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Procurador pede prisão e afastamento de Ari Artuzi

Procurador pede prisão e afastamento de Ari Artuzi
07/03/2010 00:16 -


O procurador-geral de Justiça, Miguel Vieira da Silva, pediu ao Tribunal de Justiça do Estado a prisão e o afastamento do prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), por integrar quadrilha que desviava dinheiro do contribuinte por meio de licitações fraudulentas. O esquema foi desmantelado, em julho 2009, com a investigação da Polícia Federal, que acabou levando para a cadeia 42 suspeitos, como o vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR), secretários municipais, vereadores e integrantes da família Uemura, acusados de pagar propina para os políticos em troca da exploração de serviços nas áreas de saúde e funerárias. Todos foram soltos depois por ordem judicial. O alvo agora do Ministério Público é levar o prefeito para a prisão. O escândalo de corrupção surgiu com a Operação Owari (ponto final em japonês), coordenada pela Polícia Federal, que desmontou o secretariado de Artuzi, porque grande parte foi parar na cadeia. Na época, já havia a suspeita do envolvimento do prefeito com a organização criminosa, comandada por Uemura, desde o início de seu mandato. Com o desfecho das investigações da Operação Owari, o Ministério Público chegou até o prefeito Ari Artuzi. Com menos de um ano e três meses no cargo, o prefeito pode parar na cadeia com integrantes de sua equipe e acompanhado de Uemura. Por ter foro privilegiado, coube ao procurador-geral de Justiça denunciar Artuzi perante o Tribunal de Justiça, que tem, por sua vez, a prerrogativa de julgar e prender o prefeito. O escândalo estourou em Dourados quando Artuzi estava apenas sete meses no cargo. A pedido da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado, a juíza Dileta Terezinha Souza Thomaz mandou para a cadeia os outros envolvidos com o esquema de corrupção na Prefeitura de Dourados, bem como políticos de Ponta Porã e de Naviraí. Além do pedido de prisão, Miguel requereu o afastamento de Artuzi do comando da Prefeitura de Dourados. “No cargo, ele atrapalha as investigações”, justificou o procurador- geral de Justiça. “O Ministério Público fez a sua parte, agora vamos esperar pela decisão da Justiça”, ressaltou. O procurador-geral justificou a necessidade da prisão do prefeito para poder aprofundar ainda mais as investigações sobre o desvio de recursos públicos em Dourados. “É uma quadrilha que se instalou na prefeitura para pôr a mão no dinheiro do povo”, acusou. Na denúncia apresentada sexta-feira (5) ao Tribunal de Justiça, Miguel Vieira apontou o comerciante Sizuo Uemura como cabeça do esquema. Durante as investigações, a Polícia Federal apurou o envolvimento de Uemura na apropriação do dinheiro público, por meio de licitações fraudulentas, desde as administrações anteriores. E continuou com o esquema criminoso no Governo de Ari Artuzi. Além do prefeito, o procurador- geral de Justiça, Miguel Vieira, denunciou o filho de Uemura, Eduardo Takashi; o secretário de Governo de Artuzi, Darci Caldo; o assessor especial da Prefeitura de Dourados, Jorge Antônio Dauzacker da Silva; o diretor de Departamento de Habitação do município, Astúrio Dauzacker da Silva; os vereadores Humberto Teixeira Júnior, Paulo Henrique Amos Ferreira e Sidlei Alves da Silva, além do engenheiro da prefeitura, Fabiano Furucho, e o secretário municipal de Saúde, Sandro Ricardo Barbara. O Ministério Público, segundo Miguel, apurou a existência de influente organização criminosa voltada para desviar dinheiro público da prefeitura.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!