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				<title><![CDATA[EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz e países do Golfo Pérsico]]></title>
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				<description><![CDATA[Os Estados Unidos e o Irã estão dando continuidade nesta segunda-feira, 20, à troca de ataques que marcou a última semana Há relatos de bombardeios iranianos no Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, além de novas ações militares americanas no condado de Sirik.

Agências de notícias iranianas relataram ter ouvido várias explosões no Bahrein. A notícia ocorreu após o anúncio de que sirenes de alerta soaram no quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos no país do Golfo.

A agência britânica de segurança marítima (UMKTO, em inglês) também informou que uma embarcação foi alvejada por um projétil em Omã, o que levou a tripulação a abandonar o navio. Segundo o órgão, todos foram resgatados por um rebocador, porém a embarcação ficou à deriva.

No Iraque, forças de segurança ouvidas pela Mehr afirmaram que um drone carregado de explosivos foi abatido perto da base aérea de Al-Harir, no leste de Erbil.

A TV estatal da Jordânia também relatou que suas forças de segurança interceptaram mísseis iranianos. Apesar disso, o Wall Street Journal reportou que três mísseis atravessaram as defesas jordanianas, e alertam para a presença de 50 mil tropas americanas na região.

Enquanto isso, a Mehr informou que moradores do condado de Sirik, no Irã, relataram ter ouvido várias explosões na região. A Fars também relatou explosões em Rudbar-e-Jonubi, na região iraniana de Kerman.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA["A tecnologia não substitui o trabalho braçal, ela potencializa e direciona essa atuação"]]></title>
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				<description><![CDATA[O avanço da tecnologia passou a ser um aliado no combate aos incêndios florestais no Pantanal. Em Mato Grosso do Sul, um sistema de monitoramento com inteligência artificial (IA) instalado no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro é capaz de identificar focos de calor e fumaça em poucos segundos, permitindo uma resposta mais rápida das equipes de combate e reduzindo os impactos ambientais provocados pelo fogo.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Bracell e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), dentro do programa Compromisso Um-Para-Um, por meio do qual a empresa apoia atualmente a preservação de 189,1 mil hectares de Unidades de Conservação (UCs) no Estado.

O projeto utiliza torres equipadas com câmeras de alta resolução, IA e plataformas integradas ao Corpo de Bombeiros para monitorar áreas estratégicas do bioma.

O gerente de Sustentabilidade da Bracell, João Carlos Augusti, explica como funciona a tecnologia, os resultados obtidos no Pantanal, os investimentos realizados pela empresa em Mato Grosso do Sul e os planos para ampliar o sistema de monitoramento para outras Unidades de Conservação do Estado. Confira a entrevista a seguir.

Como nasceu essa parceria entre a Bracell e o Imasul e qual é a espinha dorsal desse investimento no monitoramento ambiental?

Esta parceria nasceu do nosso Compromisso Um-Para-Um, uma diretriz pioneira da Bracell que estabelece a meta de, para cada 1 hectare de eucalipto plantado, preservar ou apoiar a preservação de 1 hectare de vegetação nativa.

A partir daí, buscamos o governo do Estado, por meio do Imasul, para atuar de forma direta no fortalecimento das Unidades de Conservação de Mato Grosso do Sul.

Dialogando com os gestores públicos, identificamos que a grande prioridade para a região pantaneira era dotar as reservas de um sistema automatizado de altíssima precisão para prevenção e detecção precoce de incêndios florestais.

E por que os esforços iniciais desse monitoramento tecnológico focaram o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro?

O Parque do Rio Negro, localizado em Aquidauana, possui 76.852 hectares e foi integrado ao nosso compromisso em 2024. Ele é uma joia ecológica criada primordialmente para preservar os ecossistemas pantaneiros, funcionando como um verdadeiro santuário e berçário natural.

Segundo um levantamento consistente realizado em 2008, o parque abriga uma densidade faunística impressionante: 124 espécies de mamíferos, incluindo espécies ameaçadas como a onça-pintada, a ariranha e o cervo-do-pantanal; 463 espécies de aves, com destaque para araras-azuis, tuiuiús e colhereiros; 405 de peixes; e 50 de répteis, como o jacaré-do-pantanal.

Sua flora reúne mais de 772 espécies catalogadas, unindo influências do Cerrado, Amazônia e Chaco em um mosaico de baías, salinas e cordilheiras. Proteger essa riqueza era uma urgência absoluta.

Como funciona a tecnologia instalada no parque? Qual é a infraestrutura de hardware e o diferencial da inteligência artificial empregada?

Nós contratamos a startup Umgrauemeio, que entregou uma solução integrada do tipo turnkey, ou seja, uma estrutura completa “pronta para uso”, somando hardware e software de ponta.

Foram erguidas duas torres estratégicas, uma ao norte e outra ao sul do parque, equipadas com câmeras de alta resolução full HD, zoom óptico mínimo de 30 vezes e giro contínuo de 360 graus, funcionando dia e noite com energia solar própria.

O diferencial é que as torres contam com uma rede própria de transferência de dados por protocolo fechado (via rádio ou internet) e utilizam inteligência artificial.


Antes mesmo de surgir fumaça, o sistema analisa variáveis microclimáticas para calcular o risco de incêndio.


Havendo ignição, a IA detecta a fumaça em segundos, calcula a posição exata, a altura das chamas e o potencial de propagação com base na vegetação ao redor.

Mais do que uma solução tecnológica, estamos falando de uma ferramenta de proteção ambiental. Quanto mais cedo um foco é identificado, maior é a capacidade de preservar fauna, flora, recursos naturais e evitar impactos ambientais de grande escala.

Quando o risco é detectado, como a informação chega aos bombeiros? Quais plataformas foram disponibilizadas para a gestão em tempo real?

A resposta é imediata e integrada. Dentro da solução oferecida, o Imasul e o Corpo de Bombeiros receberam acesso a duas plataformas essenciais: o Pantera Web, que realiza o monitoramento e a detecção ampla com imagens de satélite, e o Pantera CIG [Central Integrada de Gestão], que é diretamente conectada às câmeras de alta definição das torres.

Quando uma câmera identifica fumaça no Parque do Rio Negro, o alerta surge instantaneamente na tela da central montada no Corpo de Bombeiros, em Campo Grande.

O operador vê a imagem ao vivo em full HD, aproxima com o zoom de 30 vezes e obtém as coordenadas exatas. Isso permite enviar a brigada certa, com o equipamento adequado, em questão de minutos.

Aqui, precisamos valorizar o papel desses agentes, a partir das notificações em centrais de monitoramento, a conexão entre Corpo de Bombeiros, Imasul, produtores rurais e ONGs parceiras cria um ecossistema que funciona perfeitamente em Mato Grosso do Sul.

Tudo isso, somado ao suporte da iniciativa privada, tem aumentado o sucesso nas operações a favor do meio ambiente.

Diante do histórico de secas severas no Pantanal, até que ponto a tecnologia altera a capacidade de prevenção versus o combate físico tradicional?

A tecnologia não substitui o trabalho braçal e heroico dos brigadistas e dos bombeiros, ela potencializa e direciona essa atuação.

O grande gargalo no Pantanal sempre foi o tempo de resposta: um foco isolado podia queimar por dias até ser percebido por satélites convencionais ou avistado por moradores.

Com as torres full HD e as plataformas Pantera Web e Pantera CIG, nós transformamos o combate a grandes incêndios no combate a pequenos focos. Tiramos as equipes do escuro, permitindo que a resposta ocorra quando o fogo ainda é totalmente controlável.

É a união perfeita entre a precisão dos algoritmos e a capacidade operacional do Estado. Isto é, em um contexto de eventos climáticos cada vez mais extremos, a prevenção torna-se ainda mais importante.

A tecnologia nos ajuda a aumentar a resiliência dos ecossistemas e a apoiar os esforços do poder público na proteção de áreas ambientais estratégicas.

A Bracell divulgou recentemente um balanço consolidado do Compromisso Um-Para-Um em MS. Quais são os números atuais e quais parques já fazem parte dessa rede?

Os números mostram a escala e o compromisso de longo prazo da Bracell com o Estado. Hoje, o Compromisso Um-Para-Um apoia exatamente 189.170 hectares de áreas protegidas em Mato Grosso do Sul.

Nossa atuação começou em 2023, apoiando o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, 30.618 hectares, em Alcinópolis, o Parque Natural Municipal Pombo, 8.032 hectares, em parceria com a prefeitura de Três Lagoas, e duas importantes Unidades de Conservação urbanas na Capital: o Parque Estadual do Prosa, 135 hectares, e o Parque Estadual Matas do Segredo, 188 hectares.

Em 2024, incorporamos os 76.852 hectares do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e, agora, em 2025, somamos os 73.345 hectares do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

É um ecossistema completo de proteção. Esses números demonstram que o Compromisso Um-Para-Um não é uma ação pontual, mas uma estratégia de longo prazo. Nosso objetivo é gerar impactos positivos permanentes e contribuir para a conservação ambiental de forma estruturada e colaborativa. 

A iniciativa ultrapassou metas importantes nos últimos anos. O que isso representa para a Bracell?

Representa a materialização de um compromisso assumido publicamente.


Em 2025, alcançamos 107% da meta estabelecida, apoiando mais de 300 mil hectares de áreas de conservação em nossas regiões de atuação.


Mais do que números, esse resultado reforça que é possível transformar compromissos ambientais em entregas concretas e mensuráveis para a conservação.

Como é feita a escolha de onde investir em cada uma dessas unidades ao longo dos anos?

Esse é o ponto central da nossa metodologia: a escuta ativa. Nosso acordo com o governo estadual tem horizonte de 10 anos, mas a Bracell não chega impondo projetos, quem define o uso dos recursos são os gestores das próprias Unidades de Conservação e o Imasul.

Eles avaliam as urgências anuais, sejam torres de monitoramento, equipamentos de brigada, insumos ou serviços, e apresentam a demanda. Estando alinhada ao propósito do Um-Para-Um, a Bracell faz o investimento e efetiva a entrega. 

A experiência implementada com sucesso no Pantanal pode ser multiplicada para outras regiões do Estado e do País?

Sem dúvida alguma. A tecnologia de detecção precoce já é madura no setor florestal para proteger os plantios de eucalipto, mas a grande inovação da Bracell foi transferir essa tecnologia de ponta, em formato turnkey, para a conservação de biomas nativos em parques públicos.

O modelo deu tão certo no Parque do Rio Negro que a nossa intenção, em comum acordo com os órgãos ambientais, é de levar esse cinturão tecnológico para outras unidades, com a parceria da Bracell, como o Parque das Nascentes do Taquari, que também sofre forte pressão de fogo, e o das Várzeas do Rio Ivinhema.

Proteger o patrimônio natural é uma missão conjunta do setor público, das empresas privadas e da sociedade.

{Perfil}

João Carlos Augusti

É gerente de Sustentabilidade na Bracell. Tem uma trajetória sólida na gestão corporativa de padrões ESG, liderando equipes distribuídas por diversas regiões do Brasil e gerenciando projetos estratégicos no setor industrial e florestal. Graduado em Engenharia Florestal pela USP, tem MBA em Administração de Negócios e Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Passageiro é parcialmente sugado por janela de avião após decolagem ]]></title>
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				<description><![CDATA[Um passageiro foi parcialmente sugado por uma janela de um avião logo após a decolagem nesta sexta-feira, 10, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha. Pessoas que estavam sentadas próximas conseguiram puxá-lo de volta para dentro da aeronave.

Segundo um representante de um hospital grego, o homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito. O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a comentar o caso publicamente.

O voo partiu pela manhã de Tessalônica, no norte da Grécia, com destino a Memmingen, cidade próxima a Munique, na Alemanha, e era operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair. Em nota, a companhia aérea informou que a aeronave "retornou a Tessalônica logo após a decolagem, depois que a janela de um passageiro se desprendeu durante o voo".

Ainda segundo a empresa, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros desembarcaram de volta no terminal. Um dos ocupantes recebeu atendimento médico em solo, em Tessalônica. Posteriormente, uma aeronave substituta foi disponibilizada para concluir a viagem até a Alemanha.

Passageiros relataram à imprensa grega que ouviram um forte estrondo, as máscaras de oxigênio foram acionadas e o avião começou a perder altitude. Uma passageira identificada apenas como Christina contou a uma rádio de Tessalônica que houve pânico a bordo e que um dos ocupantes foi parcialmente sugado pela janela.

"A cabeça, o pescoço e os ombros dele" ficaram para fora da aeronave, afirmou ela, acrescentando que passageiros que estavam ao lado conseguiram puxá-lo de volta. "A maioria das pessoas estava dormindo, com os olhos fechados. Ouvimos um barulho que parecia um pneu estourando, mas muito mais alto", relatou. "Percebemos imediatamente que a cabine havia perdido pressão, porque o avião começou a perder altitude. Houve gritos, berros e muita confusão."

