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CIDADES

Manifestação pede paz no trânsito e que motoristas não se embriaguem

Manifestação pede paz no trânsito e que motoristas não se embriaguem
06/04/2010 20:56 -


Antonio Viegas, Dourados

 

Familiares e amigos do comerciante Joaquim Araújo Dias Filho, atropelado e morto dentro de seu estabelecimento, na última quinta-feira, em Naviraí, saíram às ruas em protesto na noite de domingo. Eles clamavam pela paz no trânsito; pelo fim do uso de bebida alcoólica por motoristas e por justiça, com punições mais severas para quem for pego dirigindo embriagado.

A manifestação foi motivada pelas informações de que o responsável pelo atropelamento da vítima, o médico Nelson Antônio Gasperin, 51, estaria alcoolizado e mesmo assim, foi encaminhado para a Delegacia de Polícia e colocado em liberdade. O grupo utilizava faixas e cartazes, tentando chamar a atenção principalmente dos motoristas.

O acidente aconteceu na Avenida Mato Grosso, em Naviraí, quando o médico, que conduzia uma caminhonete Ford Ranger, cor prata, placas ASK-1714 de Umuarama-PR, perdeu o controle do carro e invadiu literalmente um bar de propriedade da vítima. Joaquim Araújo, segundo seus familiares, estava sentado em uma cadeira na entrada do estabelecimento.

A Polícia Militar foi acionada e constatou que no interior do veículo havia dois litros de Whisky, sendo um fechado e outro quase vazio. Fazendo uma checagem nos dados da caminhonete, os policiais foram informados de que este mesmo veículo, segundo denúncias, estaria andando em ziguezague na MS-487, minutos antes do acidente.

Mesmo se recusando a usar o bafômetro para fazer o teste de alcoolemia, que iria informar a quantidade de álcool no sangue, o médico foi indiciado e autuado em flagrante, mas na noite de sexta-feira a juíza da Comarca, Marilza Baptista, deferiu o pedido de liberdade para o acusado, feito pelo advogado Ernani Fortunati.

De acordo com os argumentos do profissional, seu cliente negou estar embriagado, alegando que os litros de whisky estavam no interior do veículo desde o dia anterior. O advogado justificou ainda que Nelson Gasperin dirigia a 40 quilômetros por hora e perdeu o controle do veículo por conta da situação da rua, que estava em obras.

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.