Política

Mudanças climáticas

Deputados federais de MS dão "importância zero" ao meio ambiente

De 65 emendas parlamentares, nenhuma foi destinada à pauta ambiental

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Diante das enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul nas últimas semanas, foi levantado um alerta sobre os impactos das mudanças climáticas e a necessidade de conservação ambiental.

No último ano, o estado de Mato Grosso do Sul esteve no outro lado dos impactos climáticos, ao ser afetado por ondas de calor devido ao fenômeno El Niño. Apesar disso, os deputados federais eleitos pelo estado não apresentaram nenhuma emenda parlamentar à pauta ambiental no último ano.

Confira as emendas parlamentares destinadas pelos deputados federais de Mato Grosso do Sul durante o atual mandato:

Beto Pereira: cinco emendas à saúde, uma à segurança pública e uma de encargos especiais.

Camila Jara: três à saúde, uma à segurança pública e uma à assistência social.

Dagoberto Nogueira: cinco à saúde e uma de encargos especiais.

Dr. Luiz Ovando: três à assistência social, cinco à saúde, seis à defesa nacional, três à segurança pública e duas de encargos especiais.

Geraldo Resende: uma à saúde e uma à agricultura.

Marcos Pollon: quatro à saúde, uma à agricultura, duas à assistência social e uma à segurança pública.

Rodolfo Nogueira: uma à segurança pública e cinco à saúde

Vander Loubet: uma à cultura, três à saúde, uma à assistência social, duas à educação, uma ao comércio e serviços, uma à segurança pública, duas ao desporto e lazer e uma de encargos especiais.

O que são emendas parlamentares?

As emendas parlamentares são uma forma de os parlamentares acrescentarem propostas ao orçamento anual. É comum serem apresentadas de acordo com as pautas que o parlamentar defende e com o objetivo de atender demandas da população.

Notas

Veja a resposta enviada, em nota, pelas assessorias dos deputados:

Beto Pereira

“O meio ambiente e o desenvolvimento sustentável sempre foram preocupações do deputado Beto Pereira. No [primeiro] mandato de deputado federal destinou recursos de emenda, junto com a bancada federal e o Governo de Mato Grosso do Sul, para a compra de aeronaves, viaturas e embarcações de combate a incêndios florestais no Pantanal. Um investimento avaliado em R$ 56,6 milhões. Também destinou emendas para que órgãos públicos instalassem equipamentos de energia solar, como para o Hospital de Fátima do Sul, que já está com 260 placas instaladas. Além disso, Beto Pereira foi atuante na elaboração de Leis que incentivam o uso de energias renováveis no Brasil. Também participou dos debates e da construção da Lei do Pantanal, que tem o objetivo de conservação, proteção, restauração e exploração sustentável do bioma. Como deputado Estadual também atuou com firmeza na proteção do meio ambiente criando Leis como a Lei do Dourado e a Lei que protege permanentemente o córrego Azul e o Rio Salobra em Miranda.”

 

Camila Jara

“A pauta ambiental é uma preocupação do nosso mandato desde quando ainda estávamos na Câmara Municipal de Campo Grande. Enquanto vereadora, lá em 2022, apresentamos um Projeto de Lei que propõe um Plano Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima. Mas o projeto não foi para frente.
O trabalho do parlamento não se resume a destinar emendas. Desde que assumimos o mandato de deputada federal em Brasília, temos atuado nas questões ambientais: fazemos parte da Frente Parlamentar Ambientalista, criamos a Frente Parlamentar em Defesa do Pantanal, estamos na elaboração da primeira Lei Federal de Defesa do Pantanal, entre várias outras ações.
Em 2023, articulamos R$75 milhões em emendas junto aos Ministérios do Governo Federal, muitas delas voltadas para a agricultura familiar, por exemplo, atividade que contribui para a preservação ambiental.
A ideia da criação do Comitê de Acompanhamento e Mitigação dos Efeitos das Mudanças Climáticas é justamente para que os estudos que já apontam com clareza quais as regiões serão afetadas e como serão afetadas não sejam ignorados, e possamos tomar as providências necessárias, seja de recursos, seja de estrutura, salvando vidas e evitando tragédias."