A aeronave envolvida no incidente era um Boeing 737-800, modelo com capacidade para até 189 passageiros. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, o avião foi entregue novo à Ryanair em 2008.

De acordo com os registros de voo do Flightradar24, cerca de seis minutos após a decolagem a aeronave alcançou mais de 15 mil pés (4.570 metros) de altitude e, em seguida, iniciou uma descida imediata até aproximadamente 6 mil pés (1.830 metros). O avião permaneceu voando por cerca de 30 minutos para consumir combustível antes de retornar a Tessalônica aproximadamente uma hora após a decolagem.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Juiz nega pedido de Adriane para censurar vídeos de Érika Hilton]]></title>
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				<description><![CDATA[O juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de tutela liminar pedido pela prefeita Adriane Lopes (PP) em desfavor da deputada federal Érika Hilton (PSOL) por postagens em suas redes sociais expondo irregularidades na gestão da Administradora de Campo Grande, inclusive alegando que seria a "pior prefeita do Brasil". 

A defesa de Adriane pedia o arquivamento das postagens de Hilton do Instagram e do X, que expunham casos como a nomeação de 12 pastores em cargos municipais; o investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal da Previdência no Banco Master; o superfaturamento de R$ 24,4 milhões em licitação de semáforos e de R$ 62 milhões em contratos de iluminação pública. 

Lopes ainda pedia na ação que a deputada realizasse o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, com a justificativa de que os conteúdos propagados seriam "nitidamente falsos, ofensivos e produzidos com nítida intenção de atacar a honra, a dignidade e a imagem" de Adriane, resultando na "manipulação da percepção da sociedade sobre a autora", podendo resultar na incitação de ódio e "prática de crimes contra sua integridade física". 

Hilton declarou guerra contra Adriane após a sanção da Lei Municipal 7.615/2026 em Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de "mulheres biológicas". De acordo com a deputada, a aprovação da medida teria sido um tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção.

Hilton afirmou que a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Em sua decisão, Magalhães afirmou que o pedido de tutela liminar deveria possuir uma justificativa plausível e, no mínimo, uma prova de que as imputações eram falsas, o que não foi apresentado. 

"A concessão de tutela liminar, sem a prévia instauração do contraditório, exige prova pré-constituída bastante a evidenciar, ao menos em juízo de probabilidade, a verossimilhança das alegações,incumbindo à parte autora demonstrar a falsidade das imputações que pretende ver suprimidas. Ausente tal suporte probatório na petição inicial, e dependendo a controvérsia de regular instrução probatória para o esclarecimento dos fatos, eventual pronunciamento judicial deverá aguardar a formação do contraditório e a produção das provas pertinentes", afirmou o juiz. 

Ele ainda designou uma audiência de conciliação entre as duas partes, marcada para o dia 16 de setembro de 2026, de forma virtual. Tanto a prefeita como a deputada foram intimadas a comparecerem na audiência. 

Essa não é a primeira vez que Adriane Lopes não tem o pedido atendido pela Justiça. 

Um exemplo recente foi o pedido por medida protetiva contra Bruno Ortiz Barbosa, um dos principais críticos da sua gestão, do marido, Lídio Lopes (Avante) e de vereadores aliados.

Adriane chegou a obter medida protetiva, inclusive com a imposição de restrições a Bruno, mas o benefício foi derrubado poucos dias depois pela 1ª Câmara Cível do TJMS.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Boeing 737 desaparece perto de Karachi, no Paquistão]]></title>
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				<description><![CDATA[Um Boeing 737 desapareceu do radar nesta terça-feira, 7, perto de Karachi, no Paquistão, com cinco pessoas a bordo. O voo da K2 Airways partiu de Sharjah, nos Emirados Árabes, para Karachi, mas relatou um problema no sistema de navegação e foi atendido pelo Centro de Controle da Área de Karachi (ACC).

Segundo a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão, três minutos depois, a aeronave "foi observada no radar descendo rapidamente, acompanhada de uma mudança brusca de rumo". Em seguida, o centro de controle perdeu o contato por radar e a comunicação, 155 milhas náuticas a oeste de Karachi.

Após o incidente, o Centro de Coordenação de Resgate foi acionado e deu início a uma operação de busca e resgate no Mar Arábico para tentar localizar a aeronave.

"Dados preliminares do ADS-B indicam uma perda de altitude, seguida por uma subida e, em seguida, uma segunda perda de altitude repentina e drástica. O último dado recebido da aeronave foi às 16h21 UTC, localizando a aeronave a 1.100 pés AMSL com uma taxa de subida vertical relatada de -22.400 pés por minuto", diz nota o site Flighradar24 sobre a ocorrência.

*Com informações da Associated Press (AP).
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Adriane indica ao TCE que tratará 'buraqueira' economizando quase R$3 milhões]]></title>
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				<description><![CDATA[Em resposta ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Campo Grande indica que espera tratar da "buraqueira" economizando quase R$ 3 milhões com o uso da usina do Consórcio Central-MS, enquanto a respectiva equipe do Executivo ainda prepara uma nova licitação diante do iminente fim da vigência dos contratos voltados para esse tipo de manutenção na Capital. 

Há cerca de uma semana o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, pediu que o executivo comandando pela prefeita Adriane Lopes explicasse a situação da buraqueira em Campo Grande, além de indicar quais seriam as providências a serem tomadas tendo em vista que os contratos voltados para esse tipo de serviço têm a vigência prevista até os próximos dias 24 e 31 de julho. 

Ao TCE-MS o Executivo reconheceu que esses serviços de conservação, restauração e manutenção da malha viária urbana são, de fato, essenciais, uma vez que estão diretamente ligados desde à própria preservação do patrimônio público até à segurança dos usuários e à mobilidade urbana. 

Conforme o Executivo, a malha viária campo-grandense ultrapassa os 4.000 km de extensão, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

"Tal realidade exige planejamento contínuo, capacidade operacional ampliada e mecanismos céleres de resposta às manifestações patológicas do pavimento, tais como trincas, desgaste, afundamentos, escorregamentos, panelas e deteriorações decorrentes do tráfego, das intempéries e do envelhecimento natural dos materiais", explica a resposta da Prefeitura ao Tribunal. 

Plano para continuidade

Sem descartar que os atuais instrumentos contratuais estão prestes a vencer, o Executivo cita que a situação é acompanhada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que simultaneamente estrutura novas medidas administrativas para continuidade e fortalecimento da capacidade de atendimento das demandas de manutenção e recuperação da pavimentação urbana.

Nesse sentido, Campo Grande esclarece que há tanto o  planejamento de um novo procedimento licitatório próprio, quanto também pretende usar o credenciamento conduzido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul  (Central-MS). 

É importante lembrar que, em caso de pregão eletrônico, um processo desse tipo não se conclui em menos de um mês, o que depende ainda de nenhuma das empresas interessadas no certame apresentarem recurso sobre o edital. Ou seja, considerando um cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos.

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Até lá, a Prefeitura de Campo Grande não pretende trocar um pelo outro, e tampouco trataria-se de uma "alteração de rota administrativa", o que em outras palavras significa que não desistirá da licitação mas deverá optar em paralelo e simultaneamente por essa ampliação da disponibilidade de empresas aptas à
mobilização de diversas frentes de trabalho e à redução do tempo de resposta às demandas identificadas na malha viária

"No âmbito do Consórcio CENTRAL-MS, o procedimento de credenciamento encontra-se na fase de elaboração dos documentos preparatórios, tais como revisão do Estudo Técnico Preliminar, do Termo de Referência, Memorial Descritivo, Diagnóstico das Patologias do Pavimento Asfáltico e demais peças técnicas", cita o município em resposta. 

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, o município espera que a iniciativa privada forneça a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). 

Economia de milhões

Esse é justamente o principal insumo empregado para serviços de conservação e restauração da malha viária urbana, que por sua vez, sozinho, representa em média de 60 a 70% do custo total do objeto.

Com essa frente voltada tanto para recomposição da capa asfáltica nos pontos degradados, como também para recuperação estrutural da base do pavimento,
quando tecnicamente necessária, o fornecimento do CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS. 

As empresas ficarão encarregadas de, com frota própria, retirar e transportar esse material diretamente na usina do Consórcio, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços como, por exemplo:


	material granular para base, 
	emulsões asfálticas, 
	equipamentos,
	mão de obra e 
	demais componentes previstos nas composições de custos.


Vale lembrar que a usina móvel de R$5 milhões que promete "asfaltar uma rua inteira em dois dias" foi adquirida ainda em 2023, sendo um equipamento com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas/hora, prometendo à época reduzir os custos de pavimentação em mais de 35%.

O Executivo de Campo Grande lista três referências convergentes que permitem  avaliar a vantajosidade econômica do modelo, sendo: 


	o valor de referência do insumo conforme tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi);
	o histórico de competitividade com base em licitação anterior pelo Município e 
	o valor praticado pelo Consórcio para o fornecimento do CBUQ.


Com base no certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, à uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas as referências é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

Relembre

Com os contratos prestes à vencer, e como um certame não leva menos de 30 dias para ser concluído, a próxima licitação para seguir com os serviços de tapa-buraco em Campo Grande preocupam, com o risco de regularização apenas a partir de agosto caso a concorrência flua sem maiores intercorrências.

Desde a última sexta-feira os contratos em vigor começaram a perder a validade, nas regiões Bandeira, Prosa, Centro e Imbirussu.

Para as regiões Lagoa e Segredo o contrato se encerra no dia 24 de julho, enquanto que no Anhanduizinho a extensão do acordo termina no dia 31 de julho. Entretanto, em quatro dessas localidades o serviço já está paralisado.

É o caso dos contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente - que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

Segundo repassado pela prefeitura, quando houve a operação, em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Como repassado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os contratos que devem ser publicados neste mês não serão de emergência, o que significa que seguirá os ritos normais de uma concorrência.

Como os contratos se encerram em julho, isso significa que a Capital deveria ficar um período sem o serviço em todas as regiões, como adiantou o Correio do Estado na semana passada, já que a prefeitura afirmou que não vai prorrogar o prazo de nenhum dos acordos vigentes.

Em meio a um período em que ruas e avenidas estão tomadas por buracos, e envolta ao escândalo que levou à prisão uma série de servidores públicos e um empreiteiro por conta de denúncia de supostos desvios nos contratos para os serviços de tapa-buracos na cidade, a prefeitura de Campo Grande homologou até mesmo uma licitação que prevê investimento de R$ 4,62 milhões na revitalização de ciclovias.  

O valor máximo estipulado pela prefeitura no edital havia sido de R$4.675.941,41. Por conta da baixa disputa, o valor final teve deságio inferior a 1,2%, com o certame reduzindo o valor para R$4,620 milhões. O lote 01, o mais caro de todos, não tem um único centavo de deságio. 
**(Colaboraram: Neri Kaspary e Daiany Albuquerque)

 

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:26:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão']]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Brasil envia três aviões de ajuda humanitária e ajuda em buscas após terremoto na Venezuela]]></title>
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				<description><![CDATA[Na tarde deste sábado (27) o Brasil enviou um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).

De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.

O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.

Ajuda nas buscas

Também neste sábado (27) equipes brasileiras iniciaram a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Segundo avião da FAB decola neste sábado com ajuda para a Venezuela]]></title>
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				<description><![CDATA[O governo brasileiro vai enviar neste sábado (27) à Venezuela o segundo voo humanitário da Força Aérea Brasileira (FAB) para atender às vítimas do terremoto que atingiu o país. A decolagem está prevista para às 11h, na Base Área do Galeão, no Rio de Janeiro.

A aeronave KC-390 Millennium vai levar um hospital de campanha da Marinha e 100 purificadores de água com painel solar. O equipamento tem a capacidade de tratar 5 mil litros por dia. E 48 militares da Marinha também estarão a bordo.

A operação de ajuda humanitária foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e faz parte dos esforços internacionais para envio de auxílio ao governo venezuelano.

De acordo com o governo da Venezuela, o número de mortos subiu para 920 nesta sexta-feira (26), e o de feridos chegou a 3.360. Além disso, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojas.

Primeiro voo
O primeiro voo com ajuda humanitária brasileira chegou nesta sexta-feira (26). A aeronave da FAB saiu da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, com 44 militares e 12 toneladas de equipamentos.

Terremoto
Na quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu área de aproximadamente 160 quilômetros (km) a oeste de Caracas, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O terremoto de magnitude 7,5 foi o mais forte enfrentado pela Venezuela desde 1900.

O país fica na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul e sofreu terremotos devastadores, incluindo um que matou cerca de 30 mil pessoas em 1812.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 07:40:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Na Venezuela, número de mortos em terremotos sobe para 235, diz ministro]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, informou no fim da noite da quinta-feira, 25, que cerca de 235 pessoas morreram após os fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24. Outras 4,3 mil pessoas ficaram feridas. Entre os mortos estão pelo menos dois brasileiros, ainda não identificados oficialmente. 

A expectativa é de que os números continuem aumentando, à medida que as buscas continuam nas áreas devastadas, uma vez que milhares de pessoas estão desaparecidas.

O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu que empresas disponibilizem equipamentos para as operações de busca na região, que foi classificada como "zona de desastre".

"Esperamos resgatar o maior número possível de pessoas com vida" afirmou Delcy. 

AJUDA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que enviará nesta sexta-feira (26) um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma missão humanitária para auxiliar nas buscas por desaparecidos na Venezuela. 

“Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, escreveu o presidente em uma rede social nesta quinta-feira (25).

Lula disse ter conversado por telefone com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana e definir a melhor forma de apoio ao país vizinho.

O presidente informou ainda que outro voo sairá no sábado com mais ajuda. O avião levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.

“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, finalizou.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Brasil já havia informado que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde ao país vizinho.

Até o momento, as informações apontam que o número de mortos na Venezuela chega a 188. A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Nacional do país, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez.

Segundo ele, mais de 1, 5 mil pessoas foram hospitalizadas. O número, no entanto, tende a ser bem maior do que o divulgado até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.

Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 07:24:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Terremoto na Venezuela mata pelo menos 164 pessoas e deixa 700 feridos]]></title>
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				<description><![CDATA[A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta madrugada que ao menos 164 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas por causa dos dois fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24.

Delcy alertou que o número de vítimas deve aumentar, à medida que equipes de resgate buscam pessoas em escombros de imóveis e chegam a áreas devastadas pelos tremores.

A presidente interina declarou estado de emergência e confirmou que os abalos causaram estragos em diversas partes do país. O número de vítimas não inclui o Estado de La Guaira, que foi o mais atingido e é considerado pelo governo uma "zona de desastre".

"Dezenas de edifícios desabaram ali, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, e estamos realizando operações intensivas de resgate para salvar vidas", afirmou a líder venezuelana.

AJUDA

A mobilização internacional em torno dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, segue em expansão, com novos anúncios de apoio humanitário e reforço nas operações de resgate. O abalo de magnitudes 7,5 foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como o mais forte registrado no país desde 1900.

Em Caracas e nas regiões mais afetadas, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez intensificou nesta quinta-feira, 25, as operações de emergência. As autoridades priorizam as buscas durante o período de luz do dia para tentar localizar sobreviventes ainda sob os escombros.

MADURO

Nicolás Maduro se manifestou nas redes sociais após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24. Em uma publicação, também feita em nome de sua mulher, Cilia Flores, ele pediu união e solidariedade diante da tragédia, que já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

"Hoje, a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho", escreveu Maduro. Na mensagem, ele também pediu apoio às equipes de resgate, profissionais de saúde, bombeiros e voluntários que atuam nas áreas afetadas.

Maduro afirmou ainda que a população deve agir com serenidade e ajudar os mais vulneráveis. "Nesta hora difícil, conclamamos à união nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir", declarou.

Ele e a mulher estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, após serem capturados durante uma operação realizada em território venezuelano. Desde então, responde a um processo criminal em Nova York. Com sua saída do poder, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país.

Ao encerrar a mensagem, Maduro disse que a Venezuela já enfrentou outros momentos difíceis e demonstrou confiança na recuperação do país. "Nosso coração e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela", escreveu.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Crise de realidade e o novo papel da ficção]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/crise-de-realidade-e-o-novo-papel-da-ficcao/468509/</link>
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				<description><![CDATA[Como escritor e artista autodidata, meu método de trabalho parte, principalmente, da observação. Registro na memória falas alheias, maneirismos, sons, fatos e pequenos causos do cotidiano.

Minha matéria-prima é a realidade, aquilo que acontece de fato. Toda a minha ficção fala sobre o real, ainda que atravessado pelo fantástico.

Mas o que acontece quando perdemos nossa capacidade de consenso? Quando já não conseguimos concordar nem sobre o que é a própria realidade?

Entre o avanço das inteligências artificiais (capazes de mimetizar a vida com uma precisão cada vez mais inquietante) e o tsunami de notícias falsas que sequestra a percepção pública, parece que estamos abrindo mão da capacidade coletiva de reconhecer o que é verdadeiro.

A realidade, antes entendida como um pacto social mínimo, fragmentou-se em milhões de feeds personalizados que raramente dialogam entre si. São pacotes de realidade customizada, moldados por algoritmos, interesses e emoções.

Nesse cenário, criar histórias fantásticas deixa de ser apenas um exercício de imaginação ou uma fuga baseada no “e se?” A ficção passa a funcionar também como um espaço de investigação. Um convite para recuperar o espanto, a dúvida e a curiosidade diante do mundo.

Em tempos de excesso de informação e escassez de reflexão, imaginar talvez seja uma das últimas formas de observar com profundidade.

Para mentes bombardeadas por versões conflitantes da verdade, a ficção precisa assumir um novo papel social.

Se já não conseguimos concordar sobre o que acontece no noticiário, se a desconfiança atravessa instituições, discursos e imagens, talvez sejam as histórias que nos ajudam a reconstruir alguma experiência de identificação coletiva.

Afinal, ainda conseguimos reconhecer a injustiça, a perda, o medo e a esperança quando eles aparecem diante de nós em forma de narrativa. Contar histórias, hoje, talvez seja menos sobre escapar da realidade e mais sobre reaprender a enxergá-la.

Num mundo em que cada pessoa parece confinada à própria versão dos fatos, a ficção ainda pode abrir janelas, criar pontes e provocar perguntas difíceis.

A fantasia, quando nasce da observação honesta do mundo, não nos afasta do real. Pelo contrário: ela funciona como um espelho. E nos enxergar talvez seja exatamente o que precisamos nestes tempos.
 

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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Presidente Petro denuncia fraude contra o voto na eleição da Colômbia]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/presidente-petro-denuncia-fraude-contra-o-voto-na-eleicao-da-colombia/468510/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou “delito contra o voto” em suposta fraude na eleição presidencial de domingo (21), cujo resultado preliminar apontou vitória do opositor Abelardo De La Espriella.

“Muitos formulários E-14 foram alterados após o upload e, ao contrário do que afirmou o registrador [responsável pela apuração], removeram o registro de data e hora e o Hash dos algoritmos para modificá-los deliberadamente, a partir dos escritórios dos irmãos Bautista”, disse o presidente em rede social.

Petro se refere aos empresários Bautista, donos da Thomas Greg & Sons, uma das empresas responsáveis pela contagem preliminar. Os formulários E-14 são os que registram os votos de cada urna, depositados em papel pelos eleitores, enquanto o Hash é o software que deveria garantir a integridade digital dos documentos.

Na Colômbia, a apuração ocorre em duas etapas. A pré-contagem, divulgada no dia da votação, tem caráter informativo e não tem valor legal para definir o vencedor. Já o escrutínio, conduzido por juízes eleitorais com fiscalização de partidos, verifica manualmente os formulários E-14 e consolida o resultado oficial.

Petro também mencionou possíveis irregularidades no exterior e citou um consulado com 80 eleitores inscritos que teria registrado mil votantes. Além disso, sugeriu envolvimento de Israel nas supostas fraudes.

“Hoje temos evidências de uma mudança nos endereços IP de vários servidores pertencentes ao Registro Nacional [órgão responsável pela apuração dos votos]. Isso significa que o software foi comprometido e outros registraram dados de seções eleitorais e centros de votação. A única entidade no mundo capaz de fazer isso é o Estado de Israel”, afirmou.

Segundo a pré-contagem, De La Espriella obteve 49,66% dos votos válidos (12,9 milhões), contra 48,70% de Iván Cepeda (12,7 milhões). A diferença é de cerca de 250 mil votos, em um universo de 26,3 milhões de eleitores que foram votar — comparecimento de 63,6%, o maior já registrado no país.

Cepeda aguarda escrutínio

Em coletiva na quarta-feira (22), Iván Cepeda adotou tom mais cauteloso e evitou falar em fraude. Ele afirmou que sua campanha apresentou 57,1 mil reclamações, que deverão ser analisadas pelos juízes eleitorais.

“É esperar, com calma, o resultado desse escrutínio, momento em que, verificadas todas as reivindicações que fizemos, tiradas todas as dúvidas que temos, procederemos como acontece nas democracias para anunciar o nosso reconhecimento do resultado, estando tudo em ordem”, disse.

O especialista em política colombiana Matheus Petrelli, do Observatório Político Sul-Americano (OPSA), avalia que as acusações de Petro são amplas e envolvem diferentes etapas da pré-contagem, mas ainda precisam ser verificadas.

“O escrutínio é esse lugar para apurar as denúncias, para receber os casos de possíveis irregularidades, e a tendência é que seja ali resolvido”, afirmou.

Precedente de 2022

Geralmente, a pré-contagem tem apresentado resultados muito semelhantes aos dos escrutínios. No primeiro turno da eleição presidencial deste ano, a diferença foi de cerca de 15 mil votos.

Porém, em 2022, o escrutínio das eleições legislativas alterou os resultados preliminares de forma substancial a favor do Pacto Histórico, coalizão que dá sustentação ao governo Petro. O Pacto recuperou cerca de 389 mil votos e ganhou três cadeiras adicionais no Congresso como resultado da revisão dos dados da pré-contagem.

Defesa do processo eleitoral

Ainda em uma rede social, o presidente Gustavo Petro afirmou que nenhum presidente pode ser proclamado antes do fim do escrutínio.

“Somente ao final da apuração dos votos é declarado o vencedor, e eu o reconhecerei. Essa é a lei da Colômbia, e a imprensa deve respeitá-la seriamente”, afirmou. 

Em resposta, o registrador nacional, Hernán Penagos, disse que o processo é “altamente eficiente” e conduzido com garantias absolutas. Segundo ele, o escrutínio ocorre com base em documentos físicos e é realizado por juízes, não pela Registradoria.

“As comissões eleitorais estão atualmente realizando a apuração dos votos por zona e município”, disse, em entrevista à rádio colombiana BlueRadio.

Missões internacionais

A missão da OEA elogiou a jornada eleitoral e pediu que os colombianos aguardem o resultado do escrutínio com calma.

“Aguardem a conclusão da apuração dos votos com calma e responsabilidade. A proteção das instituições do país é crucial para a consolidação democrática na Colômbia. A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA permanece no terreno, acompanhando de perto cada fase da apuração e a resolução de quaisquer contestações que possam surgir”, diz o documento. 

A missão da União Europeia deve divulgar nesta quarta-feira seu balanço preliminar das eleições.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Caem bloqueios na Bolívia após estado de exceção e acordo com sindicato]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/caem-bloqueios-na-bolivia-apos-estado-de-excecao-e-acordo-com/468457/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/mundo/caem-bloqueios-na-bolivia-apos-estado-de-excecao-e-acordo-com/468457/</guid>
				<description><![CDATA[O número de bloqueios de rodovias na Bolívia, em protesto às políticas do governo de Rodrigo Paz, diminuiu após um acordo com a Central Operária da Bolívia (COB), firmado na sexta-feira (19), e o estado de exceção decretado nesse sábado (20).

Confirmado pelo Parlamento na madrugada deste domingo (21), o estado de exceção permite ao governo decretar toque de recolher em determinadas áreas do país e usar as Forças Armadas para reprimir manifestantes após 50 dias de bloqueios e protestos contra as políticas do governo consideradas “neoliberais”.  

Chegando a registrar mais de 80 bloqueios em determinados dias, nas últimas semanas, a Bolívia amanheceu este domingo com 31 bloqueios de rodovias em La Paz, Cochabamba, Oruro e Santa Cruz, informou a Administradora de Estradas Bolivianas (ABC).

Ao longo deste domingo, o número de estradas bloqueadas caiu para 12, segundo painel de monitoramento em tempo real da ABC, responsável pela gestão das rodovias do país andino.

A doutoranda em ciência política na Universidade de São Paulo (USP) Alina Ribeiro explicou à Agência Brasil que o desgaste de 50 dias de bloqueios, que levaram a escassez de alimentos e medicamentos em diversas cidades, tem favorecido a redução das mobilizações. 

“As mobilizações custaram algumas vidas, inclusive, e paralisaram as cidades. Acho que a negociação com o governo aparece com uma saída que teria mais sentido, que beneficiaria os dois lados, ainda que não garanta a renúncia do Rodrigo Paz”, disse a especialista que estuda a realidade boliviana.

Os protestos vêm escalando na Bolívia desde janeiro, chegando ao ápice em maio e junho, após a promulgação de uma lei de terras criticada pelos camponeses. Desde então, grupos passaram a pedir a renúncia do direitista Rodrigo Paz, que está há apenas sete meses no poder após quase 20 anos de governos de esquerda na Bolívia. 

A pesquisadora Alina Ribeiro, que atua no Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDAC-Cebrap), explicou que o bloqueio de rodovias é uma prática antiga na Bolívia, que vem da época da luta contra a colonização espanhola.

“É uma estratégia de atuação muito eficaz porque você realmente paralisa as cidades. Mas, ao mesmo tempo, é uma coisa que também exige das pessoas um tempo quase que integral e um sacrifício grande”, completou.

Acordo com Central Sindical
Um dia antes de decretar estado de exceção, o presidente Rodrigo Paz firmou um acordo com a COB, principal central sindical do país, que aderiu aos protestos pedindo reajustes salariais e denunciando o alto custo de vida.

O presidente da COB, Mario Argollo, informou que o acordo prevê um período de 90 dias para testar os compromissos com o governo. Ele pediu o fim dos bloqueios aos demais grupos para “pacificar o país”.

“Isso tem passos definidos de 90 dias. Agora a bola está do lado do governo. Se ele conseguir trabalhar nos aspectos centrais nacionais e estruturais, seguramente o povo vai aplaudir. Se faltar a isso, o povo o buscará”, disse Argollo à jornalistas após encontro com o presidente Paz.

Entre os pontos do acordo, estão a não criminalização dos protestos pelo governo; e não perseguição de lideranças de grupos sociais ou sindicais; e a formação de uma comissão com representantes do governo e da COB para liberação de lideranças presas durante os protestos.  

Pelo acordo, o governo ainda se comprometeu a não privatizar empresas públicas estratégicas, nem entregar recursos nacionais a interesses privados nacionais ou estrangeiros. Os pontos do acordo foram divulgados pela mídia estatal boliviana. 

Em uma rede social, o presidente Rodrigo Paz comemoro o acordo firmado com a COB.

“Vamos fortalecer a mineração estatal e a criação de empregos, sem privatizações e com coordenação permanente com a COMIBOL [Corporação Mineira de Bolívia]”, disse o chefe de Estado.


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Estado de exceção
No dia seguinte ao acordo com a COB, Paz decretou estado de exceção na Bolívia, decisão que o governo vinha preparando há semanas, o que incluiu a revogação da legislação de estado de exceção anterior e a  aprovação de novo texto pelo Parlamento.  

Ao anunciar a medida, o presidente boliviano voltou a criminalizar os protestos, argumentando, sem apresentar provas, que os bloqueios são financiados pelo narcotráfico, mesmo discurso usado pelos Estados Unidos (EUA) para defender o governo de La Paz.  

“O que a Bolívia enfrenta hoje é uma estratégia organizada de desestabilização contra a democracia e um governo constituído, e devemos chamá-la pelo seu nome: uma tentativa de golpe de Estado por parte do narcoterrorismo”, disse Rodrigo Paz.

O governo de La Paz ainda responsabiliza o ex-presidente Evo Morales pelos protestos e bloqueios no país. Em resposta, Morales afirma que esse é um movimento do povo boliviano, unindo professores, minérios, camponeses, indígenas e outros grupos sociais, os quais ele não tem controle.  

Divergências no movimento social
Parte das organizações seguem defendendo os bloqueios até a renúncia de Rodrigo Paz, como a Confederação Nacional de Mulheres Camponesas Indígenas “Bartolina Sisa”.

Na última quinta-feira, um ato de camponeses na província Ingavi, no departamento de La Paz, defendeu a manutenção dos bloqueios e protestos.

“Reafirmamos que as decisões são tomadas em conjunto com o povo, e não pelas suas costas. A Bolívia não merece líderes que traem o mandato popular, violam os direitos da maioria e tentam entregar o nosso país a interesses estrangeiros”, disse comunicado da organização camponesa Bartolina Sisa.

A dirigente da organização Virgínia Antiñapa denunciou o assassinato de manifestantes e a perseguição de lideranças nas últimas semanas, rejeitando as acusações do governo Rodrigo Paz.

“Esta luta é uma luta pelas nossas reivindicações de anos atrás. O governo está politizando isso; dizendo que apoiamos o MAS [partido de Evo Morales], mas esta luta não deve ser politizada. Nossa luta é justa. Não temos nada a ver com o senhor Morales”, afirmou Virgínia, em coletiva de imprensa.

A pesquisadora da USP Alina Ribeiro acrescentou à Agência Brasil que as mobilizações são formadas por grupos heterogêneos, sendo difícil que eles assumam uma posição unificada para encerrar ou não os bloqueios de rodovias.

“Existe um nível de cisão interna que é muito definidora de toda essa mobilização. As organizações menos unificadas têm o processo de decisão mais difícil. Com isso, decidir continuar ou não no conflito se torna mais complexo”, completou.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Trump, Milei e Kast celebram eleição de Espriella à presidência da Colômbia]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a "vitória com folga" do advogado Abelardo de la Espriella para a presidência na Colômbia, em publicação na Truth Social. O colombiano, que venceu a eleição no domingo, 21, recebeu o apoio do mandatário norte-americano durante a corrida presidencial.

O presidente da Argentina, Javier Milei, também celebrou a eleição de Espriella e mencionou a "vitória histórica" do ultradireitista, em publicação no X. Na postagem, Milei enfatizou que o povo colombiano escolheu "o caminho da liberdade econômica, da prosperidade, da segurança implacável". "A liberdade avança em toda a América Latina e já não há volta atrás", disse.

Já o presidente do Chile, José Antonio Kast, defendeu que, com a vitória de Espriella, começa uma nova etapa de liberdade para os colombianos, "que lhes permitirá recuperar a segurança e a prosperidade".
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Presidente da Bolívia declara emergência após mais de 50 dias de protestos]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência em todo o país na madrugada deste sábado, 20, para desobstruir as rodovias bloqueadas, após mais de 50 dias de protestos contra ele.

"Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para restaurar a liberdade das pessoas" disse em um pronunciamento televisionado à nação.

Paz explicou que a medida visa garantir o abastecimento de combustível, que está comprometido devido aos bloqueios de estradas que deixaram caminhões-tanque parados. Há também escassez de oxigênio medicinal e alimentos.

O decreto proíbe "bloquear ruas, avenidas, estradas e rodovias que afetem o tráfego e o abastecimento" e ordena que as Forças Armadas apoiem temporariamente a polícia "para restabelecer a ordem, desobstruir as estradas e proteger a população".

Segundo a Autoridade Rodoviária Boliviana, há atualmente mais de 40 bloqueios de estradas. A capital, La Paz, e a cidade vizinha de El Alto são as mais afetadas pelos bloqueios, deixando as cidades sem alimentos e combustível e causando pelo menos 17 mortes. A maioria dos óbitos foi devido à falta de atendimento médico causada pelos bloqueios, segundo a Defensoria Pública e organizações de direitos humanos.

O estado de emergência pode durar até 90 dias, mas pode ser suspenso antes "se cessarem os bloqueios, a violência e as ameaças contra a população", explicou o governo em comunicado. O estado de emergência não limita o direito ao devido processo legal ou às garantias constitucionais e permite que a população continue suas atividades diárias.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:37:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[A Copa do Mundo e a cultura]]></title>
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				<description><![CDATA[Com toda certeza, a Copa do Mundo de futebol é um evento que envolve não apenas a paixão das multidões pelo esporte, mas também milhões de torcedores e turistas de todo o planeta. Temos que reconhecer que, a partir do ano de 1958, quando a seleção brasileira venceu pela primeira vez o torneio mais importante do futebol mundial, esse esporte passou a ter a importância que hoje ostenta, com a movimentação de bilhões de dólares para sua organização.

Quando citamos a cultura em um torneio de futebol tão importante, queremos demonstrar que não apenas nossos estudantes, mas também a população em geral, acabam enriquecendo seus conhecimentos em diversas áreas do desenvolvimento humano.

No setor demográfico, por exemplo, uma música que caiu no gosto da torcida brasileira no ano de 1970, enaltecendo nossa seleção, registrava em sua estrofe inicial: “90 milhões em ação, pra frente Brasil...”. Hoje, no ano de 2026, contamos com mais de 200 milhões de habitantes.
Percebe-se, por meio dessa música, o tamanho do crescimento populacional do País.

Trata-se de um dado desconhecido por muitos brasileiros e que enriquece o conhecimento de nossos estudantes no campo da estatística.

O Brasil detém hoje o título de pentacampeão mundial de futebol, e tal fato aguça a inspiração de nossos compositores musicais na criação de hinos e sambas, movimentando a indústria fonográfica no campo da economia e proporcionando o surgimento de novos talentos para a música popular brasileira.

Desconheço o autor da alcunha “Seleção Canarinho do Brasil”, mas ela caiu como uma luva para nossos craques da época, considerados verdadeiros artistas do futebol e que, a partir de então, levaram essa imagem aos cinco continentes do planeta com o toque de magia de Pelé, Nilton Santos e Didi.

Eles acabaram difundindo a prática desse esporte entre as nações mais pobres do mundo, que, ano após ano, têm revelado cada vez mais jovens atletas.

O Brasil ainda é um celeiro de craques, muitos deles exportados para os países do Primeiro Mundo.

Mas é no campo político que o futebol encontra um terreno fértil. Hoje temos ex-campeões mundiais ocupando diversos cargos eletivos pelo País, inclusive no Senado da República, além de ministros de Estado que já tiveram a oportunidade de ocupar importantes posições no centro do poder.

Desde os pequenos municípios brasileiros, candidatos a prefeito e vereador investem nas agremiações futebolísticas de suas cidades.

E, hoje, vislumbrando uma carreira que possibilite fama e fortuna, muitos pais levam seus filhos para aprender a arte do futebol

Existe, atualmente, uma imensa expectativa entre nós, brasileiros, de que possamos alcançar o título de hexacampeão mundial.

Para tanto, confiamos no esquema adotado pelo competente técnico, no desempenho de seus pupilos e, de nossa parte, nunca ficou de lado o slogan: “Temos que acreditar com muita fé que Deus é brasileiro”. Amém, amém. Vamos nos preparar psicologicamente para comemorar a vitória!

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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de paz com o Irã na quarta-feira, 17, que prevê que Teerã dilua seu estoque de urânio altamente enriquecido. Em contrapartida, a Casa Branca aliviará as sanções americanas contra o país persa, que ficará livre para retornar ao mercado global de petróleo, em uma grande concessão de Washington.

O pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações.

O texto prevê o fim permanente das hostilidades e inicia um prazo de 60 dias para negociações sobre o futuro do programa nuclear do Irã. O acerto permaneceu envolto em segredo e confusão desde que foi anunciado, no domingo, 14.

Autoridades americanas se recusaram a revelar detalhes, mesmo após dizerem que Trump e o vice-presidente americano, JD Vance, assinaram o documento de forma digital. Trump firmou uma cópia física na quarta-feira, durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Versalhes. "Está assinado", disse Trump. "Isso não foi fácil."

Uma cerimônia oficial de assinatura estava planejada para a sexta-feira, 19, na Suíça, mas não se sabe se o evento será mantido. Os Estados Unidos, o Irã e o Paquistão deram informações conflitantes sobre o tema.

Em Teerã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o documento com expressão séria, de acordo com a agência de notícias estatal Irna.

A íntegra do texto ainda não foi publicada pela Casa Branca ou pelo regime iraniano. O que se sabe até agora foi divulgado extraoficialmente por autoridades americanas e pela mídia oficial iraniana.

As fontes dos dois países informam que o acordo prevê o fim das hostilidades, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima fica livre de pedágios por dois meses, mas o Irã poderá estabelecer taxas no futuro.

Em contrapartida, o governo americano suspenderá sanções contra o Irã, sem, no entanto, eliminá-las por completo. O texto também prevê a manutenção da integridade territorial do Líbano diante da invasão de Israel contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. O governo israelense, porém, rejeita deixar as áreas ocupadas no sul do Líbano.

O pacto também cria um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, mas o financiamento da iniciativa ainda depende do avanço das negociações.

A guerra começou no dia 28 de fevereiro, com um ataque lançado pelas forças americanas e israelenses contra o território iraniano. O objetivo declarado da ofensiva era impedir o país de desenvolver armamento nuclear. Durante o conflito, Trump citou outras motivações, como a derrubada do regime iraniano, o que não ocorreu, apesar do assassinato do aiatolá Ali Khamenei. O líder supremo do Irã foi logo substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O Irã alega que mantém um programa nuclear com fins pacíficos, mas é o único país que enriquece urânio a 60% sem declarar uso bélico da substância. Fonte: Associated Press.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[A era das bets chegou ao trabalho  e agora?]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/a-era-das-bets-chegou-ao-trabalho-e-agora/467934/</link>
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				<description><![CDATA[O celular vibra durante o expediente. Não é uma mensagem da família nem um e-mail corporativo. É mais uma notificação criada para capturar atenção, estimular impulsos e manter alguém apostando. 

