Especial Coronavírus (COVID-19) - Leia notícias e saiba tudo sobre o assunto. Clique aqui.

CIDADES

Julgamento de acusados da morte de líder indígena adiado para maio

Julgamento de acusados da morte de líder indígena adiado para maio
13/04/2010 20:59 -


O Tribunal do Júri dos acusados pelo assassinato do cacique guarani-caiuá Marcos Veron, que deveria ter acontecido ontem, em São Paulo, foi redesignado para o dia 3 de maio. O julgamento foi adiado a requerimento defesa dos réus, que apresentou atestado médico alegando impossibilidade de participação na audiência.

O júri popular, convocado para julgar Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos, Jorge Cristaldo Insabralde e Nivaldo Alves de Oliveira, responsabilizados pelo crime, acontecerá na 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo, presidida pela juíza federal Paula Mantovani Avelino.

A transferência (desaforamento) do processo para outro Estado se deu a requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e foi autorizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com jurisdição sobre Mato Grosso do Sul e São Paulo, para evitar que a decisão sofra influência social e econômica dos supostos envolvidos.

Conforme nota do Ministério Público Federal, ontem  o júri foi adiado depois de o advogado Josephino Ujacow, que comanda a defesa dos réus, ter apresentado atestado subscrito pelo médico  Antônio Carlos G. Queiroz, declarando que o advogado estava sob seus cuidados, devendo afastar-se de atividades profissionais por 20 dias.

A juíza Paula Mantovani Avelino, apesar da presença de outros advogados de defesa, aceitou o atestado e remarcou o julgamento, mas informou a todos os presentes que, caso algum dos defensores habilitados não compareça à próxima audiência, a defesa será assumida por membros da Defensoria Pública da União, a quem foi determinado que tome ciência dos autos.

Crime
De acordo com a acusação, acampados na terra indígena Takuara, na fazenda Brasília do Sul, os caiuá sofreram ataques, entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003, de quatro homens armados que teriam sido contratados para agredi-los e expulsá-los daquelas terras. Armados com pistolas, eles ameaçaram, espancaram e atiraram nas lideranças indígenas.
Veron, à época com 72 anos, foi encaminhado ao hospital com traumatismo craniano, onde faleceu. Com o desenrolar das investigações, as acusações acabaram recaindo sobre Estevão Romero, Carlos Roberto dos Santos, Jorge Cristaldo Insabralde e Nivaldo Alves de Oliveira. (TG)

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.