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Câmara de Dourados vota cassação de mais um vereador nesta quinta-feira

Câmara de Dourados vota cassação de mais um vereador nesta quinta-feira
02/03/2011 15:47 - Antonio Viegas, de dourados


Nesta quinta-feira, às 18h30 está prevista a sessão de julgamento de mais um vereador apontado como envolvido no esquema criminoso que havia dentro da prefeitura de Dourados. Desta vez, conforme a Comissão Processante criada para investigar se houve ou não quebra de decoro parlamentar, quem poderá ser cassado é o vereador Marcelo Hall, o Marcelão, do PR.

Na semana passada estava prevista a sessão para votação do relatório contra Zézinhho da Farmácia (PSDB), também apontado como envolvido na organização. No entanto, minutos antes do início da votação, sua assessoria jurídica protocolou na secretaria da Câmara, o pedido de renúncia. Com isso a sessão foi automaticamente cancelada por determinação da presidente Délia Razuk (PMDB).

Tanto Marcelão quanto Zézinho, tiveram seus pedidos de prisão decretados pela Justiça douradense e permaneceram vários dias presos na Penitenciária Harry Amorim Costa, junto com outros sete vereadores. Antes mesmos de serem colocados em liberdade por conta de habeas corpus, foram temporariamente afastados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Além deles ainda deverão ser julgados pela Câmara os demais afastados, como Marcelo Barros e Paulo Henrique Bambu, do DEM; Humberto Teixeira Junior e Aurélio Bonatto, do PDT; José Carlos Cimatti, do PSB e Julio Artuzi, do PRB. De todos os implicados, o primeiro a renunciar ao mandato foi Sidlei Alves (DEM), que exercia o cargo de presidente da casa. Ele encaminhou sua renúncia junto com a do ex-prefeito Ari Artuzi e do vice Carlinhos Cantor.

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!