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DURANTE O ATENDIMENTO

Enfermeira é agredida por família de bebê que chorava

Enfermeira é agredida por família de bebê que chorava
26/01/2014 07:00 - g1


A funcionária de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarujá, no litoral de São Paulo, afirma ter sido agredida enquanto trabalhava na madrugada de ontem (25). A auxiliar de enfermagem relata que sofreu a agressão da família de um bebê que chorou durante o atendimento. A vítima registrou boletim de ocorrência na delegacia da cidade.

Maria Fernanda de Oliveira Marques, de 55 anos, conta que o paciente, um bebê de aproximadamente um ano, estava acompanhado por vários parentes, como mãe, avó e tios. “Durante o meu plantão, no setor de Pediatria, fui surpreendida pelos familiares da criança, que entraram na sala sem autorização e se negaram a se retirar do local. Mesmo assim continuei o atendimento, quando essas pessoas começaram a me agredir alegando que eu estava apertando a mão da criança”, explica a vitima.

A auxiliar de enfermagem, que trabalha há 24 anos na UPA da rodoviária de Guarujá, diz que apesar da hostilidade da família, ficou com dó da criança e prestou atendimento. “Eu só estava arrumando o acesso venoso que estava dobrado, fiquei com dó da criança sentido dor. Mas a família começou a me agredir, eram mais de cinco pessoas, recebi chutes no estômago e nas costas, após eu cair continuaram a me chutar na cabeça e por todo o corpo”, lembra a mulher.

A funcionária recebeu ajuda de outros pacientes e de uma colega; ela diz ainda que foi ameaçada pelos familiares do bebê. “Após todas essas agressões ainda fui ameaçada por eles, dizendo que não era para eu voltar a trabalhar, pois eles iriam voltar. Frequentemente somos agredidos com empurrões, palavrões, socos e chutes. Não há segurança nem para os funcionários e muito menos para os pacientes”, desabafa a auxiliar de enfermagem.

A vitima registrou um boletim de ocorrência na delegacia sede de Guarujá. Segundo a polícia, a mulher será encaminhada ao Instituto Médico Legal para realizar exame de corpo de delito e, em seguida, deverá retornar à delegacia da mulher com o laudo. Ainda de acordo com a polícia, a família agressora será intimada para prestar depoimentos.

Em nota, a secretaria de Saúde de Guarujá informa que está prestando todo apoio necessário à funcionária da UPA Rodoviária, agredida por pessoas que aguardavam atendimento. Na próxima segunda-feira (27) ela será acompanhada de um representante da secretaria a uma delegacia, para prestar esclarecimento e solicitar um Boletim de Ocorrência. A Secretaria de Saúde de Guarujá diz ainda que repudia qualquer ato de violência.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!