A rápida expansão das plataformas de apostas on-line no Brasil começa agora a revelar efeitos que ultrapassam o ambiente digital. O problema já alcança famílias, serviços de saúde e relações de trabalho. 

A ludopatia, também chamada de jogo patológico, é um transtorno marcado pela compulsão por apostas mesmo diante de prejuízos financeiros, emocionais e profissionais.

A pessoa perde progressivamente a capacidade de controlar o impulso de jogar e continua apostando apesar das dívidas, do sofrimento psíquico e da deterioração da própria vida. 

A Organização Mundial da Saúde reconhece a ludopatia como transtorno mental. O DSM-5 – manual utilizado internacionalmente como referência diagnóstica em psiquiatria – incluiu o jogo compulsivo entre os transtornos relacionados com a dependência em razão dos mecanismos de compulsão, tolerância e perda de controle envolvidos. 

Ainda assim, o senso comum frequentemente trata o problema como falha moral. E é justamente aí que surge um dos aspectos mais perigosos dessa discussão: a discriminação. 

Dados do DataSenado mostram que milhões de brasileiros utilizam plataformas de apostas esportivas e que grande parte dos apostadores exerce atividade remunerada.

O trabalhador endividado, ansioso, desconcentrado e emocionalmente instável já faz parte da realidade de muitas empresas.     

O problema é que o ambiente corporativo ainda não sabe lidar com esse adoecimento. 

Em vez de reconhecer sinais claros de sofrimento psíquico, muitas empresas enxergam apenas queda de produtividade, atrasos, conflitos internos e perda de rendimento.

A resposta costuma ser rápida: isolamento, estigmatização e demissão. 

É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas médica e passa a ser jurídica. 

A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias nas relações de trabalho. E o Tribunal Superior do Trabalho consolidou, por meio da Súmula nº 443, o entendimento de que a dispensa de trabalhadores acometidos por doenças graves que gerem estigma ou preconceito pode ser presumida discriminatória. 

Na prática, isso significa que, quando a empresa tem conhecimento do adoecimento e dispensa o trabalhador em razão dessa condição, cabe ao empregador demonstrar que a demissão ocorreu por motivo legítimo e não discriminatório. 

A ludopatia se encaixa de forma preocupante nesse debate porque o adoecimento frequentemente altera a forma como o trabalhador passa a ser percebido dentro da empresa.

O compulsivo em apostas muitas vezes deixa de ser visto como alguém adoecido e passa a ser tratado apenas como um empregado problemático, instável ou improdutivo. 

Quando a dispensa discriminatória é reconhecida, o trabalhador pode ter direito à reintegração do emprego, com pagamento do salário e dos demais direitos do período de afastamento, ou ao recebimento desses valores em dobro, além de indenização por danos morais. 

A arrecadação tributária prevista com as apostas on-line, justificativa inicial para autorizar os jogos, parece pequena diante do custo social produzido pelo adoecimento associado ao jogo compulsivo.

Afastamentos do trabalho, tratamentos de saúde mental, perda de produtividade, superendividamento, ruptura familiar e até suicídios compõem uma conta muito maior do que a receita arrecadada pelo Estado.

A era das bets chegou ao trabalho. E talvez o maior erro seja continuar tratando a ludopatia apenas como problema individual, ignorando que ela já se transformou em uma questão de saúde mental, dignidade humana e possível discriminação nas relações de trabalho. 

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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/esportes/fraudes-ligadas-a-copa-quase-dobram-e-acendem-alerta-para-2026/467749/</link>
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				<description><![CDATA[As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:


	34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
	19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
	238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
	As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.


Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.


“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.


Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.


“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.


Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:


	Instagram: 51% dos casos;
	WhatsApp: 48%;
	Facebook: 35%;
	TikTok: 26%.


Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:


	115 casos de não entrega ou atraso;
	•34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
	24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.


As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.


“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.


Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:


	Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
	Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
	Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
	Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
	Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
	Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
	Registrar reclamação no Procon mais próximo.


Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:


	Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
	Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
	Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
	Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.

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				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Brasil quer convencer EUA de que acordo seria melhor que taxar em 25%]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/economia/brasil-quer-convencer-eua-de-que-acordo-seria-melhor-que-taxar-em-25/467750/</link>
				<guid>https://correiodoestado.com.br/economia/brasil-quer-convencer-eua-de-que-acordo-seria-melhor-que-taxar-em-25/467750/</guid>
				<description><![CDATA[O governo brasileiro está buscando um acordo tarifário com os Estados Unidos (EUA) que seja capaz de evitar que a Casa Branca adote a recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que sugeriu a imposição de tarifa adicional de 25% sobre parte das importações oriundas do Brasil.

O governo avalia que é possível, apesar de difícil, chegar a um acordo tarifário que seja mais vantajoso, para ambos os países, do que a sobretaxa de 25% sugerida pelo USTR. Isso porque, entre outros motivos, os EUA têm superávit comercial com o Brasil.

A recomendação da USTR, tornada pública na última semana, é resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. O argumento usado é que o Brasil teria práticas “desleais” nas relações comerciais, o que incluiu ataques contra o Pix para favorecer empresas de pagamento estadunidenses.

O Brasil rebateu que os argumentos não são legítimos e que a decisão parte de uma tentativa de ingerência em assuntos internos, além de expressar o protecionismo comercial unilateral de Washington.

O governo vem questionando as tarifas adicionais dos EUA com o argumento de que a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre as importações dos EUA é de 2,7%, o que não justificaria o argumento de que as empresas norte-americanas seriam prejudicadas no acesso ao mercado brasileiro.

Novo prazo

O Brasil agora trabalha com o prazo de 15 de julho para fechar um acordo tarifário. Essa foi a data fixada pela USTR para uma definição sobre o tema. Tal prazo ainda poderia, em tese, ser prorrogado.

Com isso, os negociadores brasileiros esperam ter mais tempo para um acordo, uma vez que o prazo inicial estipulado após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington, no mês passado, foi de 30 dias que terminam neste domingo (7).

Dificuldades das negociações

Entre as dificuldades da negociação, está o fato de os EUA estarem envolvidos em várias outras negociações tarifárias ao redor do mundo, além do conflito bélico que lidera no Oriente Médio contra o Irã.

Enquanto isso, o governo brasileiro avalia a conveniência de um novo encontro de Trump e Lula. Existe a possibilidade de os dois se encontrarem no G7, na França, entre os dias 15 a 17 de junho. Porém, não há ainda confirmação de um encontro bilateral.

Outra dificuldade para negociar com os EUA é que os norte-americanos costumam ter demandas muito amplas, o que abarcaria diversas reinvindicações em diferentes áreas.

Porém, por enquanto, o Brasil busca um acordo especificamente sobre questões tarifárias e comerciais, sem outras pautas que poderiam interessar os norte-americanos, como terras raras. Ao mesmo tempo, o governo afirma que o Pix não entra em qualquer negociação com Washington.

A tarifa de 12,5%

Por outro lado, a taxação adicional de 10% ou 12,5% imposta a 60 países sob o argumento de que essas nações não combateriam, de forma eficiente, o trabalho análogo à escravidão é vista pelo governo brasileira como feita para não ser negociada.

Como é uma taxação imposta a boa parte do planeta, ela teria mais o objetivo de recompor, sob novas bases legais e argumentativas, o tarifaço anterior derrubado pela Suprema Corte de Justiça dos EUA.

A nova taxa afeta, além do Brasil, os aliados históricos de Washington, como Japão, União Europeia, Canadá e Índia, além da Argentina, presidida por Javier Milei, que tem se posicionado sempre ao lado de Donald Trump nas questões internacionais.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Bolívia prende líderes de protestos em meio a respaldo militar dos EUA]]></title>
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				<description><![CDATA[Com mais de 80 bloqueios em rodovias espalhadas pelo país, a Bolívia chegou, nesta sexta-feira (5), no 36º dia de protestos. As manifestações alimentam a crise política que tem levado à prisão de lideranças, em meio ao respaldo político do secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, ao governo da Bolívia de Rodrigo Paz.

Organizações sociais da Bolívia classificam as prisões de lideranças como “sequestros” e reivindicam a soltura dos detidos. Entre as acusações das autoridades, estão “terrorismo” e “instigação pública para delinquir”.

Entre os presos, estão a ex-senadora do partido MAS, da esquerda boliviana, Simone Quispe, além de Justino Apaza, secretário executivo da Federação de Conselhos de Bairros de La Paz, e Yesenia Varga, dirigente da Federação Carrasco, de camponeses de Cochabamba. 

A Procuradoria da Bolívia também havia pedido a prisão de outros dirigentes, como de Vicente Salazar, da organização Los Ponchos Rojos, ligado à Federação de Camponeses Túpac Katari, e de Mario Argollo , presidente da Central Operária da Bolívia (COB), principal central sindical do país.  

Argollo disse que passaria à clandestinidade diante das “perseguições”. Porém, esses dois pedidos de prisão acabaram revogados pelo judiciário boliviano.

Protestos se mantêm

O governo de direita de Rodrigo Paz enfrenta cinco semanas de protestos que pedem sua renúncia com apenas seis meses no poder, após quase 20 anos de governos de esquerda. A mobilização reúne camponeses, indígenas, professores, mineiros, entre outras categorias.

O que começou como um protesto contra a má qualidade do combustível fornecido pelo governo, escalou para manifestações em massa e bloqueios de rodovias após a promulgação de uma lei sobre terras. Os camponeses acusam a legislação de favorecer o agronegócio e prejudicar os pequenos proprietários.

Os bloqueios têm causado desabastecimento em várias regiões do país andino, levando a escassez de combustíveis, alimentos e medicamentos nas cidades afetadas. 

Nesta sexta-feira, a Administradora Boliviana de Rodovias (ABC) registra 81 bloqueios em diversos departamentos do país, em especial, em torno da capital La Paz, além dos estados de Cochabamba, Potosí, Oruro, Santa Cruz e Chuquisaca.

O professor de ciência política da Universidade Federal do Ceará (UFC) Clayton Cunha Filho explicou à Agência Brasil que o cenário no país segue instável e imprevisível.

“Por um lado, a população toda muito cansada pela carestia provocada, inflação de alimentos e desabastecimento, por causa dos bloqueios. Já os setores sociais que estão protestando afirmam que vão continuar até a renúncia do presidente. E ainda tem a ameaça de um iminente estado de Exceção que, certamente, aumentaria a repressão”, comentou.

Prisões

Entre as prisões dos últimos dias, está a da ex-senadora Quispe, realizada na quarta-feira (4), que familiares afirmam que foi realizada de forma irregular, sem que fosse apresentado pedido para apreensão da ex-parlamentar.

“Um grupo de indivíduos encapuzados invadiu sua casa na frente de sua família, a subjugou e a transportou à força em uma van branca sem placas, sem se identificarem ou apresentarem qualquer mandado de prisão”, diz comunicado publicado nas redes dela.

Em nota, a Central Operária da Bolívia (COB) se manifestou denunciando as novas prisões. “Advertimos que não se permitirá o retorno das práticas de perseguição contra líderes sociais”, diz nota da organização.

EUA apoiam presidente Paz


As prisões ocorrem em meio ao respaldo dado pela principal autoridade das Forças Armadas dos EUA, o secretário Pete Hegseth, ao governo de Rodrigo Paz.

“Os Estados Unidos estão observando. A Bolívia não deve se permitir cair na armadilha do antigo status quo de domínio narco-terrorista na região”, disse Hegseth, em uma rede social, nessa quinta-feira (4).

O governo da Bolívia e os EUA têm tentado criminalizar os protestos, alegando que são ligados ao narcotráfico.

“Continuaremos a apoiar nossos parceiros da Coalizão Contra o Cartel das Américas, como a Bolívia, para garantir que os narco-terroristas sejam dissuadidos de lucrar com a morte e a destruição em nosso hemisfério”, completou o secretário de Defesa dos EUA.

Para o especialista em política boliviana, Clayton Cunha, existe algum risco de uma intervenção direta dos EUA na Bolívia para segurar Rodrigo Paz no poder.

“Não dá para se descartar que, eventualmente, os EUA pudessem até mesmo fazer alguma intervenção mais direta, embora seja improvável porque os EUA estão com a questão do Irã, da Ucrânia, mas não dá para descartar”, comentou.

Clayton avalia que o apoio dos EUA pode dar mais confiança para as Forças Armadas reprimirem os protestos e bloqueios.

