Cidades

Em Mato Grosso do Sul

Postos de gasolina boicotam consumidores e elevam preço

Previsão era de queda de 19 centavos no etanol e 12 na gasolina, mas preço médio do combustível subiu nos postos

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A gasolina ficou mais cara nas bombas de Mato Grosso do Sul justamente no período em que o consumidor esperava sentir no bolso o efeito do anúncio de redução nos preços dos combustíveis. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço médio do litro da gasolina comum subiu nas últimas semanas de setembro, enquanto a previsão divulgada anteriormente apontava para uma redução de R$ 0,12 no litro.

Em Campo Grande, a alta também aparece nos números da ANP. O preço médio passou de R$ 6,25 para R$ 6,26 entre as semanas de 6 a 12 e de 13 a 19 de setembro. No mesmo período, a média estadual avançou de R$ 6,40 para R$ 6,42.

A alta ocorre após a expectativa de redução anunciada no início do mês. Conforme mostrou o Correio do Estado em reportagem publicada em 10 de setembro, a estimativa era de que a gasolina tivesse redução de R$ 0,12 por litro e o etanol hidratado, de R$ 0,19, após mudanças na tributação dos combustíveis.

Na prática, porém, os dados mais recentes da Agência não mostram queda no preço médio da gasolina. Pelo contrário, o combustível registrou aumento tanto em MS quanto na Capital.

Queda ainda não chega ao consumidor

A redução prevista veio após alteração na tributação federal sobre os combustíveis. A expectativa divulgada à época considerava o impacto da medida sobre a composição do preço final pago pelos consumidores.

O gerente-executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS), Edson Lazaroto, explicou ao Correio do Estado que a redução estimada para a gasolina chegaria a R$ 0,12 por litro, considerando também a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina.

A previsão, no entanto, não se refletiu na pesquisa mais recente da ANP. Entre uma semana e outra, a gasolina subiu R$ 0,02 na média estadual e R$ 0,01 em Campo Grande.

O levantamento da agência mostra ainda que o preço praticado nos postos da Capital variou significativamente. Na semana de 13 a 19 de setembro, o litro mais barato encontrado pela ANP custava R$ 6,09, enquanto o mais caro chegou a R$ 6,45.

O etanol hidratado, que tinha previsão de queda ainda maior, também não apresentou redução expressiva em Mato Grosso do Sul. A média estadual permaneceu em R$ 3,89 por litro entre as duas semanas analisadas pela ANP.

Já em Campo Grande, houve uma pequena redução, de R$ 3,82 para R$ 3,81.

O cenário deixa o consumidor diante de uma diferença entre o preço que se esperava encontrar após o anúncio de redução e o valor efetivamente registrado nas bombas. Enquanto a previsão apontava para uma queda de R$ 0,12 na gasolina, a média estadual avançou R$ 0,02 no período analisado.

Preço nas bombas

A ANP realiza levantamentos semanais dos preços dos combustíveis comercializados no país. Os valores representam as médias encontradas nos estabelecimentos pesquisados durante cada período e permitem acompanhar a evolução do preço pago diretamente pelo consumidor.

Em MS, a gasolina comum passou de R$ 6,40 para R$ 6,42 entre as duas últimas semanas analisadas. Em Campo Grande, foi de R$ 6,25 para R$ 6,26.

 

em investigação

Duas mulheres são encontradas mortas em casa incendiada em Rochedo

Polícia Civil investiga o caso como duplo homicídio e descartou, inicialmente, a hipótese de feminicídio

23/09/2026 12h29

Mulheres foram encontradas mortas em residência em Rochedo

Mulheres foram encontradas mortas em residência em Rochedo Foto: Reprodução

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Duas mulheres, que ainda não tiveram as identidades divulgadas, foram encontradas mortas em uma residência incendiada nesta terça-feira (23), em Rochedo.

De acordo com informações preliminares, o Corpo de Bombeiros foi acionado por pessoas que viram a fumaça e acionaram o socorro, já informando que havia duas vítimas.

No local, os militares constataram que as vítimas eram duas mulheres e já estavam em óbito. O fogo, que atingiu apenas parte da casa, foi contido pelos militares e por pessoas da vizinhança, que já tentavam apagar antes da chegada dos bombeiros.

Como houve duas vítimas, as polícias Militar e Civil também foram acionadas para os trabalhos investigativos.

A suspeita é de que as mulheres foram assassinadas e o fogo foi ateado na residência posteriormente ao crime, porque, segundo testemunhas, os corpos apresentam ferimentos.

A Polícia Civil confirmou, em nota, que se trata de um duplo homicídio e que os procedimentos estão em andamento para apurar as circunstâncias do crime, ressaltando que a princípio não se trata de feminicídio.

Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil estão sendo mobilizadas para prestar apoio nas investigações.

Decisão

Homem é condenado a pagar R$ 6 mil por ofender colega de trabalho em áudios

Funcionária alegou que teve a honra e a imagem atingidas por mensagens encaminhadas a outros empregados da empresa

23/09/2026 11h45

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Uma mulher deve receber R$ 6 mil por danos morais após ser ofendida por um colega de trabalho em áudios encaminhados por um aplicativo de mensagens. A decisão foi proferida pelo juiz Walter Arthur Alge Netto, da 4ª Vara Cível de Campo Grande.

Segundo o processo, os dois trabalhavam na mesma empresa. O homem atuava como auxiliar de serviços gerais, enquanto a mulher era responsável pelo setor de limpeza.

De acordo com a autora da ação, o colega encaminhou a outros funcionários mensagens de áudio com ofensas à sua honra e à sua imagem. Em uma delas, ele teria usado expressões ofensivas contra a mulher e afirmado que gostava de provocá-la.

Durante o processo, o réu declarou que era subordinado da autora e que ela era responsável pelo setor em que trabalhavam. Conforme a versão apresentada por ele, a colega o sobrecarregava com tarefas.

O homem também afirmou que os áudios foram enviados apenas a um colega, após uma discussão em que teria sido repreendido pela autora. Ele negou a intenção de difamá-la, informou que recebeu uma advertência disciplinar e disse ter pedido desculpas à equipe.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que o conteúdo das mensagens ultrapassou os limites aceitáveis de um simples desabafo relacionado ao ambiente de trabalho.

Para o juiz, o uso de expressões ofensivas, associado à declaração de que o réu pretendia provocar a colega, atingiu a honra e a dignidade da mulher.

Na decisão, foram consideradas as circunstâncias do caso e a condição econômica das partes, que são beneficiárias da Justiça gratuita. Com isso, a indenização foi fixada em R$ 6 mil.

A autora também pediu que o colega fosse obrigado a se retratar publicamente diante dos demais funcionários e que encaminhasse um comunicado formal de retratação à empresa.

Esse pedido, porém, foi negado pelo magistrado. Conforme a decisão, as ofensas foram encaminhadas em ambiente restrito e não houve comprovação de ampla divulgação em redes sociais, murais ou canais oficiais da empresa.

Para o juiz, o pagamento da indenização é suficiente para reparar o dano causado e evitar uma nova exposição da autora.

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