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				<title><![CDATA[PF cumpre mandado e bloqueia até R$ 1 milhão em Campo Grande]]></title>
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				<description><![CDATA[A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira (17), mais uma fase da Operação Descaminho, voltada ao combate da importação e da comercialização irregular de produtos eletrônicos oriundos do Paraguai. 

A ação realizada em Campo Grande, busca desarticular toda uma estrutura suspeita de adquirir, transportar e vender mercadorias estrangeiras sem cumprir as exigências legais e sem o recolhimento dos tributos devidos. 

A Justiça Federal determinou um mandado de busca e apreensão, a decisão também autorizou o sequestro ou bloqueio de bens e valores pertencentes a duas pessoas físicas e duas empresas, até o limite de R$ 1 milhão. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar os clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação também identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos. 

Segundo os elementos reunidos no inquérito, o grupo teria pessoas responsáveis pela aquisição e pelo financiamento das mercadorias, enquanto outras atuariam na divulgação, no transporte e na comercialização dos produtos na Capital. 

De acordo com a Polícia Federal, os investigados utilizavam redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar os produtos, captar clientes, organizar pedidos e negociar as vendas. A investigação identificou uma possível divisão de tarefas entre os envolvidos.

A investigação apura se os aparelhos eletrônicos eram trazidos do Paraguai para o Brasil, porém sem o cumprimento dos procedimentos de importação e sem o pagamento dos impostos correspondentes. 

Dessa forma, a conduta pode se caracterizar como crime de descaminho, que consiste em iludir o pagamento de tributos devidos sobre mercadorias permitidas. 

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer integralmente o funcionamento do esquema e identificar outros possíveis envolvidos. 

Até o presente momento, o comunicado oficial não informou a ocorrência de prisões durante a operação nem detalhou quais produtos, documentos ou equipamentos foram apreendidos no endereço investigado. 

A medida de bloqueio patrimonial têm o objetivo de preservar recursos que possam estar relacionados às atividades investigadas.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[EUA dizem que barco do tráfico do Equador foi afundado no Pacífico ]]></title>
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				<description><![CDATA[O Comando Sul dos EUA informou na terça-feira, 16, o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma "estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar", supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e "serão transferidos para as autoridades equatorianas". Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco "Fiorella", cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 07:11:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[OAB/MS pede afastamento de Moraes e senadores defendem apuração rigorosa]]></title>
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				<description><![CDATA[A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) e os três senadores do Estado aumentaram a pressão por uma apuração independente das suspeitas que atingem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Enquanto a Ordem defendeu o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, as parlamentares Tereza Cristina (PP) e Soraya Thronicke (PSB) cobraram o cumprimento das responsabilidades constitucionais do Senado e Nelsinho Trad (PSD) anunciou a convocação da comissão responsável por fiscalizar as atividades de inteligência.

As manifestações convergem na defesa da investigação, mas apresentam diferenças, pois a OAB/MS foi além e pediu o afastamento cautelar de Moraes, enquanto Tereza afirmou que o Senado não pode se omitir, Soraya defendeu a análise dos pedidos de impeachment com critérios iguais e Nelsinho adotou uma posição mais procedimental, propondo que os fatos sejam discutidos no espaço institucional adequado.

A posição da OAB/MS foi aprovada por unanimidade durante sessão extraordinária realizada na terça-feira, quando a entidade justificou a medida pela gravidade dos fatos revelados após o levantamento do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master.

O Conselho Seccional também defendeu a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para atuar no caso, pois, conforme a Ordem, as medidas são necessárias para garantir transparência e preservar a credibilidade das instituições.

“Defender as instituições também significa exigir respostas firmes quando fatos graves colocam em risco a confiança que a sociedade nelas deposita”, afirmou a OAB/MS.

SENADORES

Tereza Cristina afirmou que as suspeitas envolvendo o STF provocam perplexidade na população e podem comprometer a confiança da sociedade nas instituições. “A população brasileira está estarrecida com os fatos que envolvem hoje o STF. E com razão. A sociedade não pode perder a confiança nas nossas instituições.

Nenhuma autoridade está acima da lei. O Senado tem responsabilidades constitucionais e não pode se omitir”, declarou.

Tereza também defendeu que seja assegurado o direito de defesa aos envolvidos, mas afirmou que a gravidade das suspeitas exige investigação. “A ampla defesa deve ser garantida a todos, mas não podemos ignorar suspeitas gravíssimas. Temos de buscar a verdade. Sempre com independência, transparência e respeito à Constituição”, completou.

Já Soraya Thronicke classificou o momento como uma das crises mais graves enfrentadas pelo Supremo nos últimos anos. “Estamos diante de uma das crises mais agudas do STF nos últimos tempos. Na minha avaliação, algumas decisões recentes ultrapassam os limites de atuação da Corte, e o afastamento de dirigentes da Polícia Federal não é razoável”, declarou.

Ela também afirmou que o Poder Judiciário não pode ser utilizado como instrumento de disputas pessoais ou políticas e que a proximidade das eleições aumenta a necessidade de isenção por parte das instituições.

“O Senado precisa cumprir seu papel constitucional e analisar os pedidos de impeachment com provas, direito de defesa e os mesmos critérios para todos. Havendo crime de responsabilidade, deve haver consequência”, defendeu.

Presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), Nelsinho Trad confirmou que convocará uma reunião do colegiado para que os fatos sejam discutidos no Congresso Nacional. 
Ele afirmou que o pedido apresentado atende às exigências regimentais e, por isso, deverá ser analisado pelo colegiado. 

“Havendo um pedido que atenda às exigências regimentais, vamos realizar a reunião e permitir que os fatos sejam tratados no espaço institucional adequado, observando sempre o Regimento Interno do Senado”, declarou.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 07:55:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia]]></title>
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				<description><![CDATA[No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 11:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Nepal: trabalhador chinês e uma mulher são resgatados 10 dias após enchentes]]></title>
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				<description><![CDATA[Dez dias após enchentes devastarem o país, equipes de resgate no Nepal resgataram com vida um cidadão chinês e uma mulher, informaram autoridades neste sábado, 5.

Segundo uma publicação nas redes sociais do gabinete do primeiro-ministro do País, o homem foi resgatado de um túnel de uma usina hidrelétrica, elevando para três o número de trabalhadores retirados com vida do projeto hidrelétrico de Trishuli. Dois trabalhadores nepaleses foram resgatados da usina na sexta-feira, 4.

O Exército do Nepal informou que uma equipe conjunta de resgate, formada por militares nepaleses e especialistas sul-coreanos em desastres, retirou o homem de um túnel de 225 metros. Imagens mostraram que o trabalhador foi resgatado de helicóptero, enquanto um médico do Exército verificava seu estado de saúde durante o voo.

Cerca de 900 trabalhadores estão desaparecidos em 12 projetos hidrelétricos em todo o Nepal, e acredita-se que aproximadamente 500 estejam presos em diferentes túneis, segundo as autoridades

Outro resgate foi feito na cidade de Nuwakot, onde uma mulher foi resgatada com vida de uma casa, informou neste sábado o porta-voz do Exército do Nepal. Conforme as autoridades, a mulher foi transportada de helicóptero para Katmandu.

Imagens divulgadas pelo Exército do Nepal mostram os socorristas encontrando a mulher coberta de lama. Eles lhe deram água engarrafada antes de retirá-la em segurança, enrolada em um cobertor.

Pelo menos 1.300 pessoas morreram nas enchentes de 26 de agosto, que provavelmente foram causadas pelo colapso de uma geleira, e mais de cinco mil continuam desaparecidas, de acordo com a agência de gestão de desastres do Nepal./AP
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 05 Sep 2026 07:26:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[EUA afirmam que agora "ninguém rouba petróleo venezuelano"]]></title>
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				<description><![CDATA[O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que "pela primeira vez em duas décadas, ninguém está roubando petróleo venezuelano", ressaltando que antes a China fazia isso ao comprá-lo "a preços muito abaixo do mercado", enquanto Washington está "vendendo seu petróleo a preços de mercado" e levando "esse dinheiro de volta para a Venezuela", tudo isso depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a aquisição do "controle majoritário" de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas

"Pela primeira vez em duas décadas, ninguém rouba petróleo venezuelano", afirmou Wright em entrevista à emissora norte-americana NewsNation, na qual garantiu que, nos 20 anos anteriores, "a China comprava seu petróleo a preços muito abaixo do mercado", algo que deixava o país latino-americano "em colapso econômico porque todos roubam seu petróleo".

O secretário de Energia se expressou dessa forma ao elogiar a intervenção militar dos EUA, na qual as forças norte-americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no início do ano. Até então, afirmou ele, a Venezuela era "a sede do (partido-milícia xiita libanês) Hezbollah no hemisfério ocidental" e a Rússia estava "presente", enquanto "mercenários chineses" protegiam Maduro.

Naquela época, declarou ele, o petróleo venezuelano "era roubado por quadrilhas de narcotraficantes locais que o desviavam", bem como "pela corrupção interna na petrolífera estatal", em alusão à Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).

"Agora, em colaboração com os Estados Unidos, vendemos o petróleo a preços de mercado, trazendo esse dinheiro de volta à Venezuela para o benefício da sociedade venezuelana, para que possam erradicar a criminalidade e as gangues criminosas, expulsar nossos adversários do país e iniciar um futuro de cooperação", afirmou, destacando o que considerou "uma vitória para o povo americano e para o povo venezuelano".

Questionado se os Estados Unidos deveriam intervir no comércio de petróleo entre o Irã e a China da mesma forma que, segundo o secretário, agiram diante do suposto roubo de petróleo venezuelano pela compra a preços baixos por parte de Pequim, Wright respondeu com um claro "não".

"Só digo que o povo do Irã, assim como o da Venezuela, foi prejudicado por um governo tirânico que provocou uma implosão econômica, em parte porque não consegue vender seu petróleo a preços de mercado", defendeu. "A China ganha, sem dúvida. Os criminosos e os contrabandistas ganham. Mas o povo do Irã não ganha. O povo da Venezuela não ganhou", alegou.

Em seguida, ele assegurou que o lado positivo da estratégia de Washington em relação a Caracas é que "é uma grande vitória". "Esse é o presidente Trump: usar o comércio, os negócios e a energia, não as armas nem o conflito", retrucou ele, ao que logo se seguiu a pergunta do entrevistador sobre a incursão das forças americanas, incluindo bombardeios, em 3 de janeiro de 2026 na Venezuela.

A isso, ele respondeu que, de fato, o governo Trump "prendeu o presidente Maduro" no que descreveu como "uma operação militar brilhante". "Mas foi só isso", argumentou ele, antes de acrescentar que, depois disso, Washington "colocou em quarentena" as exportações de petróleo venezuelanas.

"Agora temos influência e estamos lidando com as pessoas no poder que faziam parte do governo dele. Não se trata de príncipes democráticos, mas estamos lidando com eles para restaurar a estabilidade e a prosperidade do país e, em última instância, fazer a transição para um governo representativo, com uma intervenção militar na Venezuela que durou horas e na qual nenhum soldado americano morreu", destacou.

Suas declarações foram feitas depois que Trump se gabou, no último sábado, de ter conseguido que os Estados Unidos obtivessem o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte americano.

O fato de um acordo como esse - com o país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, superando assim seu principal concorrente, Arábia Saudita- lhe conceda o controle majoritário sobre 65 bilhões desses barris, representaria mais do que o dobro das reservas certificadas atuais dos Estados Unidos, estimadas em cerca de 38 bilhões de barris.

Esses 300 bilhões de barris representam aproximadamente 17% do suprimento mundial, segundo a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos.

Este conteúdo é de inteira responsabilidade da Europa Press e não representa a opinião do Grupo Estado, que não é responsável por erros, incorreções, atrasos ou quaisquer decisões tomadas por seus clientes com base no material disponibilizado.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:11:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Empresa ligada ao Pentágono controlará 21% do petróleo da Venezuela]]></title>
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				<description><![CDATA[O governo dos Estados Unidos (EUA) revelou nesta semana mais detalhes sobre o acordo com a Venezuela para, segundo a Casa Branca, “controlar” 21% das reservas de petróleo do país sul-americano pelos próximos 100 anos por meio de empresa ligada ao Pentágono.

Em comunicado, a Casa Branca afirma que os campos de petróleo serão operados pela North American Blue Energy Partnes (Nabep), empresa privada que tem 35% das ações sobre controle do Escritório de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos EUA.

“A Nabep concedeu ao Departamento de Estado dos EUA o direito de comprar, ao custo de produção, 20% da produção de todos os campos atuais e futuros que a Nabep operará, garantindo um fornecimento estável de petróleo a baixo custo que pode facilitar o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo”, diz a nota da Casa Branca. 

A Napeb ainda concedeu ao governo dos EUA o direito de preferência na compra dos 80% restantes da produção. Além disso, a Casa Branca afirma que tem direito de veto na nomeação de qualquer membro do conselho de administração da companhia.

“A maioria dos membros do conselho da Nabep deve ser composta por cidadãos americanos. O acordo do governo dos EUA com a Nabep é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos”, afirma o comunicado oficial.

O comunicado do governo de Donald Trump contradiz pronunciamento da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, de que o acordo abrangeria 25 anos. A parceria sofreu críticas de especialistas e de grupos chavistas por suposto teor “neocolonial”.

