<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" version="2.0"> 
	<channel>
		<title>Correio do Estado - Mundo</title>
		
		<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/rss/</link>

		<atom:link href="https://correiodoestado.com.br/mundo/rss/" rel="self" type="application/rss+xml" />
		
		<description></description>
		
		<language>pt-BR</language>
		
		<copyright>© Todos os direitos reservados.</copyright>
		
		<lastBuildDate>Wed, 03 Jun 2026 07:19:00 -0400</lastBuildDate>
		
		<generator>Correio do Estado - Mundo</generator>
		
					<item>
				<title><![CDATA[EUA propõem tarifa adicional ao Brasil, à UE e a outros 58 países por trabalho forçado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-propoem-tarifa-adicional-ao-brasil-a-ue-e-a-outros-58-paises-por/467555/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-propoem-tarifa-adicional-ao-brasil-a-ue-e-a-outros-58-paises-por/467555/</guid>
				<description><![CDATA[O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais ao Brasil, à União Europeia e a outros 58 países devido à "falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado". Segundo o órgão, a prática "onera ou restringe" o comércio americano.

No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão-de-obra irregular.

A decisão foi publicada no final da noite desta terça-feira, 2, e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.

O anúncio já era esperado por empresários brasileiros. Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera, como resultado de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam um cenário no qual o comércio americano compete em desvantagem em nível global.

ISENTOS

O novo tarifaço anunciado na noite desta terça-feira, 2, pelo governo americano contra 60 parceiros comerciais não será aplicado sobre uma extensa lista de produtos que compõem a Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). A informação consta de um anexo da decisão publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano.

O documento traz uma lista de 75 páginas de produtos que não serão afetados pelas tarifas de 10% ou 12,5% (caso do Brasil) sugeridas por causa do fracasso no combate ao trabalho forçado.

Carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais, entre centenas de outros itens, ficarão isentos da sobretaxação, se ela for efetivada pelo governo americano.

Já a indústria têxtil terá um mecanismo especial que reduziria a tarifa sobre determinado volume de importação de vestuário para o mercado americano.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/06/tarifaco.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:19:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que está próximo de fechar um acordo com o Irã para encerrar a guerra]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-esta-proximo-de-fechar-um-acordo-com-o-ira-para-encerrar/467430/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-esta-proximo-de-fechar-um-acordo-com-o-ira-para-encerrar/467430/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista a Fox News, neste sábado, 30, que está próximo de fechar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel deram início a bombardeios no país do Oriente Médio.

A outra alternativa, segundo Trump, seria retomar as ações militares contra o Irã.


“Vamos fazer com que (o acordo) seja ótimo. A outra opção seria apenas voltar atrás e resolver isso militarmente. Mas o acordo seria mais rápido. Provavelmente, é melhor do ponto de vista humano”, disse Trump à política Lara Trump, que conduziu a entrevista.


Trump disse que a condição para fechar acordo é a garantia de que o Irã não terá nenhuma arma nuclear. Segundo o presidente americano, o Irã aceitou a proposta.


“Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: ‘Mas e se vocês comprá-las? Agora eles afirmam que não vou desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença”.


O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global, cujo fechamento do tráfego de navios está impactando negativamente a economia em todo o mundo.

Mas Trump disse que não tem pressa. E que as negociação são muito duras. “Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio”, disse Trump que, em tom de ameaça, acrescentou: “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente”.

EUA ataca navio cargueiro que atracaria em porto no Irã

Ainda no sábado, 30, o Comando Central dos EUA informou que as Forças Armadas americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

Segundo o Comando Central dos EUA, o navio cargueiro Lian Star, com bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite ao tentar entrar em um porto iraniano.

Com a ação, as forças armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um deles foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, segundo as forças armadas do EUA.

Os EUA lançaram o bloqueio aos portos do Irã em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo país persa. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril, enquanto estão em curso negociações sobre a possibilidade de estendê-lo por mais 60 dias, período em que os lados envolvidos na guerra decidiriam sobre o controverso programa nuclear iraniano.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2024/11/trump-vitoria.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 31 May 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Entre o 6 e o 9: quando a política atravessa relações]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/entre-o-6-e-o-9-quando-a-politica-atravessa-relacoes/467309/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/entre-o-6-e-o-9-quando-a-politica-atravessa-relacoes/467309/</guid>
				<description><![CDATA[A polarização política no Brasil é inegável. O País se vê dividido entre esquerda e direita, e essa cisão tem atravessado relações de forma profunda. Amizades antigas acabaram, famílias se desentenderam, casais se separaram. A divergência de ideias, quando acompanhada de emoções intensas, cria ruídos que se acumulam e provocam um verdadeiro “curto-circuito” nas relações. 

Do ponto de vista psicológico, a polarização surge, muitas vezes, da insegurança diante do diferente: o medo de que ao escutar o outro se perca o rumo.

Soma-se a dificuldade de lidar com sentimentos intensos, o que torna o diálogo mais árduo. Logo, em vez de se aproximar, a pessoa se afasta; em vez de escutar, reage; em vez de perguntar, julga. 

Ainda assim, quando falamos de pessoas de boa índole, temos algo em comum: embora as ideias divirjam, muitos dos ideais se aproximam.

Há um desejo compartilhado por justiça, dignidade, liberdade e acesso aos direitos básicos como saúde, segurança e educação. 

É nesse ponto que a metáfora do número 6 ganha força. Duas pessoas, frente a frente, podem olhar para o mesmo símbolo e enxergar coisas diferentes: uma vê um 6, a outra um 9.

Ambas estão certas dentro de seus pontos de vista. Assim também ocorre com as ideias: diferentes interpretações podem emergir a partir de um mesmo ideal. 

Quando aproximamos essas visões, surge o número 69. Nesse encontro, não há disputa sobre quem está certo, porque aquilo que antes era oposição se transforma em complementar.

Ou seja, duas perspectivas coexistindo e compondo algo maior quando colocadas, lado a lado, harmoniosamente. 

Talvez seja justamente essa a habilidade que falte ao Brasil, e a todos nós: a capacidade de transformar o embate em encontro. De lembrar que discordar não significa desarmonia.

De aceitar que ninguém enxerga tudo sozinho. De trocar certezas rígidas por curiosidade genuína. 

Entretanto, é preciso lembrar que somos seres humanos complexos, com uma diversidade de sentimentos que, se não bem administrados, podem gerar disputas e desavenças.

Por isso, não será surpresa se, mesmo quando os que veem 6 e os que veem 9 se integrarem, surgir alguém que diga que, de fato, o número é 96. Longe de ser um problema, é justamente entre integração e divergência que aparecem novos caminhos. 

O importante é reconhecer que, assim como os números 6, 9, 69 ou 96, as ideias podem assumir formas distintas, desde que o ideal permaneça ético, digno e coerente. Afinal, é isso que ainda nos mantêm em diálogo. 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2023/05/a-correio-do-estado_1.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Explosão em mina de carvão na China deixa mais de 80 mortos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/explosao-em-mina-de-carvao-na-china-deixa-mais-de-80-mortos/467072/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/explosao-em-mina-de-carvao-na-china-deixa-mais-de-80-mortos/467072/</guid>
				<description><![CDATA[Ao menos 82 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na China na manhã deste sábado, 23, no maior acidente da história da mineração no país em 17 anos. Outros 148 sobreviveram, sendo que 123 foram hospitalizados.

O presidente Xi Jinping pediu que a missão de resgate no norte da China fosse intensificada ontem porque ainda existiam pessoas presas. Xi "destacou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar as operações de busca e resgate de forma científica e adequada e lidar corretamente com as consequências do acidente", informou a agência chinesa Xinhua

O presidente também pediu uma investigação sobre a explosão, que ocorreu na mina de carvão Liushenyu, localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi, e enfatizou a necessidade de "responsabilizar os culpados". Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

A decisão de Xi de emitir rapidamente e pessoalmente uma declaração foi significativa e pode indicar que as autoridades chinesas esperavam um agravamento da situação. Pequim frequentemente omite detalhes de acidentes enquanto reúne informações e prepara uma resposta oficial.

Segundo a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão.

Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento quase ? do total do produto.

O prefeito Chen Xiangyang afirmou ontem pela noite que uma "avaliação preliminar indica que a empresa de mineração cometeu graves violações". Ele não especificou quais.

Um dos mineiros que estava na mina no momento do acidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram. "Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à rede estatal chinesa CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/1779540427255-tqqqqq-1-2051.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 24 May 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tiroteio na Casa Branca; o que se sabe sobre]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/tiroteio-na-casa-branca-o-que-se-sabe-sobre/467051/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/tiroteio-na-casa-branca-o-que-se-sabe-sobre/467051/</guid>
				<description><![CDATA[Agentes do Serviço Secreto trocaram tiros com um homem que abriu fogo próximo à Casa Branca neste sábado, 23. O atirador, identificado no início da madrugada pelo The New York Times como Nasire Best, morreu e um pedestre ainda foi ferido pelas balas.

Nenhum dos agentes acabou machucado durante o incidente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava na Casa Branca, também não foi ferido.

O incidente ainda está sob investigação das autoridades americanas. É a quarta ameaça armada sofrida por Trump em menos de dois anos.

Na principal delas, durante a campanha de 2024, ele sobreviveu a duas tentativas de assassinato. Em julho daquele ano, uma bala lhe arranhou a orelha enquanto ele discursava em Butler, no Estado da Pensilvânia.

O que aconteceu na Casa Branca?

No final da tarde deste sábado, 23, por volta de 18h (horário local; 19h, no horário de Brasília), um homem que estava no entorno da Casa Branca sacou uma arma da mochila e atirou contra oficiais do Serviço Secreto.

Eles responderam, dando início a um tiroteio. Um pedestre foi atingido - ainda não se sabe por quem. Não há informações oficiais sobre seu estado de saúde, porém um agente informou à CNN que é “crítico”. O atirador, também atingido, foi levado ao hospital. Ele morreu.

Uma fotógrafo do New York Times que estava na Casa Branca disse ter ouvido algo entre 20 a 30 tiros.

E depois?

Em razão da troca de tiros, a Casa Branca acionou o protocolo de lockdown que durou cerca de 40 minutos, segundo a imprensa americana. Durante o lockdown, a Casa Branca é isolada para proteger o presidente e demais funcionários.

A entrada e saída de pessoas é controlada até que a situação se normalize. Policiais isolaram o local do incidente para reunir provas. Novas informações devem ser reveladas neste domingo.

Trump estava na Casa Branca?

Sim, o presidente dos Estados Unidos estava na Casa Branca no momento da troca de tiros.

Quem era o atirador?

Autoridades disseram à Reuters que o homem que abriu fogo contra a polícia é um uma pessoa “com distúrbios emocionais” e que uma medida protetiva já havia sido emitida contra ele anteriormente.

Mais tarde, o New York Times disse que o atirador foi identificado por dois oficiais com envolvidos na investigação como Nasire Best.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/donald-trump-press-conference-1775567909562-v2-900x506.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zambelli é libertada na Itália após tribunal negar extradição]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/zambelli-e-libertada-na-italia-apos-tribunal-negar-extradicao/467008/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/zambelli-e-libertada-na-italia-apos-tribunal-negar-extradicao/467008/</guid>
				<description><![CDATA[A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.

Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que cuida de sua defesa. 

“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais", declarou.

De acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em liberdade.

Relembre o caso

Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não foi executada porque ainda cabia recurso. Nesta sexta-feira (22), a Corte de Cassação, que é a última instância do judiciário italiano, negou o pedido de extradição.

