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ECONOMIA

Pré-sal terá cota nacional de mão de obra , impõe Petrobras

Pré-sal terá cota nacional de mão de obra , impõe Petrobras
22/03/2010 08:18 -


Não bastassem a distância, a profundidade e as demandas tecnológicas, a Petrobras impôs também novo desafio no pré-sal: conteúdo humano nacional. Estipulou o percentual de 80% como patamar mínimo de brasileiros nas plataformas que vai afretar para produzir petróleo na nova fronteira. A julgar pela primeira operação na bacia de Santos, a meta não é simples. Dez meses depois de iniciada a produção em Tupi, a plataforma Cidade de São Vicente, a única que extrai petróleo no pré-sal da região, não chegou a esse patamar. Na plat a forma, nav io afretado da norueguesa BW Offshore, dos cerca de 70 trabalhadores, cerca de 30% são estrangeiros, entre russos, noruegueses e indianos. O comandante é o ucraniano Seryi Gurin, 43. Procurada, a BW não comentou. A Petrobras diz que “o percentual de brasileiros é crescente em Tupi” e que “dá preferência a brasileiros nas demais plataformas”. Não informou qual é o patamar das demais áreas. A empresa ainda avalia quantas plataformas afretará. Vida no mar O trabalho em plataforma requer disponibilidade. O regime é de duas semanas de trabalho e duas de folga, para terceirizados. Os profissionais da Petrobras (na Cidade São Vicente, um é da estatal) folgam três. Pesquisas em sites de emprego mostram que as empresas pagam R$ 5.000 por mês, mais bônus e comissões anuais entre R$ 5.000 e R$ 13 mil. As cifras variam para cada cargo. Na plataforma, há engenheiros, geólogos e técnicos que operam equipamentos e avaliam a produção. Também há pessoal de apoio, para limpeza e arrumação, cozinheiros e nutricionistas. Gláucia é a profissional que acompanha a saúde dos embarcados. Para chegar à bacia de Santos, a 290 quilômetros da costa, a viagem de helicóptero leva 80 minutos sobre o mar. São duas a três viagens por dia até lá (na de Campos, são 80 para as diversas plataformas). A jornada é de 12 horas. No tempo livre, é possível usar a academia ou assistir a filmes na sala de vídeo, onde há livros (muitos deixados por colegas estrangeiros) e, eventualmente, revistas e jornais. Nos escritórios, computadores com acesso à internet e telefones. A presença dos estrangeiros faz do inglês o segundo idioma nas unidades. O ucraniano Gurin diz que os sotaques regionais no inglês dos brasileiros o confundem. “Às vezes, parece que falam outra língua.” O convés é o ambiente mais duro. Por segurança, para circular ali, exige-se incômodo figurino: macacão fechado, botas, luvas, capacete, óculos e proteção de ouvido. Com sol no pico e o “flare” (chama da queima do gás), a sensação térmica supera 50 graus Celsius. O barulho atordoa. Já a área interna é refrigerada. Não fosse o balanço constante do navio, a sensação seria a de estar em escritório com uma uniforme vista para o mar. Fonte: Folha Online

Felpuda


Mesmo sem ter, até onde se sabe, combinado com o eleitor, candidato a prefeito começou a apresentar nomes do seu ainda hipotético secretariado, pois parece estar convicto de que conseguirá vencer a disputa.

Os adversários dizem por aí que ele está muito distante de “ser um Jair Bolsonaro”, que, ainda na campanha eleitoral para presidente da República, já falava em Paulo Guedes para ser seu ministro de Economia. Como sonhar é permitido