Dona das maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a Venezuela teve seu presidente Nicolás Maduro sequestrado no dia 3 de janeiro deste ano, em uma ação ilegal da Casa Branca, considerando o direito internacional.

A pesquisadora do Observatório Político Sul-Americano (OPSA) Thaís Batista avalia que as relações entre Venezuela e EUA podem ser consideradas “neocoloniais” tendo em vista as mudanças na Venezuela feitas por meio da força da potência estrangeira.   

“[Pode ser considerado neocolonial pelo fato de a Casa Branca] usar a violência para estabelecer um novo governo na Venezuela e, a partir disso, com essa constante ameaça do uso da força, para conseguir certos acordos e a modificação de leis”, disse à Agência Brasil a doutoranda em ciência política da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Menos de um mês após o sequestro de Maduro, a Venezuela aprovou mudanças na Lei do Petróleo para permitir a exploração de reservas por empresas privadas. Até então, as empresas privadas poderiam participar da exploração apenas como sócias menores do Estado venezuelano.

Reservas

A parceria energética entre Caracas e Washington surge em meio à queda histórica das reservas de petróleo no mundo, motivada pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que fez cair a oferta do petróleo no mercado global. 

O aumento do valor dos combustíveis dentro dos EUA é uma das principais críticas contra a administração Trump às vésperas da eleição legislativa de novembro deste ano, que pode reverter a pequena maioria republicana no Congresso.

Com sede em Barbados, no Caribe, a empresa Napeb tem três filiais na Venezuela: em Caracas, Maracaibo e Lechería. Chefiada pelo empresário venezuelano Alejandro Betancourt, a companhia comemorou, nesta terça-feira (1), o acordo entre EUA e Venezuela.   

Em comunicado, a Napeb diz que aumentou a produção na Venezuela em mais de 10 vezes, de 18 mil para 200 mil barris de petróleo por dia, após investimentos de US$ 1 bilhão da própria empresa. “Isso transformou a Nabep na segunda maior produtora de petróleo do país em apenas dois anos”, disse a companhia. 

Acordo de 100 anos
Assinado pelos secretários da Guerra, Pete Hegseth, e do Departamento de Estado, Marco Rubio, o acordo com a Venezuela concederia aos EUA direitos de “governança, propriedade econômica e garantia de fornecimento a baixo custo” por meio de concessão de 100 anos de 17 campos de petróleo avaliados em 65 bilhões de barris.

O montante equivalente a 21% dos 303 bilhões de barris de reservas comprovadas do país latino-americano. Ao justificar o acordo, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que Caracas escolheu “o caminho da diplomacia” com os EUA.

“Ter recursos subterrâneos não basta. Precisamos de investimento, tecnologia, infraestrutura, capacidade produtiva para transformar essa riqueza em bem-estar para o nosso povo”, disse Delcy em comunicado em rádio e TV.

Segundo ela, a parceria vai permitir recuperar a infraestrutura energética da Venezuela com US$ 100 bilhões em investimentos e US$ 209 bilhões em impostos em 25 anos.

O governo Delcy espera aumentar a produção em 1,5 milhão de barris por dia. Isso representaria mais que o dobro da produção atual do país. Em julho, a Venezuela produziu 1,1 milhão de barris por dia, segundo dados da Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP). 

No auge da bonança petroleira do período chavista, entre 2005 e 2014, a Venezuela produzia entre 2,5 a 3 milhões de barris por dia.

Especialista questiona

Especialista no setor petroleiro, o venezuelano Francisco Rodríguez lembrou que a Lei do Petróleo do país exige que a oferta de campos de petróleo para exploração seja por meio de concorrência em licitação.

“As concessões de 100 anos concedidas pelo governo venezuelano são duas vezes mais longas do que as concessões mais longas já concedidas pelo país desde o início da exploração de petróleo”, comentou, em rede social, o professor da Universidade de Denver, dos EUA.

Rodríguez pondera que precisa de mais informações sobre o acordo para uma análise definitiva, mas destaca que os recursos em impostos anunciados por Delcy são historicamente baixos.

“Segundo os números [do governo Delcy], este acordo gerará uma receita fiscal de apenas US$ 3,22 dólares por barril de petróleo venezuelano. Isso representa 4,7% do preço atual e menos da metade da taxa de royalties estipulada nas concessões outorgadas por Juan Vicente Gómez [na década de 1920]”, disse o especialista.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 07:28:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Morre aos 89 anos Harald V, rei da Noruega desde 1991]]></title>
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				<description><![CDATA[Morreu aos 89 anos o rei Harald V da Noruega, monarca que tratava complicações relacionadas a uma doença hematológica. Ele morreu nesta sexta-feira, 28, no Hospital Nacional de Oslo, às 6h35, horário local, segundo o palácio real.

Ao longo de mais de três décadas no trono, Harald tornou a monarquia norueguesa mais moderna e manteve alta popularidade entre a população. Apesar da idade avançada e de problemas de saúde nos últimos anos, recusou-se a abdicar, como fizeram outros monarcas europeus.

O mais velho dos monarcas da Europa sofria de anemia hemolítica, um distúrbio provocado por uma destruição anormalmente rápida das hemácias, que se manifesta com fadiga, palidez e dificuldade para respirar.

Harald estava internado desde 17 de agosto no Hospital Nacional de Oslo. Ele foi hospitalizado devido a uma retenção de líquidos provocada pelo tratamento com cortisona, o que o levou a se afastar de suas funções por motivos de saúde durante duas semanas.

No domingo, 23, o Palácio Real havia informado que ele recebeu antibióticos para tratar uma infecção bacteriana no sangue e respondeu bem ao tratamento durante o fim de semana mas teve o quadro agravado na última quinta-feira, 27.

Com a morte do rei, seu filho, o príncipe herdeiro Haakon, assume automaticamente o trono como rei Haakon VIII.

Assim como ocorre em outras monarquias europeias, a família real norueguesa exerce funções predominantemente simbólicas. Os monarcas mantêm uma presença pública semelhante à de celebridades, enquanto o poder político na Noruega, país com cerca de 5,5 milhões de habitantes, está concentrado no Parlamento eleito e no governo.

Harald assumiu o trono em janeiro de 1991, após a morte de seu pai, o rei Olav V, nascido na Grã-Bretanha. Seu reinado coincidiu com um período de forte prosperidade econômica na Noruega, impulsionada principalmente pela exploração de petróleo e gás.

Ainda criança, deixou a Noruega com a família durante a Segunda Guerra Mundial, após a invasão e ocupação do país pela Alemanha nazista. Ele passou vários anos nos Estados Unidos antes de retornar à Noruega.

Na juventude, também enfrentou resistência da família real ao seu relacionamento com Sonja Haraldsen, sua namorada desde os tempos de escola e filha de um comerciante. O casal se casou em 1968, depois de o então príncipe obter autorização para a união.

A relação ajudou a marcar a modernização da monarquia norueguesa que passou a adotar uma postura mais próxima da sociedade e menos rígida em relação às tradições da realeza.

"Uma nação inteira está de luto e o povo da Noruega sente uma profunda gratidão por uma longa vida a serviço da Noruega”, disse o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre em um comunicado. “Por mais de três décadas como monarca, Harald V demonstrou uma fé inabalável no povo norueguês. Ele nos ajudou a enxergar o melhor em nós mesmos - e uns nos outros."
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 07:10:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Ao menos 95 morrem em inundações no Nepal; pelo menos 384 turistas estão desaparecidos]]></title>
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				<description><![CDATA[Pelo menos 95 pessoas morreram nesta quarta-feira, 26, em inundações no Nepal, depois que uma enchente devastadora atingiu uma região na fronteira com o Tibete, informou um porta-voz da polícia à agência AFP.

As imagens divulgadas pela polícia do Nepal mostram um rio transbordando e arrastando várias casas em seu percurso no distrito de Rasuwa, que foi um dos mais afetados.

"Até o momento, 95 mortes foram confirmadas", declarou o porta-voz da polícia do Nepal, Abi Narayan Kafle. Ele acrescentou que 28 policiais também estão desaparecidos. As operações de resgate continuam na região.

A inundação atingiu Syabrubesi, ponto de partida da popular rota de "trekking" de Langtang, assim como outras áreas usadas por viajantes na peregrinação hindu até Kailash Mansarovar.

O Exército do país, situado na cordilheira do Himalaia, anunciou a mobilização de 14 helicópteros e equipes de resgate para apoiar os trabalhos.

"As inundações são grandes e podem ter afetado muitas áreas habitadas", declarou Kafle à AFP. Os danos ainda estão sendo avaliados, acrescentou.

Turistas desaparecidos

Mais de 380 turistas, em sua maioria estrangeiros, ficaram incomunicáveis nesta quarta-feira no Nepal, após uma grande inundação atingir a região de fronteira com o Tibete.

"Um registro preliminar, compilado a partir de informações de empresas de turismo e viagens, identificou 384 viajantes - incluindo 291 estrangeiros e 93 nepaleses - relatados como desaparecidos nas áreas afetadas", informou o Conselho de Turismo do Nepal, acrescentando que as autoridades trabalhavam para verificar o paradeiro dessas pessoas.

As autoridades informaram que os turistas estrangeiros são de países como a Índia, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Malásia.

Avalanche de gelo

O primeiro-ministro Balendra Shah anunciou que convocou uma reunião urgente da agência responsável pela gestão de desastres.

"O trabalho já começou para adotar as medidas necessárias, em coordenação com as equipes médicas, de buscas e da Cruz Vermelha", escreveu o governante em sua conta na rede social X.

A inundação pode ter sido provocada por uma avalanche de gelo "que caiu no rio Lhende, mas a causa exata ainda será determinada", declarou Qianggong Zhang, cientista do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), com sede em Katmandu.

No vizinho Tibete, do lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra procedente do Nepal deixou "muitas vítimas e desaparecidos no Porto Gyirong", informou o canal público chinês CCTV.

A agência estatal Xinhua acrescentou que o presidente Xi Jinping ordenou "mobilizar todos os recursos" para as operações de resgate, mas não divulgou um balanço de mortos ou feridos.

Xi afirmou que "a tarefa mais urgente é fazer todo o possível para encontrar e resgatar os desaparecidos", assim como "atender rapidamente os feridos e reduzir ao mínimo o número de vítimas", segundo a CCTV. (Com agências internacionais).
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 23:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Tremor de magnitude 4,9 atinge a Colômbia, semanas após terremoto devastador]]></title>
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				<description><![CDATA[Um sismo de magnitude 4,9 sacudiu na quarta-feira, 26, várias cidades do noroeste da Colômbia sem danos relatados imediatamente, mas gerou incerteza na população após um devastador terremoto registrado há mais de duas semanas.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) indicou que o sismo ocorreu às 11h45 locais (13h45 de Brasília) e teve epicentro no município de Jordán, no departamento de Santander, a uma profundidade de 159 quilômetros.

As autoridades não relataram vítimas e a presidência informou que mantinha comunicação com os organismos de gestão de riscos para verificar possíveis afetações.

Em Bucaramanga, capital de Santander, e em Bogotá, vários edifícios foram evacuados como medida preventiva após soarem os alarmes, segundo publicaram nas redes sociais habitantes dessa cidade.

A Colômbia ainda se recupera do terremoto de magnitude 7,4 de 10 de agosto, o maior registrado até agora neste século, que tirou a vida de mais de 330 pessoas e afetou a infraestrutura em 16 departamentos.

O país busca atender aos mais de 100.000 desabrigados do terremoto e reconstruir milhares de residências, centros médicos e estradas, para o que o presidente Abelardo de la Espriella declarou emergência econômica, buscando arrecadar impostos temporários para enfrentar a emergência.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[A sala escura e o ritual da presença: por que a infância precisa do cinema como destino ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/a-sala-escura-e-o-ritual-da-presenca-por-que-a-infancia-precisa-do/471618/</link>
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				<description><![CDATA[Existe algo profundamente transformador no ato deliberado de sair de casa para ver um filme. Não se trata apenas de apertar um botão no controle remoto no intervalo entre uma tarefa e outra, mas de um movimento intencional. Escolher a sessão, fazer o trajeto, atravessar a cidade e atravessar, também, o portal daquela sala.

Em um tempo em que quase tudo é entregue de forma imediata e passiva no vidro frio das pequenas telas, ir ao cinema exige o esforço bonito do deslocamento. E é justamente nesse gesto de sair do lugar que o valor verdadeiro da experiência se consolida. 

Sair de casa para ir ao cinema ensina a infância sobre intenção e presença. O trajeto até lá cria um compasso de espera que prepara o olhar, uma transição necessária entre a rotina e o encanto. Ao cruzar o limiar da sala escura, a criança desacelera por completo.

Ela deixa do lado de fora as distrações do ambiente doméstico, os estímulos simultâneos e o consumo fragmentado de vídeos rápidos.

A penumbra da sala e o silêncio compartilhado antes da projeção não são meras convenções sociais, mas, sim, uma moldura poética que dignifica a imagem.

Ali, a narrativa deixa de ser um ruído de fundo no sofá e ganha corpo de acontecimento, pedindo a atenção inteira. 

Para além do impacto individual, o cinema físico proporciona uma das primeiras e mais bonitas experiências de comunidade na vida de uma criança.

Sentar na escuridão ao lado de dezenas de estranhos e sentir o mesmo baque no peito, rir da mesma piada ou prender a respiração no mesmo segundo ensina uma lição silenciosa e potente: a de que nossos afetos, medos e descobertas não acontecem no isolamento.

O cinema de rua ou de shopping tira a arte da bolha individual e a devolve para o território vivo do encontro, em que a emoção se multiplica ao ser compartilhada com o outro. 

A grande tela também opera como um catálogo de alteridade. Ao habitar histórias que ultrapassam o seu horizonte geográfico e cultural imediato, a criança aprende a enxergar por meio de olhos que não são os seus.

Esse exercício constante de imaginação expande os limites do mundo interno dos pequenos, ensinando que a vida pode ser contada e vivida de infinitas formas.

O cinema ensina que todo conflito traz consigo a possibilidade de uma narrativa, oferecendo contornos visíveis para sentimentos abstratos que as crianças, muitas vezes, ainda não sabem nomear. 

Cultivar o afeto pela arte desde os primeiros anos de vida não é sobre acumular repertório acadêmico ou técnico, mas sobre ensinar a criança a se encantar com o mundo. O hábito de se mover até a grande tela forma olhares mais atentos, sensíveis e capazes de sustentar o tempo da contemplação.

Ensinar uma criança a amar o cinema é, em última análise, lembrá-la de que as coisas mais bonitas da existência exigem movimento, presença e a coragem de sentar no escuro para ver o mundo acender de novo. 
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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Sindicato mantém 'profunda desconfiança' sobre líderes da Boeing]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/sindicato-mantem-profunda-desconfianca-sobre-lideres-da-boeing/471567/</link>
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				<description><![CDATA[Após rejeição por ampla maioria na sexta-feira, 21, da proposta de contrato de quatro anos apresentada pela Boeing, o sindicato que representa engenheiros e trabalhadores técnicos da fabricante de aviões localizados em Seattle lançou uma pesquisa para que os funcionários apontem o que seria necessário para aceitar uma nova proposição.

"Ouvimos de milhares de membros da SPEEA Sociedade de Empregados Profissionais de Engenharia do Setor Aeroespacial que a profunda desconfiança em relação aos líderes da Boeing continua. A origem dessa desconfiança está enraizada em experiências individuais, nas quais testemunhamos eventos comuns", diz a entidade sindical em nota.

Os eventos que respaldam a desconfiança incluem deterioração de empregos representados pelo sindicato, transferidos para outros Estados dos EUA ou terceirizados no exterior; a priorização de prazos em detrimento de qualidade e segurança; decisões de engenharia técnica anuladas ou ignoradas, e, por fim, salários que não acompanham a inflação e o mercado de trabalho do setor aeroespacial.

"Nós nos importamos de verdade há todos esses anos, e nossos esforços, particularmente nos dois últimos contratos, não foram reconhecidos, valorizados nem recompensados", afirma o sindicato

A proposta da Boeing incluía, além de um contrato de trabalho com duração de quatro anos, aumentos salariais vinculados à inflação - limitados a 3% - e ao desempenho individual, além de outras métricas não especificadas determinadas pela empresa.

Os 17.000 integrantes da SPEEA também votaram para dar à equipe de negociação o poder de convocar uma greve quando o contrato expirar, em 6 de outubro, informou o sindicato.

Uma paralisação atrasaria ainda mais as campanhas de certificação da Boeing para os aviões 737 Max 10 e 777-9, ambos com atraso de vários anos em relação ao cronograma.

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 20:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Segurança jurídica começa com boa governança, não com previsões perfeitas]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/seguranca-juridica-comeca-com-boa-governanca-nao-com-previsoes/471485/</link>
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				<description><![CDATA[Poucos conceitos são tão invocados no ambiente de negócios quanto a segurança jurídica. Ela aparece em debates sobre investimentos, reformas econômicas, desenvolvimento e competitividade. Frequentemente, porém, o termo é tratado como sinônimo de estabilidade absoluta – uma condição que, na prática, não existe.

Toda atividade econômica está sujeita a mudanças. Novas leis, alterações regulatórias, evolução da jurisprudência, transformações tecnológicas e demandas sociais modificam continuamente o ambiente em que empresas e investidores atuam. Esperar um cenário completamente previsível é ignorar a própria dinâmica da economia.

Isso não significa que a segurança jurídica tenha perdido importância. Pelo contrário. Seu verdadeiro significado está na existência de instituições capazes de oferecer regras claras, decisões fundamentadas e mecanismos que permitam às empresas avaliar riscos e planejar suas atividades com racionalidade.

Mais do que eliminar a incerteza, a segurança jurídica deve permitir que ela seja administrada. Essa distinção é fundamental. Organizações mais maduras não constroem suas estratégias supondo que o ambiente permanecerá inalterado. Elas trabalham com cenários, desenvolvem mecanismos de governança, monitoram mudanças regulatórias e incorporam análises jurídicas ao processo de tomada de decisão.

Esse comportamento produz vantagens competitivas relevantes. Empresas preparadas respondem mais rapidamente às mudanças, reduzem custos decorrentes de litígios, preservam sua reputação e transmitem maior confiança a investidores, parceiros comerciais e instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, o poder público se beneficia quando há previsibilidade institucional. Ambientes regulatórios transparentes, regras estáveis e processos decisórios consistentes reduzem conflitos, estimulam investimentos e favorecem o crescimento econômico de longo prazo.

Naturalmente, divergências de interpretação continuarão existindo. Elas fazem parte de qualquer Estado de Direito. O que diferencia um ambiente saudável é a existência de mecanismos que permitam solucionar essas divergências com coerência, transparência e respeito às garantias legais.

A discussão sobre segurança jurídica, portanto, não deve se concentrar na busca de um mundo sem riscos.

Esse objetivo é inalcançável. O verdadeiro desafio consiste em construir instituições e práticas de governança que permitam administrar a incerteza de forma eficiente.

Empresas que compreendem essa realidade deixam de enxergar a mudança como ameaça permanente e passam a tratá-la como um elemento inerente ao ambiente de negócios. A competitividade não nasce da ausência de riscos, mas da capacidade de enfrentá-los com planejamento, informação qualificada e decisões bem fundamentadas.

No cenário econômico atual, essa talvez seja a definição mais moderna de segurança jurídica: não a promessa de previsibilidade absoluta, mas a confiança de que mesmo diante da incerteza será possível decidir, investir e crescer com responsabilidade.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 08:43:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[EUA anunciam mais US$ 11 milhões em ajuda à Colômbia após terremoto]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/eua-anunciam-mais-us-11-milhoes-em-ajuda-a-colombia-apos-terremoto/471221/</link>
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				<description><![CDATA[O governo dos Estados Unidos anunciou ontem, 14, um apoio adicional à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país sul-americano na segunda-feira, 10. Em uma nota do porta-voz, o Departamento de Estado informou a liberação de mais US$ 11 milhões em assistência humanitária, elevando o total de ajuda americana a US$ 26,5 milhões.

Segundo o texto, os recursos serão destinados a apoio em alimentação, saúde, proteção e abrigo, além de avaliações estruturais pós-terremoto por meio de parceiros como o Catholic Relief Services (CRS), a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Unicef, o Programa Mundial de Alimentos (WFP) e a World Vision.

A nota afirma ainda que o Departamento de Estado vai usar apoio do Comando Sul (Southcom) para transportar suprimentos do armazém de pré-posicionamento em Miami para a Colômbia. O primeiro voo, a partir da Base Aérea de Homestead, na Flórida, chegou hoje ao país. A remessa inclui centenas de kits Starlink, que, segundo o governo americano, devem facilitar comunicações de organizações humanitárias e do governo colombiano.

O Departamento de Estado também informou que, em coordenação com o governo colombiano, ativou e enviou duas equipes técnicas de apoio a busca e resgate urbano (USAR), dos corpos de bombeiros do condado de Fairfax (Virgínia) e do condado de Los Angeles (Califórnia), que chegaram à Colômbia em na quarta-feira, 12.

Por fim, o governo americano orientou cidadãos dos EUA na Colômbia a se registrarem no Smart Traveler Enrollment Program (STEP), serviço para receber atualizações de segurança e facilitar contato com a embaixada em caso de emergência, e informou que mantém um canal de atendimento consular para pessoas afetadas.
 
]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 19:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Fila por endoscopia supera 10 mil enquanto aparelho está parado em Campo Grande]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/fila-por-endoscopia-supera-10-mil-enquanto-aparelho-esta-parado-em/471102/</link>
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				<description><![CDATA[Mais de 10 mil pacientes aguardam para realizar exames de endoscopia pela rede pública de Campo Grande, enquanto um equipamento disponível no Centro de Especialidades Médicas (CEM) estaria sem utilização há aproximadamente um ano e meio. A paralisação seria provocada pela falta de um médico endoscopista para operar o aparelho e realizar os procedimentos.

O cenário expõe um contraste na saúde pública da Capital: apesar de o município possuir parte da estrutura necessária para oferecer o serviço, milhares de pessoas continuam na fila à espera do exame. A situação foi denunciada nesta quinta-feira (13) pelo vereador Maicon Nogueira, após cobranças encaminhadas à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Conforme as informações apresentadas pelo parlamentar, o equipamento deixou de ser utilizado porque a rede municipal não dispõe do profissional necessário para conduzir os exames.

Ainda não há prazo divulgado para a contratação de um especialista nem para a retomada dos atendimentos no CEM.


“Temos o equipamento, mas não temos o profissional. São mais de 10 mil pessoas esperando por um exame de endoscopia e um aparelho parado há cerca de um ano e meio porque a Prefeitura não consegue contratar um endoscopista”, afirmou Maicon.


O número de pacientes na fila, o período de paralisação do aparelho e a falta do especialista foram informados pelo vereador. Até o momento, não há confirmação da Sesau sobre esses dados.

A endoscopia é utilizada para investigar alterações no sistema digestivo e pode ser solicitada diante de sintomas como dores persistentes, sangramentos, dificuldade para engolir, refluxo e suspeitas de lesões.

Em determinados casos, o procedimento é fundamental para identificar tumores e outras doenças em estágios iniciais.

A demora para realizar o exame, portanto, não representa apenas o prolongamento de uma fila administrativa. Para os pacientes, a espera pode significar o adiamento de um diagnóstico e, consequentemente, do início do tratamento adequado.

O problema também pode gerar impacto financeiro para o próprio sistema público. Doenças descobertas em estágios mais avançados normalmente exigem tratamentos mais complexos, prolongados e de maior custo, além de reduzirem as possibilidades de recuperação dos pacientes.

Falta de profissionais impede retomada

Além da ausência de endoscopistas, o vereador também relatou dificuldades relacionadas à disponibilidade de anestesistas na rede municipal. Dependendo do procedimento e das condições clínicas do paciente, a realização do exame pode exigir sedação e a participação de uma equipe preparada para acompanhar o atendimento.

A falta desses profissionais tornaria mais difícil colocar o equipamento novamente em funcionamento, mesmo com o aparelho disponível no Centro de Especialidades Médicas.

A Sesau ainda precisa esclarecer quantos endoscopistas e anestesistas seriam necessários para restabelecer o serviço e qual seria a capacidade mensal de realização de exames.

Outro ponto que aguarda esclarecimento é o estado de conservação do equipamento após aproximadamente 18 meses sem utilização. Não há informação, no material divulgado, sobre a necessidade de manutenção, atualização ou revisão técnica antes da retomada dos procedimentos.

Também não foi detalhado quantos dos mais de 10 mil pacientes aguardam há mais tempo, quais critérios são utilizados para definir a ordem dos atendimentos e se os casos considerados urgentes recebem prioridade.

Contratação terceirizada é uma das alternativas

Diante da dificuldade para formar uma equipe própria, uma das possibilidades levantadas pelo vereador é a contratação temporária de uma empresa especializada para realizar os exames. A medida poderia ampliar a oferta enquanto o município busca uma solução permanente para o funcionamento da estrutura pública.

A terceirização, no entanto, dependeria da definição do modelo de contratação, da disponibilidade orçamentária e do cumprimento das regras administrativas.

A Prefeitura também precisaria informar quantos procedimentos seriam contratados e em quanto tempo seria possível reduzir a fila acumulada.

Maicon anunciou que pretende encaminhar o caso ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul para solicitar providências. A decisão, de acordo com ele, foi tomada após meses de requerimentos e cobranças dirigidos à administração municipal.

Até a publicação da denúncia pela Câmara Municipal, não constava no material divulgado uma manifestação da Secretaria Municipal de Saúde sobre o número exato de pessoas na fila, as razões para a falta de profissionais ou a previsão de retorno dos exames no CEM.

Também não há informações sobre o encaminhamento dos pacientes para unidades conveniadas, o número de exames realizados mensalmente pela rede municipal ou as medidas previstas para atender à demanda reprimida.

Enquanto não há uma solução, permanece a denúncia de que mais de 10 mil pessoas aguardam um procedimento que pode ser decisivo para identificar doenças e permitir o início do tratamento.

O equipamento supostamente parado, em meio à elevada demanda relatada pelo vereador, reforça a necessidade de uma resposta objetiva sobre quando o serviço voltará a funcionar.


Prefeitura não responde aos questionamentos

A reportagem do Correio do Estado procurou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para esclarecer os dados apresentados pelo vereador, saber se os pacientes estão sendo encaminhados para unidades conveniadas e se há previsão para a retomada dos exames no CEM, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 17:17:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump diz que protocolo de segurança o fez trocar de avião na Turquia ]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou nesta terça-feira (11) que uma ameaça de assassinato o levou a deixar a Turquia após a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), no mês passado, em uma operação sigilosa que teria envolvido a troca de aeronaves.

"Eu sigo o que o Serviço Secreto e os militares dizem. Eles queriam que eu fosse em um voo diferente, em um avião diferente... Eu faço o que eles dizem... Acho que havia uma ameaça por aí. Eu não perguntei muito sobre isso. Eu recebo muitas ameaças", afirmou Trump a jornalistas, após um evento esportivo em Ohio.

A Casa Branca informou que, na ocasião, Trump embarcou no Air Force One, mas ele teria viajado em outra aeronave militar após uma ameaça do Irã, segundo o jornal New York Post. De acordo com a reportagem, jornalistas e parte da equipe da Casa Branca acreditavam estar no mesmo avião do presidente.

Trump entrou no avião, mas foi retirada por uma porta secundária por meio de um caminhão normalmente utilizado para abastecer aeronaves com alimentos. Ele entrou neste caminhão secretamente, embarcou em outro avião da comitiva e na Inglaterra entrou novamente no avião presidencial e desembarcou como se nada tivesse ocorrido.

Trump acrescentou que enfrenta ameaças que o público nem chega a conhecer. "Qualquer presidente relevante recebe muitas ameaças. Presidentes irrelevantes não são ameaçados e eu acho que talvez eu seja o presidente mais relevante", disse.

O republicano também afirmou que "adoraria" disputar a eleição presidencial de 2028, ao ser questionado sobre a possibilidade, mas ressaltou limitações legais."“A lei é muito rígida. Sou questionado por [todo mundo]... todo mundo quer que eu faça isso mas a lei é muito rígida", declarou.
 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 07:20:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Eduardo Bolsonaro critica obrigatoriedade de vacinas no Brasil]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/eduardo-bolsonaro-critica-obrigatoriedade-de-vacinas-no-brasil/470847/</link>
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				<description><![CDATA[Em meio a um surto de sarampo em São Paulo, que até agora registrou 23 casos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou nesta sexta-feira, 7, um vídeo em que critica a obrigatoriedade da vacinação para crianças brasileiras. A lei está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado", afirmou o ex-parlamentar em vídeo publicado no X.

Ele disse ter assinado uma declaração no Texas (estado em que se exilou com a família) para isentar a filha da obrigatoriedade de vacinação e matriculá-la em uma escola. Ele afirmou que o modelo texano deveria ser adotado no Brasil.

"Imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe em uma espécie de cartório, só que sem fila. Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas", disse o irmão do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que uma grande fabricante de vacinas, durante a pandemia, isentava-se de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais na própria bula do produto. Para ele, esse episódio reforça a necessidade de o Brasil copiar a política americana, que classificou como uma política de liberdade. Segundo o ex-parlamentar, os pais é que sabem o que é melhor para os filhos, e não deveria existir responsabilização compartilhada com o Estado.

"Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita", afirmou Eduardo.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 08 Aug 2026 15:00:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Katy Perry critica governo Trump por uso de sua música em vídeo de guerra]]></title>
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				<description><![CDATA[Katy Perry usou seu perfil no X para criticar o governo de Donald Trump, presidente dos EUA, pelo uso da música Firework em um vídeo.

Postado no TikTok, o trecho de nove segundos mostra um bombardeio a uma estrutura iraniana enquanto a letra diz "Boom, boom, boom! Even brighter than the moon!", algo como barulho de explosões seguidos da expressão "mais claro do que a lua".

"Estou profundamente horrorizada e irritada em ver Firework sendo usada pela conta de TikTok da Casa Branca como música de fundo de um vídeo de ataques militares. Eu não aprovei isso, não fui perguntada e certamente não concordo com isso", disse Katy Perry.

A cantora prosseguiu: "Escrevi essa música para ser um símbolo de esperança, cura e força interior para pessoas passando por seus momentos pessoais mais sombrios."

"Ver uma mensagem de autoestima e empoderamento ser usada como trilha sonora de destruição e violência é uma completa violação de tudo que a minha música representa. Minha música é feita para trazer união às pessoas, não para celebrar a guerra", encerrou Katy Perry.

Até o momento, Donald Trump e a Casa Branca não se pronunciaram sobre o tema.

Outras cantoras também criticaram Trump

Não é a primeira vez que Trump enfrenta críticas por parte de cantoras pop pelo uso de músicas em vídeos oficiais. Sabrina Carpenter lamentou o uso da música Juno em material anti-imigração. "Este vídeo é maligno e nojento", disse, em dezembro de 2025.

Já no último mês de março, Kesha esteve em situação parecida à de Katy Perry. A cantora condenou o uso da música Blow em um vídeo mostrando bombardeio militar a um navio.

Há cerca de 14 anos, Katy Perry lançou um clipe vinculado à temática militar, o da música Part Of Me. O vídeo mostra uma mulher que termina o relacionamento e se alista para o exército. Apesar de trazer treinamentos, veículos e armas, não há mortes ou ataques a outras pessoas na produção.

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Agesul dá a empreiteiras reajuste bem acima da inflação]]></title>
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				<description><![CDATA[A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) assinou um termo aditivo com a empresa Weiller Construção Civil Ltda, responsável por obras de implantação e pavimentação da rodovia MS-289, e um outro com a Construtora Perfil Ltda., que realiza os mesmos serviços na rodovia MS-347. Os novos ajustes foram publicados no Diário Oficial do Estado, na edição desta sexta-feira (24).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, acumulou alta de 6,71% nos 12 meses até junho de 2026 para a versão INCC-M e de 6,78% para a versão INCC-DI.

No dia 29 de julho de 2025, quando a Weiller Construção Civil venceu a licitação para pavimentar o primeiro lote com 32 quilômetros da MS-289, no município de Amambai, a empresa recebeu o valor de R$ 104.785.778,64 para realizar os serviços.

Agora, com o termo aditivo, o valor final passa para R$ 116.565.954,78. Ou seja, em menos de um ano, o contrato teve um acréscimo equivalente a 12% de reajuste, acima dos 6,71% da inflação.

A empresa paranaense presta serviços à administração estadual de Mato Grosso do Sul desde 2018, quando venceu licitação para assumir obra na região de Bodoquena.

O asfaltamento dos 32 quilômetros da MS-289 faz parte do pacote de pavimentações que são bancadas pelo empréstimo de R$ 2,3 bilhões liberados, em 2024, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Governo de Mato Grosso do Sul. 

Construtora Perfil

Já o contrato da Agesul com a Construtora Perfil Ltda. teve sua 2ª reprogramação de serviços, passando de R$ 159.791.534,67 para o valor de R$ 163.866.843,22. O acréscimo foi de R$ 4.075.308,55, equivalente a 2,6% de aumento. 

Contudo, o valor inicial da licitação, homologada no dia 5 de fevereiro de 2025, foi de R$ 151.041.661,93, ou seja, teve um aumento de R$ 12.925.181,29 aplicado sobre o valor inicial, o que é equivalente a aproximadamente 8,5% de reajuste em quase um ano e meio de contrato.

A Construtora Perfil realiza obra de implantação e pavimentação da rodovia MS-347 entre os municípios de Dois Irmãos do Buriti e Anastácio.

A empresa vencedora da licitação milionária tem sede em Goiânia e esta foi a primeira vez que apareceu entre as ganhadoras de alguma obra sob responsabilidade do Governo do Estado. 


 
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Fri, 24 Jul 2026 10:45:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Rubio diz que exigências do Irã sobre Estreito de Ormuz abre precedente perigoso]]></title>
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				<description><![CDATA[O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, alertou nesta quarta-feira, 22, que a exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz pode ameaçar a economia mundial e o princípio da liberdade de navegação, inclusive na Ásia.

Rubio falou no início de uma reunião anual nas Filipinas, na capital Manila, com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expressaram preocupação com a guerra no Oriente Médio, a qual tem afetado duramente a região. Apesar da preocupação de Washington com o conflito, Rubio garantiu: "Estamos 100% com a Asean".

"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.

Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.

As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.

"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X. 

ATAQUES

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) concluiu a 11ª noite de ataques contra Irã, que teve como alvos centros de operações militares iranianos, capacidades marítimas, hangares de aeronaves, instalações de armazenamento de drones e infraestrutura de logística militar.

Em comunicado publicado na noite desta terça-feira, 21, as forças americanas informaram que a nova onda de ofensiva visou reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.

"Apesar da agressão iraniana, o Estreito de Ormuz permanece aberto ao trânsito de navios comerciais. Desde o início de maio, as forças do Centcom ajudaram a viabilizar a passagem de aproximadamente 900 navios comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto", diz a nota do Centcom.

Antes dos ataques mais recentes, o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, visitou o Paquistão - um mediador do conflito - em busca de revitalizar a diplomacia. No entanto, não ficou claro se um novo acordo pode ser alcançado para encerrar a guerra.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:13:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz e países do Golfo Pérsico]]></title>
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				<description><![CDATA[Os Estados Unidos e o Irã estão dando continuidade nesta segunda-feira, 20, à troca de ataques que marcou a última semana Há relatos de bombardeios iranianos no Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, além de novas ações militares americanas no condado de Sirik.

Agências de notícias iranianas relataram ter ouvido várias explosões no Bahrein. A notícia ocorreu após o anúncio de que sirenes de alerta soaram no quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos no país do Golfo.

A agência britânica de segurança marítima (UMKTO, em inglês) também informou que uma embarcação foi alvejada por um projétil em Omã, o que levou a tripulação a abandonar o navio. Segundo o órgão, todos foram resgatados por um rebocador, porém a embarcação ficou à deriva.

No Iraque, forças de segurança ouvidas pela Mehr afirmaram que um drone carregado de explosivos foi abatido perto da base aérea de Al-Harir, no leste de Erbil.

A TV estatal da Jordânia também relatou que suas forças de segurança interceptaram mísseis iranianos. Apesar disso, o Wall Street Journal reportou que três mísseis atravessaram as defesas jordanianas, e alertam para a presença de 50 mil tropas americanas na região.

Enquanto isso, a Mehr informou que moradores do condado de Sirik, no Irã, relataram ter ouvido várias explosões na região. A Fars também relatou explosões em Rudbar-e-Jonubi, na região iraniana de Kerman.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 22:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA["A tecnologia não substitui o trabalho braçal, ela potencializa e direciona essa atuação"]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/economia/a-tecnologia-nao-substitui-o-trabalho-bracal-ela-potencializa-e/469791/</link>
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				<description><![CDATA[O avanço da tecnologia passou a ser um aliado no combate aos incêndios florestais no Pantanal. Em Mato Grosso do Sul, um sistema de monitoramento com inteligência artificial (IA) instalado no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro é capaz de identificar focos de calor e fumaça em poucos segundos, permitindo uma resposta mais rápida das equipes de combate e reduzindo os impactos ambientais provocados pelo fogo.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre a Bracell e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), dentro do programa Compromisso Um-Para-Um, por meio do qual a empresa apoia atualmente a preservação de 189,1 mil hectares de Unidades de Conservação (UCs) no Estado.

O projeto utiliza torres equipadas com câmeras de alta resolução, IA e plataformas integradas ao Corpo de Bombeiros para monitorar áreas estratégicas do bioma.

O gerente de Sustentabilidade da Bracell, João Carlos Augusti, explica como funciona a tecnologia, os resultados obtidos no Pantanal, os investimentos realizados pela empresa em Mato Grosso do Sul e os planos para ampliar o sistema de monitoramento para outras Unidades de Conservação do Estado. Confira a entrevista a seguir.

Como nasceu essa parceria entre a Bracell e o Imasul e qual é a espinha dorsal desse investimento no monitoramento ambiental?

Esta parceria nasceu do nosso Compromisso Um-Para-Um, uma diretriz pioneira da Bracell que estabelece a meta de, para cada 1 hectare de eucalipto plantado, preservar ou apoiar a preservação de 1 hectare de vegetação nativa.

A partir daí, buscamos o governo do Estado, por meio do Imasul, para atuar de forma direta no fortalecimento das Unidades de Conservação de Mato Grosso do Sul.

Dialogando com os gestores públicos, identificamos que a grande prioridade para a região pantaneira era dotar as reservas de um sistema automatizado de altíssima precisão para prevenção e detecção precoce de incêndios florestais.

E por que os esforços iniciais desse monitoramento tecnológico focaram o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro?

O Parque do Rio Negro, localizado em Aquidauana, possui 76.852 hectares e foi integrado ao nosso compromisso em 2024. Ele é uma joia ecológica criada primordialmente para preservar os ecossistemas pantaneiros, funcionando como um verdadeiro santuário e berçário natural.

Segundo um levantamento consistente realizado em 2008, o parque abriga uma densidade faunística impressionante: 124 espécies de mamíferos, incluindo espécies ameaçadas como a onça-pintada, a ariranha e o cervo-do-pantanal; 463 espécies de aves, com destaque para araras-azuis, tuiuiús e colhereiros; 405 de peixes; e 50 de répteis, como o jacaré-do-pantanal.

Sua flora reúne mais de 772 espécies catalogadas, unindo influências do Cerrado, Amazônia e Chaco em um mosaico de baías, salinas e cordilheiras. Proteger essa riqueza era uma urgência absoluta.

Como funciona a tecnologia instalada no parque? Qual é a infraestrutura de hardware e o diferencial da inteligência artificial empregada?

Nós contratamos a startup Umgrauemeio, que entregou uma solução integrada do tipo turnkey, ou seja, uma estrutura completa “pronta para uso”, somando hardware e software de ponta.

