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POLÍTICA

PMDB não loteará cargos no governo de Dilma, diz Temer

PMDB não loteará cargos no governo de Dilma, diz Temer
24/08/2010 09:21 -


São Paulo

O presidente nacional do PMDB, deputado Michel Temer (SP), candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT), distribuiu ontem uma nota à imprensa, em que a direção da legenda nega que queira lotear eventual governo da petista e alega que “em nenhum momento na aliança com o PT e demais partidos para as eleições presidenciais, houve qualquer negociação a propósito da participação no governo”.
Temer disse na nota que os únicos compromissos firmados por escrito com o PT foram os de que o PMDB teria a vice-presidência da República e participaria da formulação do programa de governo “E é isso, apenas isso, que foi estabelecido e vem sendo rigorosamente cumprido”, argumenta o parlamentar.
Ainda na nota, Temer destaca que o PMDB já apresentou seu programa para o País e está concluindo, neste momento, com o PT e demais partidos aliados, “os compromissos da coligação com o povo brasileiro”. E reitera: “O PMDB quer colaborar e hoje está inteiramente dedicado à campanha para vencer as eleições. Toda e qualquer manifestação em outro sentido é mera especulação e deve ser repudiada por todos peemedebistas.”
Reportagem deste domingo (dia 22) do Estado de S.Paulo informou que o PMDB já estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que se realmente Dilma Rousseff ganhar essas eleições, o partido não é mais um “convidado”, mas um dos “donos da casa”.
Segundo a descrição da reportagem, a estratégia de lideranças do PMDB já previa, inclusive, o espaço do partido caso a coligação com o PT saia vencedora. O poder seria “meia a meio”, e o PMDB teria assento no Planalto, entre os “ministros da casa”, no Conselho Político que assessora o presidente da República,  Henrique Meirelles na equipe econômica, ministérios de “porteira fechada”, os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobras e a Petro-Sal, Senado e Câmara sob seu comando.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!