Polícia” imobilizando uma pessoa no chão antes dos disparos. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, informou que o caso foi comunicado à corporação por volta das 9h (horário local) e que a vítima possuía, ao que tudo indica, porte legal de arma, permitido pela legislação do estado.

Autoridades democratas e o prefeito da cidade, Jacob Frey, criticaram duramente a operação federal. Minneapolis vive clima de tensão desde o início do mês, quando outra ação do ICE resultou na morte de Renee Good, cidadã estadunidense de 37 anos, episódio que também provocou protestos e investigações em andamento.

Em postagens nas redes sociais, o presidente Donald Trump responsabilizou os policiais locais pelo tiroteio, elogiou agentes do ICE como “patriotas” e acusou o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis de provocarem uma “insurreição”. Trump também compartilhou uma foto de uma arma atribuída ao homem morto e, em seguida, alegou que as autoridades estaduais estariam encobrindo os fatos para enganar o governo federal.

Nações Unidas

O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu que o governo do presidente Donald Trump seja investigado por possíveis violações de direitos humanos no tratamento dado a imigrantes e refugiados. Segundo ele, políticas migratórias recentes têm resultado em “abusos rotineiros”, prisões arbitrárias e práticas que estariam “destruindo famílias”.

Em comunicado emitido na sexta-feira (23), Türk afirmou estar “estarrecido” com o que classificou como detenções violentas e ilegais realizadas por autoridades norte-americanas, muitas vezes baseadas apenas na suspeita de que indivíduos sejam imigrantes sem documentação. De acordo com o alto comissário, operações de fiscalização têm ocorrido em locais sensíveis, como hospitais, igrejas, escolas, tribunais e residências.


“Indivíduos estão sendo vigiados e detidos, às vezes de forma violenta, frequentemente apenas sob a mera suspeita de serem migrantes indocumentados”, declarou.


Ele também criticou o que chamou de representação “desumanizante” de migrantes e refugiados que, segundo a ONU, aumenta a exposição desse grupo à hostilidade xenofóbica e a abusos.

Um dos casos citados ocorreu na terça-feira (20), em Minneapolis, quando um menino de cinco anos foi detido junto com o pai por agentes de imigração. Segundo autoridades educacionais locais, a criança teria sido usada como “isca” para tentar localizar outros imigrantes em uma residência. Ambos foram levados para um centro de detenção no Texas, de acordo com o advogado da família.

Força desproporcional

Türk também manifestou preocupação com o uso do que considera força desnecessária ou desproporcional durante as operações. Ele ressaltou que, segundo o direito internacional, o uso intencional de força letal só é permitido como último recurso, quando há ameaça iminente à vida.

As ações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE) se intensificaram nos últimos meses e mobilizaram milhares de agentes federais para operações em grandes cidades. Minneapolis vive uma onda crescente de protestos desde a morte de Renee Good, baleada por um agente de imigração em janeiro, episódio que gerou protestos e críticas de autoridades locais.

Falta de assistência jurídica

Outro ponto destacado foi a falta de acesso oportuno à assistência jurídica por parte de pessoas detidas e a ausência de avaliações individualizadas nos processos de prisão e deportação. Segundo a ONU, muitas ações não consideram a preservação da unidade familiar, o que expõe especialmente crianças a riscos graves e duradouros.

O alto comissário pediu ainda uma investigação independente e transparente sobre o aumento no número de mortes sob custódia do ICE. De acordo com dados citados por ele, ao menos 30 mortes foram registradas em 2025 e outras seis neste ano.


“Os Estados Unidos têm o direito de definir suas políticas migratórias, mas isso deve ser feito em plena conformidade com o direito internacional e o devido processo legal”, afirmou Türk. Ele pediu que Washington encerre práticas que, segundo a ONU, violam direitos fundamentais e corroem a confiança pública.

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 24 Jan 2026 17:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Portugal elege hoje (18) um novo presidente]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/portugal-elege-hoje-18-um-novo-presidente/460779/</link>
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				<description><![CDATA[Neste domingo (18), eleitores portugueses vão às urnas para escolher o sucessor do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que já exerceu dois mandatos de cinco anos. 

A votação teve início às 8h da manhã do horário local  5h da manhã em Brasília. O encerramento será às 19h em Portugal Continental e Ilha da Madeira, e às 20h nos Açores  16h e 17h no Brasil.   

Segundo a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, 21% dos eleitores votaram até as 12h no horário local  9h em Brasília. 

Esta é a eleição presencial com maior número de candidatos a presidente já realizada em Portugal, com 11 concorrentes, e haverá segundo turno se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos. Nesse caso, o novo pleito será em 8 de fevereiro.

A última vez em que as eleições portuguesas para presidente tiveram segundo turno foi em 1986.

Entre os candidatos com mais intenções de voto nas sondagens eleitorais estão Luís Marques Mendes (PSD), António José Seguro (PS), André Ventura (Chega), José Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal) e Henrique Gouveia e Melo (Independente). 

A posse do próximo presidente da República será em 9 de março, data que tem sido a mesma desde 1986. 

*Com informações da RTP
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Entenda como sanção dos EUA fragiliza economias ao redor do globo]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/economia/entenda-como-sancao-dos-eua-fragiliza-economias-ao-redor-do-globo/460771/</link>
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				<description><![CDATA[Irã e Venezuela, alvos recentes de ações militares dos Estados Unidos, também têm em comum as sanções econômicas aplicadas pela Casa Branca aos dois países. Estudos apontam que cercos econômicos prolongados têm sido cada vez mais utilizados como arma de política externa para pressionar ou derrubar determinados governos. 

No caso do Irã, há também sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU contra o programa nuclear de Teerã. Na raiz dos protestos que sacudiram o país persa nas últimas semanas está a desvalorização de 50% da moeda iraniana e uma inflação oficial de 42% em 2025. 

Para entender como essas sanções fragilizam as economias dos dois países, a Agência Brasil  conversou com especialistas e analisou estudos científicos e relatórios das Nações Unidas (ONU) sobre o tema. 

A economista e socióloga Juliane Furno, professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), lembra que as sanções contra o Irã foram aprofundadas pela ONU em setembro de 2025, após a guerra de 12 dias iniciada por Israel.  

“O agravamento das sanções, basicamente, impede ou dificulta a entrada de dólares no país. Tanto pelas sanções diretas, quanto pela dificuldade operacional do Irã em acessar o sistema financeiro internacional”, diz a economista. 

As sanções ao Irã são diversas e bloqueiam ativos do país no exterior; dificultam as transações financeiras internacionais; proíbem quase todo o comércio do Irã com EUA e punem empresas de qualquer país que fazem investimentos acima de US$ 20 milhões no setor energético da nação. 

Juliane lembra que o bloqueio econômico tem origem anterior: começou em 1979, logo após a Revolução Iraniana que tirou um governo aliado de Washington do poder. As medidas causam uma expressiva desvalorização do rial, a moeda iraniana. 

“Se a moeda se desvalorizava, um dos principais e imediatos efeitos é a inflação. Por isso há, de fato, uma deterioração das condições de vida dos iranianos”, completou a economista.   

Dono da terceira maior reserva de petróleo comprovada do planeta e quinto maior produtor de hidrocarbonetos do mundo, o Irã ainda é dependente das exportações de petróleo, apesar de ter uma economia bem mais diversificada que a venezuelana. 

Documentos do próprio Congresso norte-americano, classificam as medidas contra o Irã como “o conjunto de sanções mais extenso e abrangente que os Estados Unidos mantêm contra qualquer país”.  

Impactos na indústria petroleira 

A relatora especial da ONU sobre os impactos das sanções para os direitos humanos, Alena Douhan, publicou em julho de 2024 relatório sobre as consequências econômicas e sociais do bloqueio econômico ao Irã.   

A especialista afirma que existe correlação entre a imposição de sanções e o desempenho econômico do país, “devido, em particular, às restrições comerciais e financeiras ao setor energético iraniano, que é a fonte de renda mais significativa do país”.  

“Cerca de metade do orçamento fiscal do governo depende exclusivamente das exportações de petróleo e outros líquidos”, aponta. 

Douhan destaca que, com a suspensão parcial das sanções em 2015, o país conseguiu aumentar as exportações de 700 mil a 1,4 milhão, na média entre 2010 a 2015, para 2,5 milhões de barris por dia entre 2016 e 2018. 

“Com a reimposição das sanções dos Estados Unidos [em 2019], as exportações caíram para menos de 500 mil barris por dia em julho de 2020. Somente em 2018 e 2019, as exportações de petróleo diminuíram 57%”, afirmou a relatora da ONU. 

Douhan pede à suspensão - total ou parcial - das sanções devido aos efeitos sociais e nos direitos humanos dos iranianos. 

“[O embargo econômico] levou à redução das receitas do Estado e ao aumento da pobreza e exacerbou as desigualdades socioeconômicas existentes, resultando em recursos insuficientes para garantir as necessidades básicas das pessoas de baixa renda e de outros grupos vulneráveis”, afirmou. 

Inflação e saúde

A especialista Alena Douhan demonstra que o nível dos preços oscila de acordo com a imposição ou relaxamento das sanções econômicas. Depois de apresentar uma média de 23,8% entre 2011 e 2015, a inflação caiu para 7,2% e 8% em 2016 e 2017, após acordo que reduziu a intensidade do bloqueio. Segundo ela, desde o retorno das sanções em 2018, os preços gerais no país subiram 85% e o custo dos dos alimentos dobrou. 

A classe média vem encolhendo nos últimos anos, em parte, devido à política de sanções. Estudo da Revista Europeia de Economia Política El Sevier, de dezembro de 2025, calculou que as sanções levaram a uma redução média anual de 17 pontos percentuais no tamanho da classe média iraniana entre 2012 e 2019.   

Já outra pesquisa da revista inglesa The Lancet apontou que as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU interromperam as importações de medicamentos essenciais, causando aumentos de preços de até 300% em alguns antiepilépticos.  

“[Houve] reduções consideráveis na disponibilidade de 13 dos 26 medicamentos essenciais para doenças não transmissíveis e mais de 6 milhões de pacientes com doenças não transmissíveis ficaram sem acesso a tratamento de alta qualidade”, diz a publicação. 

Os Estados Unidos e a ONU 

A Casa Branca sustenta que as sanções contra o regime de Teerã são necessárias devido a violações de direitos humanos e suposto apoio ao “terrorismo”. O objetivo seria forçar o Irã a desmantelar seu programa nuclear, que Teerã alega ser para fins pacíficos. 

No caso da ONU, as sanções são justificadas como forma de pressionar o governo a adotar medidas que impeçam o desenvolvimento de armas nucleares.  Para os críticos, as justificativas são pretextos para mudar um regime político que se contrapõe à hegemonia de Israel e do Ocidente no Oriente Médio. 

O cientista político, professor de relações internacionais e jornalista da HispanTV Brasil, Bruno Lima Rocha, avalia que os Estados Unidos não têm compromisso com a democracia. 

“Se assim fosse se colocariam contra monarquias absolutistas, como a da dinastia destronada dos Pahlavi (no próprio Irã) ou os monarcas da Península Arábica. O tema de fundo é a posição do Irã contra o imperialismo e em defesa da Palestina”, destacou. 

Para o especialista, a justificativa de barrar o programa nuclear é uma falácia. “O país é signatário do Tratado de Não Proliferação (TNP) de Armas Nucleares e não tem ogiva alguma. Israel não assinou o TNP e tem um arsenal que não se sabe nem o tamanho nem o alcance”, completou.   

Impactos das sanções no mundo

Estudos recentes demonstram que os impactos econômicos e sociais das sanções equivalem a guerras tradicionais. 

Artigo publicado na influente revista científica The Lancet Global Health calculou que as sanções unilaterais estão associadas a cerca de 560 mil mortes por ano, “semelhante à carga global de mortalidade associada a conflitos armados”.  

A revista Estudos de Desenvolvimento, da editora acadêmica Taylor & Francis, do Reino Unido, calculou que as sanções podem reduzir a expectativa de vida em cerca de 0,4 a 1,4 anos, a depender da sua intensidade. 

“Além disso, encontramos evidências de que as mulheres são afetadas mais severamente pela imposição de sanções” A publicação cita ainda o  aumento da mortalidade infantil e das mortes por cólera, bem como a diminuição dos gastos públicos com saúde. 

 

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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sun, 18 Jan 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Com PIB de US$ 22 trilhões, Mercosul-UE assinam acordo após quase 26 anos de negociação]]></title>
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				<description><![CDATA[Após quase 26 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia assinaram neste sábado, 17, o acordo que cria a maior área de livre comércio do mundo. Juntos, Mercosul e União Europeia reúnem cerca de 720 milhões de pessoas e somam Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22 trilhões.

Os chanceleres dos países sul-americanos e as autoridades europeias assinaram o acordo de associação entre Mercosul e UE e estados membros, assim como o acordo interno de comércio.

Participaram da cerimônia os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, da Argentina, Javier Milei, do Uruguai, Yamandú Orsi, da Bolívia, Rodrigo Paz, da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e do Conselho Europeu, António Costa. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A assinatura ocorreu nesta tarde em evento realizado no Grande Teatro José Asunción Flores do Banco Central do Paraguai - mesmo local onde o tratado fundador do Mercosul foi assinado em 1991. Em seguida, os chefes das delegações dos países membros do Mercosul e da União Europeia tiraram a foto oficial do evento.

O acordo deve atingir o máximo de liberalização prevista em 15 anos. Para entrar em vigor, precisa ser avalizado pelo Parlamento Europeu e pelo parlamento de um dos países do Mercosul. De acordo com o governo do Paraguai, o acordo final se tornará vinculativo assim que cada País "concluir os procedimentos jurídicos internos necessários" para sua entrada em vigor ou sua aplicação provisória.

As negociações ocorreram desde 1999 e foram concluídas no final de 2024. À época, Von der Leyen enfatizou três pontos principais do pacto: apoio entre as democracias, melhoria econômica para os países que participam dos dois blocos e o compartilhamento de valores. O acordo prevê a eliminação gradual das tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

A Comissão Europeia validou o acordo em setembro, mesmo com resistências de alguns países membros. Desde então, criou-se a expectativa para a assinatura do acordo. Durante a 67 ª Cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR), Lula chegou a pedir que os dirigentes do bloco europeu mostrassem "coragem" para a conclusão do acordo. Na semana passada, o Conselho da UE aprovou a assinatura do pacto.

Quando foi confirmada a cerimônia de assinatura do acordo, no início do mês, o governo brasileiro avaliou que o principal ponto do pacto é fortalecer o multilateralismo, especialmente após dias de conflitos e declarações que enfraqueceram a cooperação global entre os países. O ataque dos Estados Unidos à Venezuela e as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, são citados como símbolos do ataque ao multilateralismo.

O presidente Lula, que não participa do evento desta tarde, publicou nesta sexta, 16, artigo em jornais de 27 países avaliando que o acordo Mercosul-UE é uma resposta do multilateralismo ao isolamento. "Em uma época em que o unilateralismo isola mercados e o protecionismo inibe o crescimento global, duas regiões que compartilham valores democráticos e a defesa do multilateralismo escolhem um caminho diferente", diz o chefe do Executivo no texto. Ele esteve ontem em ato no Rio de Janeiro com Von der Leyen.

Na cerimônia desta tarde, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o acordo estabelece uma "parceria com enorme potencial econômico" e "com profundo sentido geopolítico" Segundo o chanceler, o pacto "representa um baluarte, erguido com sólida convicção no valor da democracia e da ordem multilateral, diante de um mundo abatido pela imprevisibilidade, pelo protecionismo e pela coerção".

"Em um cenário internacional marcado por incertezas e tensões, este acordo envia uma mensagem clara e positiva ao mundo. Acreditamos na cooperação, no diálogo e em soluções construídas de forma coletiva. O comércio é uma das dimensões da parceria entre o Mercosul e a União Europeia, lastreada em valores comuns Democracia, Estado de direito, respeito aos direitos humanos e proteção do meio ambiente estão plenamente refletidos no acordo que assinamos hoje", destacou.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Mercosul e União Europeia assinam acordo comercial neste sábado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/mercosul-e-uniao-europeia-assinam-acordo-comercial-neste-sabado/460713/</link>
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				<description><![CDATA[Após 26 anos de negociação, representantes dos blocos de integração regional Mercosul e União Europeia (UE) devem assinar, neste sábado (17), um acordo de livre comércio com potencial de integrar um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas (450 milhões na UE e cerca de 295 milhões no Mercosul).

Aprovado por ampla maioria dos 27 países que integram a UE, o tratado será assinado em Assunção, no Paraguai – país que, desde dezembro de 2025, preside temporariamente o Mercosul.

A cerimônia de assinatura acontecerá a partir das 12h15 (horário de Brasília), no teatro José Asunción Flores, do Banco Central paraguaio – mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, considerado o primeiro passo para a criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), hoje composto por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O evento contará com a presença de representantes dos países-membros, a exemplo dos presidentes Javier Milei (Argentina); Rodrigo Paz (Bolívia); Santiago Peña (Paraguai) e Yamandú Orsi (Uruguai), bem como da cúpula europeia, como Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, presidente do Conselho Europeu.

Por questões de agenda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viajará ao Paraguai. O Brasil será representado na cerimônia de assinatura pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na véspera (16), contudo, Lula recebeu Ursula e Costa no Rio de Janeiro, onde discutiram a implementação do acordo comercial e outros temas da agenda internacional.

Protocolar, a assinatura do acordo comercial formaliza o fim da fase de tratativas técnicas e políticas iniciadas em junho de 1999, quando as partes começaram a negociar seus termos. O texto estabelece a gradual eliminação de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais (máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos) e produtos agrícolas.

Após a assinatura, o texto será submetido à ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais de cada país integrante do Mercosul. A entrada em vigor da parte comercial do acordo depende da aprovação legislativa, com previsão de implementação gradual ao longo dos próximos anos. De qualquer forma, a expectativa é que o tratado seja implementado gradualmente e que seus efeitos práticos demorem algum tempo para começar a ser sentidos, estabelecendo a maior zona de livre comércio do mundo.

Nesta quinta-feira (15), o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse crer que o acordo comercial entre em vigor ainda no segundo semestre deste ano.

Assinado, o Parlamento Europeu aprova sua lei e nós, no Brasil, aprovamos a lei, internalizando o acordo. A gente espera que aprove a lei ainda neste primeiro semestre e que tenhamos, no segundo semestre, a vigência do acordo. Aí, ele entra imediatamente em vigência”, afirmou Alckmin.

Celebrado por governos e setores industriais, o acordo é alvo de críticas e protestos de agricultores europeus que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras coisas, eliminará tarifas alfandegárias.

O tratado também é alvo da desconfiança de ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola – embora a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, avalie que o texto final está alinhado à agenda ambiental, em termos capazes de promover o desenvolvimento e proteger a natureza.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional.

 Confira os principais pontos do acordo: 

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;

Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;

União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>> Setores beneficiados:

Máquinas e equipamentos;

Automóveis e autopeças;

Produtos químicos;

Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;

UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;

Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;

Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;

Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;

Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;

Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;

No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas

>>UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

Importações crescerem acima de limites definidos;

Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;

Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;

Cláusulas ambientais são vinculantes;

Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.

Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos

>>Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

>>Avanços em setores como:

Serviços financeiros;

Telecomunicações;

Transporte;

Serviços empresariais.

9. Compras públicas

Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;

Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;

Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

Capítulo específico para PMEs;

Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;

Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;

Maior integração a cadeias globais de valor;

Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;

Aprovação pelo Parlamento Europeu;

Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;

Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;

Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 17 Jan 2026 07:19:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Pesquisa revela que 58% sentem medo de Trump invadir o Brasil]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/pesquisa-revela-que-58-sentem-medo-de-trump-invadir-o-brasil/460600/</link>
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				<description><![CDATA[Pesquisa do instituto Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 15, mostra que 58% dos entrevistados sentem medo de os Estados Unidos repetirem no Brasil a ação militar contra a Venezuela, que depôs o ditador Nicolás Maduro. Outros 40% não temem uma investida contra o território brasileiro, e 2% não sabem ou não responderam.

Segundo a pesquisa, 46% aprovam a operação americana realizada no último dia 3, que capturou Maduro e a primeira-dama dele, Cília Flores, para responder judicialmente por narcoterrorismo nos EUA. Outros 39% desaprovam e 15% não sabem ou não responderam.

Para 50%, é válido invadir um país com o pretexto de se prender um ditador. Os que discordam somam 41%. Não sabem, ou não responderam são 9%.

Para 31%, o objetivo do presidente norte-americano, Donald Trump, em autorizar o ataque foi o combate ao narcotráfico. Outros 23% acreditam que foi para restaurar a democracia na Venezuela, e 21%, que foi para controlar o petróleo venezuelano. Para outros 4%, foi para reduzir a influência da China no país sul-americano.

Para 66%, o Brasil deve se manter neutro sobre a crise venezuelana. Para 18%, o governo, deve apoiar as ações militares de Trump. Outros 10% acreditam que a posição certa é adotada pelo Planalto, de oposição. Outros 6% não sabem, ou não responderam.

Os que acham que Lula errou em condenar a ação militar dos Estados Unidos são 51%, enquanto 37% avaliam que o petista acertou no posicionamento adotado até então. Outros 12% não sabem ou não responderam.

A Genial/Quaest também abordou possíveis reflexos da operação dos Estados Unidos na eleição presidencial de outubro. Para 71%, a postura de Lula diante da crise não afeta na escolha presidenciável. Já 17% dizem que a conduta de Lula os faz preferir a oposição. Outros 5% não sabem ou não responderam.

A Genial/Quaest ouviu presencialmente 2.004 brasileiros, em 120 municípios, entre os dias 8 a 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95% O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00835/2026.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 15 Jan 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Usuários da Starlink no Irã têm acesso gratuito à internet, afirmam ONGs sem fins lucrativos]]></title>
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				<description><![CDATA[A capacidade dos manifestantes iranianos de divulgar ao mundo detalhes dos sangrentos protestos em todo o país recebeu um forte impulso, com o serviço de internet via satélite Starlink, da SpaceX, reduzindo suas tarifas para permitir que mais pessoas contornem a tentativa mais forte já feita pelo governo de Teerã de impedir que informações vazem para fora de suas fronteiras, disseram ativistas na quarta-feira, 14.

A medida da empresa aeroespacial norte-americana dirigida por Elon Musk segue o fechamento total das telecomunicações e do acesso à internet para os 85 milhões de habitantes do Irã em 8 de janeiro, à medida que os protestos se expandiam devido à economia vacilante da República Islâmica e ao colapso de sua moeda.

A SpaceX não anunciou oficialmente a decisão e não respondeu a um pedido de comentário, mas ativistas disseram à Associated Press que a Starlink está disponível gratuitamente para qualquer pessoa no Irã com os receptores desde terça-feira, 13.

"A Starlink tem sido crucial", disse Mehdi Yahyanejad, um iraniano cuja organização sem fins lucrativos Net Freedom Pioneers ajudou a contrabandear unidades para o Irã, apontando para um vídeo divulgado no domingo que mostra fileiras de corpos em um centro médico forense perto de Teerã.

"Isso mostrou algumas centenas de corpos no chão, que vieram à tona por causa do Starlink", disse ele em entrevista de Los Angeles. "Acho que esses vídeos do centro mudaram bastante a compreensão de todos sobre o que está acontecendo, porque eles viram com seus próprios olhos."

Desde o início das manifestações, em 28 de dezembro, o número de mortos subiu para mais de 2.500 pessoas, principalmente manifestantes, mas também agentes de segurança, de acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos Estados Unidos.

A Starlink é proibida no Irã por regulamentos de telecomunicações, já que o país nunca autorizou a importação, venda ou uso dos dispositivos. Os ativistas temem ser acusados de ajudar os EUA ou Israel ao usar a Starlink e serem acusados de espionagem, o que pode acarretar a pena de morte.

Autoridades caçam dispositivos Starlink

As primeiras unidades foram contrabandeadas para o Irã em 2022 durante protestos contra a lei do uso obrigatório do véu no país, depois que Musk conseguiu que o governo Biden isentasse o serviço Starlink das sanções ao Irã.

Desde então, estima-se que mais de 50.000 unidades tenham sido contrabandeadas, com as pessoas se esforçando ao máximo para escondê-las, usando redes privadas virtuais enquanto estão no sistema para ocultar endereços IP e tomando outras precauções, disse Ahmad Ahmadian, diretor executivo da Holistic Resilience, uma organização com sede em Los Angeles responsável por levar algumas das primeiras unidades Starlink ao Irã.

A Starlink é uma rede global de internet que conta com cerca de 10.000 satélites orbitando a Terra. Os assinantes precisam ter equipamentos, incluindo uma antena que requer linha de visão para o satélite, portanto, devem ser instaladas em áreas abertas, onde podem ser detectadas pelas autoridades. Muitos iranianos os disfarçam como painéis solares, disse Ahmadian.

Depois que os esforços para interromper as comunicações durante a guerra de 12 dias com Israel em junho do ano passado se mostraram pouco eficazes, os serviços de segurança iranianos adotaram "táticas mais extremas" para interferir nos sinais de rádio e nos sistemas GPS da Starlink, disse Ahmadian em entrevista por telefone. Depois que a Holistic Resilience repassou os relatórios à SpaceX, disse Ahmadian, a empresa lançou uma atualização de firmware que ajudou a contornar as novas contramedidas.

Rede Starlink gratuita poderia aumentar o fluxo de informações para fora do Irã

O Irã começou a permitir que as pessoas fizessem chamadas internacionais na terça-feira por meio de telefones celulares, mas as chamadas de fora do país para o Irã continuam bloqueadas

Em comparação com os protestos de 2019, quando medidas menos severas do governo conseguiram efetivamente sufocar as informações que chegavam ao resto do mundo por mais de uma semana, Ahmadian disse que a proliferação da Starlink tornou impossível impedir as comunicações. Ele disse que o fluxo pode aumentar agora que o serviço se tornou gratuito.

"Desta vez, eles realmente desligaram tudo, nem mesmo os telefones fixos estavam funcionando", disse ele. "Mas, apesar disso, as informações estavam saindo, e isso também mostra como essa comunidade de usuários da Starlink está distribuída no país "

Musk tornou a Starlink gratuita para uso durante vários desastres naturais, e a Ucrânia tem dependido fortemente do serviço desde a invasão em grande escala da Rússia em 2022. Ela foi inicialmente financiada pela SpaceX e, posteriormente, por meio de um contrato com o governo americano.

Musk levantou preocupações sobre o poder de tal sistema estar nas mãos de uma única pessoa, depois de se recusar a estender a cobertura da Starlink na Ucrânia para apoiar um contra-ataque ucraniano planejado na Crimeia ocupada pela Rússia.

Como defensor da Starlink para o Irã, Ahmadian disse que a decisão sobre a Crimeia foi um alerta para ele, mas que não via nenhuma razão para Musk agir de forma semelhante no Irã.

"Olhando para o Elon político, acho que ele teria mais interesse .. em um Irã livre como um novo mercado", disse ele.

Julia Voo, que dirige o Programa de Poder Cibernético e Conflitos Futuros do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos em Cingapura, disse que há um risco em se tornar dependente de uma única empresa como salvação, pois isso "cria um único ponto de falha", embora atualmente não haja alternativas comparáveis.

A China vem explorando maneiras de caçar e destruir satélites Starlink, e Voo disse que quanto mais eficaz a Starlink se mostrar em penetrar "apagões terrestres determinados pelo governo, mais os estados estarão observando".