Em julho do ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil. 

Espanha

A extradição de Zambelli é segunda a ser rejeitada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes.

Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.

De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com "motivação política".

O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/zambeli.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Explosão em mina de carvão na China deixa ao menos 90 mortos ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/explosao-em-mina-de-carvao-na-china-deixa-ao-menos-90-mortos/467006/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/explosao-em-mina-de-carvao-na-china-deixa-ao-menos-90-mortos/467006/</guid>
				<description><![CDATA[Ao menos 90 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na noite desta sexta-feira, 22 (8h29 em Brasília), na China; nove seguem presas no subsolo. Dos 148 sobreviventes, 123 estão hospitalizados. Incidente já é o maior da mineração do país dos últimos 17 anos.

Cerca de 350 equipes atuam na ocorrência. Agora, eles se concentram na busca dos desaparecidos que estão presos na mina.

A causa da detonação é investigada. Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

Segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão na mina de carvão Liushenyu, que fica localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi.

Às 6h do sábado, 23 (17h, da sexta, em Brasília), 201 pessoas foram resgatadas com vida, além das vítimas fatais.

Mas, horas depois, pouco depois de um pronunciamento do presidente chinês, Xi Jinping, que pediu que os esforços estejam no resgate dos desaparecidos assim como na investigação sobre a causa do acidente para que os culpados sejam responsabilizados, o número de mortos subiu para 90.

A Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento de quase um terço do total do produto.

Um total de 123 pessoas precisaram de ser hospitalizadas; quatro delas têm quadro de saúde estado grave ou crítico, informou a emissora estatal CCTV.

Em entrevista ao canal, um dos mineiros que estava na mina no momento do incidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram.

"Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/explosao-china.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:11:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sinner vence velho freguês na final do Roma Open e conquista o Career Golden Masters]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/sinner-vence-velho-fregues-na-final-do-roma-open-e-conquista-o-career/466720/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/esportes/sinner-vence-velho-fregues-na-final-do-roma-open-e-conquista-o-career/466720/</guid>
				<description><![CDATA[Diante de sua torcida que lotou o Campo Centrale no Foro Itálico, e do presidente da Itália, Sergio Matarella, o tenista Jannik Sinner venceu com facilidade o norueguês Casper Ruud na final do Roma Open por 2 a 0 (duplo 6/4) neste domingo e, com o título, alcançou marcas históricas, algumas inéditas.

Com o título na capital italiana, o líder do ranking mundial se juntou ao sérvio Novak Djokovic e é o segundo tenista a vencer todos os nove torneios Masters 1000 desde o início da série, em 1990. Além do Career Golden Masters, o italiano de 24 anos também ampliou a sequência recorde para 34 vitórias consecutivas em Masters 1000. A melhor marca anterior pertencia a Djokovic, com 31.

Sinner foi imbatível nos Masters 1000 nos últimos seis meses, conquistando também os títulos em Paris, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri, tornando-se o primeiro jogador na história a vencer cinco e agora seis torneios da série consecutivos.

Com sua décimo troféu de Masters 1000 neste domingo, Sinner se tornou o primeiro campeão italiano em Roma desde Adriano Panatta em 1976. Em todas as decisões de Masters 1000, Sinner não cedeu um set sequer aos adversários.

Ruud disputava uma final em Roma pela primeira vez e buscava sua primeira vitória contra o italiano em cinco confrontos. O domínio Sinner é tão grande e inclui uma vitória acachapante por 6/0 e 6/1 nas quartas de final no Roma Open no ano passado. O norueguês nunca venceu um set contra o italiano, e neste domingo a história se repetiu.

Ex-vice-líder do ranking e atualmente na 25ª posição até conseguiu equilibrar as ações com Sinner no início da final deste domingo. O confronto começou sem quebras até o nono game, quando o italiano confirmou o break point pela primeira vez e abriu 5 a 4. Na sequência, sacou e fechou o primeiro set.

O italiano aproveitou o momento de instabilidade do adversário e logo abriu 2 a 0 no segundo set. Com vantagem no placar, Sinner administrou o jogo e chegou a ter o saque ameaçado no oitavo game, mas manteve o serviço. O italiano confirmou o título sem ceder pontos no 10º game.

Com o título na Itália, Sinner chega a 14.700 pontos no ranking, abrindo uma vantagem de quase 3.000 pontos para o vice-líder, o espanhol Carlos Alcaraz, que tem 11.960 e se recupera de uma lesão no punho direito que o tirou da defesa do título em Roma.

Campeão de Roland Garros em 2024 e 2025, Alcaraz também está fora do Grand Slam francês. Com seu principal rival, contra quem tem 7 vitórias em 17 jogos, afastado do circuito, Sinner amplia suas possibilidades de um novo feito em Paris.

Roland Garros é o único Grand Slam que falta em sua coleção de troféus. Se for campeão do torneio, que começa no dia 24 de maio, o italiano conquista o Career Grand Slam e se iguala a nove lendas, em simples masculino, apenas nove atletas, que atingiram a marca.

Na Era Aberta, a partir de 1968, cinco tenistas foram campeões dos quatro Grand Slams: Andre Agassi, Roger Federer, Rafael Nadal, Djokovic e Alcaraz.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/tenis.webp" medium="image"/>
				
				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Sun, 17 May 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[A caminho de Pequim, Trump diz que pedirá a Xi que 'abra' a China]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/a-caminho-de-pequim-trump-diz-que-pedira-a-xi-que-abra-a-china/466462/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/a-caminho-de-pequim-trump-diz-que-pedira-a-xi-que-abra-a-china/466462/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 13, a bordo do avião presidencial, que pedirá que o presidente da China, Xi Jinping, "abra" o país, durante a visita a Pequim que começa na quinta-feira, 14 (pelo horário local). 

Ao rebater a informação do canal CNBC de que o presidente da Nvidia, Jensen Huang, não estaria na comitiva que visitará a China, Trump disse na rede Truth Social estar acompanhado do executivo e de um numeroso grupo de representantes de empresas americanas.

Segundo Trump, os presidentes da Apple, Tim Cook, da Tesla, Elon Musk, da BlackRock, Larry Fink, e do Citi, Jane Fraser, entre outros, estão "viajando para o Grande País da China, onde pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que &#39;abra&#39; a China para que essas pessoas brilhantes possam trabalhar sua magia e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais alto".

"De fato, prometo que, quando estivermos juntos, o que será em questão de horas, farei esse meu primeiro pedido a Xi. Nunca vi ou ouvi falar de qualquer ideia que seria mais benéfica para nossos incríveis países", concluiu o presidente americano.

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/trump-china.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 13 May 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Cessar-fogo na guerra do Irã é posto à prova após ataques de drones e navio incendiado]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/cessar-fogo-na-guerra-do-ira-e-posto-a-prova-apos-ataques-de-drones-e/466324/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/cessar-fogo-na-guerra-do-ira-e-posto-a-prova-apos-ataques-de-drones-e/466324/</guid>
				<description><![CDATA[Frágil, o cessar-fogo na guerra do Irã foi novamente posto à prova neste domingo (10), quando um drone provocou um pequeno incêndio em um navio na costa do Catar. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também relataram a entrada de drones em seus espaços aéreos.

Os Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento. Não houve relatos de vítimas.

O Irã e seus grupos armados aliados possuem uma grande frota de drones e os utilizaram para realizar centenas de ataques desde o início da guerra.

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor.

A pausa nos combates enfrentou dificuldades, com o Irã restringindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia estratégica essencial para o fluxo global de petróleo, e os Estados Unidos impondo um bloqueio aos portos iranianos.

O Irã tem bloqueado grande parte do estreito desde os ataques conjuntos de 28 de fevereiro realizados pelos EUA e por Israel, que deram início à guerra e provocaram uma disparada global nos preços dos combustíveis, além de abalarem os mercados mundiais.

Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.

A agência nuclear da ONU afirma que o Irã possui mais de 440 quilos de urânio cujo nível de enriquecimento chega a 60% de pureza - uma distância curta em relação aos níveis necessários para armas nucleares.

Em entrevista à mídia estatal iraniana, um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que as tropas estavam em “prontidão total” para proteger os locais onde o urânio é armazenado.

“Consideramos possível que eles pretendessem roubá-lo por meio de operações de infiltração ou operações com helicópteros”, disse o general de brigada Akrami Nia à agência de notícias Irna no fim deste sábado, 9. Ele não forneceu mais detalhes.

A maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã ainda está provavelmente no complexo nuclear de Isfahan, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, à Associated Press no mês passado.

A instalação de Isfahan foi bombardeada por ataques aéreos de EUA e Israel durante a guerra de 12 dias do ano passado, mas enfrentou ataques menos intensos neste ano.

Alvos dos ataques de drones 

Ataques de drones têm como alvo países árabes do Golfo. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou neste domingo que derrubou dois drones, atribuindo o ataque ao Irã.

No Kuwait, o porta-voz do Ministério da Defesa, general de brigada Saud Abdulaziz Al Otaibi, afirmou que drones hostis entraram no espaço aéreo do Kuwait na manhã de domingo e que as forças responderam “de acordo com os procedimentos estabelecidos”. O ministério não informou de onde os drones vieram.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Catar informou que um drone atingiu um navio comercial que seguia de Abu Dhabi para um porto no sul do país, provocando um pequeno incêndio que foi controlado.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmou que o ataque ocorreu a 23 milhas náuticas (43 quilômetros) a nordeste da capital do Catar, Doha. O órgão não forneceu detalhes sobre o proprietário ou a origem do navio, e não houve reivindicação de autoria.

Houve vários ataques contra navios no Golfo Pérsico na última semana. Na sexta-feira, 8, os EUA atacaram dois petroleiros iranianos após afirmarem que as embarcações tentavam romper o bloqueio aos portos iranianos.

A marinha da Guarda Revolucionária do Irã reiterou neste domingo seu alerta de que qualquer ataque contra petroleiros iranianos ou embarcações comerciais será respondido com um “ataque pesado” contra uma das bases americanas na região e contra navios inimigos.

O Paquistão continua mediando durante o cessar-fogo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou neste domingo que recebeu uma ligação da sua contraparte do Catar, o sheik Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Os dois líderes discutiram a evolução da situação regional e revisaram os esforços de paz em andamento.

Sharif escreveu no X que os países compartilham “laços fraternos” e afirmou esperar uma futura visita do líder do Catar ao Paquistão.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/ira.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:44:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA['Não é Covid', diz OMS sobre passageiros assintomáticos de cruzeiro com surto de hantavírus]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/nao-e-covid-diz-oms-sobre-passageiros-assintomaticos-de-cruzeiro/466321/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/nao-e-covid-diz-oms-sobre-passageiros-assintomaticos-de-cruzeiro/466321/</guid>
				<description><![CDATA[Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus "não é a Covid" e que o risco para a população de Tenerife é "baixo" devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

"O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema", afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é "legítima", especialmente porque o "trauma" da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife "confie" no que está sendo informado pelas autoridades

Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que "todos os passageiros continuam assintomáticos".

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação.

Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local).

Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/hantavirus.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Pedestre morre atropelado por avião em aeroporto nos EUA]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/pedestre-morre-atropelado-por-aviao-em-aeroporto-nos-eua/466286/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/pedestre-morre-atropelado-por-aviao-em-aeroporto-nos-eua/466286/</guid>
				<description><![CDATA[Um avião da empresa Frontier Airlines atropelou e matou um pedestre na pista do Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 8, informaram as autoridades aeroportuárias. O choque, ocorrido durante a decolagem, provocou um incêndio no motor e forçou a evacuação dos passageiros.

O avião, que fazia a rota de Denver para o Aeroporto Internacional de Los Angeles, "relatou ter atropelado um pedestre durante a decolagem por volta das 23h19 desta sexta-feira", informou a conta oficial do aeroporto no X.

A Frontier Airlines informou em comunicado que o voo 4345 foi o envolvido na colisão e que "foi relatada a presença de fumaça na cabine, levando os pilotos a abortarem a decolagem". Não ficou claro se a fumaça estava relacionada ao acidente com o pedestre.

"O Airbus A321 transportava 224 passageiros e sete tripulantes", informou a companhia aérea. "Estamos investigando este incidente e coletando mais informações em coordenação com o aeroporto e outras autoridades de segurança."

Um porta-voz do aeroporto disse que o pedestre, que pulou uma cerca de perímetro antes de ser atropelado, morreu. Eles afirmaram que a pessoa não identificada foi atingida dois minutos após entrar no aeroporto. Acredita-se que a pessoa não seja um funcionário do local.

"Estamos parando na pista", disse o piloto à torre de controle, de acordo com o site ATC.com. "Acabamos de atropelar alguém. Temos um incêndio no motor."

O piloto informou ao controlador de tráfego aéreo que havia "231 pessoas" a bordo e que "uma pessoa estava atravessando a pista".

O controlador de tráfego aéreo respondeu que estavam "mandando os caminhões agora", mas logo o piloto informou à torre que "há fumaça na aeronave. Vamos evacuar na pista".

Os passageiros foram então evacuados por meio de escorregadores e a equipe de emergência os transportou de ônibus até o terminal. O porta-voz do aeroporto informou que 12 passageiros sofreram ferimentos leves e cinco foram levados a hospitais locais.

O Aeroporto de Denver informou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) foi notificado e que a pista 17L, onde ocorreu o incidente, permanece fechada enquanto a investigação é conduzida.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/frontier-airlines.png" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/chefe-da-oms-supervisionara-evacuacao-de-passageiros-e-tripulacao-do/466285/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/chefe-da-oms-supervisionara-evacuacao-de-passageiros-e-tripulacao-do/466285/</guid>
				<description><![CDATA[O diretor da Organização Mundial da Saúde deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades.

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/hanta-virus.png" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 09 May 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Líder supremo diz que Irã planeja controlar Ormuz após a guerra]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/lider-supremo-diz-que-ira-planeja-controlar-ormuz-apos-a-guerra/465887/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/lider-supremo-diz-que-ira-planeja-controlar-ormuz-apos-a-guerra/465887/</guid>
				<description><![CDATA[O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu nesta quinta-feira, 30, uma rara declaração na qual afirma que os EUA não terão lugar no futuro do Golfo Pérsico e também deixa claro que o regime iraniano planeja administrar o Estreito de Ormuz após o conflito.

Na mensagem desafiadora, Khamenei também prometeu que o Irã manterá seu programa nuclear e a capacidade de produção de mísseis. A declaração do líder iraniano, que não é visto em público desde que assumiu o comando da teocracia, há quase dois meses, foi divulgada por seu gabinete.

O texto abordou duas das questões mais espinhosas que têm paralisado as negociações com os EUA. O governo americano busca restringir as ambições nucleares iranianas e insiste que o país não pode limitar a passagem pelo Estreito de Ormuz a embarcações de sua escolha.

"Pela vontade e poder de Deus, o futuro brilhante do Golfo Pérsico será um futuro sem os EUA", diz o comunicado, divulgado no Dia Nacional do Golfo Pérsico do Irã, uma comemoração anual da vitória militar sobre Portugal, em 1622, no Estreito de Ormuz

Sobre a disputa pelo estreito, uma das rotas marítimas mais importantes para o petróleo global, o comunicado de Khamenei citou o futuro do Golfo Pérsico sem influência americana. "Estrangeiros que vêm de milhares de quilômetros de distância, agindo maliciosamente por ganância, não têm lugar ali, exceto no fundo de suas águas", disse.

Pedágio

O comunicado afirma ainda que o Irã implementará "novos marcos legais e gestão do Estreito de Ormuz", sugerindo que o país não tem planos de abrir mão do controle da rota. No fim de semana, o regime apresentou uma proposta para reabrir o estreito - plano que foi rejeitado por Trump, porque impunha pedágio aos petroleiros que passassem.

Países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Omã, que faz fronteira com a parte sul do estreito, também se opuseram à ideia. As negociações para pôr fim à guerra chegaram a um impasse. Trump disse a assessores esta semana que estava insatisfeito com a última proposta do Irã, que teria reaberto o estreito, deixando de lado as questões sobre o seu programa nuclear.

Os dois lados estão implementando um bloqueio duplo em Ormuz, usado para transportar um quinto do suprimento mundial de petróleo. Os preços subiram em razão do cerco. A guerra teve profundo impacto na economia do Irã. O rial, moeda nacional, atingiu novas mínimas em relação ao dólar esta semana.

A declaração de Khamenei incluiu as capacidades nucleares e de mísseis do Irã em uma lista de "ativos nacionais" que os iranianos devem proteger, "assim como protegeriam suas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas".

Khamenei recheou suas declarações de ontem com referências ao Dia Nacional do Golfo Pérsico, que assumiu um significado político adicional para os governantes religiosos autoritários do Irã. Nas redes sociais, o aiatolá e outros líderes usaram a data para ligar o atual esforço para controlar a rota com uma longa lista de batalhas históricas contra as potências coloniais pelo estreito.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/05/lider-ira.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Avançam projeções de El Niño mais servero neste ano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/avancam-projecoes-de-el-nino-mais-servero-neste-ano/465624/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/avancam-projecoes-de-el-nino-mais-servero-neste-ano/465624/</guid>
				<description><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial (OMM, agência da Organização das Nações Unidas) reiterou na semana passada que "os modelos climáticos apontam claramente na mesma direção e preveem, com um nível de confiança elevado, a instauração de um episódio de El Niño, que ganhará mais força nos próximos meses".

De acordo com o professor de ciências atmosféricas Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, em entrevista ao jornal The Washington Post, existe um risco real para a formação do mais forte El Niño em mais de um século, por conta de um fenômeno excepcionalmente intenso entre o fim de 2026 e o início de 2027.

O novo fenômeno pode quebrar o recorde do El Niño de 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8ºC acima da média. Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global. Entre os impactos previstos estão secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas.

No Brasil, as principais consquências tendem a ser registradas principalmente nos três estados do sul, com estiagens severas. Porém, altas temperaturas também tendem a ocorrer no restante do território brasileiro. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/seca.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Bloqueio de portos pelos EUA é ato de guerra que viola cessar-fogo, diz ministro iraniano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/bloqueio-de-portos-pelos-eua-e-ato-de-guerra-que-viola-cessar-fogo/465402/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/bloqueio-de-portos-pelos-eua-e-ato-de-guerra-que-viola-cessar-fogo/465402/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira, 21, que o bloqueio de navios que saem e entram em portos do país por parte dos Estados Unidos é "um ato de guerra", que viola o cessar-fogo acordado entre as duas partes desde o último dia 7.


"Bloquear portos iranianos é um ato de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo. Atacar um navio comercial e fazer sua tripulação refém é uma violação ainda maior", afirmou o chanceler em postagem no X, referindo-se ao episódio recente, no qual a Marinha americana interceptou e atacou um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio.


Mais cedo, o Comando Central da Marinha dos EUA informou que, desde o início do bloqueio, no último dia 13, 28 embarcações que saíam ou chegavam a portos iranianos foram obrigadas a dar meia-volta ou retornar ao local de partida.

Tesouro dos EUA sanciona alvos ligados ao Irã

O Departamento de Tesouro dos EUA informou há pouco que está sancionando 14 alvos que estariam ajudando o Irã a obter armas, em meio aos esforços de "esgotar os estoques de mísseis balísticos" de Teerã.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que o departamento "continuará a seguir o dinheiro e a atingir a imprudência do regime iraniano e aqueles que a possibilitam" e defendeu que o país persa "deve ser responsabilizado por sua extorsão dos mercados globais de energia".
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/aa1gdbtb.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Chegada imprecisa dos EUA e do Irã ao Paquistão cria ambiente difícil]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/chegada-imprecisa-dos-eua-e-do-ira-ao-paquistao-cria-ambiente-dificil/465396/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/chegada-imprecisa-dos-eua-e-do-ira-ao-paquistao-cria-ambiente-dificil/465396/</guid>
				<description><![CDATA[Informações que divergem sobre a chegada de negociadores dos EUA e do Irã têm criado um ambiente de incerteza sobre o futuro das negociações sobre a guerra no Oriente Médio, na véspera do fim do cessar-fogo de duas semanas acordado anteriormente entre os dois países.

De acordo com a Associated Press, nem os EUA nem o Irã confirmaram publicamente a data das negociações, e a televisão estatal iraniana negou que qualquer funcionário já estivesse na capital paquistanesa.

Ainda, fontes da AP revelaram que mediadores liderados pelo Paquistão receberam a confirmação de que os principais negociadores, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chegarão a capital paquistanesa Islamabad apenas na manhã da quarta-feira, 22.

Por outro lado, nas redes sociais, traders repercutem a notícia da Al Hadath de que Vance deverá chegar a Islamabad nas próximas horas. Anteriormente, Trump havia dito que a delegação americana viajaria nesta terça-feira ao local de negociações.

Segundo o Tehran Times no X, até o momento, o Irã não enviou nenhuma delegação, de qualquer nível, à capital paquistanesa para o diálogo com Washington.

Em meio às expectativas sobre o potencial encontro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as forças armadas do país estão prontas para entrar no país persa, enquanto citou que o Irã não tem opção a não ser enviar uma missão para as conversas.

Na mesma linha, o repórter da Axios Barak Ravid revelou em publicação no X que o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o General Dan Caine, disse que Washington está pronto para retomar grandes operações de combate contra o Irã a qualquer momento.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/afp-20260129-94hg8mt-v1-midres-uspoliticstrump.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Líder do parlamento do Irã diz que bloqueio naval dos EUA é medida 'desajeitada e ignorante']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/lider-do-parlamento-do-ira-diz-que-bloqueio-naval-dos-eua-e-medida/465289/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/lider-do-parlamento-do-ira-diz-que-bloqueio-naval-dos-eua-e-medida/465289/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma decisão "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa.


"O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!", declarou Ghalibaf, em entrevista ao canal iraniano Press TV. "Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro", criticou.


Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento disse que a rota de navegação está sob controle do país persa. Falando sobre as negociações ocorridas em Islamabad, no Paquistão, entre uma delegação iraniana e outra dos EUA, que terminaram sem sucesso, Ghalibaf disse que os negociadores americanos queriam enviar varredores de minas ao estreito, ao que ele se opôs.


"Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que isso seria uma violação do cessar-fogo e que se eles tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram", relatou o parlamentar.


Enquanto estava no Paquistão, continuou, um colega do governo iraniano entrou em contato com ele para contar que um varredor de mina dos EUA havia chegado e estava posicionado em um local no qual, se tivesse avançado mais um pouco, teria sido atingido por míssil iraniano.


"Eu disse isso à delegação americana. Falei &#39;ele está aqui, e se ele for além desse limite, vamos atingi-lo&#39;. Eles nos pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato", contou."Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos", reforçou Ghalibaf.

]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/aa1gdbtb.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/sem-acordo-de-paz-entre-eua-e-ira-trump-promete-fechar-ormuz/464971/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/sem-acordo-de-paz-entre-eua-e-ira-trump-promete-fechar-ormuz/464971/</guid>
				<description><![CDATA[As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.


"Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações", disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.


O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.


“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.



"Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional", acrescentou Ghalibaf.


Estreito de Ormuz

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.


“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.


A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/04/donald-trump-press-conference-1775567909562-v2-900x506.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Negociações entre EUA e Irã entram em "fase técnica"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/negociacoes-entre-eua-e-ira-entram-em-fase-tecnica/464954/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/negociacoes-entre-eua-e-ira-entram-em-fase-tecnica/464954/</guid>
				<description><![CDATA[As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/aa1gdbtb.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Transparência nas emendas é essencial]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/transparencia-nas-emendas-e-essencial/464390/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/transparencia-nas-emendas-e-essencial/464390/</guid>
				<description><![CDATA[A decisão do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) de exigir que as prefeituras prestem contas da aplicação de recursos provenientes de emendas parlamentares é não apenas acertada, mas necessária.

Trata-se de uma medida que reforça um princípio básico da administração pública: todo dinheiro público precisa ser acompanhado de transparência, controle e resultados.

Em um cenário no qual as emendas têm ganhado cada vez mais peso nos orçamentos municipais, o acompanhamento rigoroso desses recursos deixa de ser opcional e passa a ser indispensável.

A iniciativa do órgão de controle também aponta para uma direção que deveria ser regra em todos os níveis da federação: a transparência na aplicação de emendas deve ser adotada de cima para baixo.

Não faz sentido exigir rigor apenas na ponta, enquanto outras esferas permanecem com níveis distintos de prestação de contas.

Se o recurso é público, independentemente de sua origem, deve estar sujeito aos mesmos critérios de publicidade, rastreabilidade e avaliação. A sociedade precisa saber quanto foi destinado, onde foi aplicado e quais benefícios efetivos foram gerados.

Lamentavelmente, ainda há resistência quando o assunto é prestar contas. E essa resistência levanta uma pergunta inevitável: quem não gosta de transparência prefere o quê? O questionamento é duro, mas necessário.

A ausência de controle abre espaço para distorções, desperdícios e, em casos mais graves, práticas que ferem a ética e a legalidade.

Não se trata de suspeitar previamente de gestores, mas de criar mecanismos que previnam irregularidades e fortaleçam a confiança da população.

Mais do que divulgar números, é fundamental avançar para a avaliação da eficiência. Não basta informar que determinada emenda foi aplicada; é preciso demonstrar o que mudou com aquele investimento.

Houve melhoria no atendimento à população? O serviço público foi ampliado? A obra entregue atende às necessidades da comunidade? O dinheiro público não pode ser medido apenas pela execução orçamentária, mas pelos resultados concretos que produz.

Espera-se, portanto, que as prefeituras sul-mato-grossenses – mais da metade dos municípios do Estado – se adaptem às determinações do órgão de controle.

O cumprimento das exigências não deve ser visto como obstáculo burocrático, mas como oportunidade de aprimorar a gestão e fortalecer a credibilidade das administrações locais. Transparência não é punição; é instrumento de boa governança.

Ao estabelecer parâmetros mais claros para a prestação de contas das emendas parlamentares, o TCE-MS cumpre seu papel e sinaliza que a gestão pública precisa avançar em qualidade e responsabilidade.

Quem ganha com isso é a população, que tem o direito de saber como cada centavo do dinheiro público é aplicado e, sobretudo, quais benefícios reais são entregues à sociedade.

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2023/05/a-correio-do-estado_1.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que "Cuba é a próxima" em discurso]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-cuba-e-a-proxima-em-discurso/464248/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-cuba-e-a-proxima-em-discurso/464248/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (28) que "Cuba é a próxima", durante um discurso em um fórum de investimentos em Miami, quando elogiou os sucessos da ação militar dos EUA na Venezuela e no Irã.

Embora o presidente não tenha especificado exatamente o que planeja fazer com a nação insular, ele tem dito com frequência que acredita que o governo de Havana, que enfrenta uma grave crise econômica, está à beira do colapso.

Seu governo iniciou negociações com lideranças de Cuba nas últimas semanas, enquanto o próprio Trump deu a entender que uma ação cinética poderia ser possível.

"Eu construí esse grande exército. Eu disse &#39;Você nunca terá que usá-lo.&#39; Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima", disse Trump na conferência.

Embargo

Cuba sofre um forte embargo por parte do governo dos Estados Unidos. Trump impede que a Venezuela forneça petróleo para a ilha, causando assim uma forte crise energética na ilha. 

Nos últimos meses, o país sofreu uma série de apagões de energia elétrica, deixando mais de 10 milhões de pessoas sem luz. Além de hospitais, escolas e outros lugares.

* Com informações da Reuters
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/donald-trump-2.png" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Guerra entre EUA e Irã: Veja 11 acontecimentos recentes e entenda a 'escalada' do conflito]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/guerra-entre-eua-e-ira-veja-11-acontecimentos-recentes-e-entenda-a/463936/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/guerra-entre-eua-e-ira-veja-11-acontecimentos-recentes-e-entenda-a/463936/</guid>
				<description><![CDATA[Os últimos dois dias da guerra no Oriente Médio foram marcados por ameaças e sinais claros de que o conflito deve se estender e ficar ainda mais perigoso. No sábado, 21, Trump deu 48 horas para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz - rota vital para o transporte de petróleo bloqueada por ataques iranianos - caso contrário, os EUA atacariam as usinas elétricas do país.

O Irã rejeitou o ultimato e afirmou que o Estreito seria "completamente fechado" caso sua infraestrutura energética fosse atacada.

Neste domingo, 22, o papa Leão XIV disse acompanhar os desdobramentos com consternação e classificou as consequências como um "escândalo". A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental.

Veja abaixo os 11 principais acontecimentos recentes:

1. Trump dá ultimato ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz

No sábado, 21, o presidente americano, Donald Trump, deu 48 horas ao Irã para reabrir o estreito de Ormuz ao tráfego marítimo, sob ameaça de destruir suas centrais de energia elétrica.

"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos atacarão e destruirão várias USINAS ELÉTRICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!", disse em uma mensagem no Truth Social.

2. Irã responde Trump e ameaça fechar completamente o Estreito

A Guarda Revolucionária iraniana disse que o Estreito de Ormuz será completamente fechado se os Estados Unidos atacarem as usinas hidrelétricas do país.

"O Estreito de Ormuz será completamente fechado e só será reaberto quando nossas usinas hidrelétricas destruídas forem reconstruídas", afirmou a Guarda Revolucionária.

As restrições no Estreito foram impostas pelo Irã no início do mês. As autoridades iranianas alegam que a passagem é possível para "todos, exceto inimigos" - indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

O Irão também disse ter derrubado um caça F-15 "inimigo" que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo, 22.

3. Irã ameaça atacar usinas energéticas do Golfo

O Irã afirmou ainda que irá "destruir completamente" empresas no Oriente Médio que tenham participação norte-americana e passará a considerar as instalações de energia em países que abrigam bases dos EUA como "alvos legítimos".

4. Israel ataca ponte estratégica no Líbano

O ministro da Defesa israelense afirmou neste domingo que ordenou aos militares que intensificassem a destruição de pontes e casas no sul do Líbano, reforçando os temores sobre os esforços de Israel para expandir e consolidar uma zona tampão controlada pelos militares na região.

Israel tem combatido o Hezbollah, o grupo armado libanês apoiado pelo Irã. O Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel, que respondeu com uma grande campanha militar no Líbano.

5. Netanyahu promete &#39;atacar pessoalmente&#39; cada dirigente do Irã

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu atacar "pessoalmente" todos os dirigentes do Irã. Ele ainda afirmou que todo o país é "linha de frente" no conflito. As declarações foram dadas neste domingo, 22, durante visita a um local atingido por um míssil iraniano.

"Toda a nação é uma linha da frente, toda a retaguarda é uma linha da frente. E quando estamos na linha da frente, cumprimos essas ordens", disse.

"Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos", disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

Ao menos 100 pessoas ficaram feridas na noite de sábado em Arad, no sul de Israel, após um ataque iraniano. Pouco antes, a cidade de Dimona, que abriga instalações nucleares, também foi atingida por um míssil. As equipes de resgate israelenses relataram cerca de 30 feridos nesta cidade.

6. Mortes na guerra são um escândalo, diz papa

O papa Leão XIV disse neste domingo que segue "observando com consternação a situação no Oriente Médio, assim como em outras regiões do mundo devastadas pela guerra e pela violência", declarou.

"A morte e a dor provocadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um grito diante de Deus", prosseguiu.

7. Fase perigosa da guerra, alerta OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a guerra no Oriente Médio entrou em uma "fase perigosa" com os ataques perto de instalações nucleares no Irã e em Israel.

"Os ataques contra instalações nucleares constituem uma ameaça crescente para a saúde pública e a segurança ambiental", afirmou o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

8. Irã lançou 400 mísseis contra Israel

O Irã lançou mais de 400 mísseis balísticos contra Israel desde o início da guerra, dos quais 92% foram interceptados, afirmou um porta-voz do exército israelense.

Desde 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã, a República Islâmica "lançou mais de 400 mísseis balísticos" contra Israel, indicou Nadav Shoshani, com "quatro impactos diretos".

9. Morte no norte de Israel em ataque do Líbano

Uma pessoa morreu no norte de Israel devido a um foguete lançado do Líbano, anunciaram socorristas e o exército israelense. O ataque foi reivindicado pelo Hezbollah.

10. Ataques noturnos contra centro dos EUA no aeroporto de Bagdá

Um centro diplomático e de logística americanos do aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque, foi atacado oito vezes durante a noite de sábado, afirmou um responsável de segurança do Iraque.

11. Três mísseis atingem capital da Arábia Saudita

Três mísseis balísticos foram detectados perto de Riade, capital da Arábia Saudita, indicou o Ministério da Defesa. "Um míssil foi interceptado e os outros dois caíram em zonas desabitadas", indicou um porta-voz.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/afp-20260129-94hg8mt-v1-midres-uspoliticstrump.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 22 Mar 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Israel anuncia que ministro da Inteligência do Irã foi morto]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/israel-anuncia-que-ministro-da-inteligencia-do-ira-foi-morto/463704/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/israel-anuncia-que-ministro-da-inteligencia-do-ira-foi-morto/463704/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (18) que o exército israelense matou o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib.

Israel Katz anunciou a morte de Khatib e disse que "surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes", sem dar mais detalhes.

A morte de Khatib ocorre um dia após Israel ter matado o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani e o chefe da força paramilitar Basij, composta por voluntários da Guarda Revolucionária.

O Departamento do Tesouro dos EUA havia sancionado Khatib em 2022, devido ao Ministério da Inteligência "envolver-se em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados"

Khatib "dirige várias redes de agentes de ameaças cibernéticas envolvidos em espionagem cibernética e ataques de ransomware em apoio aos objetivos políticos do Irã", disse o Tesouro na época

O Tesouro também chamou o Ministério da Inteligência do Irã, em outra rodada de sanções, de "um dos principais serviços de segurança do governo iraniano, responsável por graves abusos dos direitos humanos".

"Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores dos direitos humanos, ativistas dos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de grupos religiosos minoritários", afirmou.