 

Dr. Luiz Ovando

“Gostaria de ressaltar que a maior parte das minhas emendas é destinada à área da Saúde, sendo essa prioridade devido à minha formação e experiência como médico, somando quase 50 anos de atuação na linha de frente do atendimento à saúde da população. Esse conhecimento direto das deficiências no sistema de saúde reforça a importância de investimentos significativos nessa área fundamental.

Além disso, parte das minhas emendas é direcionada à assistência social, refletindo a responsabilidade que sinto como coordenador pelo Centro-Oeste da frente parlamentar evangélica. É essencial prestar suporte enviando recursos para entidades que auxiliam as famílias mais vulneráveis da nossa sociedade.

Esses compromissos não são recentes; desde o início do meu mandato e durante a campanha, destaquei o comprometimento em priorizar essas duas áreas.

Ademais, enquanto membro ativo da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, também direciono emendas para o esporte, dada sua conexão direta com a educação e saúde das crianças e adolescentes, fortalecendo o bem-estar e o desenvolvimento integral da juventude.”

 

Geraldo Resende

“Um mandato de Deputado Federal vai muito além da destinação de emendas, hoje somos um dos que mais buscam recursos federais nos ministérios para o Mato Grosso do Sul, inclusive na área de preservação ambiental e proteção dos povos indígenas.

Tenho um compromisso inabalável com os princípios e promessas assumidos durante o processo eleitoral. Desde o início do nosso mandato, estou extremamente empenhado na defesa dos direitos e interesses da população indígena, das pessoas com deficiência, na promoção dos direitos das mulheres, no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Terceiro Setor, setores que direta ou indiretamente atuam na defesa do Meio Ambiente.

É importante destacar que somos sido parceiros em todas as iniciativas do Governo Estadual relacionadas ao Meio Ambiente e à sustentabilidade. Em abril, estivemos com a Ministra Marina Silva na assinatura do termo de cooperação para a proteção do Pantanal, uma ação fundamental diante dos desafios ambientais que enfrentamos.

Por fim ressaltou que também sou membro da Frente Parlamentar em Defesa do Pantanal, onde buscamos soluções e políticas eficazes para a preservação desse importante bioma.

Reiteramos o nosso compromisso em trabalhar incansavelmente em prol do desenvolvimento com responsabilidade social e ambiental do nosso Mato Grosso do Sul.”

 

Marcos Pollon

"Na nossa primeira remessa de emendas priorizamos Saúde e Terceiro Setor, apoiando entidades como as APAEs, por força de pedidos que nos foram encaminhados logo no início do mandato. Critério esse que foi adotado para atender os 79 municípios com a previsão de 115 aplicações urgenciais."

 

Vander Loubet

“As emendas atendem demandas encaminhadas pelos municípios, seja por prefeitos ou vereadores, e pelo Governo do Estado. E essa demanda de meio ambiente não foi apresentada. Apesar disso, acredito que essa é uma pauta que temos trabalhado por outras vias. Por exemplo: nosso mandato promoveu o diálogo e a articulação entre o governador Riedel e a ministra Marina Silva que culminou na discussão para elaboração da Lei do Pantanal, primeira lei aprovada para cuidar e protege esse nosso bioma tão importante.”

 

Até a publicação da reportagem, as assessorias de Dagoberto Nogueira e Rodolfo Nogueira não deram retorno.

Eleições 2026

Eduardo Riedel deve vencer eleições a governado no 1º turno

A 12 dias da eleição para governador, pesquisa mostra Eduardo Riedel com 64,15% e Fábio Trad com 18,70% dos votos válidos

22/09/2026 07h45

Marcelo Victor

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A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 

João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.

IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

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