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PROPOSTAS DE GOVERNO

Candidatos divergem sobre redução da carga tributária

Candidatos divergem sobre redução da carga tributária
26/08/2010 20:46 -


Maria Matheus

Os dois principais candidatos ao Governo do Estado divergem sobre a redução da carga tributária em Mato Grosso do Sul. O governador André Puccinelli (PMDB) disse ontem que não vai “iludir o eleitor com falsas promessas e contos da carochinha” durante a campanha eleitoral. O peemdebista afirmou não ser possível diminuir a carga tributária antes de sanear as contas do Estado, mas prometeu reduzir os impostos “dentro de um processo gradativo, negociado com os diferentes segmentos da economia”. Já o petista José Orcírio dos Santos promete acabar com a cobrança de ICMS a micro e pequenos empresários assim que assumir o governo, em caso de vitória.
Em entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, o governador alfinetou seu principal adversário na disputa pelo Governo dizendo que “mente quem promete isentar numa canetada só, o ICMS de vários setores já em 1º de janeiro de 2011”. A isenção do ICMS de micros e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional (regime tributário previsto na Lei Complementar nº 123/2006) e a redução da carga tributária estão entre as principais bandeiras da campanha petista.
“Não vou iludir o eleitor com falsas promessas, contos da carochinha, apropriadas para as estórias de Monteiro Lobato, escritas na década de 50. Como candidato a reeleição, não posso assumir um discurso de Papai Noel, prometendo aquilo que não terei como cumprir depois de reeleito”, disse Puccinelli.   
Para Orcírio, a redução imediata do ICMS depende de “vontade política”. Ele citou o exemplo de estados vizinhos, como Mato Grosso e Paraná. “O Blairo (governador Blairo Maggi) desonerou a micro e pequena empresa. Até porque é obrigação (do Estado)”, observou Orcírio. “Eu estou determinado. Se for vontade de Deus e do povo, em 1º de janeiro assino meu ato de posse e assino o ato desonerando a micro e pequena empresa”, garantiu. O ex-governador também afirmou que, se eleito, retomará o maquinário da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) “que o André Puccinelli entregou à empreiteira a custo zero para fazer serviço para o Estado”.

Pé na estrada
Orcírio, ontem, fez campanha no interior. Em Laguna Carapã, o candidato fez caminhada pela manhã. À tarde, participou de caminhada e ato político de lançamento de candidatura em Amambai. Hoje, o petista visitará Itaquiraí e Naviraí e amanhã, Rio Brilhante e Maracaju e no sábado, Corumbá. “Terça-feira, coroamos o trabalho (de campanha) em Campo Grande com o comício com o presidente Lula. Agora, temos pouco mais de um mês (até a eleição) e vamos cumprir uma agenda que nos permita visitar todas as cidades do Estado”, destacou.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!