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ECONOMIA

Meirelles reitera que não aceitará inflação acima da meta em 2011

Meirelles reitera que não aceitará inflação acima da meta em 2011
03/04/2010 00:05 -


Adriana Fernandes e Fabio Graner (AE)

No mesmo dia em que anunciou a sua desistência de se candidatar a um cargo político nas próximas eleições, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, marcou posição e disse que o banco não pode aceitar que a inflação “no horizonte relevante à frente” fique acima do centro da meta, hoje fixada em 4,5%. “Isso não”, disse.

Ele afirmou que o BC calibra a política monetária mirando o IPCA no centro da meta “no horizonte relevante”, que hoje seriam os próximos 12 meses e o ano de 2011. Segundo ele, o BC está sempre olhando para a frente e não busca corrigir a inflação passada. Seu foco, ao contrário, é combater altas que podem se tornar persistentes na inflação ou choques específicos que podem se espalhar para outros preços.

Meirelles destacou que, apesar de o Relatório Trimestral de Inflação projetar um IPCA de 5,2%, acima portanto do centro da meta em 2010, ele considera que o mais importante é que, para este horizonte que interessa, o IPCA está até um pouco abaixo de 4,5% na projeção do BC.
Ao ser questionado se seria um problema o IPCA fechado este ano em 5,2%, como previsto no relatório, Meirelles lembrou que durante os últimos sete anos a inflação oscilou algumas vezes acima do centro da meta e outras um pouco abaixo. “É normal que a inflação orbite em torno do centro da meta. O que não seria normal é o BC aceitar a inflação acima do centro da meta em horizonte relevante”, avaliou.

Meirelles disse ainda que não considera uma possibilidade descartada o IPCA ficar no centro da meta de 2010 (de 4,5%), embora tenha ressaltado que isso depende de diversos fatores. “O BC não vai necessariamente fazer uma política de desequilíbrio visando corrigir algo que possa ser controlado. Agora, aquilo que é permanente, que é uma tendência, que está nos núcleos de inflação, vai ser combatido”, afirmou.

Felpuda


Nos bastidores, conversas, ou melhor, quase sussurros, dão conta de que compromisso assumido teria prazo de validade se acontecer a vitória de aliado.

A partir de então, o papo passaria a ser bem, mas bem diferente mesmo, pois, com acordo cumprido, novos objetivos passariam a ser fonte dos desejos, e sem nenhuma moeda de troca.

No caso, não haveria mais sequer um fio de bigode. Tipo, cada um na sua.