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PDT punirá infiéis com cassação de mandato

PDT punirá infiéis com cassação de mandato
24/05/2010 07:04 -


Lidiane Kober, da redação
Clodoaldo Silva, De Brasília

O PDT pedirá a cassação do mandato de prefeitos e vereadores infiéis nas próximas eleições. O diretório nacional do partido baixou resolução prometendo punir quem atuar em prol de candidatos de outras legendas. Em Mato Grosso do Sul, a determinação promete dar trabalho por conta da aproximação de pedetistas com os ex-correligionários, deputados estaduais Ary Rigo e Onevan de Matos, que trocaram o PDT pelo PSDB e vão disputar a reeleição.

“É uma decisão para fortalecer o partido e a direção nacional não abrirá mão desse procedimento”, afirmou Carlos Lupi, presidente nacional licenciado da legenda. “Os prefeitos e vereadores do partido terão de fazer campanha para os nossos candidatos a deputado federal e estadual”, reforçou. “Existe uma resolução publicada, que normatiza este procedimento, prevendo punição em caso de descumprimento, com a possibilidade de expulsão dos gestores municipais e consequente perda dos mandatos”, finalizou.

“Em Mato Grosso do Sul vamos seguir a deliberação da executiva nacional”, garantiu o presidente regional do PDT, deputado federal Dagoberto Nogueira. No Estado, o partido tem nove prefeitos e cerca de 100 vereadores. No total, grande parte deverá atuar em favor de Rigo e Onevan na corrida por vaga na Assembleia Legislativa. É o caso dos prefeitos de Dourados, Ari Artuzi; Sete Quedas, Sérgio Mendes; Angélica, João Casuci; e Douradina, Darcy Freire.

Para Artuzi, por exemplo, a campanha não dá resultado a partir do momento no qual o prefeito é obrigado a fazer campanha para candidato que não tem identificação. “Ninguém vai me obrigar a apoiar fulano ou ciclano”, declarou. “Não sou uma pessoa ingrata, por isso, não deixarei de ajudar o Rigo”, acrescentou. Em seguida, ele frisou também apoiar representantes do PDT na corrida por vagas de deputado estadual. “Vou ajudar bastante gente”, encerrou.
Além de prefeitos, a normativa da cúpula nacional deverá provocar algumas situações curiosas a integrantes do Poder Legislativo Municipal. É o caso da vereadora por Naviraí, Leila Matos (PDT), mulher de Onevan. Dificilmente, ela deixará de fazer campanha para o marido, dessa forma, corre o risco de perder o mandato por ajudá-lo.

Ação preventiva
O presidente de honra do PDT, João Leite Schimidt, reconhece a chance de muitos correligionários atuarem em benefício de Rigo e Onevan. “Possivelmente isso vai acontecer”, admitiu. Daí a sua aprovação à resolução da direção nacional. “É uma medida preventiva para buscar a disciplina partidária”, comentou. Por enquanto, ele informou não ser possível colocar em prática a regra. “Só depois da convenção do partido, que homologará o rumo do PDT, poderemos combater os infiéis e, antes de tomar qualquer tipo de medida, é necessário alguém apresentar representação à direção, denunciando irregularidades”, explicou.

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido