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Caso Marielle Preso em Campo Grande, Ronnie Lessa será transferido para Tremembé Acusado de ser um dos autores do assassinato da vereadora Marielle Franco, tem pedido de transferência concedido pelo Ministro Alexandre de Moraes para presídio de São Paulo 7 JUN 2024 • POR Laura Brasil • 15h50
  Reprodução Tv Globo

O Ministro Alexandre de Moraes, autorizou a transferência de Ronnie Lessa da Penitenciária Federal de Campo Grande para o Presídio de Tremembé no interior de São Paulo.

Na nova "casa" dividirá espaço com o ex-jogador de futebol Robinho, Fernando Sastre (motorista do Porsche) e Christian Cravinhos.

No presídio de Tremembé, em São Paulo, Lessa ficará sozinho em uma cela sem contato com outros presos.

De início a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, refutou a ideia de receber o ex-policial. Por fim, a Corregedoria Geral de Justiça com anuência do governador Tarcísio Freitas, concordaram em receber o preso.

Onde fica o presídio Tremembé?

A penitenciária conhecida por ter receber presos de casos que chocaram a opinião pública como:

Está localizada a aproximadamente 150 km de São Paulo, o pavilhão que deve receber Lessa tem capacidade para 1.500 pessoas, mas está com 2.200 presos.

O presídio possui dois pavilhões, cozinha, horta, um campo de futebol, duas fábricas, uma igreja, salas de aula e biblioteca.

No primeiro pavilhão as celas possuem duas camas e tem cerca de 4m². No segundo as celas são de 7,5m com capacidade para quatro camas.

Já a cela de isolamento, em que o detento fica sozinho o espaço é de 8m², possui uma cama, pia e vaso sanitário no chão. 

Caso Marielle

O ex-policial está preso desde 2019, acusado de ser um dos autores dos disparos que tiraram a vida da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela Anderson Gomes. 

A transferência faz parte do benefício por Lessa ter aceitado colaborar com a Justiça, por meio de delação premiada, conforme noticiado pelo Correio do Estado, quando fechou acordo o ex-policial chegou a ser abandonado pelos advogados. 

"Os benefícios previstos na colaboração premiada dependem, obviamente, da eficácia das informações prestadas, uma vez que trata-se de meio de obtenção de prova, a serem analisadas durante a instrução processual penal. Isso, entretanto, não impede que, no presente momento, seja realizada, provisoriamente, a transferência pleiteada – enquanto ainda em curso a instrução processual penal; medida possível e previamente acordada por esse juízo com à Chefia do Poder Executivo bandeirante e com a Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo", diz o despacho.

Delação premiada

Por meio da delação de Lessa, a Polícia Federal chegou até os supostos mandantes, os irmãos Brazão. Após a prisão, o deputado federal, Chiquinho Brazão foi transferido em março deste ano para a Penitenciária Federal da Capital. 

Conforme noticiado à época, o ex-militar só aceitou colaborar com a investigação depois de Élcio de Queiroz o apontar como autor dos disparos e revelar a dinâmica do crime.

Na Capital, o acusado de matar Marielle foi ouvido em cerca de 10 oitivas por agentes da Polícia Federal que investigam o caso. Ele teria prestado três depoimentos após a delação ter sido firmada com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGE).

Morte da vereadora Marielle Franco 


A vereadora pelo PSOL Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no dia 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro. Ao todo 13 tiros foram disparados contra o carro da parlamentar. Marielle e Anderson morreram. Além deles, a assessora da parlamentar também estava no veículo e sobreviveu ao atentado. Desde então busca-se saber que foram os mandantes do crime.

Quem é Ronnie Lessa


Lessa era policial militar do Rio de Janeiro e foi expulso da corporação em razão das investigações do caso Marielle Franco.  

Preso em março de 2019, Ronnie Lessa é acusado de ser o executor do crime. Segundo Lessa, Élcio de Queiroz é apontado como autor dos disparos.

Em 2021, Ronnie foi condenado a 4 anos de prisão pela ocultação das armas usadas no crime. A pena foi aumentada logo após para 5 anos. Segundo o  Ministério Público, Lessa jogou as armas no mar da Barra da Tijuca.

Lessa, antes de ser policial, passou pelo exército. Ronnie passou a ser reconhecido no mundo no crime, em 1992, após ser policial militar como  adido na Polícia Civil do Rio.

Nessa condição, Lessa ficou conhecido nas ruas e se destacou pela  agilidade e pela coragem na resolução dos casos.

** Colaborou Alanis Netto, Daiany Albuquerque & Globo News

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