Na semana passada, escrevi nesta coluna sobre as transformações da matriz econômica e produtiva de Mato Grosso do Sul, que, combinado com políticas públicas locais de atração de investimentos, expansão dos investimentos privados e uma conjuntura macroeconômica favorável, se destaca como o estado que tem a governança do Vale da Celulose.
Nesta coluna de hoje vou um pouco além, provocado por leitores e amigos cientistas que me fizeram refletir a partir do texto anterior que Mato Grosso do Sul pode se tornar um novo Vale do Silício. Com um ecossistema produtivo e uma agenda global focada em uma economia de baixo carbono com transformação digital, investir no estado carbono zero baseado em dados e em pesquisa de alto nível, pode tornar Mato Grosso do Sul uma referência nacional e internacional: “um Vale do Silício Pantaneiro”, com produção, pesquisa, investimentos e tecnologias alinhadas com a economia verde - bioeconomia.
Com uma forte vantagem comparativa territorial, o estado se torna um aliado estratégico de empresas nacionais e multinacionais que realizam investimentos bilionários em pequenos municípios estratégicos para a produção. O plano estratégico do governo do estado pode alavancar o desenvolvimento com forte investimento em ciência e tecnologia, fortalecimento das redes de pesquisas locais e potencialização dos ativos pantaneiros, diferenciando dos demais estados a partir da nossa vantagem competitiva.
A indústria de Mato Grosso do Sul possui pouca complexidade econômica, é necessário ampliar a ciência e tecnologia integrada com os ativos da indústria local e atrair novas indústrias para o estado, fortalecer o desenvolvimento com altos níveis de salário, empregando cientistas, jovens talentosos e garantir que as melhores mentes fiquem no estado.
O Vale da Celulose vai transformar o estado de Mato Grosso do Sul, porém, podemos ser além do Vale da Celulose, o Vale do Silício Pantaneiro, e não irá somente transformar o MS, mas mudar o patamar do estado, proporcionando desenvolvimento. Além disso, Mato Grosso do Sul estará atendendo as agendas internacionais de um país verde, com melhor turismo nacional, indústria ambientalmente correta e de governança baseada em tecnologia e dados, agropecuária exemplar com alta produtividade e um ecossistema produtivo integrado e inclusivo.