Nesta semana as prévias de votação para presidente na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil, trouxeram surpresa para quem está de fora do dia a dia argentino.
A economia Argentina está em frangalhos há alguns anos, e o resultado que se apresenta com a prévia da eleição é o povo expurgar os atuais gestores e escolher uma alternativa totalmente oposta.
O anarco-capitalista e economista Javier Milei tem grande chance de se tornar o novo presidente da Argentina com suas ideias libertárias e discursos contra a corrupção e os abusos do poder político em detrimento ao bem-estar da população.
Com 40% a 50% da população na pobreza, o país que já foi um dos mais ricos e prósperos da América Latina sofre com mudança de plano econômico a cada mês, uma invenção social que nunca foi testada, e, continua dando muito errado.
Com um contexto de políticas populistas e contra empresários, falta de compromissos com acordos internacionais, intervenção na produção de alimentos, nas exportações e criação de novas cotações de moedas, o governo atual desgovernou a argentina e hoje é difícil enxergar soluções simples para a complexidade que foi criada no país.
Se Milei vencer as eleições ele terá um choque de realidade, com regras já prontas de gastos, preferencias à esquerda das casas legislativas e regras que não podem mudar rapidamente para garantir uma mudança radical nos rumos do país.
Pontos de atenção dessa guinada na Argentina para o Brasil
1. Cuide e incentive o agronegócio: o governo Argentino desincentivou o agronegócio, com taxas e regras para redução das exportações;
2. Pague seus compromissos: a imagem de país é reflexo da sua gestão;
3. Cuide da economia: os fatos estilizados da economia não mudam, use a seu favor a ciência econômica;
4. Não brinque com o eleitor: o trabalhador sabe o que é certo e bom para sua família;
Com a economia não se brinca, respeita as regras do jogo e incentive a produção, inovação e as exportações.