Opinião

MICHEL CONSTANTINO

O agronegócio e a demanda mundial a favor do Brasil

Confira a coluna de Michel Constantino desta terça-feira (30)

A China tem um déficit na balança comercial da agricultura de 120 bilhões de dólares, o Japão de 71 bilhões de dólares, oriente médio de 63 bilhões de dólares e a União Europeia de 30 bilhões de dólares.

Essa demanda por alimentos e energia deve aumentar por dois fatores atuais, o primeiro fator é o crescimento da população que já passou de 8 bilhões de pessoas no mundo, aumentando consumo, produção e infraestrutura.

O segundo fator é a guerra entre Rússia e Ucrânia, que reduziu a produção, destruiu empresas e investimentos e aumenta cada vez mais demanda de alimentos e energia para toda União Europeia e outros países dependentes desses países.

A China é o maior cliente brasileiro, sua demanda por produtos nacionais vem aumentando ano a não, e abrindo novas frentes de exportação.

O Agronegócio exportador e importador passou por desafios com a pandemia, é impactado pelas mudanças climáticas e sofre com mudanças de políticas econômicas nacionais e internacionais.

Esses desafios estão sendo ultrapassados ano a ano pelos produtores rurais, seja na agricultura, na produção de energia e na produção de proteína animal.

Com todos esses desafios, os estados com o agronegócio como fonte da economia, como é o caso de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso apresentaram resultado positivo mesmo na pandemia, como mostram os números do IBGE para 2020.

E a previsão é que os dois estados tenham o maior crescimento no ano de 2022, conforme a tabela abaixo da MB consultoria:

Analisando a demanda internacional, a crise dos países europeus, os juros altos nos EUA e a desaceleração da China, temos um cenário positivo e favorável para nossa economia baseada na produção agropecuária e na indústria de transformação dessa cadeia produtiva.

O Agronegócio, setor com maior liberdade econômica, que sua competitividade se dá com os mais produtivos países, desponta na economia brasileira e puxa o crescimento dos estados e do país.

“Se pegarmos o crescimento dos Estados brasileiros ao longo das últimas quatro décadas, os que mais cresceram foram aqueles onde o agro tem maior peso”, afirma Vale. “Duas razões principais ajudam a explicar isso. Uma é que o agronegócio acabou se integrando mais com o resto do mundo [do que outros setores, como a indústria brasileira]. A outra é o preço, que levou os Estados produtores a terem maior crescimento da massa de renda.”

De acordo com projeções da MB Associados, tanto Mato Grosso quanto Mato Grosso do Sul devem crescer acima de 5% neste ano (2022), e os outros Estados com presença do agronegócio na região Centro-Oeste, no Norte e no Nordeste também terão desempenho acima da média nacional.

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