O Ministério da Inteligência "também perseguiu agressivamente indivíduos que relatam abusos e violações dos direitos humanos no Irã, bem como suas famílias, e submeteu detidos à tortura em centros de detenção secretos durante seu mandato", segundo o Tesouro americano.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/esmail.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 07:09:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["O Agente Secreto" é superado nas 4 categorias e fica sem Oscar]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/o-agente-secreto-e-superado-nas-4-categorias-e-fica-sem-oscar/463590/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/o-agente-secreto-e-superado-nas-4-categorias-e-fica-sem-oscar/463590/</guid>
				<description><![CDATA[Não deu Brasil no Oscar deste ano. "O Agente Secreto" foi superado nas quatro categorias que disputava —melhor filme, direção de elenco, filme internacional e ator, com Wagner Moura. 

O baiano perdeu para o americano Michael B. Jordan, de "Pecadores", que agradeceu a artistas negros mais experientes que ele. A estatueta principal da premiação, de melhor filme, foi entregue a "Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, obra que saiu com seis troféus ao todo. 

Em filme internacional, o brasileiro foi preterido pelo norueguês "Valor Sentimental", de Joachim Trier. Gabriel Domingues, responsável pela direção de elenco de "O Agente Secreto", foi vencido por Cassandra Kulukundis, de "Uma Batalha Após a Outra".

No ano passado, o longa nacional "Ainda Estou Aqui" venceu a categoria de filme internacional. A atriz Fernanda Torres foi superada por Mikey Madison em melhor atriz.

REAÇÕES

Nas redes sociais, cinéfilos e torcedores brasileiros se revoltaram com a Academia. Entre xingamentos, piadas e provocações, a torcida nacional lamentou a derrota do longa de Kleber Mendonça Filho na premiação e aproveitou para alfinetar o rival norueguês Valor Sentimental, que venceu na categoria de Melhor Filme Internacional.

Apesar da tristeza, a vitória de Valor Sentimental não foi uma grande surpresa. A obra de Joachim Trier era considerada a grande favorita ao prêmio de Melhor Filme Internacional. Com nove indicações ao Oscar, o longa europeu foi, ao lado de Frankenstein e Marty Supreme, o terceiro filme mais indicado em 2026.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/moura.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Guerra no Oriente Médio provoca interrupção recorde na oferta de petróleo]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/guerra-no-oriente-medio-provoca-interrupcao-recorde-na-oferta-de/463402/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/guerra-no-oriente-medio-provoca-interrupcao-recorde-na-oferta-de/463402/</guid>
				<description><![CDATA[A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo um dia após uma liberação histórica de estoques emergenciais, à medida que a guerra no Oriente Médio prejudica os fluxos através de uma das rotas de trânsito de petróleo mais críticas do mundo.

Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, 12, a organização com sede em Paris - que representa as principais nações consumidoras de petróleo - agora prevê crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente. O aumento integral da oferta deverá vir de fora da aliança Opep+, uma vez que o conflito força os principais produtores do Golfo a reduzir a produção.

Em março, a oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022.

"A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo", disse a AIE, acrescentando que, no mês passado, o suprimento mundial cresceu 380 mil bpd.

O Estreito de Ormuz - rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo - permanece efetivamente fechado. O Irã tem atacado navios cargueiros e infraestrutura energética-chave na região. Produtores importantes, como Kuwait e Iraque, começaram a cortar a produção Já a Arábia Saudita tem redirecionado os fluxos para canais alternativos.

Do lado da demanda, a AIE cortou sua projeção de avanço global para este ano para 640 mil bpd, ante 850 mil bpd, à medida que incertezas do conflito e a consequente alta do petróleo pesam sobre o consumo. Apenas para março e abril, a agência reduziu sua previsão de avanço na demanda em cerca de 1 milhão de barris

Ontem, a AIE anunciou planos de liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/navio-petroleo.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Dois navios cargueiros são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/dois-navios-cargueiros-sao-atingidos-por-projeteis-no-estreito-de/463344/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/dois-navios-cargueiros-sao-atingidos-por-projeteis-no-estreito-de/463344/</guid>
				<description><![CDATA[Dois navios cargueiros foram atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, 11, informou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla inglês), ligado à Marinha britânica.

Uma embarcação foi atingida na costa dos Emirados Árabes Unidos, mas o UKMTO não soube informar a extensão dos danos.

Outro navio foi atacado e pegou fogo ao norte de Omã. A tripulação deixou o navio após a explosão, de acordo com o UKMTO Não foi possível determinar a origem dos projéteis.

O Estreito de Ormuz, que serve de passagem para cerca de 20% da produção global de petróleo, virou protagonista da guerra do Irã Enquanto o regime iraniano prometeu fechar a passagem enquanto estiver sob ataque dos Estados Unidos e de Israel.

]O presidente americano, Donald Trump, ameaçou ampliar a ofensiva contra o país em "20 vezes" caso o fluxo do petróleo seja interrompido. 

MAIS ATAQUES

O Irã voltou a lançar ataques contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico na madrugada desta quarta-feira, o 12º dia da guerra no Oriente Médio.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou ter destruído cinco drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah, além de outros dois outros artefatos que sobrevoaram o leste do país.

No Bahrein, sirenes de alerta indicaram a iminência de um ataque, enquanto os Emirados Árabes Unidos acionaram a defesa aérea contra a ofensiva iraniana.

Já as forças de Israel detectaram mísseis lançados pelo Irã a caminho do país. Sirenes e explosões foram ouvidas em Tel-Aviv. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/ormuz.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 07:16:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Irã dispara mísseis após escolha de novo líder; EUA esvaziam embaixada]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-dispara-misseis-apos-escolha-de-novo-lider-eua-esvaziam-embaixada/463241/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-dispara-misseis-apos-escolha-de-novo-lider-eua-esvaziam-embaixada/463241/</guid>
				<description><![CDATA[Após a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo, neste domingo, 8, o Irã lançou uma nova leva de mísseis contra Israel e vizinhos aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, mostrando pouca disposição de desescalar o conflito. Em paralelo, o governo americano determinou a evacuação de sua embaixada na Arábia Saudita.

Explosões foram ouvidas em Doha e o Ministério da Defesa do Catar informou se tratar de um ataque com mísseis contra o país nesta segunda-feira, 9, horário local. Já nos Emirados Árabes, um incêndio foi registrado em uma instalação petrolífera após um ataque em Fujairah.

O Kuwait também apontou estar trabalhando para repelir ataques com drones e mísseis. Já no Bahrein, um ataque com drone iraniano deixou 32 civis feridos, segundo o Ministério da Saúde do país.

O disparo da primeira salva de mísseis contra Israel após a escolha do novo líder supremo foi anunciado pela rádio e televisão estatal Irib.

"Os mísseis defensivos iranianos respondem ao terceiro guia da República Islâmica", indicou a Irib no Telegram, mostrando o corpo de um projétil marcado com a inscrição "às suas ordens, Seyyed Mojtaba", uma referência religiosa xiita.

Enquanto isso, o serviço de emergência de Israel confirmou que pelo menos uma mulher ficou ferida por destroços lançados pelo vento na cidade de Rishon LeZion, no centro do país nesta segunda-feira. Ela se encontra-se em condição moderada.

O serviço de emergência Magen David Adom acrescentou que prestou atendimento médico à mulher no local.Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um carro com vidros quebrados e destroços espalhados pela rua.

Esvaziamento de embaixada

Os Estados Unidos ordenaram na noite de domingo a saída do pessoal da sua embaixada na Arábia Saudita, enquanto o Irã ataca este reino do Golfo em retaliação pela ofensiva de Washington e Israel.

O Departamento de Estado indicou em um aviso de viagem que havia "ordenado que funcionários do governo americano que não fossem de emergência e familiares de funcionários do governo americano deixassem a Arábia Saudita devido aos riscos à sua segurança".

A ordem reflete os temores persistentes sobre os ataques do Irã, em um momento em que o presidente Donald Trump avisa que está pronto para continuar a guerra por semanas e Teerã se diz preparada para responder.

Os Estados Unidos já haviam permitido a saída de funcionários não essenciais, mas não haviam exigido que o fizessem.

O Departamento de Estado também informou que mantém o aviso aos americanos para "reconsiderarem viajar" para a Arábia Saudita, sem desaconselhar todas as viagens ao reino.

Drones atingiram a embaixada dos Estados Unidos em Riad na semana passada e também causaram danos às embaixadas americanas no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos.

A Arábia Saudita informou no domingo que duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas quando um projétil caiu na província de Al Kharj, a sudeste de Riad.

Capital iraniana sob fogo e combates no Líbano

Mais cedo, várias explosões foram ouvidas em várias partes da capital iraniana, segundo jornalistas da AFP.

Não ficou imediatamente claro o que foi alvo dos ataques, com nuvens de fumaça ainda cobrindo o horizonte após ataques noturnos a depósitos de petróleo em Teerã e arredores.

O exército israelense afirmou ter lançado uma série de ataques contra a "infraestrutura do regime" no centro do Irã na segunda-feira, o primeiro anúncio desse tipo desde que a república islâmica nomeou um novo líder supremo.

As forças israelenses "iniciaram uma nova onda de ataques contra a infraestrutura do regime terrorista iraniano no centro do Irã", disseram os militares em um breve comunicado, pouco depois de anunciarem ataques contra o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, no Líbano.

Enquanto isso, o grupo terrorista Hezbollah afirmou estar enfrentando as forças israelenses que pousaram durante a madrugada no leste do Líbano, em helicópteros que cruzaram a fronteira com a Síria.

Duas fontes do Hezbollah disseram à AFP, sob condição de anonimato, que um helicóptero israelense na área foi abatido pelo grupo. Não há confirmação por parte dos israelenses, que, porém, afirmam terem feito ataques a alvos do grupo terrorista em Beirute.

Petróleo em alta e bolsas asiáticas em baixa

Em meio ao acirramento do conflito, o preço do barril do petróleo ultrapassou os US$ 100 pela primeira vez desde julho de 2022.

As bolsas da Coreia do Sul e do Japão despencaram na manhã desta segunda-feira, 9, depois que os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro anos. (Com agências internacionais).
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/ira-supremo.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 09 Mar 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder do Irã, diz mídia estatal]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/filho-de-ali-khamenei-e-nomeado-novo-lider-do-ira-diz-midia-estatal/463238/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/filho-de-ali-khamenei-e-nomeado-novo-lider-do-ira-diz-midia-estatal/463238/</guid>
				<description><![CDATA[Mojtaba Khamenei, o segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, foi nomeado o novo líder do Irã, segundo informações da mídia estatal do país. O nome já vinha sendo ventilado desde as primeiras horas deste domingo.

Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar mais retaliações se o nome escolhido não tivesse a sua aprovação prévia.

"Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo", afirmou Trump, ao canal americano ABC News

Questionado se estaria disposto a aprovar alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu:

"Sim, para escolher um bom líder, eu aprovaria. Há inúmeras pessoas que poderiam se qualificar".

Quem é Mojtaba Khamenei?

Mojtaba Hosseini Khamenei, filho de 56 anos do líder supremo iraniano Ali Khamenei ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da "Onda Verde" em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder Considerado linha-dura.

Sua eventual liderança indica pouca ou nenhuma mudança política no país. Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

 

Assine o Correio do Estado
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/06/images_5.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que não há prazo para fim da guerra com Irã]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-nao-ha-prazo-para-fim-da-guerra-com-ira/463202/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-nao-ha-prazo-para-fim-da-guerra-com-ira/463202/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou na noite deste sábado, 7, que não está em busca de um acordo com o Irã, após dizer que também não há um prazo fixo para acabar com a guerra.

"Custe o que custar", disse Trump a jornalistas após ser questionado se existe uma linha do tempo para o fim do conflito. "Queremos escolher um presidente no Irã que não leve o país para a guerra."

O chefe da Casa Branca também afirmou que o governo americano começará a reabastecer as reservas estratégicas de petróleo do país "no momento certo". O reservatório teve parte de sua capacidade utilizada pelo ex-presidente Joe Biden para conter os preços do petróleo durante a guerra na Ucrânia, algo que Trump já negou que irá fazer após o início do conflito no Irã.

O mandatário disse ainda que não há indícios de que a Rússia esteja prestando assistência ao Irã e acusou o próprio país persa por um ataque de mísseis numa escola em Teerã que matou mais de 100 crianças.

O que diz o Irã

Autoridades do Irã afirmaram neste sábado que as áreas de países vizinhos do país que estão sendo utilizadas como plataformas para ataques dos Estados Unidos são alvos legítimos de retaliação.


"A origem de qualquer ataque será o destino de nossa resposta", disse o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, em publicação o X. "As bases americanas na região são plataformas para ataques ao Irã".


Mais cedo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos pelos ataques do país persa a outras nações da região, afirmando que Teerã não atacaria ou dispararia mais mísseis contra eles, a menos que o Irã seja atacado por esses países.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, comentou as declarações de Pezeshkian, ao afirmar que a redução das tensões no Golfo Pérsico só poderia ocorrer se os países não cedessem seus territórios para ataques ao Irã.


"Esse gesto em direção aos países vizinhos foi praticamente anulado de imediato pelo presidente Trump", disse Araghchi.


O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, alertou o Irã a não lançar mais mísseis em direção ao território turco, após um projétil disparado do Irã ter sido interceptado por sistemas de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) antes de entrar no espaço aéreo turco. Catar e Bahrein também já relataram ataques de mísseis e drones do Irã nesta sábado.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/afp-20260129-94hg8mt-v1-midres-uspoliticstrump.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 19:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Com gasolina em alta e mísseis em baixa, Trump exige rendição do Irã]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/com-gasolina-em-alta-e-misseis-em-baixa-trump-exige-rendicao-do-ira/463163/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/com-gasolina-em-alta-e-misseis-em-baixa-trump-exige-rendicao-do-ira/463163/</guid>
				<description><![CDATA[Donald Trump exigiu nesta sexta-feira, 6, a rendição incondicional do Irã e a escolha de um líder aceitável para suceder ao aiatolá Ali Khamenei. As declarações foram dadas em um momento de pressão sobre o presidente americano, mais suscetível ao preço da gasolina nos EUA, que não para de subir, e aos estoques de mísseis interceptadores, cada vez mais baixos.

"Não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional! Depois disso, e da escolha de um líder aceitável, nós e nossos aliados trabalharemos para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o maior, melhor e mais forte do que nunca. O Irã tem um grande futuro. Façam o Irã grande de novo", escreveu Trump em sua rede social.

A postagem ocorreu após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, dizer que alguns países iniciaram esforços de mediação para encerrar a guerra. Na quinta-feira, 5, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista ao programa NBC Nightly News, rejeitou qualquer diálogo e disse que espera a invasão por terra dos americanos.

"Não temos uma boa experiência em negociar com os EUA, especialmente com este governo. Negociamos duas vezes, no ano passado e neste ano, e no meio do caminho eles nos atacaram", disse.

O maior obstáculo para um acordo no momento, além da falta de confiança dos iranianos, é encontrar um interlocutor no regime, que ainda não escolheu o substituto de Khamenei - embora seu filho Mujtaba seja o favorito. Trump já afirmou que a escolha é "inaceitável" e exigiu ter poder de veto sobre o nome que sair do Conselho de Especialistas, órgão de mais de 80 aiatolás.

Pressa

Tempo, porém, é coisa que Trump não tem - apesar de ele dizer que os EUA têm recursos "ilimitados" e pode travar uma guerra "para sempre". Os preços da gasolina subiram novamente ontem: o valor médio do litro chegou a US$ 0,88 (R$ 4,61), nível mais alto desde setembro de 2024, 34 centavos de dólar mais caro (ou 11% a mais) do que quando a guerra começou, na semana passada.

O preço dos combustíveis tem impacto na economia americana, afetando o custo do transporte de mercadorias, pressionando a inflação e mexendo com o humor dos americanos em um ano eleitoral - a eleição legislativa de novembro renovará a Câmara dos Deputados e um terço do Senado.

Além da pressão interna, o governo americano precisa se preocupar com outro problema diretamente ligado à capacidade de defesa das bases dos EUA no Oriente Médio e de seus aliados do Golfo Pérsico: os estoques cada vez mais baixos de mísseis interceptadores Patriot, que vêm sendo usados contra os drones Shahed do Irã.

O governo dos Emirados Árabes, por exemplo, disse ter interceptado 1.001 dos 1.072 drones iranianos lançados desde o início da guerra. A esse ritmo, o estoque do país duraria aproximadamente uma semana. No caso do Catar, a situação é mais grave e o arsenal estaria no fim em questão de dias.

Produção

Um sinal da pressa da Casa Branca foi a reunião de ontem de membros do governo com executivos das maiores empresas de defesa dos EUA para acelerar a reposição do estoque. Lockheed Martin, Raytheon, Boeing, Northrop, além de outros fornecedores, prometeram "quadruplicar" a produção, segundo Trump.

Outro problema mais difícil de resolver é a disparidade de custo. Um Patriot custa US$ 4 milhões. Ele vem sendo usado para interceptar drones iranianos de US$ 20 mil. Por isso, além de acelerar a produção, os EUA e seus aliados estão pedindo ajuda de um país improvável: a Ucrânia.

Ninguém no mundo tem tanta experiência como os ucranianos em se defender contra os drones do Irã, que vêm sendo usados pela Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, disse ter recebido um pedido formal de ajuda dos EUA. Seu governo já está em negociações com países do Golfo para exportar interceptores que custam uma fração do sofisticado equipamento americano.

Zelenski afirmou que mais de 800 Patriots foram lançados no Oriente Médio desde o início da guerra contra drones e mísseis do Irã. "A Ucrânia nunca teve tantos mísseis interceptadores assim para repelir ataques da Rússia nos últimos quatro anos somados", disse.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/trump-jardim.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 07 Mar 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Chanceler do Irã diz que os EUA vão se arrepender amargamente por ataque a fragata]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/chanceler-do-ira-diz-que-os-eua-vao-se-arrepender-amargamente-por/463044/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/chanceler-do-ira-diz-que-os-eua-vao-se-arrepender-amargamente-por/463044/</guid>
				<description><![CDATA[O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse nesta quinta-feira (5) que os Estados Unidos vão se "arrepender amargamente" por terem afundado uma fragata iraniana na costa do Sri Lanka, no Oceano Índico, na véspera.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio", afirmou o chanceler, nas redes sociais. "Marquem minhas palavras: os Estados Unidos vão se arrepender amargamente do precedente que estabeleceram."

Uma operação de resgate lançada pelo Sri Lanka encontrou 32 sobreviventes e 87 corpos no local em que a fragata afundou após ter sido atingida por um torpedo lançado por um submarino americano.
 

MORTE HAMAS

Um ataque israelense a um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano matou um dos líderes do Hamas, informou a agência de notícias estatal libanesa ANI na manhã desta quinta-feira, 5. Esse é o primeiro "alto funcionário" do grupo islâmico palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio.

Wasim Atala al-Ali e esposa foram mortos quando "um drone inimigo atingiu sua casa" no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a madrugada, informou a agência, que o descreveu como um "alto funcionário" do grupo terrorista. Inicialmente, o exército israelense não informou quem era o alvo do ataque.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Líbano já havia confirmado que o exército israelense atingiu um prédio no campo de refugiados palestinos matando duas pessoas; uma terceira ficou ferida em decorrência do bombardeio.

Localizado a cerca de 85 km ao norte de Beirute e a mais de 180 km da fronteira entre o Líbano e Israel, Beddawi foi alvo de ataques durante a guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024, o exército israelense afirmou em julho ter atacado uma figura do Hamas no campo. (Com agências internacionais).
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/navio-ira.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 07:16:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Neymar lamenta lesão de Rodrygo e se declara ao jogador: 'Meu herdeiro']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/neymar-lamenta-lesao-de-rodrygo-e-se-declara-ao-jogador-meu/462984/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/esportes/neymar-lamenta-lesao-de-rodrygo-e-se-declara-ao-jogador-meu/462984/</guid>
				<description><![CDATA[Neymar se manifestou sobre a grave lesão sofrida pelo atacante Rodrygo, do Real Madrid, que o deixará fora da Copa do Mundo de 2026. O meia do Santos lamentou o ocorrido e prestou apoio ao jogador de 25 anos.

"Hoje é um dos dias mais tristes pra mim. Quando fiquei sabendo da lesão, me passou um filme na cabeça. Todo sofrimento, toda angústia e o medo de viver essa lesão! Meu 10, meu menino, meu herdeiro (como te chamo) só te peço uma coisa ... &#39;cuida da sua cabeça&#39; agora é hora de colocar todo mundo que você ama ao seu redor", disse Neymar.

"E como você disse, você não merecia passar por isso justo agora . mas quem somos nós pra duvidar dos planos de Deus. Irmãozinho … FORÇA, tenho certeza que irá voltar voando. Te amo da mesma forma que me deu apoio, eu estarei aqui por você", completou.

Rodrygo rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito durante a disputa da partida entre Real Madrid e Getafe, pela La Liga, que ocorreu nesta segunda.

O atacante brasileiro também se manifestou nas redes sociais. "Um grande obstáculo surgiu na minha vida, na minha carreira, e que me impede de fazer o que eu mais amo por um certo tempo", escreveu.

"Mesmo sendo um momento muito difícil, prometo não parar por aqui, acredito que ainda tenho muitas coisas incríveis pra viver e alegrar a todos que confiam em mim, é só um até breve… Deus continua no controle de tudo", finalizou.

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol lamentou a lesão do atleta. "O departamento médico da seleção manteve contato nas últimas horas com os médicos da equipe espanhola e se colocou à disposição para ajudar no que for preciso. A CBF deseja ao atleta pronta recuperação e que retorne o quanto antes aos gramados."
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/bor2mkjawzdotagpaaa2gzzxty.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Irã ataca base aérea no Bahrein; EUA atingem Guarda Revolucionária]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-ataca-base-aerea-no-bahrein-eua-atingem-guarda-revolucionaria/462940/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-ataca-base-aerea-no-bahrein-eua-atingem-guarda-revolucionaria/462940/</guid>
				<description><![CDATA[A Guarda Revolucionária Islâmica lançou um ataque com mísseis e drones contra uma base aérea no Bahrein, informou a imprensa estatal do Irã nesta terça-feira, 3. Em Teerã, a madrugada desta terça foi marcada por sons de explosões e aviões

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou nesta terça-feira que destruiu instalações de comando e controle da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, além de aeródromos militares e equipamentos de defesa aérea e de lançamento de mísseis e de drones.

"Continuaremos a tomar medidas decisivas contra ameaças iminentes colocadas pelo regime iraniano", disse o Centcom, em publicação no X.

SUPOSTA AMEAÇA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na segunda-feira, 2, que o Irã estava reconstruindo locais que tornariam o programa de mísseis balísticos e o programa de bombas atômicas imunes a ataques em alguns meses.

