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Avacalhação

Avacalhação
10/08/2010 04:21 -


O Presidente da República, de alcunha Lulla, em uma das suas falas esculhambadas, disse que não poderia intervir pela iraniana condenada à morte porque ficar pedindo por todo mundo que tem penas a cumprir em seu país iria virar uma avacalhação.  Segundo o “pai dos burros”, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, avacalhação é 1. ato ou efeito de avacalhar; avacalhamento. Avacalhar consiste em 1. Por no ridículo, desmoralizar, 2. Executar mal, com desleixo, 3. Desmoralizar-se, degradar-se, 4. Desdizer-se, retratar-se. Percebe-se que o presidente sabe muito bem o que diz. Conhece, pelas práticas, experiências e com profundidade, que a avacalhação era o significado norteador do caminho a seguir na sua administração. A sua formação, formatada pela universidade da vida com ensino de baixa qualidade, e que o leva a atos e pronunciamento desprovidos de consistência na razão, mas fortemente amparada no surrealismo provocado pela falta de visão e de incapacidade de conexão entre o pensar e a ação.
Este procedimento desconexo do presidente é que o faz agir de forma atabalhoada e ao soprar dos ventos e dos acontecimentos. Define metas e objetivos amparados na sua mera percepção e motivação sem qualquer avaliação ou conectividade com a realidade e os resultados futuros. A usina Belo Monte tem que sair, é o seu desejo, sua motivação. Não importa as consequências que poderão advir desse ato, não há conectividade entre o realizar e seus efeitos futuros. É a sua “imperatividade” que deve prevalecer. Dentro do mesmo raciocínio e pensar, o presidente impera com sua determinação em construir o Trem Bala, em colocar, e colocou, goela abaixo a sua candidata aos seus pares partidários sem personalidade, em atropelar a lei e determinações judiciais normativas além de atropelar as normas e regras vigentes na diplomacia. Tudo não passa “de uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”.
A suprema elucubração veio com a defesa dos sanguinários e repressores regimes de governos pelo mundo, segundo a qual, para Lulla, a ONU deve evitar fazer ataques às políticas desses governos. É mais um atestado de que nos anos de regime militar, as ações de Lulla não eram com base em princípios ideológicos ou de liberdade. Eram, sempre foram e as suas atuais ações provam isso, uma visão de poder pessoal, de tirania. Ao defender esses regimes sanguinários e opressores, Lulla dá mostras de que não abominava o regime militar brasileiro. Aliás, considera Geisel o maior presidente brasileiro dos últimos tempos. Mas isso é coisa de corinthianos e palmeirenses.
Foram oito anos e o que de sólido nos foi construído? Nossa economia é dependente de mercado restrito de importador de matérias-primas, nossas commodities. Hoje representam quase 60% das exportações e cerca 40% de nossa economia. E olha que estamos ganhando não pelo volume de exportação, mas pelo preço. Isto aconteceu com a Venezuela do amigo lullista Hugo Chávez na época dos belos preços do petróleo que teve barril a 150 dólares e permitiu ao “socialista” fazer a farra com o dinheiro da economia/povo venezuelana. Hoje aquele país amarga problemas sérios, inclusive com uma inflação de 27%. A fome ronda a população.
Sair da dependência desse restrito mercado importador implica em desenvolvimento de tecnologia e de crescimento robusto de indústrias de transformação. Estamos longe disso e o discurso do presidente e ufanistas é mentiroso, enganador. Não há e nem vai existir país no mundo que se desenvolva sem uma educação de primeira linha e com alto investimento em pesquisas. Somos um país pobre economicamente. Temos uma população de mais de 55% de baixíssima formação educacional, sem capacidade de avaliar os acontecimentos dos fatos e menos ainda de atitudes de governo. Mais de 21% são formados por analfabetos e por aqueles que mal sabem ler e escrever, desenham o nome. Esse grupo populacional é presa fácil eleitoralmente, ainda mais quando se tem uma caneta na mão. O que o presidente faz e outros também fizeram, é controlar com bom discurso a massa da população, isto sim é uma avacalhação.

Raphael Curvo, Jornalista, advogado pela PUC-RJ, pós-graduado Cândido Mendes-RJ  

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido