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BALANÇO Dinheiro do 13º neste fim de ano será mais para pagar dívidas e menos para "festança" Confederação Nacional do Comércio aponta que, do montande de R$ 251,6 bilhões para pagamento do benefício, 38% vai para as contas 10 DEZ 2022 • POR Leo Ribeiro • 16h59
Em 2022, 13.º pago totaliza cerca de R$ 251,6 bilhões número que é 6,4% maior que o registrado ano passado   Reprodução

Com o 13.º pago e as festas de fim de ano se aproximando, o dinheiro recebido pelo trabalhador nos dois últimos meses de 2022 será direcionado para as contas, segundo a  Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísca (IBGE) nesta semana. 

Vale ressaltar que há sim projeção de aumento do volume de vendas para o varejo, cerca de 0,4% em outubro, conforme a PMC, que já representa o terceiro acréscimo consecutivo, melhora de 2,7% se comparado com 2021. 

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MS), o 13.º pago totaliza cerca de R$ 251,6 bilhões. 

Para fins de comparação, no ano passado esse montante foi de R$ 236,4 bi, número que é 6,4% menor ao deste 2022. 

Até 20 de novembro, a primeira parcela havia sido paga para 87,6 milhões de pessoas, sendo que entre o ano passado e este, houve estabilidade no valor médio, sendo R$ 2.868 em 2021 e R$ 2.870 para 2022. 

Padrão na época

Em seu estudo, a CNC salienta que o comportamento do cidadão deverá se repetir, com o dinheiro recebido sendo direcionado para as contas. 

Dados da Pequisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) mais recente - que mostra o recorte comportamental de Campo Grande -, apontam que o número de famílias endividadas, nesta última análise mensal, ficou em 60,9%. 

Dentre os entrevistados, 53,3% dos campo-grandenses sinalizaram que gastam cerca de 50%, ou mais, do salário com o pagamento de dívidas. 

“A escalada dos juros ao consumidor e o comprometimento médio da renda familiar são as principais causas para que os consumidores utilizem o benefício para quitação ou abatimento de dívidas”, explica Fabio Bentes, o economista da CNC responsável pelo estudo. **(Com informações da assessoria)

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