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NARCOTRÁFICO

Argentina admite pela primeira vez que país é produtor de drogas

Argentina admite pela primeira vez que país é produtor de drogas
15/02/2014 22:00 - FOLHA PRESS


O ministro de Defesa da Argentina, Agustín Rossi, admitiu hoje que o país sul-americano é produtor de drogas ao formular uma análise sobre o avanço do narcotráfico.

Foi a primeira vez que o governo da presidente Cristina Kirchner reconhece que o país produz drogas, apesar de várias entidades, como a Igreja Católica, já tivessem feito alertas nesse sentido.

"A Argentina é um país de consumo [de drogas ilícitas], mas o que é mais grave, é que não só há consumo, como também produção; é aí que os esforços de toda tarefa de inteligência criminal devem ser colocados", disse à Rádio Rivadavia.

"Há anos se tinha um olha só para as fronteiras sobre a problemática [do narcotráfico] porque acreditava-se que o problema era evitar que a droga entrasse no país. A Argentina "antes era um país de trânsito. Agora é de consumo e elaboração."

Para ele, há um "crescimento exponencial do tráfico" na Província de Santa Fé, a que enfrenta maior aumento da violência provocada pelo tráfico de drogas. A Província é governada pelo opositor Antonio Bonfatti, principal adversário político de Rossi.

"Não são organizações que se instalaram em Santa Fe para o tráfico de drogas, mas sim que já vinham agindo no mundo do crime e o que fizeram foi mudar de rumo.", disse o ministro.

Segundo estatísticas oficiais, foram fechados pelo menos dez laboratórios de fabricação de drogas em 2013. No entanto, o governo culpava os vizinhos Paraguai, Bolívia e Peru por fornecer os entorpecentes.
Ameaça

O avanço do narcotráfico na Argentina atingiu diversas cidades do país, incluindo a capital Buenos Aires. Em Mendoza, no oeste argentino, três homens armados fizeram ameaças na sede do jornal "El Sol".

O ataque foi feito dois dias após a publicação ter informado sobre ameaças feitas por uma quadrilha de traficantes a três jornalistas. Os profissionais de comunicação receberam proteção da polícia local.

Na semana passada, o jornal revelou detalhes sobre o tráfico de drogas de uma quadrilha que atua na periferia da cidade.
 

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.