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CASO MAYANA DUARTE

Estudante nega racha, mas admite ter bebido

Estudante nega racha, mas admite ter bebido
01/07/2010 06:32 -


NADYENKA CASTRO

Apontado como responsável pelo acidente ocorrido na madrugada do dia 14 de junho, em Campo Grande, que resultou na morte da jovem Mayana Duarte, 23 anos, o estudante Anderson de Souza Moreno, 19 anos, negou à Polícia Civil que estivesse participando de um racha e que tivesse passado no sinal vermelho. Ele prestou depoimento ontem pela manhã à polícia. Para a imprensa, disse apenas que a ocorrência “foi uma fatalidade”. O rapaz ainda não foi indiciado.

Anderson chegou à 1ª Delegacia de Polícia Civil acompanhado do pai, Rosaldo Moreno, policial militar aposentado, e do advogado Coaraci Nogueira de Castilho. Pai e filho foram ouvidos pelo delegado Márcio Rogério Custódio por quase duas horas.

De acordo com o advogado, Anderson contou à polícia que cerca de quatro horas antes do acidente havia ingerido duas latinhas de cerveja; que seguia pela Avenida Afonso Pena, no sentido shopping/bairro, conduzindo o Vectra à velocidade média de 40km/h e que no cruzamento com a Rua José Antônio colidiu-se com o Celta, dirigido por Mayana, porque a jovem avançou o sinal. “As imagens das câmeras do prédio vão mostrar isso”, afirmou Coaraci Castilho.

Conforme o delegado, Anderson declarou que após beber as duas latas de cerveja, por volta das 23 horas, no bar onde estava com amigos, passou a tomar água com gás até sair do local, por volta das 2h30min. Durante depoimento, ele afirmou já ter se envolvido em acidente com morte quando era menor de idade. 

A versão do estudante coincide com a apresentada pelo amigo dele, William Jhonny de Souza Ferreira, 25 anos, que foi apontado como participante da disputa. No entanto, três testemunhas confirmaram à polícia sobre o racha e disseram que o carro de Anderson cruzou o sinal vermelho.
Com o impacto dos veículos, Mayana ficou gravemente ferida e Anderson teve lesões leves. Ela ficou 10 dias em coma e morreu na Clínica Campo Grande.

Indiciamento
A polícia aguarda a conclusão dos depoimentos e também a análise das imagens captadas por câmeras de um prédio residencial, para definir se o estudante será indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar) ou culposo (sem intenção de matar). Ontem, o Ministério Público Estadual designou dois promotores para acompanhar o caso. 

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido