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Lula condena PMDB por tentar forçar PT a retirar candidaturas

Lula condena PMDB por tentar forçar PT a retirar candidaturas
26/05/2010 07:43 -


adilson trindade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o PMDB passou dos limites nas cobranças para forçar o PT a retirar os candidatos a governador nos estados. É o caso de Mato Grosso do Sul, onde a cúpula do partido exigiu a saída do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) da disputa eleitoral para não atrapalhar o projeto de reeleição do governador André Puccinelli (PMDB). Lula resistiu à pressão e manifestou a disposição de fazer a campanha do correligionário à sucessão estadual.

Com José Orcírio na briga eleitoral, André não pretende dar palanque para a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Ele vai se aliar aos adversários do PT – PSDB, DEM e PPS – para ajudar o tucano José Serra a vencer as eleições em Mato Grosso do Sul.
Segundo o jornal O Globo, com Dilma em desvantagem nas pesquisas eleitorais, o presidente estava em silêncio. Agora, com ela na frente de Serra, conforme alguns institutos de pesquisa e empatada no Data Folha, Lula está disposto a começar a cobrar reciprocidade do PMDB para apoiar a ex-ministra.
Esta relação mútua não existe em Mato Grosso do Sul em decorrência da rivalidade histórica do PMDB com o PT, como também de André Puccinelli com José Orcírio. Mesmo assim, o governador vem procurando se livrar do seu rival político na disputa eleitoral. Se a pressão sobre o Planalto não surtir efeito, André está convencido de que terá de enfrentar José Orcírio na sucessão estadual.

“A minha candidatura não tem volta”, costuma declarar o ex-governador petista, deixando claro estar estabelecido o confronto com André. A última vez que os dois se enfrentaram foi nas eleições de 1996 pela Prefeitura de Campo Grande. André venceu por diferença de 411 votos.

Por ser o governador, André cobra da direção nacional do PMDB o direito de concorrer as eleições sem José Orcírio em seu encalço. A investida não deu certo e pode resultar, ainda, na presença do presidente Lula fazendo corpo-a-corpo em Mato Grosso do Sul ao lado do candidato petista.
“Estamos tratando o PMDB melhor do que estamos sendo tratados. Está desigual. O PMDB tem de saber o que quer. Não pode fazer exigência todo dia. Acho desequilibrada a aliança PT-PMDB, em desfavor do PT. Todo mundo adora um grau de fidelidade ao projeto, não só adesão, conveniência”, comentou o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que terá de enfrentar o PMDB na sucessão estadual. O candidato peemedebista é o ex-ministro da Integração Nacional e deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB).

Lula, em recente desabafo, disse que o PMDB conseguiu tudo o que queria no governo, mas que não se mostra um aliado identificado com o projeto, e sim com as pesquisas. O mesmo sentimento tomou conta do PT.

Em Mato Grosso do Sul, o sentimento é de desconfiança do governador André Puccinelli. Ele até hoje não declarou quem vai apoiar para presidente da República. Mas o seu candidato a senador, deputado federal Waldemir Moka, avisou ao presidente nacional do PMDB e virtual vice de Dilma, deputado federal Michel Temer (SP), que André estará no palanque de José Serra. “Não dá para acreditar na fala de André”, comentou, recentemente, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS).

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido