Colunistas

Cláudio Humberto

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"A política não se resolve mais pelo processo político"

Ex-ministro Aldo Rebelo critica interferências do STF e TSE nas questões políticas

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Militares têm cargos no exterior só para fazer compra

Mesmo detestando militares, governos do PT jamais extinguiram uma velha sinecura das Forças Armadas em países da Europa e Estados Unidos: “comissões” criadas a partir de 1940 cuja única função é fazer compras. Ficaram inócuas já a partir dos telefonemas DDD e viraram piada após a internet. Os militares nunca abriram mão dos cargos e salários em dólares. O presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, louco por vaga no STF, quis agradar a Lula e prometeu devassa nos R$20 bilhões gastos pelas comissões, de Temer a Bolsonaro.

 

Esquecimento

A promessa de Bruno Dantas, de março de 2023, caiu no esquecimento após o chefe do TCU ser ignorado nas indicações de Lula para o STF.

 

Brasil vai à guerra?

As comissões compram o que poderia ser feito em Brasília, como 200 drones camicases, usados na Ucrânia e Gaza, que o Exército adquire.

 

Doce mordomia

A Comissão Aeronáutica Brasileira, tão desnecessária quanto as do Exército e Marinha, tem sedes em Washington e também em Londres.

 

Até tu, Marinha?

Criada em 1937, a Comissão Naval Brasileira em Washington, também supérflua, é outra que conserva seus cargos e gordas gratificações.

 

Rebelo: não se leva a sério ‘golpe’ gravado em vídeo

“Não se pode atribuir seriedade a reunião ‘preparatória de golpe’ gravada em vídeo e quase transmitida pela TV”, ironizou o ex-deputado Aldo Rebelo, que foi ministro dos governos Lula e Dilma, do PT. Especialista em História, lembrou durante o programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes/BandNews TV, que golpes são articulados em reuniões secretas, referindo-se às acusações que pesam contra Jair Bolsonaro. Mas acha “gravíssimo” que isso tenha sido cogitado pelo ex-presidente.

 

Ato golpista’ de 2003

Presidente da Câmara, Rebelo liderou a resistência à sua depredação pela extrema-esquerda, em invasão jamais chamada de “ato golpista”.

 

Especialista em PT

Hoje filiado ao PDT, que integra a base de apoio a Lula, Aldo Rebelo passou a maior arte da sua carreira filiado ao PCdoB.

 

Voz da sensatez

Político experiente, que já viveu de tudo, inclusive sob ditadura, Rebelo recomenda “prudência, equilíbrio, temperança” aos Três Poderes.

 

Fim do faz-de-conta

Líder do PT na Câmara até dias atrás, Zeca Dirceu (PR) teve a própria mãe assaltada “com violência” por bandidos beneficiados pela atuação de parlamentares como ele e Tábata Amaral (PDT-SP), lacradora estridente que também foi alvo de bandidos violentos. Ninguém merece.

 

Elogio à bandidagem

Para o senador Jorge Seif (PL-SC), o desfile da escola de samba Vai-Vai demonizou a polícia e vitimizou os bandidos. “Desrespeito com milhares de policiais que arriscam a própria vida para a nossa proteção”, disse.

 

Limpar?’ Humm...

Carlos Zarattini, que foi líder do PT e é atual vice-líder do governo Lula, defendeu “limpar das Forças Armadas aqueles que ainda acreditam que é possível reestabelecer no país uma ditadura militar”.

 

Marisa cancelada

Luís Cláudio, filho de Lula, reclamou da exclusão do nome de Marisa, sua mãe, de um post de Lula sobre os 44 anos do PT. A censura foi atribuída a Janja. “Tem acontecido umas coisas estranhas, a memória da minha mãe ninguém apaga”, disse o filho do presidente.

 

Carma

Líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ) ironizou a cantora do Carnaval que gritou apoio a marginais e depois teve seu caríssimo colar roubado... por um marginal. “A lei da semeadura ao vivo e a cores”, descreveu.

 

Sonho sonhado

Questionado sobre fala recente do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que visa a aproximação entre Lula e o agronegócio, o deputado Evair de Melo (PP-ES) rebateu: “sonhar não custa nada”.

 

Todos de volta

Ex-ministro dos Transportes do Lula 1, Anderson Adauto deve tentar voltar à política este ano, após oito anos inelegível por condenação de improbidade administrativa quando prefeito de Uberaba (MG).

 

Timing do aliado

A nova denúncia do governo da Guiana sobre a mobilização de tropas militares da Venezuela, na região de Essequibo, não produziu reações do governo Lula, que tem visita prevista à Guiana prevista para este mês.

 

Pergunta na lógica

Arrastão em casa de petista tem cem anos de perdão?

 

PODER SEM PUDOR

Fonte do planeta

Certa vez, ao ouvir do alagoano Geraldo Bentes, seu ex-secretário de Turismo, a piada de que os rios Capiberibe e Beberibe, do Recife, formam o oceano Atlântico, para ilustrar a suposta “mania de grandeza” dos pernambucanos, o recifense Cristovam Buarque, então senador do PDT-DF, protestou imediatamente: “E quem disse que esses rios formam só o Atlântico?”

Giba Um

"Sinto orgulho do meu marido. Ele se referiu ao governo genocida e não ao povo judeu",

de ROSÂNGELA DA SILVA, a Janja //  primeira-dama, agora candidata a analista internacional 

21/02/2024 05h00

Giba Um Foto: Reprodução

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O executivo salvadorenho Mario Guardado, que representa cassinos de Las Vegas, circulou pelo Brasil nas últimas semanas, fez um corpo a corpo com parlamentares e visitou cidades do Centro-Oeste interessadas em receber 

MAIS:  em 2020, ele ganhou uma certa popularidade ao ciceronear uma viagem do senador Flávio Bolsonaro e do então presidente da Embratur, Gilson Machado, em Las Vegas. Na época entregou Flávio espalhando que ele estava na cidade “tratando de assuntos de turismo e cassinos”. 

In –  Cinema: Zona de Risco
Out – Cinema: O Jogo da Morte

 


Só dá ela


8 A übermodelo Gisele Bündchen, 43 anos, ainda vive a dor da perda da mãe no final de janeiro, mas nem por isso ela deixou de cumprir seus compromissos. Ela que em 2016 desfilou pela última vez  no Estádio do Maracanã durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio, para começar a desacelerar sua vida, continua sendo uma das mais requisitadas para atrelar sua imagem a marcas, estrelar campanhas publicitárias e estampar capas e ensaios de revista. Neste mês ela  está em nada menos do que seis campanhas no Brasil e no mundo ( Balmain, Colcci (ao lado de Marlon Teixeira), Boss, Frame, Alaïa e IWC). Com tantas campanhas muitos especialistas de moda apostam que ela deve ocupar novamente o topo da lista das modelos mais bem pagas, posição que não ocupa há algum tempo. No dia 26 de março será  lançado nos Estados Unidos seu livro de receitas que traz 100 opções de preparos saudáveis, sem glúten e que contam com ingredientes que alimentam o corpo, como farinha de amêndoa, óleo de abacate e tâmaras, entre tantas opções uma versão sua do pão de queijo. Infelizmente ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Mais: apesar de não assumir publicamente seu namoro com o treinador de jiu-jitsu Joaquim Valente, os dois que são vistos constantemente juntos, foram flagrados se beijando no Dia dos Namorados (14). 


Lula não vai se desculpar


L ula não vai se desculpar, nem se retratar, para perder a classificação de “persona non grata”, como Israel Katz, ministro de Relações Exteriores de Israel, disse, frente a frente, ao embaixador brasileiro no país, Frederico Meyer, chamado para uma visita ao Museu do Holocausto, em Jerusalém. Meyer foi submetido a humilhação pública, sendo repreendido diante de um batalhão de jornalistas. Logo em seguida,  Lula chamou o embaixador Meyer de volta ao Brasil, sinal diplomático de crise entre os dois países. As cenas no Museu do Holocausto causaram profundo mal-estar entre diplomatas. “Meyer foi humilhado como poucas vezes se viu na história da diplomacia brasileira”. Eles ainda não sabem o tamanho do dano causado para a imagem do Brasil pelas falas de Lula. “Foi um dia de vergonha para diplomacia brasileira, um tiro no pé difícil de ser contornado”.


Impeachment

Oposicionistas apresentaram um pedido de impeachment de Lula e foram seguidos por mais de vinte deputados do União Brasil, Republicanos, PP e PSD, partidos que ocupam ministérios no governo petista. A lista de assinaturas provocou uma troca de farpas entre a deputada Carla Zambelli (PL-SP), que continua recolhendo apoios e a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (ela já teve oportunidades anteriores de criticar Israel), que argumentou: “Golpista querendo impeachment só pode ser piada”. Adversários de Lula dizem que ele assumiu um lado, no conflito Israel-Hamas, da pior maneira na cena mundial, ao receber elogios e agradecimentos do grupo terrorista. 


Em ascensão

A cantora, apresentadora e empresária Jojo Todynho volta a ganhar ascensão depois da música Que tiro foi esse, que fez muito sucesso em 2018 e de ganhar a 12ª temporada da A Fazenda  (Record) em 2020. Agora contratada para fazer comentários sobre o BBB24 como uma das comentaristas fixas do Mesacast BBB, exibido pelo Multishow e pelo Globoplay. Mas não para por aí, acaba de lançar uma marca só sua, batizada de ‘Grande gostosa’, que de largada conta com produtos voltados para moda praia, foi um dos destaques da Forbes Under 30 2023 e assumiu um cargo de conselheira consultiva da Caju Benefícios que busca diversidade e inovação. Mais: acaba de firmar uma parceria com a marca Veja onde lançará a linha “Multiuso da Jojo”, limpador multiuso  que introduz elementos de perfumaria fina no segmento  em duas fragrâncias exclusivas, “Marcante & Envolvente”, que apresenta notas cítricas e um toque oriental floral e “Moderna & Poderosa”, reinterpreta a lavanda clássica com toques finos e elegantes.

 

 


"Chocado"


Carlos Siqueira, presidente do PSB, legenda que ocupa a vice-presidência (com Geraldo Alckmin e dois ministérios), disse que ficou “chocado”. “A comparação não faz sentido algum. Primeiro, porque não é genocídio. Há problemas, provocados por grupos terroristas que usam escudos humanos, em hospitais e usando crianças. O Hamas provocou tudo isso porque foi lá em Israel fazer a matança. Agora, se desculpar cabe a ele. Eu não vou fazer sugestão alguma”. Por outro lado, a humilhação do embaixador Frederico Meyer cairá na conta do chanceler Mauro Vieira, que o nomeou para o posto e de quem é amigo. 

 

Janja mandou


Atendendo pedido da primeira-dama Janja da Silva, que teve a ideia de colocar a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) na vice do prefeito Eduardo Paes (PSD), que tentará a reeleição no Rio, Lula já teve uma conversa com ele sobre a possibilidade, acrescentando que seria um acordo com o PT (ela vai se filiar à legenda). Paes quer retomar as tratativas. Mas, já deu sinais de que prefere uma pessoa de total confiança a uma composição com o PT porque, em 2026, essa pessoa herdaria a prefeitura, enquanto ele concorreria ao governo do Rio. Há três possibilidades em seu secretariado: Adilson Pires (Assistência Social), Tainá de Paula (Meio Ambiente) e Felipe Santa Cruz (Governo), hoje no PSD.


INSPIRADOR


Malgrado venha ocupando as primeiras páginas dos jornais brasileiros nos últimos dias, incluindo espaços semelhantes na mídia internacional, tudo indica que as relações bilaterais entre Israel e Brasil ficarão congeladas ou prejudicadas (o que significa prejuízo para os dois lados) ao menos enquanto Lula e Benjamin Netanyahu ocuparem seus cargos, mas não deverão evoluir para um rompimento. As afirmações levianas de Lula não constavam do discurso preparado pelo Itamaraty. Os insultos a Israel teriam sido soprados pelo ex-chanceler Celso Amorim, reconhecido bajulador do Hamas. 

Má comunicação

O que fez piorar o episódio de Lula comparando a guerra Israel-Hamas com o Holocausto foi o mau material de informação que ganhou as redes sociais produzido pela Secom. Muito grande, com justificativas insipientes, só serviu para aumentar as consequências do tropeção. Ideal teria sido encontrar uma maneira de explicar a frase, se pedir desculpas, o que a Secom nem tentou. Até a primeira-dama Janja, que entrou na história, demonstrou que a língua também enrolou quando tentou defender o maridão falador. Afinal, se a ideia era criticar o governo de Israel e não o povo judeu, Lula escorregava acabando por revelar seus sentimentos políticos. 

REPERCUSSÃO

O debate digital sobre a declaração de Lula que comparou a situação de Gaza à perseguição de Judeus na Alemanha nazista, teve impacto para o petista nas redes sociais. Levantamento da consultoria Bites aponta que em apenas uma em cada dez postagens sobre o tema houve aval à fala nas principais plataformas digitais. Ao todo, , foram analisadas 1,59 milhões nas principais plataformas digitais. Do total, 63,8% das mensagens foram classificadas como negativas, 25,8% como neutras e 10,3% como positivas. O pico das menções ocorreu na noite de domingo (18).


Bolsonaro vs. Kassab

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem demonstrado a aliados que está incomodado com o PSD de Gilberto Kassab e avisa que tentará atrapalhar alianças pré-definidas para as eleições municipais. O Capitão chama o presidente nacional do PSD – e secretário do Governo da gestão de Tarcísio de Freitas – de “farsante” ao comentar entrevista de Kassab ao site Brazil Journal. Em poucas horas, Bolsonaro apagou a mensagem. Num recente áudio no começo de fevereiro, o mesmo Bolsonaro já garantiria que vetaria o apoio do PL a candidatos do PSD. “Deixo claro: PSD do Kassab eu não apoio ninguém, tá ok?”.  

FOTOGRAFIA

A fotografia sonhada por Jair Bolsonaro é ver a Avenida Paulista, em São Paulo, totalmente preenchida por adeptos seus, usando camisetas verde e amarelo, gritando “mito!” e se possível formando ao lado do ex-presidente em seu protesto contra a “perseguição política” que diz estar sofrendo. Está armando um esquema para que o material – desde que positivo – da manifestação do dia 25 seja espalhado até no Exterior, dando a impressão de que o povo reclama com ele. Detalhe: na semana seguinte, nada mudará, ele continuará inelegível e debaixo das denúncias de que armava um golpe de Estado. E os bolsonaristas voltarão para suas casas.


MISTURA FINA

NESSES  mesmos dias, Lula fez outra declaração “desastrosa”: enquanto o mundo acusava Vladimir Putin de ser o responsável pela morte de seu maior opositor Alexei Navalny, o presidente brasileiro defendia o russo e propunha “uma investigação para saber do que o outro morreu”. E emendava: “Se não, você julga agora que não sei quem (ele não cita Putin) que mandou matar e não foi. Depois você vai pedir desculpas? Para que essa pressa de acusar alguém?”.

CIENTISTAS políticos também admitem que a fala de Lula “mostra ignorância” e “antissemitismo”. E do ponto de vista israelense e de toda a movimentação, como a convocação do embaixador brasileiro, foi uma oportunidade para Benjamin Netanyahu unir governo e oposição em torno da guerra. Teria feito o que fez porque entende que bater no Brasil tem custos mais baixos do que atacar a Turquia, cujo presidente fez declarações semelhantes. 

ASSIM como inspirou Lula a comparar conflito de Hamas com o Holocausto, o ex-chanceler Celso Amorim, 81 anos, depois de rótulo de “persona non grata” e exigência de desculpas feita pelo ministro israelense, foi o primeiro – e único – a incentivar o chefe: “Quem tem de pedir desculpas é Israel, e não é ao Brasil, mas à humanidade”. Palavra de assessor radical.

ARTHUR Lira, presidente da Câmara e líder do Centrão está conseguindo desagradar gregos e troianos no setor portuário. O motivo é a comissão de juristas criado pela presidência, que será responsável por rever a regulação dos terminais operados pela União. A insatisfação começa dentro do próprio governo. Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) quer um representante da Pasta no colegiado, o que também querem  os armadores. E até terminais privados querem indicar um nome para a comissão. A minuta do projeto no relatório sobre o marco legal será encaminhada à Câmara em junho.

