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André manda deputados criticar prefeito

André manda deputados criticar prefeito
29/01/2010 09:27 - LIDIANE KOBER


O governador André Puccinelli (PMDB) recusou-se a comentar a decisão do prefeito Nelsinho Trad, de Campo Grande, de apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República, mas mandou os deputados da base aliada adverti-lo das consequências de fazer campanha da petista em Mato Grosso do Sul. Os parlamentares alertaram da possibilidade de Nelsinho ficar isolado no PMDB e sem apoio para disputar o Governo do Estado, em 2014. A irritação se deve ao fato de o prefeito não aguardar o posicionamento do governador sobre quem vai apoiar na batalha pela sucessão presidencial. Teve deputado que classificou a atitude de Nelsinho como “inoportuna” e outros já calcularam desgaste político do prefeito. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB), reclamou do fato de Nelsinho não aguardar posição de Puccinelli. O governador ainda não revelou se vai ficar do lado do PT ou do PSDB na eleição presidencial. A tendência dele é ficar com os tucanos, pois condiciona seu apoio a Dilma à retirada da candidatura do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) ao Governo do Estado. Para Jerson, se Nelsinho seguir caminho oposto ao do governador, ficará sem apoio da maioria dos peemedebistas. “Dificilmente ele vai contar com aqueles que seguem o governador para alcançar pretensões futuras”, opinou. “Portanto, essa atitude só vai causar desgaste político para o prefeito”, completou. Além de correr o risco de perder espaço no PMDB, Nelsinho pode ficar sem o apoio de partidos que compõem sua base de sustentação na administração da Prefeitura de Campo Grande. O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) deixou clara a posição de “se o prefeito apoiar o PT, lá na frente nós (do DEM) não vamos apoiar nenhum projeto dele”. A ameaça leva em consideração a intenção, já declarada, de Nelsinho disputar o Governo do Estado, em 2014. Na opinião de Zé Teixeira, nem o argumento do prefeito para explicar seu apoio a Dilma foi convincente. Nelsinho disse que não vai contra a candidatura da ministra em função da lealdade ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que repassou elevado volume de recursos a Campo Grande durante sua gestão. “O dinheiro não é do Lula, nem da Dilma. A verba vem dos impostos caros que a população paga”, declarou o deputado do DEM. “Portanto, se o prefeito resolveu apoiar a Dilma, ele precisa assumir a posição como desejo pessoal”, complementou. A relação de Nelsinho com os tucanos também ficou abalada. O deputado estadual Ary Rigo (PSDB) classificou a anúncio do prefeito de apoio a Dilma como “inoportuno”. “Ele faz parte de um grupo, onde as decisões são tomadas em conjunto”, explicou. “Para piorar, o chefe (governador) dele (do prefeito) ainda não se manifestou (sobre a eleição André se apoia em Jerson para mandar recado a Nelsinho Trad presidencial)”, finalizou.

Felpuda


Sem conseguir controlar a verborragia, figurinha estreante no mundo político-partidário, e que se acha “o último biscoito do pacote”, acabou batendo de frente com titãs da política. Primeiro perdeu os anéis e, agora, os dedos correm sérios riscos. Anda “ameaçando” deixar o lugar onde se encontra, só que por lá vem ouvindo frases como “se é por falta de adeus...”, “os incomodados que se mudem” e “não fará nenhuma falta”.

Como se vê...