As projeções para a economia começam a apresentar sinais de redução da atividade produtiva.
O PIB previsto confirma a tendência de desaceleração, utilizando como base o IBC-Br, índice de mensal de atividade econômica do Banco Central. A indústria com desempenho fraco e ao agronegócio apontando recordes de safra.
As políticas anticíclicas do governo, como as realizadas para a indústria automobilística, o desenrola, o bolsa família e o aumento das bolsas de estudo tiveram efeito positivo nos três primeiros trimestres, mas esses efeitos são transitórios, e no final do ano devemos ter maior desaceleração.
Além desse contexto das políticas de expansão de crédito do governo, temos por outro lado uma política de gestão dos preços dos combustíveis e os impactos exógenos das guerras. Duas guerras de grande impacto no mundo acontecendo ao mesmo tempo, e, o Brasil como país neutro sobre efeitos diretos e indiretos, principalmente na economia.
A guerra acaba criando um ambiente econômico cada vez mais instável, e, investimentos, produção e logística são desincentivados, retroagindo nas atividades produtivas e de expansão econômica.
Um risco associado à guerra são as posições que os líderes externam nos seus países sobre o lado da guerra. Percebemos o exemplo da Colômbia, uma comunicação equivocada pode gerar a quebra de parcerias e acordos internacionais, bilaterais e multilaterais. O impacto na economia pode ser irreversível no curto e médio prazos.