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CULTURA

Inclusão cultural

Inclusão cultural
06/07/2010 20:10 -


OSCAR ROCHA

Avaliados como um dos principais acertos do Ministério da Cultura na administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os pontos de cultura foram a marca da descentralização dos recursos públicos no segmento. Ao contrário das leis e de alguns editais da área, a intenção foi incentivar a ampliação de projetos que não tivessem como meta o mercado. A intenção é atender a cultura popular.

Em Mato Grosso do Sul, atualmente, 33 pontos funcionam efetivamente e, até o fim do ano, a perspectiva é de que mais 19 implementem ações. “A denominação ponto de cultura é um reconhecimento do Ministério da Cultura em torno das atividades implementadas por entidades, associações, sem fins  lucrativos, que existem há algum tempo”, explica Andréa Freire, coordenadora do Pontão Guaicuru – os pontões surgiram a partir do desenvolvimento dos pontos de cultura e servem como elo entre eles, a partir de diversas atividades.

Atualmente, o Ministério da Cultura firma parceria com administrações estaduais e municipais para viabilizar recursos. No total, R$ 180 mil são repassados, durante 3 anos, divididos em parcelas de R$ 60 mil. Deste montante, 20% saem do orçamento do Estado ou do município. Logo que iniciou o programa, quem fazia a contrapartida era o próprio ponto de cultura, em material ou serviços. O perfil dos pontos de cultura quanto às ações são bem diferentes. “Há aqueles de bordadeiras, costureiras, doces caseiros, entre outros. A forma de atuar é bem ampla”, explica Andréa.

A intenção do ministério é de que durante o período em que o ponto receba dinheiro público, o espaço planeje maneiras de sustentar-se na fase que não será mais subvencionado. A partir das ações dos pontos, atualmente os dirigentes lutam pela efetivação da Lei Cultura Viva, que prevê a manutenção de toda a estrutura do programa, mesmo em outro Governo.

Ponto de Cultura Maculelê (Ponta Porã)
O local amplia a atuação da Associação de Apoio à Capoeira, que existe há nove anos na cidade fronteiriça. “Atuamos em bairros como Marambaia, Planalto, Vila Áurea e também no centro da cidade”, explica o coordenador José Maria Viana Guedes. Além da capoeira, a entidade também possibilita às pessoas de todas as faixas etárias entrar em contato com danças afro-brasileiras, como o maculelê e puxada de rede. Atualmente, atende cerca de 90 pessoas. Outra ação implementada pelo ponto é a conscientização em torno do perigo das drogas, que é feito por meio de palestras em escolas. “Ser reconhecido pelo Ministério da Cultura como ponto de cultura possibilitou que nossa atividade fosse ampliada”, destaca José Maria. O grupo de dança da entidade  apresenta-se em escolas e eventos especiais.

Ponto de Cultura Novo Olhar (Campo Grande)
 – Funcionando no Instituto  Sul-Mato-Grossense para Cegos (Ismac), a entidade tem metas ambiciosas: atender deficientes visuais e de baixa visão, assim como à população em geral, no acesso à produção cultural. “O instituto consegue fazer trabalho muito bom nas áreas médica e social; com relação à cultura, agora com o ponto, poderá ampliar sua atuação”, explica a coordenadora Myla Barbosa.
Estão sendo disponibilizadas no ponto oficinas de dança, música, entre outros. A proposta pós-oficinas é a produção de um espetáculo envolvendo todos os participantes. A base será o texto da escritora Sandra Andrade, “O sono entristecido da lua pantaneira”. “A estreia será no próprio instituto e queremos levar o espetáculo para outros locais da cidade”, antecipa Myla. Outra ação do ponto é a inclusão digital dos deficientes visuais.

Ponto de Cultura Música Sem Fronteiras (Anastácio)
A iniciativa tem como carro-chefe o prosseguimento das atividades da banda coreografada, que leva o mesmo nome do ponto e existe há 20 anos, reunindo cerca de 80 integrantes. Paralelamente às ações da banda, acontecem oficinas de dança, música, artesanato, capoeira, incluindo o acesso à informação digital. Segundo o coordenador do projeto, Adriano Pereira de Costa  Pacheco, atualmente o ponto atende perto de 200 pessoas. “As oficinas são gratuitas e possibilitam acesso de um público amplo à música e à cultura em geral”, enfatiza Adriano.
O ponto conta com apoio  da Prefeitura Municipal de Anastácio, Eletrosul e Instituto Ressoarte, além de escolas públicas e artistas do Estado. O proponente do ponto é a Apae. 

Ponto de Cultura Violeiros e Baileiros da Alvorada (Nova Alvorada do Sul)
Ligado à prefeitura, o ponto tem a preocupação de oferecer à população acesso à produção cultural, além de buscar afastar jovens em situação de risco do contato com drogas. Paralelamente, são desenvolvidos nove projetos. O principal é o que nomeia o ponto e que reúne perto de 130 pessoas, entre instrumentistas e dançarinos, destacando a produção musical regional. Outras atividades de destaque são a dança de rua, com 70 participantes, e uma banda, com 80 integrantes. O espaço ainda oferece um centro de informática com dez computadores e sessões de cinema no fim de semana. “O ponto iniciou a parceria com o Ministério da Cultura em 2007. Era para encerrar este ano, mas conseguimos prorrogação por mais um ano”, explica a coordenadora do ponto, Mencia Kusano.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.