"Isso só vai resultar em mais esforços para ampliar os controles sobre várias formas de comunicação, para aqueles no Irã e em todos os outros lugares que estão observando", disse ela.

*Fonte: Associated Press.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[EUA suspendem a emissão de vistos do Brasil e mais 74 países]]></title>
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				<description><![CDATA[O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista

A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de "encargo público" da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.

"O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano", disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.

"A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos."
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 11:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Zema chama de 'promiscuidade' suposta relação de ministros do STF com Banco Master]]></title>
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				<description><![CDATA[O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou como "promiscuidade" as supostas relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, alvo de investigação por um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito podres, estimado em R$ 12 bilhões.

As críticas foram feitas durante participação nesta terça-feira, 13, no &#39;Café com Política&#39;, do portal O Tempo.

Sem citar nomes, Zema afirmou que integrantes "do alto escalão do governo federal, do Judiciário e do Legislativo" estariam atuando para facilitar contatos em benefício de interesses privados.

"O que nós precisamos no Brasil é de gente que vá para o setor público para servir, e não para tirar proveito pessoal", afirmou

Na sequência, o governador passou a se referir a decisões e episódios envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que foram citados em reportagens do Estadão sobre o caso.

Decisões e vínculos sob escrutínio

A atuação de Moraes passou a ser questionada após vir à tona que o escritório de advocacia de sua esposa prestou serviços ao Banco Master, enquanto a instituição enfrentava problemas junto a órgãos de controle.

As reportagens também relataram contatos do ministro com o presidente do Banco Central em um momento sensível para o banco, o que gerou críticas sobre possível conflito de interesses.

Já no caso de Toffoli, o ministro foi responsável por decisões no STF relacionadas ao banco, incluindo a condução de processos sob sigilo.

A forma como os autos tramitaram e a concentração das decisões no Supremo também motivaram questionamentos de parlamentares e juristas sobre transparência e limites da atuação da Corte.

"Escândalo que precisa ser apurado"

Ao comentar os episódios, Zema elevou o tom e afirmou que situações envolvendo familiares de autoridades e instituições sob influência de decisões públicas seriam consideradas escândalo em outros países.

"Colocar o cônjuge para prestar serviço, ganhar milhões por mês, e depois tentar beneficiar aquela instituição. Isso, para mim, é promiscuidade no mais alto grau. É um escândalo que precisa ser apurado", disse se referindo a Moraes.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Brasil movimentou quase US$ 3 bi em comércio com Irã em 2025]]></title>
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				<description><![CDATA[O Brasil manteve um comércio de quase US$ 3 bilhões com o Irã em 2025, apesar de o país persa representar apenas 0,84% das exportações brasileiras.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) mostram que as vendas brasileiras para Teerã somaram US$ 2,9 bilhões no ano passado, consolidando o Irã como o quinto principal destino das exportações nacionais no Oriente Médio.

Embora ocupe a 31ª posição no ranking geral dos destinos das exportações brasileiras, o Irã aparece atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita na região. No ano passado, as vendas brasileiras ao país superaram as destinadas a mercados como Suíça, África do Sul e Rússia.

O comércio bilateral é fortemente concentrado no agronegócio. Em 2025, milho e soja responderam por 87,2% das exportações brasileiras ao Irã. Somente o milho representou 67,9% do total, com vendas superiores a US$ 1,9 bilhão, enquanto a soja respondeu por 19,3%, somando cerca de US$ 563 milhões.

Também figuram entre os principais produtos exportados açúcares e itens de confeitaria, farelos de soja para alimentação animal e petróleo.

As importações brasileiras provenientes do Irã, por sua vez, foram bem mais modestas. Em 2025, o Brasil comprou cerca de US$ 84 milhões do país do Oriente Médio, com destaque para adubos e fertilizantes, que corresponderam a aproximadamente 79% do total, além de frutas, nozes, pistaches e uvas secas.

A relação comercial entre os dois países tem apresentado oscilações nos últimos anos. Em 2022, as exportações brasileiras ao Irã atingiram US$ 4,2 bilhões, o maior valor da série recente, antes de recuarem em 2023 e voltarem a crescer em 2024 e 2025. Do lado das importações, os volumes variaram de forma ainda mais acentuada, com quedas expressivas em 2023 e recuperação no ano passado.

Ameaça de Trump

O tema ganhou nova dimensão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar nesta segunda-feira (12) que irá impor tarifas de 25% sobre países que mantiverem relações comerciais com o Irã.

Segundo o republicano, a taxa será aplicada “sobre todas as transações comerciais realizadas com os Estados Unidos” por esses países e entraria em vigor imediatamente, embora a Casa Branca ainda não tenha divulgado detalhes formais da medida.

O anúncio acendeu um alerta sobre possíveis impactos ao comércio brasileiro, sobretudo no agronegócio, principal beneficiário da relação com Teerã.

O governo federal informou que aguarda a publicação da ordem executiva americana para se manifestar oficialmente sobre o tema.

Iniciativas diplomáticas

A aproximação comercial entre Brasil e Irã também tem sido acompanhada por iniciativas diplomáticas. Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã visitou o Brasil e se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Na ocasião, os dois países concordaram com a criação de um comitê agrícola e consultivo bilateral, com o objetivo de agilizar pautas de interesse comum, ampliar o intercâmbio técnico e discutir medidas para facilitar o comércio.

Durante a visita, o governo iraniano também demonstrou interesse em instalar uma empresa de navegação no Brasil, o que poderia reduzir custos logísticos e impulsionar ainda mais o fluxo comercial entre os dois países. Desde agosto de 2023, o Irã integra o Brics, bloco do qual o Brasil é membro fundador.

A possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã, marcadas por ameaças mútuas, repressão a protestos internos no Irã e declarações recentes de autoridades dos dois países sobre a possibilidade de negociações, sem descartar um agravamento do conflito.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 07:26:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Polícia espanhola apreende 10 toneladas de cocaína em navio que saiu do Brasil]]></title>
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				<description><![CDATA[A polícia espanhola anunciou, nesta segunda-feira (12), a apreensão de quase 10 toneladas de cocaína escondidas em uma carga de sal a bordo de um navio cargueiro que navegava pelo Atlântico, vindo do Brasil, e prendeu todos os 13 ocupantes.

Esta é "a maior apreensão de cocaína em alto-mar já realizada na história da Polícia Nacional", declarou a força de segurança espanhola em um comunicado.

O navio mercante, de bandeira dos Camarões, abordado na semana passada por membros do Grupo Especial de Operações da polícia no Atlântico, ficou sem combustível e precisou ser rebocado até as Ilhas Canárias, na Espanha, informou o comunicado.

As autoridades encontraram "9.994 quilos de cocaína distribuídos em 294 fardos, escondidos entre as toneladas de sal que o navio transportava", explicou a polícia, que não informou de qual porto havia partido a embarcação. 

A operação para apreender a carga, que a polícia afirma pertencer a uma organização multinacional dedicada à exportação de grandes quantidades de cocaína da América do Sul para a Europa, contou com a colaboração da Polícia Federal brasileira, da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) e da Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido (NCA).

A polícia não divulgou a nacionalidade dos treze detidos, dos quais foi apreendida uma arma de fogo. Antes dessa captura, a maior apreensão de cocaína em alto-mar realizada pela polícia espanhola havia ocorrido em 1999, quando 7,5 toneladas foram interceptadas em um navio.

A Espanha é considerada um dos principais pontos de entrada de cocaína na Europa, devido aos seus vínculos com a América Latina, onde a droga é produzida, mas também por causa de sua localização geográfica.

Em outubro de 2024, a polícia espanhola apreendeu 13 toneladas de cocaína escondidas entre bananas em um contêiner procedente do Equador, a maior apreensão já realizada pelas autoridades espanholas.

 
]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 10:12:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA['O Agente Secreto' e Wagner Moura vencem o Globo de Ouro]]></title>
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				<description><![CDATA[O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, venceu o prêmio de filme em língua não inglesa no Globo de Ouro, superando candidatos importantes, como o norueguês Valor Sentimental, de Joachim Trier, e Foi Apenas um Acidente, de Jafar Panahi. E Wagner Moura foi escolhido o melhor ator em filme de drama. A cerimônia da 83ª edição da premiação foi realizada na noite de ontem em Los Angeles; o filme brasileiro concorria ainda como melhor drama, prêmio que foi para Hamnet.

"Esse é um momento importante para se fazer filmes", disse Mendonça Filho ao receber o prêmio no palco. "Eu dedico esse prêmio aos jovens cineastas. Façam filmes", completou.

Antes do início da cerimônia, o diretor brasileiro falou, no tapete vermelho, sobre como entende a produção. "Nosso país tem um problema com memória. Muita gente fala que é um filme sobre memória, mas acho que é um filme sobre amnésia - o brasileiro, o francês, os alemães, os australianos, os americanos, todos estão entendendo muito bem o filme. Tem se tornado um filme muito universal por falar de poder, o poder querendo esmagar alguém, e também sobre como a memória é abandonada, é esquecida."

Wagner Moura também destacou o que considera uma das qualidades do longa: "Muitos filmes políticos se perdem porque o discurso vem antes da humanidade. Quando é ao contrário, não tem jeito: as pessoas vão olhar aquela pessoa e reconhecê-la. Quando você vê uma obra, e ela te transforma, isso é política. Eu gosto de cinema político, e esse filme é".

Rose Byrne, de Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, repetiu o feito do Critics Choice Awards e venceu entre as atrizes de comédia ou musical, batendo concorrentes de peso, como Emma Stone, de Bugonia. O prêmio de melhor ator de comédia ou musical foi para Timothée Chalamet, que vem acumulando vitórias e já é tido como favorito para o Oscar - ele superou os veteranos Leonardo Di Caprio, de Uma Batalha Após a Outra; George Clooney, de Jay Kelly; Ethan Hawke, de Blue Moon; e L.B.-Hun, de A Última Saída. No discurso, Chalamet destacou a grandeza dos concorrentes: "Estou em uma categoria com muitos dos grandes, admiro todos vocês", disse o ator.

Teyana Taylor, de Uma Batalha Após a Outra (que deu a Paul Thomas Anderson o prêmio de direção), foi escolhida como melhor atriz coadjuvante e disse que "o amor é uma ação, não só uma palavra". Em seguida, Stellan Skarsgard, melhor ator coadjuvante por Valor Sentimental, defendeu a experiência de ir às salas de cinema. "Quando as luzes se apagam, você começa a compartilhar a respiração com os outros, é algo mágico. Cinema deve ser visto no cinema."

Nas categorias de televisão, Jean Smart levou pelo segundo ano consecutivo o prêmio de melhor atriz em comédia. Entre os atores dramáticos, venceu Noah Wyle, pelo seu trabalho na série The Pitt. O melhor ator de comédia foi Seth Rogen, de O Estúdio. Owen Cooper, o jovem astro de Adolescência, ficou com o prêmio de melhor ator coadjuvante em filme para TV ou série limitada - da mesma produção, Stephen Graham venceu o prêmio de melhor ator. A melhor atriz foi Michelle Williams, por Morrendo por Sexo.

