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Palanque eletrônico

Palanque eletrônico
16/08/2010 22:37 -


Tem início amanhã o horário eleitoral gratuito no rádio e TV com os candidatos à Presidência da República abrindo série de programas. Quarta-feira, o eleitorado sul-mato-grossense passará a avaliar propostas para definir voto. Terá até o dia 30 de setembro para isso. Com a campanha tímida nas ruas, para muitos começa agora de fato a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por 2 vagas ao Senado, 8 cadeiras na Câmara Federal e 24 para a Assembleia Legislativa.
    Pelo sorteio realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE),  André Puccinelli, candidato à reeleição, abre série de programas quarta-feira (18), com maior tempo sobre demais postulantes ao cargo. Desfrutará de 9 minutos, 38 segundos e 95 centésimos. Seu principal adversário, José Orcírio, terá 6 minutos, 16 segundos e 84 centésimos para mostrar suas propostas; e Nei Braga com 2 minutos, 4 segundos e 21 centésimos, mesmo com todas as dificuldades pela falta de recursos, estará na televisão e no rádio levando suas ideias.
Todos os partidos apostam nos programas, na reta decisiva da campanha para sustentar votos nas urnas. Tanto que o maior investimento está nas gravações, que alguém já chamou de comício eletrônico.
    Embora a internet esteja em ascensão no gosto do eleitor por busca de informações políticas, ainda está longe de ameaçar a posição da TV – mas já passa o rádio. A rede mundial, com seus sites de relacionamentos e outras ferramentas, só não foi mais longe porque está francamente mal utilizada. Caiu nas mãos de quem não sabe fazer política. E como se trata de meio instantâneo e interativo, necessita mais de conteúdo. Mas nem tudo está perdido e poderá perfeitamente assumir papel que lhe alçou como importante ferramenta na histórica eleição de Barack Obama, presidente dos Estados Unidos.
Mesmo com a televisão na liderança da informação político-eleitoral, estrategistas talvez estejam exagerando na sua importância agora, nesses novos tempos da comunicação, e apostando demais na capacidade que a TV tem de fixar votos ou mudar decisões.
    Para os candidatos, a sensação de conforto é maior uma vez que são protegidos pelo aparato tecnológico que permite correção de falhas e, ao mesmo tempo, a multiplicação de suas mensagens. Nessa composição de interesses só faltou conhecer o anseio dos telespectadores e ouvintes. Estes, em última instância, poderão se manifestar a propósito do horário eleitoral de uma única forma: acionar (ou não) o botão de liga/desliga dos aparelhos de rádio e TV.  Mais: se os marqueteiros de plantão apelarem para críticas pesadas também não será boa opção. É senso comum que isso não agrada aos eleitores/telespectadores.
    Contudo, se aparecer com programas apelativos, o cansaço do brasileiro pela política virá mais cedo e, em vez de ganhar votos, a resposta será desastre nas urnas. Sem contar que com melhor renda, famílias estão migrando para canais pagos, que não são alcançados pela propaganda eleitoral, e tornou-se o refúgio de quantos se incomodam com política.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.