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caso Zeola Testemunhas começam a ser ouvidas no dia 29 Testemunhas começam a ser ouvidas no dia 29 9 NOV 2010 • POR Vânya Santos • 03h25

Testemunhas de acusação contra o procurador aposentado Carlos Alberto Zeola, assassino confesso do sobrinho Cláudio Alexander Joaquim Zeola, de 23 anos, prestarão depoimento a partir das 8h do próximo dia 29, no Fórum da Capital, conforme despacho do juiz da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete.

De acordo com o magistrado, na data determinada prestarão depoimento apenas testemunhas de acusação em razão do grande número de pessoas arroladas no processo. Zeola, seu advogado Ricardo Trad e representantes do Ministério Público Estadual (MPE) foram intimados para participar da sessão. Posteriormente, nova data será designada para registro das oitivas das testemunhas de defesa.

O juiz Garcete também justificou que o fato de a audiência de instrução e julgamento ter sido marcada para data próxima se deve porque o Ministério Público ofereceu denúncia em 9 de março do ano passado e o processo envolve "réu preso, embora, atualmente, esteja internado em uma clínica por recomendação médica".

O crime aconteceu em março do ano passado, quando a vítima seguia para uma academia de ginástica, na Rua Bahia, Bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande, e foi atingida com um tiro na cabeça. O disparo foi efetuado pelo tio e então procurador de Justiça, Carlos Zeola.

Sobrinho
Na próxima semana, a delegada Maria de Lourdes de Souza Cano, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) também tomará o depoimento de várias testemunhas.

A polícia está investigando a extensão do envolvimento de um suposto sobrinho de Zeola no crime. Ele era o motorista do procurador e também poderá ser indiciado por co-autoria em homicídio. Além disso, ela dirigia veículo automotor sem ter habilitação. A participação do sobrinho, que à época do crime era menor, está sendo apurada por determinação do juiz da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete.