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Ex-governador ainda acredita no apoio do PTB

Ex-governador ainda acredita no apoio do PTB
06/04/2010 21:35 -


adilson trindade e maria matheus

 

O ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) ainda acredita na coligação com o PTB na sucessão estadual e considera mais complicado atrair o PR, mesmo tendo o partido fechado, ontem, aliança nacional com o PT. "Tenho o maior interesse no PTB, por algumas razões: o PTB é um partido histórico que, com o PDT, completaria muito bem essa espinha dorsal da campanha", comentou.

José Orcírio pretende se reunir com o presidente nacional do PTB, ex-deputado federal Roberto Jefferson, para discutir a aliança em Mato Grosso do Sul. Ele disse estar levando a Jefferson a mesma proposta apresentada ao presidente regional do partido, Ivan Louzada, de indicar o candidato a vice-governador, duas secretarias, além de contar com a permanência do empresário Antônio João Hugo Rodrigues na primeira-suplência do senador Delcídio do Amaral (PT).

O ex-governador destacou Antônio João como "uma pessoa de respeitabilidade". Mas deixou claro a importância de o PTB se juntar ao PT para que o empresário continue na suplência. "Evidentemente que isso é um debate para o senador Delcídio, mas (Antônio João) é uma figura importante e estratégica na campanha", comentou.

 

Leilão do PTB

José Orcírio esclareceu, também, não se tratar de leilão a sua negociação com o PTB. "Se tem leilão, não é comigo", declarou. "Se tem uma coisa que eu não me disponho a fazer é leilão".

O ex-governador ressaltou a sua determinação de "fazer uma conversa política" com os dirigentes partidários. "Quando eu vou à sede do partido e formalizo um convite de aliança e destino ao partido a vaga de vice-governador, é uma articulação política", explicou.
José Orcírio disse não ter oferecido dinheiro para nenhum partido para apoiá-lo. "Eu soube que chegou gente (governador André Puccinelli) lá (no PTB) falando em ‘milão, milão, milão’", alfinetou. Ele reconheceu, no entanto, a necessidade de os partidos terem estrutura de campanha, como, por exemplo, para produzir cartazes, santinhos, propaganda no rádio e na televisão. "Nós vamos ter um tempo de televisão, nesse tempo da coligação, uma parte é do partido, que tem de gravar e, para isso, tem custos", lembrou, explicando que a coligação precisa arcar com esse tipo de despesa.

 

Aliança com o PR

José Orcírio considera difícil formalizar aliança com o PR no Estado em decorrência do comprometimento do partido com o PMDB. Em conversa com o então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que ontem assumiu a presidência nacional do PR, ouviu dele a dificuldade de convencer os dirigentes do partido de fazer coligação com o PT em Mato Grosso do Sul.

"Ele (Alfredo Nascimento) disse: Zecão, eu tenho problema em alguns estados e um deles, em Mato Grosso do Sul. O governador (André Puccinelli) veio aqui, muita gente dizia que você não seria candidato e nos ofereceu um nome para eleger deputado federal", contou José Orcírio. Para atrair o PR, Puccinelli prometeu eleger deputado federal o secretário de Obras, Edson Giroto (PR).

Segundo Orcírio, Nascimento disse que "não sabe como resolver o problema", porque o PR está nacionalmente fechado com Dilma Rousseff (para presidente da República). Orcírio disse que não discutiu com o PT a possibilidade de buscar apoio do PR regional, mas admitiu que pode conversar com a direção da sigla, se o PT decidir propor aliança ao partido, mesmo que a legenda tenha feito pré-compromisso com Puccinelli.

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!