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DEM entra em guerra e deixa líderes de MS apreensivos

DEM entra em guerra e deixa líderes de MS apreensivos
14/02/2010 04:51 -


A vinculação do DEM ao escândalo de corrupção no governo do Distrito Federal, primeiro com o governador José Roberto Arruda e agora com o vice em exercício, Paulo Octávio, abriu guerra no comando nacional do partido e a crise reflete-se em alguns estados. Os dirigentes democratas admitem o desgaste do partido em ano eleitoral. Em Mato Grosso do Sul, os líderes do DEM e do aliado PSDB estão apreensivos, mas não esperam sofrer os efeitos colaterais do escândalo que abalou a política do Distrito Federal. Para o vice-governador Murilo Zauith, presidente regional do DEM, a população sabe que o partido condenou o episódio porque desde as primeiras denúncias de corrupção no Governo Distrital pediu o afastamento de Arruda. Por esta razão, acredita no discernimento do eleitor em não misturar um caso isolado no Distrito Federal com os demais estados. “Os partidos são pilares da democracia e devem zelar pela boa conduta de seus governantes”, afirmou Zauith, lembrando que o DEM “repugnou o episódio” e determinou o afastamento de Arruda da sigla logo que o assunto surgiu. “É o primeiro caso de prisão de um governador no Brasil, mas ele está fora do partido há muito tempo”, destacou o democrata. Conforme Murilo Zauith, no caso dos escândalos no Governo de Brasília, “não está em julgamento o partido e sim os atos do governador”. Para o vice-governador, “todos, inclusive secretários, foram desfiliados. Esse grupo já não tem nenhuma ligação partidária com o DEM”. Murilo lembrou que, embora seja o primeiro caso de prisão, outros governadores já foram afastados dos cargos sem que isso afetasse os partidos. Citou, inclusive, que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o primeiro mandato enfrentou comissões parlamentares de inquérito (CPIs) em seu governo. “Mesmo assim, o presidente continua com grande índice de popularidade”, afirmou. Para o deputado estadual Professor Rinaldo, do PSDB, partido aliado ao DEM no Bloco Democrático Reformista (BDR), que também inclui o PPS, o escândalo que culminou com a prisão de Arruda “foi um caso isolado de um governador que pertencia ao DEM, mas foi desfiliado”. “Não é o partido envolvido em corrupção. A Justiça agiu com rigor, cumpriu seu papel. O partido também, ao afastar Arruda logo no início do episódio”, disse. Na verdade, foi Arruda que pediu desfiliação do DEM. Para o tucano, a prisão de Arruda não terá reflexo negativo na imagem do DEM nos demais estados. “Claro que em Brasília o partido está atingido pela acusação de adversários. Mas outros partidos já enfrentaram situação semelhante e a população hoje é consciente para não confundir o partido com atos de um ou outro integrante”, afirmou Rinaldo. “Como político, a gente fica triste, a população paga impostos e espera que seus representantes administrem com equidade”, considerou. Racha Já em nível de cúpula nacional, o DEM está rachado. O senador Demóstenes Torres (GO) declarou guerra contra a direção nacional do partido, comandada pelo deputado Rodrigo Maia (RJ). “Enquanto o DEM se desgasta, ele faz ouvidos de mercador e só cuida do futuro, da aliança com o PSDB de José Serra para presidente”, reclama Demóstenes. “Podíamos ter expulsado o Arruda no primeiro minuto, demos uma semana e foi só piorando. A exigência de todos os filiados saírem dos cargos também deveria ter sido feita há muito tempo. O partido está sempre atrasado, correndo atrás do prejuízo. Isto é inconcebível”, completou. Amigo pessoal do governador, Rodrigo Maia nega que a legenda tenha hesitado sobre a decisão de expulsá-lo ou não – Arruda acabou desfiliando- se. “É injusto e um equívoco completo achar que é um prazo longo levar apenas oito dias para se expulsar o único governador do partido”, afirma.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.