Netanyahu não apresentou evidências sobre as afirmações, e fotos de satélite analisadas pela Associated Press mostram atividade limitada em dois locais que abrigavam instalação nucleares do Irã antes da guerra.

Em entrevista à Fox News, o premiê israelense afirmou ainda que o ataque iniciado no sábado (28) criará condições para que o povo do Irã forme um governo democrático.

DATACENTERS

 A Amazon informou nesta terça-feira (3) que teve dois data centers atingidos por drones nos Emirados Árabes Unidos. Outra instalação da empresa no Bahrein foi atingida por destroços de um drone. A Amazon disse que trabalha para recuperar a infraestrutura danificada.

PREÇO DO GÁS

Os preços do gás natural na Europa dispararam mais de 20% nesta terça-feira, 3, após uma paralisação da produção na maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Catar, abalar os mercados e elevar as preocupações sobre o fornecimento global.

O contrato holandês TTF (Title Transfer Facility) para abril saltou 29,5%, para 57,50 euros por megawatt-hora nas negociações iniciais, atingindo o patamar mais alto em mais de um ano. Os preços começaram a subir na segunda-feira, 2, depois que a estatal QatarEnergy suspendeu a produção no complexo de Ras Laffan, após um ataque de drone iraniano.

"Essa é a maior ameaça aos mercados mundiais de gás desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022", disseram analistas do ANZ.

O Catar é o segundo maior exportador de GNL do mundo. O país atende principalmente clientes na Ásia, embora qualquer interrupção prolongada provavelmente force importadores europeus e asiáticos a competir por cargas spot limitadas, elevando os preços em ambas as regiões.

A interrupção ocorreu no momento em que o mercado já enfrentava o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, rota de navegação crítica na entrada do Golfo Pérsico que escoa mais de 20% do fornecimento mundial de GNL.

O momento é particularmente sensível para a Europa. Com a temporada de aquecimento se aproximando do fim e os estoques bem abaixo dos níveis sazonais, a região enfrentará pressão crescente para reconstruir o armazenamento antes do próximo inverno.

Enquanto isso, os suprimentos alternativos permanecem limitados. Embora os EUA possam aumentar as exportações, operadores dizem que volumes adicionais não seriam suficientes para compensar perdas prolongadas da produção do Catar.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/guerra-guerra.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 03 Mar 2026 07:07:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Derrubar Irã busca deter China e projetar Israel, dizem analistas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/derrubar-ira-busca-deter-china-e-projetar-israel-dizem-analistas/462896/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/derrubar-ira-busca-deter-china-e-projetar-israel-dizem-analistas/462896/</guid>
				<description><![CDATA[A segunda agressão dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irã, em um intervalo de oito meses, busca a “troca de regime” em Teerã, com objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Essa avaliação é de especialistas em geopolítica e relações internacionais consultados pela Agência Brasil neste domingo (1°). Os analistas questionam o discurso oficial dos EUA e de Israel de que o ataque é “preventivo”, contra supostas ambições do Irã de construir uma bomba atômica que ameaçaria a Casa Branca e seus aliados.

A professora de pós-graduação em relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, Rashmi Singh, destacou que os enviados de Trump ao Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner, foram desmentidos pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi.

Enquanto os enviados de Trump alegavam que as conversas não avançavam, o diplomata de Omã, responsável pela mediação das negociações, veio a público afirmar que o acordo para limitar o programa nuclear de Teerã estava próximo.

Albusaidi revelou, um dia antes dos ataques, que o Irã aceitou não manter em estoque qualquer quantidade de urânio enriquecido, que é o material necessário para a fabricação de artefatos nucleares.

“Os EUA e Israel entraram em guerra quando um avanço diplomático e a paz estavam ao alcance. Então, por que agora? Tanto os EUA quanto Israel acreditam que o Irã está fraco e veem isso como uma oportunidade estratégica para instalar um governo mais moderado no país”, afirmou Rashmi Singh.

Para a professora da PUC Minas, o objetivo da guerra é instalar um governo “fantoche” de Washington no Irã e eliminar o principal obstáculo à hegemonia de Tel Aviv em todo o Oriente Médio.

“Também devemos lembrar que Netanyahu enfrenta eleições gerais ainda este ano e tentará usar o Irã para fortalecer sua posição política. Já vimos nos últimos dois anos de atuação israelense em Gaza, contra o Hamas, como Netanyahu é hábil em usar a guerra, e até o genocídio, não apenas para se manter no poder, mas também para escapar da Justiça”, completou a professora Singh. 

Conter a China

O professor de relações internacionais Robson Valdez, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ponderou à Agência Brasil que “dificilmente” pode se explicar os ataques contra o Irã pela versão da “contenção nuclear”.

Para o analista, o ponto fundamental envolve a disputa pelo equilíbrio de poder no Oriente Médio, com a tentativa de Israel e EUA conter a influência regional de Teerã.

“[A guerra] pode afetar especialmente a China, grande importadora do petróleo iraniano, que passa ali pelo Estreito de Ormuz. O conflito combina essa contenção estratégica em relação ao Irã, e também a eterna e tradicional rivalidade regional envolvendo Israel, Turquia, Irã e Arábia Saudita, e, mais recentemente, também os Emirados Árabes Unidos”, ponderou o professor Valdez.

Na avaliação do cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos, como Israel não conseguiu derrubar o governo do Irã na guerra dos 12 dias de 2025, se fez necessária essa nova investida contra Teerã. 

“Enquanto houver mísseis balísticos e drones iranianos, Israel não terá a supremacia estratégica regional e poderá ser atingido. Além disso, o Irã é o coração do mundo no projeto geoeconômico chinês”, afirmou.

Ramos acrescenta que, caso o Irã caia, voltam a chegar armas nas mãos do Partido Islâmico do Turquestão Oriental, via Quirguistão. Segundo ele, o grupo estaria armando, historicamente, os uigures, que lutam contra Pequim na região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China.

“O Irã alinhado ao eixo ocidental também concederia uma cabeça de ponte perfeita ao sufocamento e à sabotagem dos projetos de infraestrutura da China na Ásia Central”, completou Ali Ramos.

Para o historiador de conflitos armados e de geopolítica Rodolfo Queiroz Laterza, os EUA tentam retirar o Irã da rota econômica e comercial construída pela China e pela Rússia na Eurásia, que é o território que une Europa e Ásia.  

Segundo essa tese, a guerra contra o Irã deve ser analisada no contexto mais amplo da chamada “guerra comercial” entre Washington e Pequim, pela supremacia da economia global.

O Irã é o quinto maior produtor de petróleo do planeta, e disputa a terceira posição entre os países com maiores reservas comprovadas de hidrocarbonetos do mundo.

Projetar Israel

O especialista em Oriente Médio Mohammed Nadir, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC Paulista (UFABC), descarta a justificativa oficial de “ameaça nuclear” do Irã, ou mesmo a neutralização do programa de mísseis balísticos e a contenção do Eixo da Resistência, apoiado pelo Irã.

“O real motivo é acabar com qualquer possibilidade de uma potência pujante no Oriente Médio e manter a hegemonia de Israel. Esta guerra não é uma guerra americana, mas é uma guerra de Benjamin Netanyahu e, por extensão, de Israel, que quer se tornar o hegemônico incontestável no Oriente Médio. E os EUA querem garantir essa primazia a Israel”, disse.

Nadir lembra ainda da justificativa da existência de “armas de destruição em massa” usada pelos Estados Unidos para a invasão do Iraque, em 2003, que depois se mostrou falsa.

Política imperialista

Para o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes, os EUA sempre usaram o programa nuclear do Irã como pretexto contra Teerã, em mais de meio século de relações hostis entre os dois países.

“O Irã faz parte do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), então o Irã pode ser inspecionado a qualquer momento, sem aviso prévio, pela Agência Internacional de Energia Atômica (Aeia), e o Irã sempre tem contribuído”, ponderou Menezes.

Por outro lado, o especialista avalia que a invasão da Ucrânia e outros acontecimentos recentes incentivam o Irã a desenvolver cada vez mais seu programa nuclear. De toda forma, o professor da UnB avalia que os EUA querem redesenhar o mapa geopolítico do Oriente Médio.

“Trump fala abertamente que nenhum governo hostil aos EUA, que os ameacem de alguma forma, vai permanecer no poder, e ele está aplicando essa política que nós estamos vendo, imperialista, uma política agressiva”, afirmou Roberto Goulart Menezes.

Entenda

Pela segunda vez em oito meses, Israel e EUA lançam uma agressão contra o Irã, em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa.

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA acusam Teerã de buscar o desenvolvimento de armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e que se colocavam à disposição para inspeções internacionais. Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional em seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato, em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã, exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e o fim do apoio a grupos de resistência a Israel, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.

Um dia antes da agressão contra o Irã, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, mediador nas negociações, informou que eles estariam muito próximos de um acordo, e que o Irã teria concordado em não manter urânio enriquecido, decisão até então inédita.

“Isso é, sem dúvida, uma grande conquista. É algo que não estava presente no antigo acordo negociado durante o governo do presidente Obama. Portanto, haverá zero acumulação, zero estocagem e verificação completa”, informou o ministro das Relações Exteriores de Omã, em entrevista à rede de TV CBS.

As atuais hostilidades entre Israel, EUA e Irã têm origem em 1979, quando a Revolução Islâmica triunfou no Irã, derrubando o governo aliado de Washington à época. Desde então, o país persa é alvo de sanções econômicas que buscam fragilizar sua economia.

O imperialismo é o conceito usado quando “um país central se vale de seu maior poderio econômico, político e militar para subordinar países periféricos de acordo com seus próprios interesses”, explicou o sociólogo Raphael Seabra, professor da Universidade de Brasília (UnB).

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/conflito-ira.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 07:42:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Todos que achávamos que poderiam assumir o poder no Irã morreram, diz Trump]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/todos-que-achavamos-que-poderiam-assumir-o-poder-no-ira-morreram-diz/462890/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/todos-que-achavamos-que-poderiam-assumir-o-poder-no-ira-morreram-diz/462890/</guid>
				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as lideranças que haviam sido identificadas para assumir o comando do Irã após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, no sábado, 28, morreram em decorrência da ofensiva.

"Não será ninguém que pensávamos, porque todos estão mortos. O segundo e terceiro na linha de sucessão morreram", disse Trump, em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, divulgada pelas redes sociais.

Trump afirmou também que matou o aiatolá antes que fosse morto pelo regime iraniano. "Eles tentaram duas vezes. Bem, eu o peguei primeiro", disse o americano, em referência a um episódio de 2024.

INSTALAÇÕES NUCLEARES

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, afirmou que, "até agora", não há nenhuma indicação de que qualquer uma das instalações nucleares tenham sido danificadas ou atingidas, incluindo a usina nuclear de Bushehr, o Reator de Pesquisa de Teerã ou outras instalações do ciclo de combustível nuclear no Irã. A declaração foi dada em sessão especial do Conselho, nesta segunda-feira (2).

Ele acrescentou que a AIEA continua tentando contatar as autoridades reguladoras nucleares iranianas por meio do próprio Centro de Incidentes e Emergências da AIEA, mas está "sem resposta até agora" dadas as limitações nas comunicações causadas pelo conflito.

Grossi pediu contenção militar, alertando que o Irã e muitos outros países na região que foram alvos militares têm "usinas nucleares operacionais e reatores de pesquisa nuclear, bem como locais de armazenamento de combustível associados, aumentando a ameaça à segurança nuclear".

Ele acrescentou que, até agora, "nenhuma elevação dos níveis de radiação acima dos níveis de fundo usuais foi detectada em países que fazem fronteira com o Irã."

O embaixador do Irã na AIEA, Reza Najafi, no entanto, alegou nesta segunda que ataques aéreos dos EUA e Israel tiveram como alvo a instalação de enriquecimento de Natanz em seu país, o que contradiz o comentário de Grossi. "Novamente, eles atacaram as instalações nucleares pacíficas e salvaguardadas do Irã. Sua justificativa de que o Irã quer desenvolver armas nucleares é simplesmente uma grande mentira", disse. 

PERSPECTIVA DE DIÁLOGO

John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ao site Politico que as sanções contra o Irã podem ser levantadas pela Casa Branca, a depender do governo que se formará após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei.

Bolton entende que os preços do petróleo vão subir no curto prazo devido à paralisação do fluxo provocada pelas seguradoras. Contudo, a possível suspensão das sanções a médio prazo pode derrubar o preço das commodities.

"Será necessário investir para atualizar os equipamentos, que estão ultrapassados e danificados, mesmo que não tanto quanto na Venezuela", disse o ex-conselheiro de Trump.

 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/03/entrevista-trump.jpeg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 02 Mar 2026 07:24:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/ataques-ao-ira-deixam-ao-menos-201-mortos-e-cerca-de-750-feridos/462843/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/ataques-ao-ira-deixam-ao-menos-201-mortos-e-cerca-de-750-feridos/462843/</guid>
				<description><![CDATA[A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.

A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.

Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.

De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 

Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.

Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.

Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 

Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2025/06/images_5.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Irã revida ataque conjunto e lança mísseis contra Israel e bases americanas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-revida-ataque-conjunto-e-lanca-misseis-contra-israel-e-bases/462819/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/ira-revida-ataque-conjunto-e-lanca-misseis-contra-israel-e-bases/462819/</guid>
				<description><![CDATA[O Irã respondeu com mísseis ao ataque conjunto realizado por Estados Unidos e Israel em seu território na manhã deste sábado, 28. O contra-ataque ocorreu como o país já vinha ameaçando fazer há meses: primeiro lançou uma onda de mísseis e drones contra Israel. Depois, aparentemente, começou a atacar instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, onde explosões puderam ser ouvidas ao longo da manhã.

A informação do ataque iraniano foi confirmada tanto pela Forças de Defesa de Israel quanto pelo próprio Irã, por meio das agência de notícias estatais Fars e Tasnim. "Neste momento, a Força Aérea Israelense está operando para interceptar ameaças, quando necessário, a fim de eliminá-las", afirmou a organização de Israel nas redes sociais.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou em comunicado que o país começou a responder aos ataques conjuntos, afirmando que suas forças armadas "iniciaram uma resposta decisiva a esses atos hostis".

O comunicado alertou os iranianos para que evitassem as áreas afetadas pelos ataques e que o governo havia tomado "medidas prévias" para garantir o fornecimento de itens de primeira necessidade.

Escolas e universidades foram obrigadas a fechar, enquanto o comunicado informou que os bancos continuariam funcionando.

Mais cedo, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em ação militar conjunta, após semanas de ameaças do presidente americano Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento.

EMBAIXADOR NO BRASIL

O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, criticou neste sábado, 28, o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel e afirmou que o país islâmico "levará todos os inimigos ao arrependimento".

Ghadiri também postou na mesma rede social uma declaração do Ministério das Relações Exteriores iraniano sobre o ataque.

"Os Estados Unidos e o regime sionista, na manhã de hoje, às vésperas de Nowruz e no décimo dia do sagrado mês do Ramadã, violando de forma flagrante a integridade territorial e a soberania nacional do Irã, atacaram uma série de alvos e infraestruturas de defesa, bem como instalações civis, em diversas cidades de nosso país", diz o texto.

A seguir, o comunicado afirma que Irã e Estados Unidos estavam "no curso de um processo diplomático".

"Apesar de estarmos cientes das intenções dos Estados Unidos e do regime sionista de perpetrar nova agressão militar, voltamos a participar de negociações a fim de esgotar os argumentos perante a comunidade internacional e todos os países do mundo, para demonstrar a legitimidade do povo iraniano e evidenciar a ilegitimidade de qualquer pretexto para a agressão", afirma.

O ministério diz que o Irã se orgulha de "ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra".

"Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo", continua. "Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza."

O ministério diz que os ataques violam Carta das Nações Unidas e configuram clara agressão armada contra o Irã, e que a resposta à ação é direito legal e legítimo do país.

Além disso, cita "grave responsabilidade da Organização das Nações Unidas e de seu Conselho de Segurança de agir imediatamente para enfrentar a violação da paz e da segurança internacionais decorrente da agressão militar".

A ação conjunta acontece após semanas de ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Em um vídeo de oito minutos divulgado após o anúncio dos ataques militares ao Irã, Trump alertou que Teerã "deve abaixar as armas ou enfrentar uma morte certa".

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/ira-contra.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:46:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que 'se dá muito bem' com Lula E 'adoraria recebê-lo' na casa Branca]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-se-da-muito-bem-com-lula-e-adoraria-recebe-lo-na/462817/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/trump-diz-que-se-da-muito-bem-com-lula-e-adoraria-recebe-lo-na/462817/</guid>
				<description><![CDATA[Ao falar com repórteres na Casa Branca nesta sexta-feira, 27, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que adoraria receber o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do governo americano. Ele não detalhou se já há uma data para o encontro.

"Bem, eu me dou muito bem com o presidente do Brasil. Adoraria recebê-lo", afirmou. O republicano também não especificou quais assuntos os dois discutiriam.

Recentemente, durante visita oficial à Coreia do Sul, Lula também falou sobre um possível encontro com Trump. O presidente brasileiro sugeriu que o ideal seria que sua visita aos EUA ocorresse por volta do dia 16 de março, mas destacou que ainda não havia uma data definida. Ele também evitou dizer quais assuntos seriam debatidos durante a reunião.

"Eu tenho uma pauta com o presidente Trump, que é uma pauta eminentemente de interesse do Brasil. Tem outra que é de interesse do multilateralismo. Tem outra que é de interesse da democracia. E isso eu vou conversar com ele. Agora, ele também tem a pauta dele para mim. Eu só posso aguardar a reunião", disse Lula a jornalistas em Seul, capital do país asiático.

A visita de Lula aos EUA foi combinada entre os dois líderes durante telefonema em janeiro, mas vinha sendo discutida desde novembro do ano passado. O Palácio do Planalto chegou a falar que o encontro poderia ocorrer no fim de fevereiro, ao relatar o telefonema pela primeira vez. Mas a reunião na Casa Branca segue sem data oficial para ocorrer, com negociações nos bastidores.

Lula e Trump se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2025. A conversa foi breve, tendo durado menos de um minuto, mas deixou uma boa impressão em Trump. Desde então, os dois presidentes se encontraram presencialmente mais uma vez, na Malásia, e conversaram por telefone três vezes.

Como mostrou o Estadão, no momento em que os dois governos discutem preparativos da viagem de Lula aos EUA, o governo Trump teria escolhido para lidar com o Brasil o empresário de mídia e estrategista político Darren Beattie. O escolhido internamente tem elos com a ala trumpista mais radical e com o bolsonarismo e se tornou vocal crítico do governo Lula durante o auge da crise diplomática no ano passado, que resultou em sanções e no tarifaço.
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/trump-jardim.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:38:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Príncipe herdeiro do Irã chama ataque de 'intervenção humanitária']]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/principe-herdeiro-do-ira-chama-ataque-de-intervencao-humanitaria/462816/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/principe-herdeiro-do-ira-chama-ataque-de-intervencao-humanitaria/462816/</guid>
				<description><![CDATA[O príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, classificou o ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel à nação islâmica como uma &#39;intervenção humanitária&#39;. Os países lançaram mísseis sobre a capital, Teerã, e outras partes do território durante a madrugada deste sábado, 28.

Reza Pahlavi, 65 anos, é o filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, o último xá do Irã, que foi deposto em 1979 pela Revolução Islâmica liderada pelo aiatola Ruhollah Khomeini.

"Trata-se de uma intervenção humanitária; e seu alvo é a República Islâmica, seu aparato de repressão e sua máquina de matar; não o grande país e nação do Irã", escreveu em uma publicação feita no X neste sábado, 28. Ainda segundo Pahlavi, o bravo povo do Irã está "muito perto da vitória final".

Na mensagem, Pahlavi se dirige aos militares, policiais e forças de segurança do país, ao presidente Donald Trump e à população iraniana.

O príncipe herdeiro faz um apelo para que as forças do país se "unam à nação" afirmando que seu "dever é defender o povo, e não um regime que mantém nossa pátria como refém por meio da repressão e do crime". E adverte que, caso isso não aconteça, "vocês afundarão com o navio naufragado de Khamenei e seu regime".

A Trump, Pahlavi pediu ao presidente que as forças "exerçam a máxima cautela para proteger a vida dos civis" afirmando que o povo iraniano é um aliado dos EUA.
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/reza.webp" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:29:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[EUA e Israel lançam ataque conjunto contra o Irã]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-e-israel-lancam-ataque-conjunto-contra-o-ira/462813/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-e-israel-lancam-ataque-conjunto-contra-o-ira/462813/</guid>
				<description><![CDATA[Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na manhã deste sábado, 28. A ação acontece após semanas de ameaças do presidente Donald Trump de lançar um grande ataque contra o país. A expectativa é que a operação se estenda ao longo de vários dias.

Segundo a imprensa iraniana, todo o território está sob ataque. O exército israelense fala em "dezenas de alvos militares" atingidos até o momento. O Irã já deu início à retaliação.

A capital, Teerã, foi palco de, ao menos, três explosões da chamada "Operação Fúria Épica". Vídeos do momento do início da operação mostram grandes colunas de fumaça subindo no centro da capital. Informações iniciais apontam que o ataque aconteceu próximo à uma das residências do Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

De acordo com autoridades de segurança israelenses, um dos principais objetivos da primeira onda conjunta de ataques ao Irã era atingir o maior número possível de líderes.

Em uma publicação na Truth Social, Trump confirmou o ataque afirmando que o objetivo é "defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano", formado, segundo ele, por "um grupo perverso de pessoas muito cruéis e terríveis".

"Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo", completou.

Também em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou que Israel e os Estados Unidos lançaram uma "operação conjunta" contra o que ele chamou de "ameaça existencial" representada pelo Irã.

Segundo ele, o ataque contra o governo iraniano pode "criar as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino".

Após a investida, Israel e Irã anunciaram o fechamento de seus respectivos espaços aéreos.

O Ministério da Saúde do Irã informou que "ambulâncias foram enviadas para as áreas centrais de Teerã e os hospitais estão em alerta". A número estimado de feridos e as locais exatos atingidos ainda não foram divulgados, completou a pasta.

A informação do ataque foi inicialmente divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que descreveu o ataque como uma ação para "eliminar ameaças", sem fornecer mais detalhes da ação.

Em junho do ano passado, os EUA bombardearam as instalações nucleares do Irã durante uma guerra de 12 dias entre os países do Oriente Médio. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAI)
 
]]></description>
				
									<media:content url="https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/300/300/dn_arquivo/2026/02/ataque-ira.jpg" medium="image"/>
				
				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 28 Feb 2026 07:23:00 -0400</pubDate>
			</item>
			</channel>
</rss>