ABÍLIO Diniz era no ranking dos 30 brasileiros mais ricos da revista Forbes, o 21º colocado com um patrimônio estimado em R$ 9,9 bilhões. Ele teve seis filhos, dois mais novos do casamento com Geize Diniz e mais quatro do relacionamento com Maria Auriluce Falleiros (João Paulo Diniz morreu em agosto de 2022). Além dos filhos, Abílio era avô de 18 netos e bisavô de seis.

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artigos

As disputas eleitorais de 2024 antecipam o futuro do PT e do Brasil em 2026

A eleição deste ano é uma ponte essencial entre 2022 e 2026

20/02/2024 07h36

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No PT e nos setores sociais próximos, muito tem se discutido e divergido sobre a definição ou não de candidatura própria em Campo Grande, em detrimento de uma política de aliança mais ampla.

Antes de fechar a questão sobre uma candidatura própria, há de se verificar o caráter das eleições municipais deste ano já dado pela direção nacional do PT e pelo presidente Lula. Aqui reside a discordância ao encaminhamento hermético de que a nossa combativa deputada federal Camila Jara já é (e será) a nossa candidata, sem nenhuma possibilidade de debate e ampliação com outras forças políticas.

A eleição deste ano é uma ponte essencial entre 2022 e 2026. Qualquer análise eleitoral feita com honestidade deve reconhecer que, em 2022, o PT e seus aliados venceram Bolsonaro por uma margem muito apertada, graças à considerável adesão de parte de setores de centro-direita.

É preciso rememorar que a presidente Dilma, em 2014, se reelegeu vencendo Aécio por 3,3 pontos porcentuais e acabou não tendo suporte parlamentar para nem sequer terminar seu mandato.

Lula venceu Bolsonaro por uma diferença de votos ainda menor (1,9%) e uma base parlamentar vinculada à pauta bolsonarista muito grande, afora o forte e permanente engajamento de sua base social nas redes sociais, o que impôs a Lula a tarefa de atrair diversos setores que não marcharam com o PT nas eleições presidenciais.

A partir dessa realidade é que Lula conduz o dia a dia do seu governo e se organiza para enfrentar o vivo e pulsante bolsonarismo em 2026. Assim, não faz nenhum sentido que setores do PT, à luz dos resultados de 2022, acreditem que a eleição deste ano possa ser resumida em apenas uma eleição do PT contra todos e a qualquer custo.

A percepção e a movimentação de Lula quanto ao caráter da eleição deste ano está mais do que expressa na cidade de São Paulo, onde, pela primeira vez, o PT não terá candidato próprio, mas sim uma aliança com o deputado federal do Psol Guilherme Boulos como cabeça de chapa.

Além disso, o retorno de Marta Suplicy e sua indicação à vice é um sinal concreto e inteligente em direção aos setores populares que abandonaram o PT no pós-Dilma.

Para que não haja dúvida da coragem e da ousadia da estratégia do presidente Lula nas eleições deste ano em São Paulo, vejamos: no segundo turno da cidade, em 2022, Lula venceu Bolsonaro por uma diferença maior que a nacional (53,54% x 46,46%). Ainda assim, Lula aposta em um nome não oriundo do PT.

Em contraposição à estratégia supracitada, Campo Grande precisa conviver com a seguinte realidade: na capital sul-mato-grossense, Bolsonaro venceu Lula em 2022 por 62,65% a 37,35%.

Ora, se mesmo em São Paulo o PT optou por debater e construir uma candidatura diversa de seus quadros, não há lógica política nenhuma do PT em Campo Grande ao interditar o debate de construção de uma aliança mais ampla e ao centro, visando, ao fim, o fortalecimento do projeto nacional e da reeleição do presidente Lula em 2026.

O caráter nacional dado ao pleito municipal deste ano pelo PT nacional e pelo presidente Lula não admite tamanho estreitamento político.

Estamos mais do que convictos de que o único, digno e inarredável projeto político nacional para o PT é o projeto de consolidação do governo Lula e da sua reeleição em 2026. Portanto, vamos insistir de que cabe ao PT de Campo Grande debater a possibilidade concreta de construir uma aliança política mais ampla e capitaneada por quadro diverso do PT.

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