Nikki Glaser, apresentadora da cerimônia, brincou com a beleza da atriz Jennifer Lawrence, com a idade da namorada de Leonardo DiCaprio e "concedeu" o prêmio de melhor edição para o Departamento de Justiça dos EUA, fazendo alusão às partes editadas dos diários de Jeffrey Epstein.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 12 Jan 2026 07:24:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Total de mortos em repressão a protestos no Irã sobe para mais de 500, dizem ativistas]]></title>
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				<description><![CDATA[A repressão a protestos em todo o Irã matou pelo menos 538 pessoas, e teme-se que o número real seja ainda maior, disseram ativistas neste domingo, 11, enquanto Teerã advertiu que as Forças Armadas dos EUA e Israel seriam "alvos legítimos" se Washington usar força para proteger manifestantes.

Mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de duas semanas de protestos, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, considerada precisa em episódios anteriores de agitação no país.

A entidade se baseia em apoiadores no Irã para checar informações. Do total de mortos, 490 seriam manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança.

Com a internet fora do ar e linhas telefônicas cortadas, avaliar as manifestações a partir do exterior tornou-se mais difícil.

A Associated Press não conseguiu verificar de forma independente o número de vítimas, e o governo iraniano não divulgou dados gerais sobre mortos e feridos.

No exterior, há temor de que este apagão esteja encorajando setores linha-dura dos serviços de segurança a intensificar a repressão. Manifestantes voltaram a ocupar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país na manhã deste domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos nas redes sociais. Segundo duas fontes a par de discussões internas, Trump e sua equipe de segurança nacional avaliam possíveis respostas contra o Irã, incluindo ataques cibernéticos e ações diretas por forças americanas ou israelenses.

A Casa Branca afirmou não ter tomado decisões ainda.

Fonte: Associated Press.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 11 Jan 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Acordo Mercosul-UE está alinhado a objetivos ambientais, diz ministra]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/acordo-mercosul-ue-esta-alinhado-a-objetivos-ambientais-diz-ministra/460388/</link>
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				<description><![CDATA[A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) pela Comissão da UE e avaliou de forma positiva os termos celebrados entre os países que irão compor a maior zona de livre comércio do mundo.


“As negociações resultaram em um texto equilibrado e alinhado aos desafios ambientais, sociais e econômicos contemporâneos”, destaca nota oficial divulgada pelo ministério.


Na avaliação da ministra, o texto do acordo está alinhado a agenda ambiental brasileira, capaz de promover o desenvolvimento ao mesmo tempo em que protege a natureza e enfrenta a mudança do clima.


“Em três anos, conseguimos reduzir o desmatamento na Amazônia em 50% e em 32,3% no Cerrado e, ao mesmo tempo, abrir mais de 500 novos mercados para o agronegócio do país”, reforça.


Para Marina Silva, a condução dessa agenda pelo governo brasileiro e os compromissos ambientais assumidos pelos países do Mercosul foram definitivos para que o conselho do bloco europeu finalizasse as negociações de forma favorável. “Depois de 25 anos, a aprovação deste acordo está ancorada na confiança de que o governo do presidente Lula conduz uma agenda ambiental séria, consistente e comprometida com resultados”, diz.

Destaques

Entre os pontos fortes do acordo comercial destacados na nota do MMA estão a reafirmação de compromissos pela sustentabilidade ambiental e climática dos países envolvidos. A exemplo da adoção do princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas e do reforço à soberania na definição dos padrões ambientais de cada país.

O documento também avança ao considerar instrumentos financeiros das agendas de clima e biodiversidade, como a possibilidade de valoração dos serviços prestados pela natureza e o financiamento ambiental.

A promoção de produtos da bioeconomia e bens sustentáveis também entraram no acordo de comércio entre os blocos, que prevê ainda o fornecimento de informações sobre desmatamento e o cumprimento da legislação ambiental pelos países exportadores.

As salvaguardas estabelecidas pelo texto, de acordo com o comunicado do MMA, previnem impactos ambientais negativos e asseguram que a ampliação do comércio contribua para a promoção da sustentabilidade.
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				<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 18:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Júpiter, o maior planeta do sistema solar, poderá ser visto a olho nu neste sábado]]></title>
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				<description><![CDATA[Os amantes da astronomia têm um motivo a mais para observar o céu na noite deste sábado, 10: a possibilidade de ver Júpiter a olho nu. Segundo a Nasa, o maior planeta do sistema solar atingirá o seu ponto máximo de brilho durante todo o ano de 2026

A boa visibilidade acontece porque o gigante gasoso estará em oposição, fenômeno astronômico que acontece quando a Terra fica diretamente alinhada entre Júpiter e o Sol. Esse alinhamento faz com que o gigante gasoso fique maior e mais brilhante no céu.


"Nesse alinhamento, Júpiter parecerá maior e mais brilhante no céu noturno do que em qualquer outro momento do ano", disse a agência especial.


Para observar Júpiter, Nasa recomenda olhar em direção ao leste e buscar a constelação de Gêmeos. O planeta será um dos objetos mais brilhantes do céu.

Outros fenômenos em janeiro

A oposição de Júpiter não será o único evento astronômico de janeiro. Ainda de acordo com a Nasa, no próximo dia 23, Saturno e Lua também chamarão atenção ao estarem próximos um do outro no céu, fenômeno definido como conjunção.


"Uma conjunção ocorre quando objetos no céu parecem próximos uns dos outros, embora na realidade estejam distantes", diz Nasa.


Para avistá-los, basta olhar para o este e verá Saturno logo abaixo da Lua.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 10 Jan 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
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