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“Apoio de Trad a Dilma é jogada do governador”

“Apoio de Trad a Dilma é jogada do governador”
04/05/2010 07:37 -


lidiane kober, enviada especial
Ponta porã

O ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) classificou o apoio do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) à ex-ministra Dilma Rousseff (PT), na corrida pela sucessão presidencial, como uma jogada do governador André Puccinelli (PMDB) para tirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da campanha pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Ontem, em Ponta Porã, o petista sugeriu que a estratégia do governador é impedir a presença de Lula do Estado, alegando a divisão do PMDB na eleição presidencial.

“Esta história de o Nelsinho estar apoiando a Dilma, acho que é uma jogada que o André está montando com o prefeito da Capital”, declarou Orcírio, depois de despedir-se do presidente, no aeroporto de Ponta Porã. “O apoio do Nelsinho a Dilma é o argumento necessário para o André chegar no PMDB nacional e dizer: o PMDB tem direito de pedir para o Lula não vir (ao Estado) porque uma parte do partido, ou seja, o prefeito da Capital, uma figura importante, apoia a Dilma”, explicou. “Do outro lado, o governador, malandramente, monta palanque para o Serra (José Serra, do PSDB), com DEM e o PPS”, concluiu.
Orcírio viu com naturalidade o fato de o presidente querer reunir Puccinelli e o presidente nacional do PMDB, deputado federal Micher Temer, para tratar de eleição. Para ele, o objetivo de Lula é convencer o governador a montar um segundo palanque para Dilma, em Mato Grosso do Sul. Por outro lado, ele tem certeza de que o governador pretende usar a conversa para tirar o presidente da campanha para o Governo do Estado. “Acho que, provavelmente, eles vão discutir a possibilidade de o Lula não vir aqui”, reforçou.

Ao ser indagado se a ausência do presidente prejudicaria sua campanha, Orcírio garantiu que, neste caso, o importante é ajudar a eleger a candidata do PT como presidente. “Acho ótimo dois palanques (para Dilma no Estado), porque sei que a minha caminhada é irreversível. Se o André vai apoiar a Dilma, se não vai apoiar, se vai fazer dois palanques, isso não é um problema meu, é do PMDB”, finalizou.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!