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ECONOMIA

Alíquota para importação do etanol pode cair

Alíquota para importação do etanol pode cair
28/01/2010 22:37 - LEONARDO GOY, AE


O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, disse ontem que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisará, no dia 8 de fevereiro, a possibilidade de zerar a alíquota de importação do etanol americano, hoje em 20%. A medida foi solicitada no final do ano passado pela própria Unica como forma de facilitar as negociações para que os americanos derrubem suas barreiras contra o etanol brasileiro. Nos últimos dias, porém, a possibilidade ganhou outros contornos: o de aumento da oferta de etanol no mercado brasileiro para minimizar a alta dos preços da atual entressafra Jank, entretanto, argumenta que o impacto de uma eventual importação de álcool anidro dos Estados Unidos seria pequeno no mercado brasileiro. “Se reduzir a alíquota, qualquer importação só chegaria ao Brasil em dois meses, já durante a safra (brasileira)”, disse Jank, que se reuniu hoje com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para tratar de eventuais medidas para o setor. Jank revelou que o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, já sinalizou para os empresários com a possibilidade de o BNDES estudar o financiamento dos estoques de etanol. Essa é uma reivindicação antiga do setor, que vê na estocagem uma solução para a volatilidade dos preços na entressafra, que ocorre praticamente em todo os começo de ano. O presidente da Unica afirmou que, neste caso, o impacto foi maximizado por dois fatores: há dois anos os preços vinham em baixa e, para completar, no segundo semestre do ano passado, o excesso de chuvas atrasou a colheita. “Toda commodity agrícola está sujeita ao clima”, sustentou. Para Jank, mesmo que venha a ocorrer importação de etanol americano, “é bobagem dizer que o Brasil vai se tornar importador líquido”. Segundo ele, em 2009, o Brasil exportou 3 bilhões de litros de etanol. “E se vier a importar agora, será o equivalente a 10% desse volume”, disse.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!