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ECONOMIA

Petrobras pode comprar termelétrica de MT

Petrobras pode comprar termelétrica de MT
28/02/2010 05:33 -


A Petrobras está avaliando a possibilidade de entrar como parceira ou mesmo comprar a totalidade da distribuidora de gás natural de Mato Grosso (MT Gás) e com ela, a usina termelétrica de Cuiabá. A proposta alinhavada pelo governo federal e pelo governo de Mato Grosso visa tentar salvar o abastecimento de gás no Estado e atrair os investimentos de US$ 2 bilhões previstos para uma unidade de fertilizantes da estatal. A informação que estava circulando entre fontes do setor há algumas semanas foi con fi rmada hoje por Pedro Nadaf, secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia do Estado de Mato Grosso. O abastecimento de gás no Estado está ameaçado porque o contrato para receber o gás boliviano – que terminava no dia 28 de fevereiro – foi prorrogado até no máximo o dia 20 de março. O governo boliviano se nega a renovar o contrato porque não quer manter relações comerciais com as empresas Ashmore e Shell, controladoras da Empresa Pantanal de Energia, proprietária da usina térmica local. Em discurso esta semana sobre o assunto, após visita a Cuiabá, o presidente da estatal boliviana YPFB, Carlos Villegas, deixou nítida a preferência por relações comerciais diretas com a Petrobras. Villegas criticou a postura das duas companhias internacionais junto ao governo boliviano anterior, quando negociaram o preço do gás bem abaixo do mercado internacional. “Encaminhamos à Petrobras três possibilidades: que ela passe a fornecer o gás, participe da composição acionária da usina, ou mesmo que arremate a usina. Neste caso, o governo estadual de Mato Grosso se dispõe a abrir mão do controle acionário da sua distribuidora para que a estatal possa desenvolver este mercado”, disse o secretário. Procurada para esclarecer seu posicionamento na negocia-ção, a Petrobras informou por meio de sua assessoria de imprensa que “não negocia pela imprensa”. Segundo fontes ligadas ao setor, a estatal tem interesse naquele mercado, apesar de a usina térmica lá instalada não ter uma produtividade considerada excelente no setor. A usina consome 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente para produzir 450 MW de energia, enquanto outras do mesmo porte utilizariam menos de 1 milhão de metros cúbicos. O principal interesse estatal é a perspectiva de instalar naquela região uma fábrica de fertilizantes. O baixo custo de transporte do gás que chega até Mato Grosso pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) e os incentivos que o governo local tem oferecido para atrair os investimentos somam-se à localização estratégica da unidade, próxima ao mercado consumidor do Centro-Oeste. Além disso, a companhia ainda teria potencial para expandir o mercado local dos atuais 30 mil metros cúbicos diários de gás para até 7,5 milhões.

Felpuda


Entre sussurros, nos bastidores políticos mais fechados, os comentários são que história apregoada por aí teria sido construída para encobrir o que realmente foi engendrado em conversa que resultou em negociata. 

O script foi na base do “você finge que é assim, e nós fingimos que acreditamos”. 

Batido o martelo, a encenação prosseguiu e, conforme o combinado, deverão ser apresentados novos episódios.

Ah, o poder!