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POLÍTICA

A opinião dos produtores culturais de Campo Grande

A opinião dos produtores culturais de Campo Grande
09/04/2010 20:01 -


"A cultura tem seu valor agregado. Além de entretenimento e bem-estar, ela gera empregos diretos, indiretos e gera lucros. Falta essa percepção e faltam medidas de capacitação nessa área", alega Karla Viégas, produtora cultural e coordenadora do CineCultura. Ela, que esteve presente no "Seminário itinerante de economia da cultura e desenvolvimento", acredita que faltam dados sobre os valores quantitativos produzidos pela cultura.

"Querendo ou não, a cultura ainda é vista como um direito menor. Isso acontece porque não se tem a visão de que tudo está integrado. A cultura, assim como a saúde e a justiça, podem se complementar", aponta a coordenadora. Ela afirma que a cultura educa e é uma opção diante dos problemas cotidianos. "Um jovem que cresce em um ambiente violento, mas tem acesso a cultura, pode fazer escolhas diferentes".

Embora perceba a falta de capacitação na área de gestão cultural no Estado, Karla defende que os produtores sul-mato-grossenses se esforçam em busca da criação de uma economia cultural sustentável. "Sempre que se realizam eventos como esse, vemos produtores de outras cidades, o que mostra que existe uma preocupação em todas as regiões", aponta.

 

Políticas públicas

Renata Leoni, produtora de dança e diretora do Núcleo de Dança da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), acredita que o Estado vem fortalecendo essa economia baseada na cultura. "As pessoas estão cada vez mais conscientes do papel da cultura e os produtores têm realizado um bom trabalho. Acho que o Estado cresceu muito nessa área", afirma.

Mas, para corrigir as falhas que ainda existem na área, Renata acredita que será necessário repensar algumas questões ligadas ao modelo de Estado. "Como a Kátia e a Ana Carla explicaram em suas falas, a cultura deve ser pensada junto de outras secretarias. Não dá para isolar nenhuma delas, tudo está interligado", ressalta.

Na opinião de Renata, a questão do financiamento público é algo que sofre com visões muito equivocadas, pois os editais passaram a ser mal direcionados. "Existem produções que não conseguem se manter sem financiamento, seja estatal ou privado, enquanto outras conseguem obter lucro da bilheteria. Aqui cabe o bom senso", aponta. Mas, a produtora finaliza, trabalhar com arte e cultura ainda é uma grande batalha. (TA)

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?