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Governador acena para PT, mas mantém reuniões com PSDB

Governador acena para PT, mas mantém reuniões com PSDB
23/03/2010 08:15 -


Mesmo após o governador André Puccinelli (PMDB) reiterar o desejo de caminhar com a ministra Dilma Rousseff (PT) na sucessão presidencial, continua próxima sua relação com a cúpula do PSDB. Anteontem, ele recebeu em seu apartamento o presidente regional do partido, deputado Reinaldo Azambuja e a senadora Marisa Serrano (PSDB), que ontem pela manhã voltou a se encontrar com o peemedebista na governadoria. Segundo os tucanos, Puccinelli reiterou que, quando o governador de São Paulo, José Serra, oficializar sua précandidatura a presidente, vai anunciar sua aliança com o partido. A sinalização de apoio ao PSDB, que ao lado do DEM e do PPS forma o Bloco Democrático Reformista (BDR), vai na contramão das últimas declarações do governador. Na semana passada, ele disse que ainda espera firmar aliança com a ministra Dilma Rousseff (PT). “Acho que é uma estratégia para não ferir a relação com o governo do presidente Lula. É puro interesse administrativo, financeiro, de repasses”, opinou o presidente regional do PPS, Athayde Nery. “Não tenho dúvida de que o projeto do André é apoiar o Serra”, completou. Cautela Mais cauteloso, Azambuja descartou qualquer discussão sobre sucessão presidencial no encontro com Puccinelli. Conforme o tucano, a pauta da reunião resumiu-se à discussão sobre a candidatura da secretária estadual de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (PSDB), à deputada federal. Mesmo assim, ele está confiante na parceria entre PMDB e PSDB no Estado. “Acho que a noiva quer casar com dois noivos”, opinou. A declaração refere-se à fala de Puccinelli, que se diz o “noivo” à espera da “noiva”, mas não aceita dividi-la com outro, no caso o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT), seu provável adversário na disputa pelo Governo do Estado.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!