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POLÍTICA

Público prestigia abertura da Bienal do Teatro

Público prestigia abertura da Bienal do Teatro
16/07/2010 07:55 -


Thiago Andrade

“O teatro de Mato Grosso do Sul tem um novo incentivo e, graças a ações como a do Mercado Cênico, tem tudo para crescer e se desenvolver com muita força”, apontou Américo Calheiros, presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), durante a abertura oficial da Cena do Mato – Bienal de Teatro de Mato Grosso do Sul. Realizado quarta-feira no Teatro Aracy Balabanian do Centro Cultural José Octávio Guizzo, o evento lotou o espaço, como há muito não se via.
Até mesmo o presidente da Fundação frisou o fato. “Se depender do público, acredito que esse projeto deverá se consolidar e muitas outras edições serão promovidas”, defendeu em seu discurso. A abertura contou com a presença de outras autoridades, como Roberto Figueiredo, presidente da Fundação Municipal de Cultura, além dos organizadores e do homenageado da noite, o diretor e ator Jair de Oliveira, fundador do Grupo Teatral Unicórnio.
Após a abertura, o público teve a oportunidade de assistir gratuitamente “Apareceu a Margarida”, com o ator Arce Correia. O famoso texto de Roberto Athayde, escrito em 1974, foi interpretado pelo ator campo-grandense, conhecido por suas aparições como Maria Quitéria, e arrancou elogios da plateia, inclusive do diretor, dramaturgo e crítico teatral José Fernando Azevedo, convidado pelo Mercado Cênico para ministrar a oficina “Leituras críticas”. “Sempre vi esse texto como datado, mas percebo que isso era uma falha minha, pois sua interpretação mostrou que o trabalho tem força e pode fugir das convenções e lugares-comuns a que estamos acostumados”, descreveu José Fernando.

Programação
A “Cena do Mato” prossegue com as apresentações de espetáculos hoje, dedicando-se nesta sexta-feira às peças produzidas por grupos do interior. A Trupe Arte e Vida, de Naviraí, apresenta “Giramundo”, um trabalho de teatro de rua que será encenado na Praça Ary Coelho às 14h. Já às 20h, “A cabeleireira” do Hendy – Grupo de Teatro e Experimento será levada ao palco do Teatro Aracy Balabanian. O crítico José Fernando tecerá comentários sobre a peça ao final de sua apresentação.
Ainda como parte da programação, quem quiser poderá ir para a Escola de Samba Vila Carvalho, que recebe a bienal de teatro com muito samba, apresentado pela bateria da escola. “É a melhor forma de integrar os grupos da Capital, do interior e o público. Vamos estreitar os laços e trabalhar juntos”, acredita Victor Hugo Samúdio, diretor do grupo teatral campo-grandense Mercado Cênico e idealizador da “Cena do Mato”.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!