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CIDADES

Transferência do camelódromo tem 96% de rejeição

Transferência do camelódromo tem 96% de rejeição
26/02/2010 00:25 -


O projeto da prefeitura, de transferir o camelódromo para a antiga rodoviária, vai enfrentar resistência por parte dos comerciantes. Pelo menos foi o que ficou evidenciado ontem numa consulta que teve a participação de 294 dos 467 comerciantes. Pela consulta (em que 173 não participaram), 283 posicionaram- se contra a mudança e só 11 concordaram com a transferência. Eles reuniram- se em assembleia e vão entregar ainda esta semana a ata da reunião ao prefeito Nelsinho Trad. Com base nesta votação de ontem, a Associação dos Vendedores Ambulantes (AVA), que é contra a mudança, quer convencer o prefeito a desistir do projeto. O presidente da AVA, Vicente Peixoto, diz que os comerciantes temem perder a clientela caso mudem de localização. “Fora isso, tem a questão da segurança. O prédio da rodoviária velha já é conhecido pela concentração de marginais, tráfico de drogas e prostituição. A gente não quer trocar o certo pelo duvidoso”. Claudinei Bruchman, 58 anos, trabalha no camelódromo desde a inauguração e diz que não quer se mudar. “As pessoas já me conhecem aqui, acho melhor não mexer com isso, não”. Cicera dos Santos, 38 anos, tem a mesma opinião. “A localização nossa é boa e agora que a gente se adaptou aqui, os clientes se acostumaram . Não acho certo”. Já Isabel Gonçalves, 39 anos, prefere mudar-se para o Centro Comercial Heitor Laburu. “Quem vai garantir que se a gente ficar daqui a alguns anos não vão querer que a gente saia? Nós não somos donos dos boxes e lá acho que pelo menos teríamos a chance de ser proprietário do espaço que vamos instalar o nosso comércio”. Embora a situação não esteja ainda definida, comerciantes da antiga rodoviária são favoráveis a receber os vendedores do camelódromo no local. “Hoje faremos uma reunião entre nós para definir estratégias. Para a gente, seria a salvação. O comércio aqui está completamente perdido desde a desativação do terminal”, afirma Rosane Nely de Lima, uma das lojistas.

Felpuda


Partido político está vivendo processo de autofagia cá por essas bandas. Nada de ideologia ou defesa dos interesses dos filiados. O problema, segundo os mais observadores, é que lideranças não se contentaram em ter cada uma o seu pedaço e decidiram tomar conta com exclusividade do espólio, que, aliás, é regado com cifras milionárias. A legenda deverá se transformarem uma máquina de lavar, no caso, cheia de roupas sujas. E dê-lhe!