Foram erguidas duas torres estratégicas, uma ao norte e outra ao sul do parque, equipadas com câmeras de alta resolução full HD, zoom óptico mínimo de 30 vezes e giro contínuo de 360 graus, funcionando dia e noite com energia solar própria.

O diferencial é que as torres contam com uma rede própria de transferência de dados por protocolo fechado (via rádio ou internet) e utilizam inteligência artificial.


Antes mesmo de surgir fumaça, o sistema analisa variáveis microclimáticas para calcular o risco de incêndio.


Havendo ignição, a IA detecta a fumaça em segundos, calcula a posição exata, a altura das chamas e o potencial de propagação com base na vegetação ao redor.

Mais do que uma solução tecnológica, estamos falando de uma ferramenta de proteção ambiental. Quanto mais cedo um foco é identificado, maior é a capacidade de preservar fauna, flora, recursos naturais e evitar impactos ambientais de grande escala.

Quando o risco é detectado, como a informação chega aos bombeiros? Quais plataformas foram disponibilizadas para a gestão em tempo real?

A resposta é imediata e integrada. Dentro da solução oferecida, o Imasul e o Corpo de Bombeiros receberam acesso a duas plataformas essenciais: o Pantera Web, que realiza o monitoramento e a detecção ampla com imagens de satélite, e o Pantera CIG [Central Integrada de Gestão], que é diretamente conectada às câmeras de alta definição das torres.

Quando uma câmera identifica fumaça no Parque do Rio Negro, o alerta surge instantaneamente na tela da central montada no Corpo de Bombeiros, em Campo Grande.

O operador vê a imagem ao vivo em full HD, aproxima com o zoom de 30 vezes e obtém as coordenadas exatas. Isso permite enviar a brigada certa, com o equipamento adequado, em questão de minutos.

Aqui, precisamos valorizar o papel desses agentes, a partir das notificações em centrais de monitoramento, a conexão entre Corpo de Bombeiros, Imasul, produtores rurais e ONGs parceiras cria um ecossistema que funciona perfeitamente em Mato Grosso do Sul.

Tudo isso, somado ao suporte da iniciativa privada, tem aumentado o sucesso nas operações a favor do meio ambiente.

Diante do histórico de secas severas no Pantanal, até que ponto a tecnologia altera a capacidade de prevenção versus o combate físico tradicional?

A tecnologia não substitui o trabalho braçal e heroico dos brigadistas e dos bombeiros, ela potencializa e direciona essa atuação.

O grande gargalo no Pantanal sempre foi o tempo de resposta: um foco isolado podia queimar por dias até ser percebido por satélites convencionais ou avistado por moradores.

Com as torres full HD e as plataformas Pantera Web e Pantera CIG, nós transformamos o combate a grandes incêndios no combate a pequenos focos. Tiramos as equipes do escuro, permitindo que a resposta ocorra quando o fogo ainda é totalmente controlável.

É a união perfeita entre a precisão dos algoritmos e a capacidade operacional do Estado. Isto é, em um contexto de eventos climáticos cada vez mais extremos, a prevenção torna-se ainda mais importante.

A tecnologia nos ajuda a aumentar a resiliência dos ecossistemas e a apoiar os esforços do poder público na proteção de áreas ambientais estratégicas.

A Bracell divulgou recentemente um balanço consolidado do Compromisso Um-Para-Um em MS. Quais são os números atuais e quais parques já fazem parte dessa rede?

Os números mostram a escala e o compromisso de longo prazo da Bracell com o Estado. Hoje, o Compromisso Um-Para-Um apoia exatamente 189.170 hectares de áreas protegidas em Mato Grosso do Sul.

Nossa atuação começou em 2023, apoiando o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, 30.618 hectares, em Alcinópolis, o Parque Natural Municipal Pombo, 8.032 hectares, em parceria com a prefeitura de Três Lagoas, e duas importantes Unidades de Conservação urbanas na Capital: o Parque Estadual do Prosa, 135 hectares, e o Parque Estadual Matas do Segredo, 188 hectares.

Em 2024, incorporamos os 76.852 hectares do Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e, agora, em 2025, somamos os 73.345 hectares do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema.

É um ecossistema completo de proteção. Esses números demonstram que o Compromisso Um-Para-Um não é uma ação pontual, mas uma estratégia de longo prazo. Nosso objetivo é gerar impactos positivos permanentes e contribuir para a conservação ambiental de forma estruturada e colaborativa. 

A iniciativa ultrapassou metas importantes nos últimos anos. O que isso representa para a Bracell?

Representa a materialização de um compromisso assumido publicamente.


Em 2025, alcançamos 107% da meta estabelecida, apoiando mais de 300 mil hectares de áreas de conservação em nossas regiões de atuação.


Mais do que números, esse resultado reforça que é possível transformar compromissos ambientais em entregas concretas e mensuráveis para a conservação.

Como é feita a escolha de onde investir em cada uma dessas unidades ao longo dos anos?

Esse é o ponto central da nossa metodologia: a escuta ativa. Nosso acordo com o governo estadual tem horizonte de 10 anos, mas a Bracell não chega impondo projetos, quem define o uso dos recursos são os gestores das próprias Unidades de Conservação e o Imasul.

Eles avaliam as urgências anuais, sejam torres de monitoramento, equipamentos de brigada, insumos ou serviços, e apresentam a demanda. Estando alinhada ao propósito do Um-Para-Um, a Bracell faz o investimento e efetiva a entrega. 

A experiência implementada com sucesso no Pantanal pode ser multiplicada para outras regiões do Estado e do País?

Sem dúvida alguma. A tecnologia de detecção precoce já é madura no setor florestal para proteger os plantios de eucalipto, mas a grande inovação da Bracell foi transferir essa tecnologia de ponta, em formato turnkey, para a conservação de biomas nativos em parques públicos.

O modelo deu tão certo no Parque do Rio Negro que a nossa intenção, em comum acordo com os órgãos ambientais, é de levar esse cinturão tecnológico para outras unidades, com a parceria da Bracell, como o Parque das Nascentes do Taquari, que também sofre forte pressão de fogo, e o das Várzeas do Rio Ivinhema.

Proteger o patrimônio natural é uma missão conjunta do setor público, das empresas privadas e da sociedade.

{Perfil}

João Carlos Augusti

É gerente de Sustentabilidade na Bracell. Tem uma trajetória sólida na gestão corporativa de padrões ESG, liderando equipes distribuídas por diversas regiões do Brasil e gerenciando projetos estratégicos no setor industrial e florestal. Graduado em Engenharia Florestal pela USP, tem MBA em Administração de Negócios e Gestão Empresarial pela Fundação Dom Cabral.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Sat, 18 Jul 2026 09:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Passageiro é parcialmente sugado por janela de avião após decolagem ]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/passageiro-e-parcialmente-sugado-por-janela-de-aviao-apos-decolagem/469415/</link>
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				<description><![CDATA[Um passageiro foi parcialmente sugado por uma janela de um avião logo após a decolagem nesta sexta-feira, 10, durante um voo da Ryanair entre a Grécia e a Alemanha. Pessoas que estavam sentadas próximas conseguiram puxá-lo de volta para dentro da aeronave.

Segundo um representante de um hospital grego, o homem, de 61 anos, foi atendido com lesões no pescoço e no ombro, além de queimaduras provocadas pelo atrito. O funcionário falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a comentar o caso publicamente.

O voo partiu pela manhã de Tessalônica, no norte da Grécia, com destino a Memmingen, cidade próxima a Munique, na Alemanha, e era operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair. Em nota, a companhia aérea informou que a aeronave "retornou a Tessalônica logo após a decolagem, depois que a janela de um passageiro se desprendeu durante o voo".

Ainda segundo a empresa, o pouso ocorreu normalmente e os passageiros desembarcaram de volta no terminal. Um dos ocupantes recebeu atendimento médico em solo, em Tessalônica. Posteriormente, uma aeronave substituta foi disponibilizada para concluir a viagem até a Alemanha.

Passageiros relataram à imprensa grega que ouviram um forte estrondo, as máscaras de oxigênio foram acionadas e o avião começou a perder altitude. Uma passageira identificada apenas como Christina contou a uma rádio de Tessalônica que houve pânico a bordo e que um dos ocupantes foi parcialmente sugado pela janela.

"A cabeça, o pescoço e os ombros dele" ficaram para fora da aeronave, afirmou ela, acrescentando que passageiros que estavam ao lado conseguiram puxá-lo de volta. "A maioria das pessoas estava dormindo, com os olhos fechados. Ouvimos um barulho que parecia um pneu estourando, mas muito mais alto", relatou. "Percebemos imediatamente que a cabine havia perdido pressão, porque o avião começou a perder altitude. Houve gritos, berros e muita confusão."

A aeronave envolvida no incidente era um Boeing 737-800, modelo com capacidade para até 189 passageiros. Segundo o site de monitoramento de voos Flightradar24, o avião foi entregue novo à Ryanair em 2008.

De acordo com os registros de voo do Flightradar24, cerca de seis minutos após a decolagem a aeronave alcançou mais de 15 mil pés (4.570 metros) de altitude e, em seguida, iniciou uma descida imediata até aproximadamente 6 mil pés (1.830 metros). O avião permaneceu voando por cerca de 30 minutos para consumir combustível antes de retornar a Tessalônica aproximadamente uma hora após a decolagem.
]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Juiz nega pedido de Adriane para censurar vídeos de Érika Hilton]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/politica/juiz-nega-pedido-de-adriane-para-censurar-videos-de-erika-hilton/469400/</link>
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				<description><![CDATA[O juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) negou o pedido de tutela liminar pedido pela prefeita Adriane Lopes (PP) em desfavor da deputada federal Érika Hilton (PSOL) por postagens em suas redes sociais expondo irregularidades na gestão da Administradora de Campo Grande, inclusive alegando que seria a "pior prefeita do Brasil". 

A defesa de Adriane pedia o arquivamento das postagens de Hilton do Instagram e do X, que expunham casos como a nomeação de 12 pastores em cargos municipais; o investimento de R$ 1,2 milhão pelo Instituto Municipal da Previdência no Banco Master; o superfaturamento de R$ 24,4 milhões em licitação de semáforos e de R$ 62 milhões em contratos de iluminação pública. 

Lopes ainda pedia na ação que a deputada realizasse o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, com a justificativa de que os conteúdos propagados seriam "nitidamente falsos, ofensivos e produzidos com nítida intenção de atacar a honra, a dignidade e a imagem" de Adriane, resultando na "manipulação da percepção da sociedade sobre a autora", podendo resultar na incitação de ódio e "prática de crimes contra sua integridade física". 

Hilton declarou guerra contra Adriane após a sanção da Lei Municipal 7.615/2026 em Campo Grande, que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de "mulheres biológicas". De acordo com a deputada, a aprovação da medida teria sido um tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção.

Hilton afirmou que a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Em sua decisão, Magalhães afirmou que o pedido de tutela liminar deveria possuir uma justificativa plausível e, no mínimo, uma prova de que as imputações eram falsas, o que não foi apresentado. 

"A concessão de tutela liminar, sem a prévia instauração do contraditório, exige prova pré-constituída bastante a evidenciar, ao menos em juízo de probabilidade, a verossimilhança das alegações,incumbindo à parte autora demonstrar a falsidade das imputações que pretende ver suprimidas. Ausente tal suporte probatório na petição inicial, e dependendo a controvérsia de regular instrução probatória para o esclarecimento dos fatos, eventual pronunciamento judicial deverá aguardar a formação do contraditório e a produção das provas pertinentes", afirmou o juiz. 

Ele ainda designou uma audiência de conciliação entre as duas partes, marcada para o dia 16 de setembro de 2026, de forma virtual. Tanto a prefeita como a deputada foram intimadas a comparecerem na audiência. 

Essa não é a primeira vez que Adriane Lopes não tem o pedido atendido pela Justiça. 

Um exemplo recente foi o pedido por medida protetiva contra Bruno Ortiz Barbosa, um dos principais críticos da sua gestão, do marido, Lídio Lopes (Avante) e de vereadores aliados.

Adriane chegou a obter medida protetiva, inclusive com a imposição de restrições a Bruno, mas o benefício foi derrubado poucos dias depois pela 1ª Câmara Cível do TJMS.
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				<category>Política</category>
				<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 14:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Boeing 737 desaparece perto de Karachi, no Paquistão]]></title>
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				<description><![CDATA[Um Boeing 737 desapareceu do radar nesta terça-feira, 7, perto de Karachi, no Paquistão, com cinco pessoas a bordo. O voo da K2 Airways partiu de Sharjah, nos Emirados Árabes, para Karachi, mas relatou um problema no sistema de navegação e foi atendido pelo Centro de Controle da Área de Karachi (ACC).

Segundo a Autoridade de Aviação Civil do Paquistão, três minutos depois, a aeronave "foi observada no radar descendo rapidamente, acompanhada de uma mudança brusca de rumo". Em seguida, o centro de controle perdeu o contato por radar e a comunicação, 155 milhas náuticas a oeste de Karachi.

Após o incidente, o Centro de Coordenação de Resgate foi acionado e deu início a uma operação de busca e resgate no Mar Arábico para tentar localizar a aeronave.

"Dados preliminares do ADS-B indicam uma perda de altitude, seguida por uma subida e, em seguida, uma segunda perda de altitude repentina e drástica. O último dado recebido da aeronave foi às 16h21 UTC, localizando a aeronave a 1.100 pés AMSL com uma taxa de subida vertical relatada de -22.400 pés por minuto", diz nota o site Flighradar24 sobre a ocorrência.

*Com informações da Associated Press (AP).
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Adriane indica ao TCE que tratará 'buraqueira' economizando quase R$3 milhões]]></title>
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				<description><![CDATA[Em resposta ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Campo Grande indica que espera tratar da "buraqueira" economizando quase R$ 3 milhões com o uso da usina do Consórcio Central-MS, enquanto a respectiva equipe do Executivo ainda prepara uma nova licitação diante do iminente fim da vigência dos contratos voltados para esse tipo de manutenção na Capital. 

Há cerca de uma semana o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, pediu que o executivo comandando pela prefeita Adriane Lopes explicasse a situação da buraqueira em Campo Grande, além de indicar quais seriam as providências a serem tomadas tendo em vista que os contratos voltados para esse tipo de serviço têm a vigência prevista até os próximos dias 24 e 31 de julho. 

Ao TCE-MS o Executivo reconheceu que esses serviços de conservação, restauração e manutenção da malha viária urbana são, de fato, essenciais, uma vez que estão diretamente ligados desde à própria preservação do patrimônio público até à segurança dos usuários e à mobilidade urbana. 

Conforme o Executivo, a malha viária campo-grandense ultrapassa os 4.000 km de extensão, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

"Tal realidade exige planejamento contínuo, capacidade operacional ampliada e mecanismos céleres de resposta às manifestações patológicas do pavimento, tais como trincas, desgaste, afundamentos, escorregamentos, panelas e deteriorações decorrentes do tráfego, das intempéries e do envelhecimento natural dos materiais", explica a resposta da Prefeitura ao Tribunal. 

Plano para continuidade

Sem descartar que os atuais instrumentos contratuais estão prestes a vencer, o Executivo cita que a situação é acompanhada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que simultaneamente estrutura novas medidas administrativas para continuidade e fortalecimento da capacidade de atendimento das demandas de manutenção e recuperação da pavimentação urbana.

Nesse sentido, Campo Grande esclarece que há tanto o  planejamento de um novo procedimento licitatório próprio, quanto também pretende usar o credenciamento conduzido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul  (Central-MS). 

É importante lembrar que, em caso de pregão eletrônico, um processo desse tipo não se conclui em menos de um mês, o que depende ainda de nenhuma das empresas interessadas no certame apresentarem recurso sobre o edital. Ou seja, considerando um cenário otimista, em agosto esse processo deverá ser finalizado e as empresas poderão iniciar os trabalhos.

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Até lá, a Prefeitura de Campo Grande não pretende trocar um pelo outro, e tampouco trataria-se de uma "alteração de rota administrativa", o que em outras palavras significa que não desistirá da licitação mas deverá optar em paralelo e simultaneamente por essa ampliação da disponibilidade de empresas aptas à
mobilização de diversas frentes de trabalho e à redução do tempo de resposta às demandas identificadas na malha viária

"No âmbito do Consórcio CENTRAL-MS, o procedimento de credenciamento encontra-se na fase de elaboração dos documentos preparatórios, tais como revisão do Estudo Técnico Preliminar, do Termo de Referência, Memorial Descritivo, Diagnóstico das Patologias do Pavimento Asfáltico e demais peças técnicas", cita o município em resposta. 

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, o município espera que a iniciativa privada forneça a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). 

Economia de milhões

Esse é justamente o principal insumo empregado para serviços de conservação e restauração da malha viária urbana, que por sua vez, sozinho, representa em média de 60 a 70% do custo total do objeto.

Com essa frente voltada tanto para recomposição da capa asfáltica nos pontos degradados, como também para recuperação estrutural da base do pavimento, quando tecnicamente necessária, o fornecimento do CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS. 

As empresas ficarão encarregadas de, com frota própria, retirar e transportar esse material diretamente na usina do Consórcio, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços como, por exemplo:


	material granular para base, 
	emulsões asfálticas, 
	equipamentos,
	mão de obra e 
	demais componentes previstos nas composições de custos.


Vale lembrar que a usina móvel de R$5 milhões que promete "asfaltar uma rua inteira em dois dias" foi adquirida ainda em 2023, sendo um equipamento com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas/hora, prometendo à época reduzir os custos de pavimentação em mais de 35%.

O Executivo de Campo Grande lista três referências convergentes que permitem  avaliar a vantajosidade econômica do modelo, sendo: 


	o valor de referência do insumo conforme tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi);
	o histórico de competitividade com base em licitação anterior pelo Município e 
	o valor praticado pelo Consórcio para o fornecimento do CBUQ.


Com base no certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, evidencia que há uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas os valores é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

Relembre

Com os contratos prestes à vencer, e como um certame não leva menos de 30 dias para ser concluído, a próxima licitação para seguir com os serviços de tapa-buraco em Campo Grande preocupam, com o risco de regularização apenas a partir de agosto caso a concorrência flua sem maiores intercorrências.

Desde a última sexta-feira os contratos em vigor começaram a perder a validade, nas regiões Bandeira, Prosa, Centro e Imbirussu.

Para as regiões Lagoa e Segredo o contrato se encerra no dia 24 de julho, enquanto que no Anhanduizinho a extensão do acordo termina no dia 31 de julho. Entretanto, em quatro dessas localidades o serviço já está paralisado.

É o caso dos contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente - que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

Segundo repassado pela prefeitura, quando houve a operação, em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Como repassado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), os contratos que devem ser publicados neste mês não serão de emergência, o que significa que seguirá os ritos normais de uma concorrência.

Como os contratos se encerram em julho, isso significa que a Capital deveria ficar um período sem o serviço em todas as regiões, como adiantou o Correio do Estado na semana passada, já que a prefeitura afirmou que não vai prorrogar o prazo de nenhum dos acordos vigentes.

Em meio a um período em que ruas e avenidas estão tomadas por buracos, e envolta ao escândalo que levou à prisão uma série de servidores públicos e um empreiteiro por conta de denúncia de supostos desvios nos contratos para os serviços de tapa-buracos na cidade, a prefeitura de Campo Grande homologou até mesmo uma licitação que prevê investimento de R$ 4,62 milhões na revitalização de ciclovias.  

O valor máximo estipulado pela prefeitura no edital havia sido de R$4.675.941,41. Por conta da baixa disputa, o valor final teve deságio inferior a 1,2%, com o certame reduzindo o valor para R$4,620 milhões. O lote 01, o mais caro de todos, não tem um único centavo de deságio. 
**(Colaboraram: Neri Kaspary e Daiany Albuquerque)

 

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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 13:26:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Trump pressiona postos a reduzir preço da gasolina e ameaça: 'grandes problemas virão']]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cobrou uma redução imediata no preço da gasolina no país. Em publicação no Truth Social, ele afirmou que os combustíveis continuam caros apesar da queda no valor do petróleo no mercado internacional e fez um apelo direto aos revendedores.

"Os revendedores de gasolina precisam baixar seus preços IMEDIATAMENTE! Estão muito altos, considerando que o petróleo está agora a US$ 68 o barril e continua caindo", escreveu na noite de segunda-feira, 30.

Na mensagem, Trump afirmou que os postos devem repassar a redução dos custos aos consumidores e disse que não aceitará aumentos motivados por especulação. "É totalmente ilegal. Se os revendedores não fizerem isso, grandes problemas virão!", declarou.

A cobrança ocorre após integrantes do governo defenderem que a recente queda das cotações do petróleo deve ser refletida rapidamente nas bombas. Também na segunda-feira, o secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que o preço da gasolina pode voltar rapidamente ao patamar de US$ 3 por galão, depois de ter ultrapassado US$ 4 nas últimas semanas.

Em entrevista à Fox News, Burgum atribuiu a expectativa ao aumento da oferta de petróleo no mercado e afirmou que a flexibilização das sanções à Venezuela, descrita por ele como uma aliada estratégica dos Estados Unidos, também contribui para a redução dos preços pagos pelos consumidores americanos.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 07:18:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Brasil envia três aviões de ajuda humanitária e ajuda em buscas após terremoto na Venezuela]]></title>
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				<description><![CDATA[Na tarde deste sábado (27) o Brasil enviou um terceiro voo humanitário à Venezuela, com kits de medicamentos e o módulo complementar para a instalação de um hospital de campanha. A aeronave decola da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro.

Em nota, o Palácio do Planalto informou que a operação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integra esforço internacional para reforçar o socorro às vítimas dos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24).

De acordo com o comunicado, os kits de medicamentos são voltados para atendimento em situações de emergência e contêm itens considerados essenciais, como antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios, soluções injetáveis, ataduras, gazes, dispositivos para infusão, seringas, luvas, esparadrapos e máscaras.

“Ao todo, o Brasil enviará cinco kits de calamidade, com total de 111,8 mil medicamentos e insumos à Venezuela. Com os kits, cerca de 1.500 pessoas podem receber atendimento durante um mês. As doações ao país vizinho não comprometem o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS)”, informou o palácio.

O primeiro voo enviado pelo governo brasileiro pousou às 23h40 (horário de Brasília) desta sexta-feira (26) na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, transportando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.

O segundo voo para a Venezuela decola na manhã deste sábado também da Base Aérea do Galeão, transportando um hospital de campanha e purificadores de água.

Ajuda nas buscas

Também neste sábado (27) equipes brasileiras iniciaram a operação de busca e resgate na Venezuela após o terremoto que atingiu o país, em meio a um cenário de destruição e falta de serviços básicos. 

Coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), a missão humanitária integra uma força-tarefa internacional voltada à localização de sobreviventes. 

O Brasil enviou cerca de 10 toneladas de materiais e equipamentos, uma caminhonete, 37 bombeiros militares e quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

As equipes estão instaladas em uma base improvisada na região de Los Corales, onde prestam apoio ao governo local. 

O Ministério da Integração informou que o primeiro dia de atuação foi dedicado à busca e salvamento de vítimas sob escombros. 

A operação utiliza sensores de movimento, aparelhos para detectar sinais de celulares de vítimas soterradas e seis cães farejadores. 

O governo brasileiro também prepara o envio de reforços, com uma Unidade Avançada de Trauma do Hospital de Campanha da Marinha do Brasil, e militares para operar a estrutura e purificadores de água. 

Segundo o diretor do Departamento de Preparação e Socorro da Sedec, Armin Braun, a situação no local é crítica. 

“Estamos em uma verdadeira corrida contra o tempo em um país devastado, sem água, sem energia, com muita gente na rua, fora de suas casas”, afirmou. 

 

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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 21:00:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Segundo avião da FAB decola neste sábado com ajuda para a Venezuela]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/segundo-aviao-da-fab-decola-neste-sabado-com-ajuda-para-a-venezuela/468723/</link>
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				<description><![CDATA[O governo brasileiro vai enviar neste sábado (27) à Venezuela o segundo voo humanitário da Força Aérea Brasileira (FAB) para atender às vítimas do terremoto que atingiu o país. A decolagem está prevista para às 11h, na Base Área do Galeão, no Rio de Janeiro.

A aeronave KC-390 Millennium vai levar um hospital de campanha da Marinha e 100 purificadores de água com painel solar. O equipamento tem a capacidade de tratar 5 mil litros por dia. E 48 militares da Marinha também estarão a bordo.

A operação de ajuda humanitária foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e faz parte dos esforços internacionais para envio de auxílio ao governo venezuelano.

De acordo com o governo da Venezuela, o número de mortos subiu para 920 nesta sexta-feira (26), e o de feridos chegou a 3.360. Além disso, 172 pessoas continuam presas sob os escombros e mais de 4.000 estão desalojas.

Primeiro voo
O primeiro voo com ajuda humanitária brasileira chegou nesta sexta-feira (26). A aeronave da FAB saiu da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, com 44 militares e 12 toneladas de equipamentos.

Terremoto
Na quarta-feira (24), um terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu área de aproximadamente 160 quilômetros (km) a oeste de Caracas, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

O terremoto de magnitude 7,5 foi o mais forte enfrentado pela Venezuela desde 1900.

O país fica na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul e sofreu terremotos devastadores, incluindo um que matou cerca de 30 mil pessoas em 1812.
]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 27 Jun 2026 07:40:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Na Venezuela, número de mortos em terremotos sobe para 235, diz ministro]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/na-venezuela-numero-de-mortos-em-terremotos-sobe-para-235-diz/468667/</link>
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				<description><![CDATA[O ministro da Saúde da Venezuela, Carlos Alvarado, informou no fim da noite da quinta-feira, 25, que cerca de 235 pessoas morreram após os fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24. Outras 4,3 mil pessoas ficaram feridas. Entre os mortos estão pelo menos dois brasileiros, ainda não identificados oficialmente. 

A expectativa é de que os números continuem aumentando, à medida que as buscas continuam nas áreas devastadas, uma vez que milhares de pessoas estão desaparecidas.

O Estado de La Guaira, ao norte de Caracas, foi o mais atingido pelos tremores. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu que empresas disponibilizem equipamentos para as operações de busca na região, que foi classificada como "zona de desastre".

"Esperamos resgatar o maior número possível de pessoas com vida" afirmou Delcy. 

AJUDA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que enviará nesta sexta-feira (26) um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma missão humanitária para auxiliar nas buscas por desaparecidos na Venezuela. 

“Vamos enviar, nesta sexta (26) pela manhã, uma missão humanitária de busca e resgate urbano, em avião KC-390 da FAB, que sairá do Aeroporto de Guarulhos, com 36 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e outros quatro técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações. Com eles vão nove toneladas de equipamentos para ajudar na busca e socorro às vítimas”, escreveu o presidente em uma rede social nesta quinta-feira (25).

Lula disse ter conversado por telefone com a presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, para prestar a solidariedade do governo brasileiro à população venezuelana e definir a melhor forma de apoio ao país vizinho.

O presidente informou ainda que outro voo sairá no sábado com mais ajuda. O avião levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias.

“Seguiremos acompanhando o desenvolvimento dos trabalhos de socorro às vítimas para prestar todo o apoio necessário aos nossos irmãos venezuelanos”, finalizou.

Mais cedo, o Ministério da Saúde do Brasil já havia informado que estava em contato com a Venezuela para enviar ajuda com insumos e pessoal da área da saúde ao país vizinho.

Até o momento, as informações apontam que o número de mortos na Venezuela chega a 188. A atualização foi divulgada pelo presidente do Congresso Nacional do país, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy Rodríguez.

Segundo ele, mais de 1, 5 mil pessoas foram hospitalizadas. O número, no entanto, tende a ser bem maior do que o divulgado até o momento. De acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extraoficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.

Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.

 
]]></description>
				
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 07:24:00 -0400</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Terremoto na Venezuela mata pelo menos 164 pessoas e deixa 700 feridos]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/terremoto-na-venezuela-mata-pelo-menos-164-pessoas-e-deixa-700-feridos/468610/</link>
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				<description><![CDATA[A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta madrugada que ao menos 164 pessoas morreram e outras 700 ficaram feridas por causa dos dois fortes terremotos que atingiram o país na noite da quarta-feira, 24.

Delcy alertou que o número de vítimas deve aumentar, à medida que equipes de resgate buscam pessoas em escombros de imóveis e chegam a áreas devastadas pelos tremores.

A presidente interina declarou estado de emergência e confirmou que os abalos causaram estragos em diversas partes do país. O número de vítimas não inclui o Estado de La Guaira, que foi o mais atingido e é considerado pelo governo uma "zona de desastre".

"Dezenas de edifícios desabaram ali, a cerca de 30 quilômetros ao norte de Caracas, e estamos realizando operações intensivas de resgate para salvar vidas", afirmou a líder venezuelana.

AJUDA

A mobilização internacional em torno dos terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24, segue em expansão, com novos anúncios de apoio humanitário e reforço nas operações de resgate. O abalo de magnitudes 7,5 foi classificado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) como o mais forte registrado no país desde 1900.

Em Caracas e nas regiões mais afetadas, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez intensificou nesta quinta-feira, 25, as operações de emergência. As autoridades priorizam as buscas durante o período de luz do dia para tentar localizar sobreviventes ainda sob os escombros.

MADURO

Nicolás Maduro se manifestou nas redes sociais após os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira, 24. Em uma publicação, também feita em nome de sua mulher, Cilia Flores, ele pediu união e solidariedade diante da tragédia, que já deixou dezenas de mortos e centenas de feridos.

"Hoje, a palavra é uma só: máxima união, máxima solidariedade e máxima ação. Que ninguém fique sozinho", escreveu Maduro. Na mensagem, ele também pediu apoio às equipes de resgate, profissionais de saúde, bombeiros e voluntários que atuam nas áreas afetadas.

Maduro afirmou ainda que a população deve agir com serenidade e ajudar os mais vulneráveis. "Nesta hora difícil, conclamamos à união nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, erguer e reconstruir", declarou.

Ele e a mulher estão detidos nos Estados Unidos desde janeiro deste ano, após serem capturados durante uma operação realizada em território venezuelano. Desde então, responde a um processo criminal em Nova York. Com sua saída do poder, a então vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país.

Ao encerrar a mensagem, Maduro disse que a Venezuela já enfrentou outros momentos difíceis e demonstrou confiança na recuperação do país. "Nosso coração e nossas orações estão com vocês. Que Deus abençoe e proteja a Venezuela", escreveu.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 07:31:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Crise de realidade e o novo papel da ficção]]></title>
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				<description><![CDATA[Como escritor e artista autodidata, meu método de trabalho parte, principalmente, da observação. Registro na memória falas alheias, maneirismos, sons, fatos e pequenos causos do cotidiano.

Minha matéria-prima é a realidade, aquilo que acontece de fato. Toda a minha ficção fala sobre o real, ainda que atravessado pelo fantástico.

Mas o que acontece quando perdemos nossa capacidade de consenso? Quando já não conseguimos concordar nem sobre o que é a própria realidade?

Entre o avanço das inteligências artificiais (capazes de mimetizar a vida com uma precisão cada vez mais inquietante) e o tsunami de notícias falsas que sequestra a percepção pública, parece que estamos abrindo mão da capacidade coletiva de reconhecer o que é verdadeiro.

A realidade, antes entendida como um pacto social mínimo, fragmentou-se em milhões de feeds personalizados que raramente dialogam entre si. São pacotes de realidade customizada, moldados por algoritmos, interesses e emoções.

Nesse cenário, criar histórias fantásticas deixa de ser apenas um exercício de imaginação ou uma fuga baseada no “e se?” A ficção passa a funcionar também como um espaço de investigação. Um convite para recuperar o espanto, a dúvida e a curiosidade diante do mundo.

Em tempos de excesso de informação e escassez de reflexão, imaginar talvez seja uma das últimas formas de observar com profundidade.

Para mentes bombardeadas por versões conflitantes da verdade, a ficção precisa assumir um novo papel social.

Se já não conseguimos concordar sobre o que acontece no noticiário, se a desconfiança atravessa instituições, discursos e imagens, talvez sejam as histórias que nos ajudam a reconstruir alguma experiência de identificação coletiva.

Afinal, ainda conseguimos reconhecer a injustiça, a perda, o medo e a esperança quando eles aparecem diante de nós em forma de narrativa. Contar histórias, hoje, talvez seja menos sobre escapar da realidade e mais sobre reaprender a enxergá-la.

Num mundo em que cada pessoa parece confinada à própria versão dos fatos, a ficção ainda pode abrir janelas, criar pontes e provocar perguntas difíceis.

A fantasia, quando nasce da observação honesta do mundo, não nos afasta do real. Pelo contrário: ela funciona como um espelho. E nos enxergar talvez seja exatamente o que precisamos nestes tempos.
 

Assine o Correio do Estado
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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 07:45:00 -0400</pubDate>
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				<title><![CDATA[Presidente Petro denuncia fraude contra o voto na eleição da Colômbia]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou “delito contra o voto” em suposta fraude na eleição presidencial de domingo (21), cujo resultado preliminar apontou vitória do opositor Abelardo De La Espriella.

“Muitos formulários E-14 foram alterados após o upload e, ao contrário do que afirmou o registrador [responsável pela apuração], removeram o registro de data e hora e o Hash dos algoritmos para modificá-los deliberadamente, a partir dos escritórios dos irmãos Bautista”, disse o presidente em rede social.

Petro se refere aos empresários Bautista, donos da Thomas Greg & Sons, uma das empresas responsáveis pela contagem preliminar. Os formulários E-14 são os que registram os votos de cada urna, depositados em papel pelos eleitores, enquanto o Hash é o software que deveria garantir a integridade digital dos documentos.

Na Colômbia, a apuração ocorre em duas etapas. A pré-contagem, divulgada no dia da votação, tem caráter informativo e não tem valor legal para definir o vencedor. Já o escrutínio, conduzido por juízes eleitorais com fiscalização de partidos, verifica manualmente os formulários E-14 e consolida o resultado oficial.

Petro também mencionou possíveis irregularidades no exterior e citou um consulado com 80 eleitores inscritos que teria registrado mil votantes. Além disso, sugeriu envolvimento de Israel nas supostas fraudes.

“Hoje temos evidências de uma mudança nos endereços IP de vários servidores pertencentes ao Registro Nacional [órgão responsável pela apuração dos votos]. Isso significa que o software foi comprometido e outros registraram dados de seções eleitorais e centros de votação. A única entidade no mundo capaz de fazer isso é o Estado de Israel”, afirmou.

Segundo a pré-contagem, De La Espriella obteve 49,66% dos votos válidos (12,9 milhões), contra 48,70% de Iván Cepeda (12,7 milhões). A diferença é de cerca de 250 mil votos, em um universo de 26,3 milhões de eleitores que foram votar — comparecimento de 63,6%, o maior já registrado no país.

Cepeda aguarda escrutínio

Em coletiva na quarta-feira (22), Iván Cepeda adotou tom mais cauteloso e evitou falar em fraude. Ele afirmou que sua campanha apresentou 57,1 mil reclamações, que deverão ser analisadas pelos juízes eleitorais.

“É esperar, com calma, o resultado desse escrutínio, momento em que, verificadas todas as reivindicações que fizemos, tiradas todas as dúvidas que temos, procederemos como acontece nas democracias para anunciar o nosso reconhecimento do resultado, estando tudo em ordem”, disse.

O especialista em política colombiana Matheus Petrelli, do Observatório Político Sul-Americano (OPSA), avalia que as acusações de Petro são amplas e envolvem diferentes etapas da pré-contagem, mas ainda precisam ser verificadas.

“O escrutínio é esse lugar para apurar as denúncias, para receber os casos de possíveis irregularidades, e a tendência é que seja ali resolvido”, afirmou.

Precedente de 2022

Geralmente, a pré-contagem tem apresentado resultados muito semelhantes aos dos escrutínios. No primeiro turno da eleição presidencial deste ano, a diferença foi de cerca de 15 mil votos.

Porém, em 2022, o escrutínio das eleições legislativas alterou os resultados preliminares de forma substancial a favor do Pacto Histórico, coalizão que dá sustentação ao governo Petro. O Pacto recuperou cerca de 389 mil votos e ganhou três cadeiras adicionais no Congresso como resultado da revisão dos dados da pré-contagem.

Defesa do processo eleitoral

Ainda em uma rede social, o presidente Gustavo Petro afirmou que nenhum presidente pode ser proclamado antes do fim do escrutínio.

“Somente ao final da apuração dos votos é declarado o vencedor, e eu o reconhecerei. Essa é a lei da Colômbia, e a imprensa deve respeitá-la seriamente”, afirmou. 

Em resposta, o registrador nacional, Hernán Penagos, disse que o processo é “altamente eficiente” e conduzido com garantias absolutas. Segundo ele, o escrutínio ocorre com base em documentos físicos e é realizado por juízes, não pela Registradoria.

“As comissões eleitorais estão atualmente realizando a apuração dos votos por zona e município”, disse, em entrevista à rádio colombiana BlueRadio.

Missões internacionais

A missão da OEA elogiou a jornada eleitoral e pediu que os colombianos aguardem o resultado do escrutínio com calma.

“Aguardem a conclusão da apuração dos votos com calma e responsabilidade. A proteção das instituições do país é crucial para a consolidação democrática na Colômbia. A Missão de Observação Eleitoral (MOE) da OEA permanece no terreno, acompanhando de perto cada fase da apuração e a resolução de quaisquer contestações que possam surgir”, diz o documento. 

A missão da União Europeia deve divulgar nesta quarta-feira seu balanço preliminar das eleições.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Caem bloqueios na Bolívia após estado de exceção e acordo com sindicato]]></title>
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				<description><![CDATA[O número de bloqueios de rodovias na Bolívia, em protesto às políticas do governo de Rodrigo Paz, diminuiu após um acordo com a Central Operária da Bolívia (COB), firmado na sexta-feira (19), e o estado de exceção decretado nesse sábado (20).

Confirmado pelo Parlamento na madrugada deste domingo (21), o estado de exceção permite ao governo decretar toque de recolher em determinadas áreas do país e usar as Forças Armadas para reprimir manifestantes após 50 dias de bloqueios e protestos contra as políticas do governo consideradas “neoliberais”.  

Chegando a registrar mais de 80 bloqueios em determinados dias, nas últimas semanas, a Bolívia amanheceu este domingo com 31 bloqueios de rodovias em La Paz, Cochabamba, Oruro e Santa Cruz, informou a Administradora de Estradas Bolivianas (ABC).

Ao longo deste domingo, o número de estradas bloqueadas caiu para 12, segundo painel de monitoramento em tempo real da ABC, responsável pela gestão das rodovias do país andino.

A doutoranda em ciência política na Universidade de São Paulo (USP) Alina Ribeiro explicou à Agência Brasil que o desgaste de 50 dias de bloqueios, que levaram a escassez de alimentos e medicamentos em diversas cidades, tem favorecido a redução das mobilizações. 

“As mobilizações custaram algumas vidas, inclusive, e paralisaram as cidades. Acho que a negociação com o governo aparece com uma saída que teria mais sentido, que beneficiaria os dois lados, ainda que não garanta a renúncia do Rodrigo Paz”, disse a especialista que estuda a realidade boliviana.

Os protestos vêm escalando na Bolívia desde janeiro, chegando ao ápice em maio e junho, após a promulgação de uma lei de terras criticada pelos camponeses. Desde então, grupos passaram a pedir a renúncia do direitista Rodrigo Paz, que está há apenas sete meses no poder após quase 20 anos de governos de esquerda na Bolívia. 

A pesquisadora Alina Ribeiro, que atua no Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDAC-Cebrap), explicou que o bloqueio de rodovias é uma prática antiga na Bolívia, que vem da época da luta contra a colonização espanhola.

“É uma estratégia de atuação muito eficaz porque você realmente paralisa as cidades. Mas, ao mesmo tempo, é uma coisa que também exige das pessoas um tempo quase que integral e um sacrifício grande”, completou.

Acordo com Central Sindical
Um dia antes de decretar estado de exceção, o presidente Rodrigo Paz firmou um acordo com a COB, principal central sindical do país, que aderiu aos protestos pedindo reajustes salariais e denunciando o alto custo de vida.

O presidente da COB, Mario Argollo, informou que o acordo prevê um período de 90 dias para testar os compromissos com o governo. Ele pediu o fim dos bloqueios aos demais grupos para “pacificar o país”.

“Isso tem passos definidos de 90 dias. Agora a bola está do lado do governo. Se ele conseguir trabalhar nos aspectos centrais nacionais e estruturais, seguramente o povo vai aplaudir. Se faltar a isso, o povo o buscará”, disse Argollo à jornalistas após encontro com o presidente Paz.

Entre os pontos do acordo, estão a não criminalização dos protestos pelo governo; e não perseguição de lideranças de grupos sociais ou sindicais; e a formação de uma comissão com representantes do governo e da COB para liberação de lideranças presas durante os protestos.  

Pelo acordo, o governo ainda se comprometeu a não privatizar empresas públicas estratégicas, nem entregar recursos nacionais a interesses privados nacionais ou estrangeiros. Os pontos do acordo foram divulgados pela mídia estatal boliviana. 

Em uma rede social, o presidente Rodrigo Paz comemoro o acordo firmado com a COB.

“Vamos fortalecer a mineração estatal e a criação de empregos, sem privatizações e com coordenação permanente com a COMIBOL [Corporação Mineira de Bolívia]”, disse o chefe de Estado.


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Estado de exceção
No dia seguinte ao acordo com a COB, Paz decretou estado de exceção na Bolívia, decisão que o governo vinha preparando há semanas, o que incluiu a revogação da legislação de estado de exceção anterior e a  aprovação de novo texto pelo Parlamento.  

Ao anunciar a medida, o presidente boliviano voltou a criminalizar os protestos, argumentando, sem apresentar provas, que os bloqueios são financiados pelo narcotráfico, mesmo discurso usado pelos Estados Unidos (EUA) para defender o governo de La Paz.  

“O que a Bolívia enfrenta hoje é uma estratégia organizada de desestabilização contra a democracia e um governo constituído, e devemos chamá-la pelo seu nome: uma tentativa de golpe de Estado por parte do narcoterrorismo”, disse Rodrigo Paz.

O governo de La Paz ainda responsabiliza o ex-presidente Evo Morales pelos protestos e bloqueios no país. Em resposta, Morales afirma que esse é um movimento do povo boliviano, unindo professores, minérios, camponeses, indígenas e outros grupos sociais, os quais ele não tem controle.  

Divergências no movimento social
Parte das organizações seguem defendendo os bloqueios até a renúncia de Rodrigo Paz, como a Confederação Nacional de Mulheres Camponesas Indígenas “Bartolina Sisa”.

Na última quinta-feira, um ato de camponeses na província Ingavi, no departamento de La Paz, defendeu a manutenção dos bloqueios e protestos.

“Reafirmamos que as decisões são tomadas em conjunto com o povo, e não pelas suas costas. A Bolívia não merece líderes que traem o mandato popular, violam os direitos da maioria e tentam entregar o nosso país a interesses estrangeiros”, disse comunicado da organização camponesa Bartolina Sisa.

A dirigente da organização Virgínia Antiñapa denunciou o assassinato de manifestantes e a perseguição de lideranças nas últimas semanas, rejeitando as acusações do governo Rodrigo Paz.

“Esta luta é uma luta pelas nossas reivindicações de anos atrás. O governo está politizando isso; dizendo que apoiamos o MAS [partido de Evo Morales], mas esta luta não deve ser politizada. Nossa luta é justa. Não temos nada a ver com o senhor Morales”, afirmou Virgínia, em coletiva de imprensa.

A pesquisadora da USP Alina Ribeiro acrescentou à Agência Brasil que as mobilizações são formadas por grupos heterogêneos, sendo difícil que eles assumam uma posição unificada para encerrar ou não os bloqueios de rodovias.

“Existe um nível de cisão interna que é muito definidora de toda essa mobilização. As organizações menos unificadas têm o processo de decisão mais difícil. Com isso, decidir continuar ou não no conflito se torna mais complexo”, completou.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Trump, Milei e Kast celebram eleição de Espriella à presidência da Colômbia]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacou a "vitória com folga" do advogado Abelardo de la Espriella para a presidência na Colômbia, em publicação na Truth Social. O colombiano, que venceu a eleição no domingo, 21, recebeu o apoio do mandatário norte-americano durante a corrida presidencial.

O presidente da Argentina, Javier Milei, também celebrou a eleição de Espriella e mencionou a "vitória histórica" do ultradireitista, em publicação no X. Na postagem, Milei enfatizou que o povo colombiano escolheu "o caminho da liberdade econômica, da prosperidade, da segurança implacável". "A liberdade avança em toda a América Latina e já não há volta atrás", disse.

Já o presidente do Chile, José Antonio Kast, defendeu que, com a vitória de Espriella, começa uma nova etapa de liberdade para os colombianos, "que lhes permitirá recuperar a segurança e a prosperidade".
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 07:15:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Presidente da Bolívia declara emergência após mais de 50 dias de protestos]]></title>
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				<description><![CDATA[O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, declarou estado de emergência em todo o país na madrugada deste sábado, 20, para desobstruir as rodovias bloqueadas, após mais de 50 dias de protestos contra ele.

"Este não é um estado de emergência para restringir a vida das pessoas. É um estado de emergência para restaurar a liberdade das pessoas" disse em um pronunciamento televisionado à nação.

Paz explicou que a medida visa garantir o abastecimento de combustível, que está comprometido devido aos bloqueios de estradas que deixaram caminhões-tanque parados. Há também escassez de oxigênio medicinal e alimentos.

O decreto proíbe "bloquear ruas, avenidas, estradas e rodovias que afetem o tráfego e o abastecimento" e ordena que as Forças Armadas apoiem temporariamente a polícia "para restabelecer a ordem, desobstruir as estradas e proteger a população".

Segundo a Autoridade Rodoviária Boliviana, há atualmente mais de 40 bloqueios de estradas. A capital, La Paz, e a cidade vizinha de El Alto são as mais afetadas pelos bloqueios, deixando as cidades sem alimentos e combustível e causando pelo menos 17 mortes. A maioria dos óbitos foi devido à falta de atendimento médico causada pelos bloqueios, segundo a Defensoria Pública e organizações de direitos humanos.

O estado de emergência pode durar até 90 dias, mas pode ser suspenso antes "se cessarem os bloqueios, a violência e as ameaças contra a população", explicou o governo em comunicado. O estado de emergência não limita o direito ao devido processo legal ou às garantias constitucionais e permite que a população continue suas atividades diárias.
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:37:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[A Copa do Mundo e a cultura]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/cidades/artigos-e-opiniao/a-copa-do-mundo-e-a-cultura/468385/</link>
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				<description><![CDATA[Com toda certeza, a Copa do Mundo de futebol é um evento que envolve não apenas a paixão das multidões pelo esporte, mas também milhões de torcedores e turistas de todo o planeta. Temos que reconhecer que, a partir do ano de 1958, quando a seleção brasileira venceu pela primeira vez o torneio mais importante do futebol mundial, esse esporte passou a ter a importância que hoje ostenta, com a movimentação de bilhões de dólares para sua organização.

Quando citamos a cultura em um torneio de futebol tão importante, queremos demonstrar que não apenas nossos estudantes, mas também a população em geral, acabam enriquecendo seus conhecimentos em diversas áreas do desenvolvimento humano.

No setor demográfico, por exemplo, uma música que caiu no gosto da torcida brasileira no ano de 1970, enaltecendo nossa seleção, registrava em sua estrofe inicial: “90 milhões em ação, pra frente Brasil...”. Hoje, no ano de 2026, contamos com mais de 200 milhões de habitantes.
Percebe-se, por meio dessa música, o tamanho do crescimento populacional do País.

Trata-se de um dado desconhecido por muitos brasileiros e que enriquece o conhecimento de nossos estudantes no campo da estatística.

O Brasil detém hoje o título de pentacampeão mundial de futebol, e tal fato aguça a inspiração de nossos compositores musicais na criação de hinos e sambas, movimentando a indústria fonográfica no campo da economia e proporcionando o surgimento de novos talentos para a música popular brasileira.

Desconheço o autor da alcunha “Seleção Canarinho do Brasil”, mas ela caiu como uma luva para nossos craques da época, considerados verdadeiros artistas do futebol e que, a partir de então, levaram essa imagem aos cinco continentes do planeta com o toque de magia de Pelé, Nilton Santos e Didi.

Eles acabaram difundindo a prática desse esporte entre as nações mais pobres do mundo, que, ano após ano, têm revelado cada vez mais jovens atletas.

O Brasil ainda é um celeiro de craques, muitos deles exportados para os países do Primeiro Mundo.

Mas é no campo político que o futebol encontra um terreno fértil. Hoje temos ex-campeões mundiais ocupando diversos cargos eletivos pelo País, inclusive no Senado da República, além de ministros de Estado que já tiveram a oportunidade de ocupar importantes posições no centro do poder.

Desde os pequenos municípios brasileiros, candidatos a prefeito e vereador investem nas agremiações futebolísticas de suas cidades.

E, hoje, vislumbrando uma carreira que possibilite fama e fortuna, muitos pais levam seus filhos para aprender a arte do futebol

Existe, atualmente, uma imensa expectativa entre nós, brasileiros, de que possamos alcançar o título de hexacampeão mundial.

Para tanto, confiamos no esquema adotado pelo competente técnico, no desempenho de seus pupilos e, de nossa parte, nunca ficou de lado o slogan: “Temos que acreditar com muita fé que Deus é brasileiro”. Amém, amém. Vamos nos preparar psicologicamente para comemorar a vitória!

Assine o Correio do Estado
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				<category>Artigos e Opinião</category>
				<pubDate>Sat, 20 Jun 2026 07:30:00 -0400</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[Acordo entre EUA e Irã prevê reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções]]></title>
				<link>https://correiodoestado.com.br/mundo/acordo-entre-eua-e-ira-preve-reabertura-do-estreito-de-ormuz-e-alivio/468283/</link>
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				<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de paz com o Irã na quarta-feira, 17, que prevê que Teerã dilua seu estoque de urânio altamente enriquecido. Em contrapartida, a Casa Branca aliviará as sanções americanas contra o país persa, que ficará livre para retornar ao mercado global de petróleo, em uma grande concessão de Washington.

O pacto para encerrar a guerra entrou em vigor imediatamente após a assinatura, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou as negociações.

O texto prevê o fim permanente das hostilidades e inicia um prazo de 60 dias para negociações sobre o futuro do programa nuclear do Irã. O acerto permaneceu envolto em segredo e confusão desde que foi anunciado, no domingo, 14.

Autoridades americanas se recusaram a revelar detalhes, mesmo após dizerem que Trump e o vice-presidente americano, JD Vance, assinaram o documento de forma digital. Trump firmou uma cópia física na quarta-feira, durante um jantar com o presidente da França, Emmanuel Macron, em Versalhes. "Está assinado", disse Trump. "Isso não foi fácil."

Uma cerimônia oficial de assinatura estava planejada para a sexta-feira, 19, na Suíça, mas não se sabe se o evento será mantido. Os Estados Unidos, o Irã e o Paquistão deram informações conflitantes sobre o tema.

Em Teerã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinou o documento com expressão séria, de acordo com a agência de notícias estatal Irna.

A íntegra do texto ainda não foi publicada pela Casa Branca ou pelo regime iraniano. O que se sabe até agora foi divulgado extraoficialmente por autoridades americanas e pela mídia oficial iraniana.

As fontes dos dois países informam que o acordo prevê o fim das hostilidades, a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano e a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima fica livre de pedágios por dois meses, mas o Irã poderá estabelecer taxas no futuro.

Em contrapartida, o governo americano suspenderá sanções contra o Irã, sem, no entanto, eliminá-las por completo. O texto também prevê a manutenção da integridade territorial do Líbano diante da invasão de Israel contra o grupo Hezbollah, aliado do Irã. O governo israelense, porém, rejeita deixar as áreas ocupadas no sul do Líbano.

O pacto também cria um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã, mas o financiamento da iniciativa ainda depende do avanço das negociações.

A guerra começou no dia 28 de fevereiro, com um ataque lançado pelas forças americanas e israelenses contra o território iraniano. O objetivo declarado da ofensiva era impedir o país de desenvolver armamento nuclear. Durante o conflito, Trump citou outras motivações, como a derrubada do regime iraniano, o que não ocorreu, apesar do assassinato do aiatolá Ali Khamenei. O líder supremo do Irã foi logo substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei.

O Irã alega que mantém um programa nuclear com fins pacíficos, mas é o único país que enriquece urânio a 60% sem declarar uso bélico da substância. Fonte: Associated Press.

 
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				<category>Mundo</category>
				<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 07:25:00 -0400</pubDate>
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