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ARTIGO

Antonio João Hugo Rodrigues: <br>"Futuro preocupante"

Jornalista
05/07/2016 02:00 -


A semana começou com a notícia de atentado, em Bagdá, que até ontem cedo já havia causado 215 mortos. Obra do estado islâmico, matando gente de um país islâmico. Fico estarrecido pensando quando começará a matança em países cristãos, xintoistas, indianistas e companhia limitada. O que me conforta: não estarei vivo para ver tamanha tragédia, certamente inspirada pelos antigos papas, que comandavam as ações violentas contra os anti-cristos.  Embrulha-me o estômago só de, lendo os livros, ver quantos faraós, soberanos e líderes religiosos mataram pessoas a troco de coisa nenhuma.

Mas a semana começou, também, com novas operações da Operação Lava Jato. Mais pessoas presas. Do Partido dos Trabalhadores, de novo. De outros partidos, também. E o povo, decepcionado, tomando conhecimento cruel de que o Brasil só não é um país de primeiro mundo porque seus dirigentes, desde a sua colonização,  assaltaram nosso país com voracidade inacreditável. Resumindo: o Brasil é um país pobre vez que a maioria dos seus dirigentes, nestes mais de 500 anos de existência, aprimoraram-se em roubar o povo. Direta ou indiretamente.

Aqui em Campo Grande, o grande imbróglio está relacionado não apenas às operações Lama Asfáltica e a tal “Coffee Break”, um exemplo de nadismo e de falta de criatividade. Até no nome, emprestado dos Estados Unidos ou da Inglaterra. Gracinha do MPE. Que fez de tudo para reempossar um prefeito (arre égua) cassado pela Câmara de Vereadores. O tal de Bernal, o rei da corrupção. Pelo menos, na opinião da CPI que o cassou. Com provas mais do que robustas.

Nós, o povo verde e amarelo,  dormimos com notícias ruins e acordamos com notícias péssimas. E ainda há quem diga que Deus é brasileiro.  Nem a nossa Seleção Canarinho escapa da comédia brasileira. Como diria o Mussum, Cacildis...

Hoje, estamos a matutar quem ou qual será o futuro prefeito (?:) de Campo Grande.  De um lado, o profano Bernal, aparentemente ateu quase convicto. De outro candidato como o deputado Marcos Trad, que se julga ungido por Deus e por Jesus. Pobre do meu tão querido Jesus Cristinho: a maioria usa seu santo nome em vão e nem ficam corados por isso. Vem por aí, também na disputa (será mesmo?) o coronel David. O ex-prefeito Nelson Trad, a professora Rose Modesto e nem sei mais quem. André Puccineli? Só jogo de cena. É o maior comandante de um outrora grande partido aqui no MS. Não está mais nem aí... Mas não perde a mania de fazer graça.

Quem sabe a manhã de hoje, terça-feira, me reserve um alvorecer mais contentinho. Não aquele alvorecer da quadrilha da Gráfica Alvorada, que faturou milhões de reais imprimindo livros, em sua maioria, inúteis para os estudantes mas, seguramente, farto para os autores, para a gráfica e administradores públicos. Aí, só me restou apelar para um exu. E ele me respondeu bem assim: “Óia mô fio, du jeito que sucê tá, só u Homi é que podi ti ajudá”. Saravá, meu pai!!!