Queda de ministros

No dia 2 de junho, os ministros da Defesa da Bolívia, Marcelo Salinas, e da Educação, Beatriz García, renunciaram aos cargos em meio à pressão dos bloqueios em todo o país. A dupla renúncia se somou a outra, em 21 de maio, do ministro do Trabalho, Edgardo Morales.

O ministério da Defesa foi assumido por Ernesto Justiniano, ligado ao combate ao narcotráfico no governo de Rodrigo Paz. Em maio, ele esteve nos EUA e foi responsável pelo retorno da Administração do Controle de Drogas (DEA) à Bolívia.

A instituição tinha sido expulsa da Bolívia, em 2008, pelo ex-presidente Evo Morales por acusações de espionagem e conspiração.

Estado de exceção

Na última semana, o Congresso derrubou a lei que limitava o estado de exceção e agora discute um novo projeto de lei sobre o tema enviado pelo Executivo. Aprovado no Senado, o texto está em análise na Câmara de Deputados da Bolívia. 

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:32:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[EUA propõem tarifa adicional ao Brasil, à UE e a outros 58 países por trabalho forçado]]></title>
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				<description><![CDATA[O Escritório Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a criação de tarifas de importação adicionais ao Brasil, à União Europeia e a outros 58 países devido à "falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado". Segundo o órgão, a prática "onera ou restringe" o comércio americano.

No caso do Brasil e de outros 54 países, a nova taxação será de 12,5%. Canadá, Equador, Indonésia, México, Paquistão e União Europeia serão submetidos a uma taxa de 10%, por causa da tentativa de impedir a importação de produtos que teriam mão-de-obra irregular.

A decisão foi publicada no final da noite desta terça-feira, 2, e resulta de uma investigação contra a importação de bens produzidos com trabalho análogo à escravidão.

O anúncio já era esperado por empresários brasileiros. Caso seja aplicada, a cobrança, no caso do Brasil, se somaria à tarifa de 25% anunciada pelo USTR na véspera, como resultado de uma investigação sobre as práticas comerciais do Brasil.

De acordo com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado acarretam um cenário no qual o comércio americano compete em desvantagem em nível global.

ISENTOS

O novo tarifaço anunciado na noite desta terça-feira, 2, pelo governo americano contra 60 parceiros comerciais não será aplicado sobre uma extensa lista de produtos que compõem a Tabela Harmonizada de Tarifas dos Estados Unidos (HTSUS). A informação consta de um anexo da decisão publicada no Federal Register, o diário oficial do governo americano.

O documento traz uma lista de 75 páginas de produtos que não serão afetados pelas tarifas de 10% ou 12,5% (caso do Brasil) sugeridas por causa do fracasso no combate ao trabalho forçado.

Carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais, entre centenas de outros itens, ficarão isentos da sobretaxação, se ela for efetivada pelo governo americano.

Já a indústria têxtil terá um mecanismo especial que reduziria a tarifa sobre determinado volume de importação de vestuário para o mercado americano.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 07:19:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que está próximo de fechar um acordo com o Irã para encerrar a guerra]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista a Fox News, neste sábado, 30, que está próximo de fechar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel deram início a bombardeios no país do Oriente Médio.

A outra alternativa, segundo Trump, seria retomar as ações militares contra o Irã.


“Vamos fazer com que (o acordo) seja ótimo. A outra opção seria apenas voltar atrás e resolver isso militarmente. Mas o acordo seria mais rápido. Provavelmente, é melhor do ponto de vista humano”, disse Trump à política Lara Trump, que conduziu a entrevista.


Trump disse que a condição para fechar acordo é a garantia de que o Irã não terá nenhuma arma nuclear. Segundo o presidente americano, o Irã aceitou a proposta.


“Eles diziam inicialmente que não desenvolveriam armas nucleares. Eu disse: ‘Mas e se vocês comprá-las? Agora eles afirmam que não vou desenvolver o armamento e nem comprá-lo em hipótese alguma. Essa é uma grande diferença”.


O presidente dos EUA disse ainda que o acordo permitirá a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, um das principais rotas do petróleo global, cujo fechamento do tráfego de navios está impactando negativamente a economia em todo o mundo.

Mas Trump disse que não tem pressa. E que as negociação são muito duras. “Eu gostaria de dizer que estou com pressa porque o acordo faria os preços da gasolina despencarem. Mas, se tivermos pressa, não teremos um bom negócio”, disse Trump que, em tom de ameaça, acrescentou: “Estamos conseguindo o que queremos. E se não conseguirmos, vamos terminar de uma maneira diferente”.

EUA ataca navio cargueiro que atracaria em porto no Irã

Ainda no sábado, 30, o Comando Central dos EUA informou que as Forças Armadas americanas impediram um navio mercante de romper o bloqueio aos portos iranianos disparando um míssil contra a casa de máquinas da embarcação.

Segundo o Comando Central dos EUA, o navio cargueiro Lian Star, com bandeira da Gâmbia, ignorou mais de 20 avisos das forças americanas durante a noite ao tentar entrar em um porto iraniano.

Com a ação, as forças armadas dos EUA impediram seis navios de romper o bloqueio. Um deles foi autorizado a prosseguir. Outros 116 navios foram redirecionados, segundo as forças armadas do EUA.

Os EUA lançaram o bloqueio aos portos do Irã em 17 de abril, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo país persa. Um frágil cessar-fogo se mantém desde 7 de abril, enquanto estão em curso negociações sobre a possibilidade de estendê-lo por mais 60 dias, período em que os lados envolvidos na guerra decidiriam sobre o controverso programa nuclear iraniano.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 31 May 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Entre o 6 e o 9: quando a política atravessa relações]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/entre-o-6-e-o-9-quando-a-politica-atravessa-relacoes/467309/</link>
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				<description><![CDATA[A polarização política no Brasil é inegável. O País se vê dividido entre esquerda e direita, e essa cisão tem atravessado relações de forma profunda. Amizades antigas acabaram, famílias se desentenderam, casais se separaram. A divergência de ideias, quando acompanhada de emoções intensas, cria ruídos que se acumulam e provocam um verdadeiro “curto-circuito” nas relações. 

Do ponto de vista psicológico, a polarização surge, muitas vezes, da insegurança diante do diferente: o medo de que ao escutar o outro se perca o rumo.

Soma-se a dificuldade de lidar com sentimentos intensos, o que torna o diálogo mais árduo. Logo, em vez de se aproximar, a pessoa se afasta; em vez de escutar, reage; em vez de perguntar, julga. 

Ainda assim, quando falamos de pessoas de boa índole, temos algo em comum: embora as ideias divirjam, muitos dos ideais se aproximam.

Há um desejo compartilhado por justiça, dignidade, liberdade e acesso aos direitos básicos como saúde, segurança e educação. 

É nesse ponto que a metáfora do número 6 ganha força. Duas pessoas, frente a frente, podem olhar para o mesmo símbolo e enxergar coisas diferentes: uma vê um 6, a outra um 9.

Ambas estão certas dentro de seus pontos de vista. Assim também ocorre com as ideias: diferentes interpretações podem emergir a partir de um mesmo ideal. 

Quando aproximamos essas visões, surge o número 69. Nesse encontro, não há disputa sobre quem está certo, porque aquilo que antes era oposição se transforma em complementar.

Ou seja, duas perspectivas coexistindo e compondo algo maior quando colocadas, lado a lado, harmoniosamente. 

Talvez seja justamente essa a habilidade que falte ao Brasil, e a todos nós: a capacidade de transformar o embate em encontro. De lembrar que discordar não significa desarmonia.

De aceitar que ninguém enxerga tudo sozinho. De trocar certezas rígidas por curiosidade genuína. 

Entretanto, é preciso lembrar que somos seres humanos complexos, com uma diversidade de sentimentos que, se não bem administrados, podem gerar disputas e desavenças.

Por isso, não será surpresa se, mesmo quando os que veem 6 e os que veem 9 se integrarem, surgir alguém que diga que, de fato, o número é 96. Longe de ser um problema, é justamente entre integração e divergência que aparecem novos caminhos. 

O importante é reconhecer que, assim como os números 6, 9, 69 ou 96, as ideias podem assumir formas distintas, desde que o ideal permaneça ético, digno e coerente. Afinal, é isso que ainda nos mantêm em diálogo. 

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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Fri, 29 May 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Explosão em mina de carvão na China deixa mais de 80 mortos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/explosao-em-mina-de-carvao-na-china-deixa-mais-de-80-mortos/467072/</link>
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				<description><![CDATA[Ao menos 82 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na China na manhã deste sábado, 23, no maior acidente da história da mineração no país em 17 anos. Outros 148 sobreviveram, sendo que 123 foram hospitalizados.

O presidente Xi Jinping pediu que a missão de resgate no norte da China fosse intensificada ontem porque ainda existiam pessoas presas. Xi "destacou a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar as operações de busca e resgate de forma científica e adequada e lidar corretamente com as consequências do acidente", informou a agência chinesa Xinhua

O presidente também pediu uma investigação sobre a explosão, que ocorreu na mina de carvão Liushenyu, localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi, e enfatizou a necessidade de "responsabilizar os culpados". Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

A decisão de Xi de emitir rapidamente e pessoalmente uma declaração foi significativa e pode indicar que as autoridades chinesas esperavam um agravamento da situação. Pequim frequentemente omite detalhes de acidentes enquanto reúne informações e prepara uma resposta oficial.

Segundo a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão.

Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento quase ? do total do produto.

O prefeito Chen Xiangyang afirmou ontem pela noite que uma "avaliação preliminar indica que a empresa de mineração cometeu graves violações". Ele não especificou quais.

Um dos mineiros que estava na mina no momento do acidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram. "Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à rede estatal chinesa CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 24 May 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Tiroteio na Casa Branca; o que se sabe sobre]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/tiroteio-na-casa-branca-o-que-se-sabe-sobre/467051/</link>
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				<description><![CDATA[Agentes do Serviço Secreto trocaram tiros com um homem que abriu fogo próximo à Casa Branca neste sábado, 23. O atirador, identificado no início da madrugada pelo The New York Times como Nasire Best, morreu e um pedestre ainda foi ferido pelas balas.

Nenhum dos agentes acabou machucado durante o incidente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que estava na Casa Branca, também não foi ferido.

O incidente ainda está sob investigação das autoridades americanas. É a quarta ameaça armada sofrida por Trump em menos de dois anos.

Na principal delas, durante a campanha de 2024, ele sobreviveu a duas tentativas de assassinato. Em julho daquele ano, uma bala lhe arranhou a orelha enquanto ele discursava em Butler, no Estado da Pensilvânia.

O que aconteceu na Casa Branca?

No final da tarde deste sábado, 23, por volta de 18h (horário local; 19h, no horário de Brasília), um homem que estava no entorno da Casa Branca sacou uma arma da mochila e atirou contra oficiais do Serviço Secreto.

Eles responderam, dando início a um tiroteio. Um pedestre foi atingido - ainda não se sabe por quem. Não há informações oficiais sobre seu estado de saúde, porém um agente informou à CNN que é “crítico”. O atirador, também atingido, foi levado ao hospital. Ele morreu.

Uma fotógrafo do New York Times que estava na Casa Branca disse ter ouvido algo entre 20 a 30 tiros.

E depois?

Em razão da troca de tiros, a Casa Branca acionou o protocolo de lockdown que durou cerca de 40 minutos, segundo a imprensa americana. Durante o lockdown, a Casa Branca é isolada para proteger o presidente e demais funcionários.

A entrada e saída de pessoas é controlada até que a situação se normalize. Policiais isolaram o local do incidente para reunir provas. Novas informações devem ser reveladas neste domingo.

Trump estava na Casa Branca?

Sim, o presidente dos Estados Unidos estava na Casa Branca no momento da troca de tiros.

Quem era o atirador?

Autoridades disseram à Reuters que o homem que abriu fogo contra a polícia é um uma pessoa “com distúrbios emocionais” e que uma medida protetiva já havia sido emitida contra ele anteriormente.

Mais tarde, o New York Times disse que o atirador foi identificado por dois oficiais com envolvidos na investigação como Nasire Best.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 24 May 2026 10:30:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Zambelli é libertada na Itália após tribunal negar extradição]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/zambelli-e-libertada-na-italia-apos-tribunal-negar-extradicao/467008/</link>
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				<description><![CDATA[A ex-deputada Carla Zambelli foi libertada na noite desta sexta-feira (22), após a Corte de Cassação da Itália negar o pedido do governo brasileiro para extraditá-la.

Ao deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, profissional italiano que cuida de sua defesa. 

“Agora, a gente está livre para continuar uma vida de missão. Vocês não sabem ainda qual é essa missão, mas logo vão saber pelos meus canais", declarou.

De acordo com a defesa de Zambelli, o tribunal reconheceu que houve erros nas decisões que autorizam a extradição. Dessa forma, a ex-deputada pode deixar a prisão e vai aguardar o desfecho do processo em liberdade.

Relembre o caso

Nas instâncias inferiores, a extradição foi aceita, mas não foi executada porque ainda cabia recurso. Nesta sexta-feira (22), a Corte de Cassação, que é a última instância do judiciário italiano, negou o pedido de extradição.

Em julho do ano passado, a ex-deputada foi presa em Roma, capital da Itália, onde tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por ter dupla cidadania, Zambelli deixou o Brasil em busca de asilo político em terras italianas após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em 2023.

De acordo com as investigações, Zambelli foi a autora intelectual da invasão para emissão de um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes. Segundo as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da parlamentar.

Após a fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição da ex-deputada para o Brasil. 

Espanha

A extradição de Zambelli é segunda a ser rejeitada após solicitação do ministro Alexandre de Moraes.

Em dezembro do ano passado, a Justiça da Espanha negou definitivamente o pedido do governo brasileiro para extraditar o blogueiro Oswaldo Eustáquio, investigado pelo STF pela acusação de envolvimento em atos antidemocráticos.

De acordo com a decisão da Justiça espanhola, Eustáquio não pode ser enviado para o Brasil porque é alvo de uma investigação com "motivação política".

O blogueiro estava com mandado de prisão em aberto no Brasil desde 2020 e fugiu para o país europeu em meio às investigações que apuraram a suspeita de que ele atuou para impulsionar ataques extremistas contra o STF e o Congresso por meio das redes sociais.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Explosão em mina de carvão na China deixa ao menos 90 mortos ]]></title>
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				<description><![CDATA[Ao menos 90 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na noite desta sexta-feira, 22 (8h29 em Brasília), na China; nove seguem presas no subsolo. Dos 148 sobreviventes, 123 estão hospitalizados. Incidente já é o maior da mineração do país dos últimos 17 anos.

Cerca de 350 equipes atuam na ocorrência. Agora, eles se concentram na busca dos desaparecidos que estão presos na mina.

A causa da detonação é investigada. Um dos responsáveis pela empresa foi detido.

Segundo a agência de notícias oficial do país, a Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no momento da explosão na mina de carvão Liushenyu, que fica localizada na cidade de Changzhi, província de Shanxi.

Às 6h do sábado, 23 (17h, da sexta, em Brasília), 201 pessoas foram resgatadas com vida, além das vítimas fatais.

Mas, horas depois, pouco depois de um pronunciamento do presidente chinês, Xi Jinping, que pediu que os esforços estejam no resgate dos desaparecidos assim como na investigação sobre a causa do acidente para que os culpados sejam responsabilizados, o número de mortos subiu para 90.

A Shanxi é a principal província de mineração de carvão da China. No ano passado, a região, aproximadamente do tamanho do Ceará e com uma população de cerca de 34 milhões pessoas, foi responsável pelo fornecimento de quase um terço do total do produto.

Um total de 123 pessoas precisaram de ser hospitalizadas; quatro delas têm quadro de saúde estado grave ou crítico, informou a emissora estatal CCTV.

Em entrevista ao canal, um dos mineiros que estava na mina no momento do incidente, disse que de repente o local foi tomado por uma nuvem de fumaça e por um forte cheiro de enxofre. Segundo ele, os trabalhadores sufocaram com o cheiro e desmaiaram.

"Fiquei no chão por cerca de uma hora e acordei sozinho. Gritei para as pessoas ao meu lado e saímos da mina juntos", detalhou Wang Yong à CCTV.

Esse já é o pior acidente de mineração na China desde 2009, quando outra explosão matou 108 trabalhadores na província de Heilongjiang, no nordeste do país.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:11:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Sinner vence velho freguês na final do Roma Open e conquista o Career Golden Masters]]></title>
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				<description><![CDATA[Diante de sua torcida que lotou o Campo Centrale no Foro Itálico, e do presidente da Itália, Sergio Matarella, o tenista Jannik Sinner venceu com facilidade o norueguês Casper Ruud na final do Roma Open por 2 a 0 (duplo 6/4) neste domingo e, com o título, alcançou marcas históricas, algumas inéditas.

Com o título na capital italiana, o líder do ranking mundial se juntou ao sérvio Novak Djokovic e é o segundo tenista a vencer todos os nove torneios Masters 1000 desde o início da série, em 1990. Além do Career Golden Masters, o italiano de 24 anos também ampliou a sequência recorde para 34 vitórias consecutivas em Masters 1000. A melhor marca anterior pertencia a Djokovic, com 31.

Sinner foi imbatível nos Masters 1000 nos últimos seis meses, conquistando também os títulos em Paris, Indian Wells, Miami, Monte Carlo e Madri, tornando-se o primeiro jogador na história a vencer cinco e agora seis torneios da série consecutivos.

Com sua décimo troféu de Masters 1000 neste domingo, Sinner se tornou o primeiro campeão italiano em Roma desde Adriano Panatta em 1976. Em todas as decisões de Masters 1000, Sinner não cedeu um set sequer aos adversários.

Ruud disputava uma final em Roma pela primeira vez e buscava sua primeira vitória contra o italiano em cinco confrontos. O domínio Sinner é tão grande e inclui uma vitória acachapante por 6/0 e 6/1 nas quartas de final no Roma Open no ano passado. O norueguês nunca venceu um set contra o italiano, e neste domingo a história se repetiu.

Ex-vice-líder do ranking e atualmente na 25ª posição até conseguiu equilibrar as ações com Sinner no início da final deste domingo. O confronto começou sem quebras até o nono game, quando o italiano confirmou o break point pela primeira vez e abriu 5 a 4. Na sequência, sacou e fechou o primeiro set.

O italiano aproveitou o momento de instabilidade do adversário e logo abriu 2 a 0 no segundo set. Com vantagem no placar, Sinner administrou o jogo e chegou a ter o saque ameaçado no oitavo game, mas manteve o serviço. O italiano confirmou o título sem ceder pontos no 10º game.

Com o título na Itália, Sinner chega a 14.700 pontos no ranking, abrindo uma vantagem de quase 3.000 pontos para o vice-líder, o espanhol Carlos Alcaraz, que tem 11.960 e se recupera de uma lesão no punho direito que o tirou da defesa do título em Roma.

Campeão de Roland Garros em 2024 e 2025, Alcaraz também está fora do Grand Slam francês. Com seu principal rival, contra quem tem 7 vitórias em 17 jogos, afastado do circuito, Sinner amplia suas possibilidades de um novo feito em Paris.

Roland Garros é o único Grand Slam que falta em sua coleção de troféus. Se for campeão do torneio, que começa no dia 24 de maio, o italiano conquista o Career Grand Slam e se iguala a nove lendas, em simples masculino, apenas nove atletas, que atingiram a marca.

Na Era Aberta, a partir de 1968, cinco tenistas foram campeões dos quatro Grand Slams: Andre Agassi, Roger Federer, Rafael Nadal, Djokovic e Alcaraz.
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				<category>Esportes</category>
				<pubDate>Sun, 17 May 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[A caminho de Pequim, Trump diz que pedirá a Xi que 'abra' a China]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira, 13, a bordo do avião presidencial, que pedirá que o presidente da China, Xi Jinping, "abra" o país, durante a visita a Pequim que começa na quinta-feira, 14 (pelo horário local). 

Ao rebater a informação do canal CNBC de que o presidente da Nvidia, Jensen Huang, não estaria na comitiva que visitará a China, Trump disse na rede Truth Social estar acompanhado do executivo e de um numeroso grupo de representantes de empresas americanas.

Segundo Trump, os presidentes da Apple, Tim Cook, da Tesla, Elon Musk, da BlackRock, Larry Fink, e do Citi, Jane Fraser, entre outros, estão "viajando para o Grande País da China, onde pedirei ao presidente Xi, um líder de extraordinária distinção, que &#39;abra&#39; a China para que essas pessoas brilhantes possam trabalhar sua magia e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais alto".

"De fato, prometo que, quando estivermos juntos, o que será em questão de horas, farei esse meu primeiro pedido a Xi. Nunca vi ou ouvi falar de qualquer ideia que seria mais benéfica para nossos incríveis países", concluiu o presidente americano.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 13 May 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Cessar-fogo na guerra do Irã é posto à prova após ataques de drones e navio incendiado]]></title>
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				<description><![CDATA[Frágil, o cessar-fogo na guerra do Irã foi novamente posto à prova neste domingo (10), quando um drone provocou um pequeno incêndio em um navio na costa do Catar. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também relataram a entrada de drones em seus espaços aéreos.

Os Emirados Árabes Unidos atribuíram o ataque ao Irã, embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria da ofensiva até o momento. Não houve relatos de vítimas.

O Irã e seus grupos armados aliados possuem uma grande frota de drones e os utilizaram para realizar centenas de ataques desde o início da guerra.

Os episódios marcaram as mais recentes ameaças ao cessar-fogo de um mês, que o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, diz permanecer em vigor.

A pausa nos combates enfrentou dificuldades, com o Irã restringindo o tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma hidrovia estratégica essencial para o fluxo global de petróleo, e os Estados Unidos impondo um bloqueio aos portos iranianos.

O Irã tem bloqueado grande parte do estreito desde os ataques conjuntos de 28 de fevereiro realizados pelos EUA e por Israel, que deram início à guerra e provocaram uma disparada global nos preços dos combustíveis, além de abalarem os mercados mundiais.

Um dos principais pontos de impasse nas negociações é o destino do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.

A agência nuclear da ONU afirma que o Irã possui mais de 440 quilos de urânio cujo nível de enriquecimento chega a 60% de pureza - uma distância curta em relação aos níveis necessários para armas nucleares.

Em entrevista à mídia estatal iraniana, um porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou que as tropas estavam em “prontidão total” para proteger os locais onde o urânio é armazenado.

“Consideramos possível que eles pretendessem roubá-lo por meio de operações de infiltração ou operações com helicópteros”, disse o general de brigada Akrami Nia à agência de notícias Irna no fim deste sábado, 9. Ele não forneceu mais detalhes.

A maior parte do urânio altamente enriquecido do Irã ainda está provavelmente no complexo nuclear de Isfahan, afirmou o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Mariano Grossi, à Associated Press no mês passado.

A instalação de Isfahan foi bombardeada por ataques aéreos de EUA e Israel durante a guerra de 12 dias do ano passado, mas enfrentou ataques menos intensos neste ano.

Alvos dos ataques de drones 

Ataques de drones têm como alvo países árabes do Golfo. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou neste domingo que derrubou dois drones, atribuindo o ataque ao Irã.

No Kuwait, o porta-voz do Ministério da Defesa, general de brigada Saud Abdulaziz Al Otaibi, afirmou que drones hostis entraram no espaço aéreo do Kuwait na manhã de domingo e que as forças responderam “de acordo com os procedimentos estabelecidos”. O ministério não informou de onde os drones vieram.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa do Catar informou que um drone atingiu um navio comercial que seguia de Abu Dhabi para um porto no sul do país, provocando um pequeno incêndio que foi controlado.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido afirmou que o ataque ocorreu a 23 milhas náuticas (43 quilômetros) a nordeste da capital do Catar, Doha. O órgão não forneceu detalhes sobre o proprietário ou a origem do navio, e não houve reivindicação de autoria.

Houve vários ataques contra navios no Golfo Pérsico na última semana. Na sexta-feira, 8, os EUA atacaram dois petroleiros iranianos após afirmarem que as embarcações tentavam romper o bloqueio aos portos iranianos.

A marinha da Guarda Revolucionária do Irã reiterou neste domingo seu alerta de que qualquer ataque contra petroleiros iranianos ou embarcações comerciais será respondido com um “ataque pesado” contra uma das bases americanas na região e contra navios inimigos.

O Paquistão continua mediando durante o cessar-fogo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou neste domingo que recebeu uma ligação da sua contraparte do Catar, o sheik Mohammed bin Abdulrahman Al Thani. Os dois líderes discutiram a evolução da situação regional e revisaram os esforços de paz em andamento.

Sharif escreveu no X que os países compartilham “laços fraternos” e afirmou esperar uma futura visita do líder do Catar ao Paquistão.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:44:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA['Não é Covid', diz OMS sobre passageiros assintomáticos de cruzeiro com surto de hantavírus]]></title>
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				<description><![CDATA[Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus "não é a Covid" e que o risco para a população de Tenerife é "baixo" devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

"O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema", afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é "legítima", especialmente porque o "trauma" da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife "confie" no que está sendo informado pelas autoridades

Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que "todos os passageiros continuam assintomáticos".

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação.

Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local).

Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 10 May 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Pedestre morre atropelado por avião em aeroporto nos EUA]]></title>
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				<description><![CDATA[Um avião da empresa Frontier Airlines atropelou e matou um pedestre na pista do Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira, 8, informaram as autoridades aeroportuárias. O choque, ocorrido durante a decolagem, provocou um incêndio no motor e forçou a evacuação dos passageiros.

O avião, que fazia a rota de Denver para o Aeroporto Internacional de Los Angeles, "relatou ter atropelado um pedestre durante a decolagem por volta das 23h19 desta sexta-feira", informou a conta oficial do aeroporto no X.

A Frontier Airlines informou em comunicado que o voo 4345 foi o envolvido na colisão e que "foi relatada a presença de fumaça na cabine, levando os pilotos a abortarem a decolagem". Não ficou claro se a fumaça estava relacionada ao acidente com o pedestre.

"O Airbus A321 transportava 224 passageiros e sete tripulantes", informou a companhia aérea. "Estamos investigando este incidente e coletando mais informações em coordenação com o aeroporto e outras autoridades de segurança."

Um porta-voz do aeroporto disse que o pedestre, que pulou uma cerca de perímetro antes de ser atropelado, morreu. Eles afirmaram que a pessoa não identificada foi atingida dois minutos após entrar no aeroporto. Acredita-se que a pessoa não seja um funcionário do local.

"Estamos parando na pista", disse o piloto à torre de controle, de acordo com o site ATC.com. "Acabamos de atropelar alguém. Temos um incêndio no motor."

O piloto informou ao controlador de tráfego aéreo que havia "231 pessoas" a bordo e que "uma pessoa estava atravessando a pista".

O controlador de tráfego aéreo respondeu que estavam "mandando os caminhões agora", mas logo o piloto informou à torre que "há fumaça na aeronave. Vamos evacuar na pista".

Os passageiros foram então evacuados por meio de escorregadores e a equipe de emergência os transportou de ônibus até o terminal. O porta-voz do aeroporto informou que 12 passageiros sofreram ferimentos leves e cinco foram levados a hospitais locais.

O Aeroporto de Denver informou que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) foi notificado e que a pista 17L, onde ocorreu o incidente, permanece fechada enquanto a investigação é conduzida.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 09 May 2026 13:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus]]></title>
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				<description><![CDATA[O diretor da Organização Mundial da Saúde deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades.

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 09 May 2026 12:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Líder supremo diz que Irã planeja controlar Ormuz após a guerra]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/lider-supremo-diz-que-ira-planeja-controlar-ormuz-apos-a-guerra/465887/</link>
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				<description><![CDATA[O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu nesta quinta-feira, 30, uma rara declaração na qual afirma que os EUA não terão lugar no futuro do Golfo Pérsico e também deixa claro que o regime iraniano planeja administrar o Estreito de Ormuz após o conflito.

Na mensagem desafiadora, Khamenei também prometeu que o Irã manterá seu programa nuclear e a capacidade de produção de mísseis. A declaração do líder iraniano, que não é visto em público desde que assumiu o comando da teocracia, há quase dois meses, foi divulgada por seu gabinete.

O texto abordou duas das questões mais espinhosas que têm paralisado as negociações com os EUA. O governo americano busca restringir as ambições nucleares iranianas e insiste que o país não pode limitar a passagem pelo Estreito de Ormuz a embarcações de sua escolha.

"Pela vontade e poder de Deus, o futuro brilhante do Golfo Pérsico será um futuro sem os EUA", diz o comunicado, divulgado no Dia Nacional do Golfo Pérsico do Irã, uma comemoração anual da vitória militar sobre Portugal, em 1622, no Estreito de Ormuz

Sobre a disputa pelo estreito, uma das rotas marítimas mais importantes para o petróleo global, o comunicado de Khamenei citou o futuro do Golfo Pérsico sem influência americana. "Estrangeiros que vêm de milhares de quilômetros de distância, agindo maliciosamente por ganância, não têm lugar ali, exceto no fundo de suas águas", disse.

Pedágio

O comunicado afirma ainda que o Irã implementará "novos marcos legais e gestão do Estreito de Ormuz", sugerindo que o país não tem planos de abrir mão do controle da rota. No fim de semana, o regime apresentou uma proposta para reabrir o estreito - plano que foi rejeitado por Trump, porque impunha pedágio aos petroleiros que passassem.

Países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Omã, que faz fronteira com a parte sul do estreito, também se opuseram à ideia. As negociações para pôr fim à guerra chegaram a um impasse. Trump disse a assessores esta semana que estava insatisfeito com a última proposta do Irã, que teria reaberto o estreito, deixando de lado as questões sobre o seu programa nuclear.

Os dois lados estão implementando um bloqueio duplo em Ormuz, usado para transportar um quinto do suprimento mundial de petróleo. Os preços subiram em razão do cerco. A guerra teve profundo impacto na economia do Irã. O rial, moeda nacional, atingiu novas mínimas em relação ao dólar esta semana.

A declaração de Khamenei incluiu as capacidades nucleares e de mísseis do Irã em uma lista de "ativos nacionais" que os iranianos devem proteger, "assim como protegeriam suas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas".

Khamenei recheou suas declarações de ontem com referências ao Dia Nacional do Golfo Pérsico, que assumiu um significado político adicional para os governantes religiosos autoritários do Irã. Nas redes sociais, o aiatolá e outros líderes usaram a data para ligar o atual esforço para controlar a rota com uma longa lista de batalhas históricas contra as potências coloniais pelo estreito.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 01 May 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Avançam projeções de El Niño mais servero neste ano]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/avancam-projecoes-de-el-nino-mais-servero-neste-ano/465624/</link>
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				<description><![CDATA[A Organização Meteorológica Mundial (OMM, agência da Organização das Nações Unidas) reiterou na semana passada que "os modelos climáticos apontam claramente na mesma direção e preveem, com um nível de confiança elevado, a instauração de um episódio de El Niño, que ganhará mais força nos próximos meses".

De acordo com o professor de ciências atmosféricas Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, em entrevista ao jornal The Washington Post, existe um risco real para a formação do mais forte El Niño em mais de um século, por conta de um fenômeno excepcionalmente intenso entre o fim de 2026 e o início de 2027.

O novo fenômeno pode quebrar o recorde do El Niño de 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8ºC acima da média. Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global. Entre os impactos previstos estão secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas.

No Brasil, as principais consquências tendem a ser registradas principalmente nos três estados do sul, com estiagens severas. Porém, altas temperaturas também tendem a ocorrer no restante do território brasileiro. 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Bloqueio de portos pelos EUA é ato de guerra que viola cessar-fogo, diz ministro iraniano]]></title>
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				<description><![CDATA[O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira, 21, que o bloqueio de navios que saem e entram em portos do país por parte dos Estados Unidos é "um ato de guerra", que viola o cessar-fogo acordado entre as duas partes desde o último dia 7.


"Bloquear portos iranianos é um ato de guerra e, portanto, uma violação do cessar-fogo. Atacar um navio comercial e fazer sua tripulação refém é uma violação ainda maior", afirmou o chanceler em postagem no X, referindo-se ao episódio recente, no qual a Marinha americana interceptou e atacou um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou furar o bloqueio.


Mais cedo, o Comando Central da Marinha dos EUA informou que, desde o início do bloqueio, no último dia 13, 28 embarcações que saíam ou chegavam a portos iranianos foram obrigadas a dar meia-volta ou retornar ao local de partida.

Tesouro dos EUA sanciona alvos ligados ao Irã

O Departamento de Tesouro dos EUA informou há pouco que está sancionando 14 alvos que estariam ajudando o Irã a obter armas, em meio aos esforços de "esgotar os estoques de mísseis balísticos" de Teerã.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que o departamento "continuará a seguir o dinheiro e a atingir a imprudência do regime iraniano e aqueles que a possibilitam" e defendeu que o país persa "deve ser responsabilizado por sua extorsão dos mercados globais de energia".
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Chegada imprecisa dos EUA e do Irã ao Paquistão cria ambiente difícil]]></title>
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				<description><![CDATA[Informações que divergem sobre a chegada de negociadores dos EUA e do Irã têm criado um ambiente de incerteza sobre o futuro das negociações sobre a guerra no Oriente Médio, na véspera do fim do cessar-fogo de duas semanas acordado anteriormente entre os dois países.

De acordo com a Associated Press, nem os EUA nem o Irã confirmaram publicamente a data das negociações, e a televisão estatal iraniana negou que qualquer funcionário já estivesse na capital paquistanesa.

Ainda, fontes da AP revelaram que mediadores liderados pelo Paquistão receberam a confirmação de que os principais negociadores, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, chegarão a capital paquistanesa Islamabad apenas na manhã da quarta-feira, 22.

Por outro lado, nas redes sociais, traders repercutem a notícia da Al Hadath de que Vance deverá chegar a Islamabad nas próximas horas. Anteriormente, Trump havia dito que a delegação americana viajaria nesta terça-feira ao local de negociações.

Segundo o Tehran Times no X, até o momento, o Irã não enviou nenhuma delegação, de qualquer nível, à capital paquistanesa para o diálogo com Washington.

Em meio às expectativas sobre o potencial encontro, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as forças armadas do país estão prontas para entrar no país persa, enquanto citou que o Irã não tem opção a não ser enviar uma missão para as conversas.

Na mesma linha, o repórter da Axios Barak Ravid revelou em publicação no X que o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, o General Dan Caine, disse que Washington está pronto para retomar grandes operações de combate contra o Irã a qualquer momento.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Líder do parlamento do Irã diz que bloqueio naval dos EUA é medida 'desajeitada e ignorante']]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou neste sábado, 18, o bloqueio naval de embarcações e portos iranianos pelos Estados Unidos como uma decisão "desajeitada e ignorante". A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que a medida dos EUA seja suspensa.


"O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!", declarou Ghalibaf, em entrevista ao canal iraniano Press TV. "Então, se existe o estreito, e se nós e todos que querem transitar estão lá, todos podem transitar, exceto nós? Isso é possível? Isso é um erro sobre outro erro", criticou.


Dirigindo-se ao povo iraniano, o líder do parlamento disse que a rota de navegação está sob controle do país persa. Falando sobre as negociações ocorridas em Islamabad, no Paquistão, entre uma delegação iraniana e outra dos EUA, que terminaram sem sucesso, Ghalibaf disse que os negociadores americanos queriam enviar varredores de minas ao estreito, ao que ele se opôs.


"Nos opusemos firmemente a isso. Consideramos que isso seria uma violação do cessar-fogo e que se eles tomassem essa ação, nós iríamos atacar. Estávamos a um passo do confronto. Eles recuaram", relatou o parlamentar.


Enquanto estava no Paquistão, continuou, um colega do governo iraniano entrou em contato com ele para contar que um varredor de mina dos EUA havia chegado e estava posicionado em um local no qual, se tivesse avançado mais um pouco, teria sido atingido por míssil iraniano.


"Eu disse isso à delegação americana. Falei &#39;ele está aqui, e se ele for além desse limite, vamos atingi-lo&#39;. Eles nos pediram 15 minutos e ordenaram o retorno do artefato", contou."Então, se há tráfego no estreito hoje e ele está avançando, o controle do estreito está em nossas mãos", reforçou Ghalibaf.

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 18 Apr 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz]]></title>
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				<description><![CDATA[As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.


"Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações", disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.


O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica. 

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.


“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social.



"Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional", acrescentou Ghalibaf.


Estreito de Ormuz

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz.


“Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.


A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro.

Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra. 

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei. 

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 12 Apr 2026 11:30:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Negociações entre EUA e Irã entram em "fase técnica"]]></title>
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				<description><![CDATA[As negociações diretas entre EUA e Irã entraram na “fase técnica” e deverão se prolongar por toda a noite em Islamabad, no Paquistão, segundo informações da agência Lusa.

Neste momento, as autoridades dos dois países estão discutindo os detalhes finais de um possível acordo.

De acordo com a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, as questões ligadas ao Estreito de Ormuz continuam sendo o maior ponto de divergência entre as duas partes.

O estreito é a passagem por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e está bloqueada pelos iranianos no momento. Trump exige que a região seja reaberta.

O Irã também reivindica o desbloqueio dos ativos do país e uma indenização pelos ataques feitos pelos norte-americanos e israelenses.

Ainda de acordo com a Tasnim, os enviados dos Estados Unidos fazem demandas consideradas excessivas pelos representantes iranianos. Washington ainda não se manifestou sobre o avanço das tratativas.

As delegações dos EUA e do Irã estão reunidas num hotel no Paquistão, desde a manhã deste sábado (11), para negociações pela paz.

Na terça-feira (7), o presidente Donald Trump decretou cessar-fogo para que norte-americanos e iranianos pudessem tentar chegar a um acordo.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 17:30:00 -0400</pubDate>
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