A indústria automobilística mais uma vez impõe seus lobbys ao governo Lula III, que responde rapidamente com apoio positivo e irrestrito.
Com a narrativa de ter uma economia verde, descarbonizada e com transição energética sustentável, o governo aumenta os impostos de importação de carros e peças para elétricos e híbridos em até 35%.
As iniciativas locais e programas do governo como “mobilidade verde” são iniciativas a longo prazo para criar um ambiente favorável para a produção e de infraestrutura sustentável. Nós já temos um combustível sustentável, temos a possibilidade de usar hidrogênio verde e aumentar a utilização e fabricação de energia solar e eólica.
Essas iniciativas locais não atendem a demanda atual, as fábricas da GMW e BYD chinesas não atendem a demanda nacional e seus complexos industriais e complexidade produtivas só serão incorporados (se forem) na economia brasileira no longo prazo.
A importação de tecnologia pronta e mais barata para os consumidores iniciarem a transição de cargos a combustão para elétricos corrobora com a ideia de descarbonização, economia verde e transição energética, mas, o governo cedeu ao lobby das montadoras chinesas e vai atrapalhar o mercado, impondo protecionismo, e proteção às fábricas chinesas.
Esse processo fecha a economia, impede a livre concorrência e o efeito é no desincentivo a comprar, utilizar e expandir o uso de carros elétricos e híbridos pelos consumidores brasileiros. Novamente uma decisão contrária à narrativa da indústria verde, e, realmente parece que é somente narrativa, pois na prática as decisões são para manter uma economia de lobbys, cara, fechada e carbonizada.
Legado de atraso para o Brasil.