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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Ciência contra a incerteza"

Confira o editorial desta terça-feira: "Ciência contra a incerteza"
05/11/2019 03:00 -


Não temos o poder de mudar o clima no curto e no médio prazo, mas, para atenuar os danos à produção, temos a ciência ao nosso favor. Que as autoridades se atentem para isso.

Ainda não se sabe se eles serão muito grandes, ou se poderão ser compensados em outras safras, mas é certo que as chuvas escassas neste segundo semestre já causaram prejuízos ao agronegócio de Mato Grosso do Sul e, consequentemente, à economia local. O que esperamos para os próximos dias são precipitações volumosas que garantam uma boa produtividade nesta safra 2019/2010 que se inicia. Se isso não ocorrer, o cenário desenhado é preocupante. 

Nesta edição trazemos reportagens que mostram a dimensão dos danos que a estiagem já causou a muitos agricultures e pecuaristas de Mato Grosso do Sul, seja na forma do atraso no plantio ou até mesmo no replantio, seja em regiões onde os dias sem chuva e a vegetação extremamente seca têm provocado incêndios quase intermináveis, como no Pantanal. 
Os problemas são decorrentes da falta de um fenômeno natural, a chuva. Porém, esta quebra de ciclo – pois, todo ano espera-se que chova nas épocas previstas – deve ser considerada pelas autoridades. Não temos o poder de mudar o clima no curto prazo, mas certamente, temos ao nosso favor a ciência. Estudar as causas desta escassez de chuvas que gera prejuízos econômicos é uma necessidade e financiar as pesquisas é um dever não só do poder público, mas também de setores da classe produtora, como por meio do sistema S. 

Existem mecanismos como seguros para atenuar o prejuízo da quebras das safras, entre outros produtos financeiros, que podem levar mais segurança aos produtores rurais. Mas isso somente não basta. É necessário encontrar ferramentas para atenuar as perdas, ou para fazer com que seja impossível que elas ocorram em alguns casos. 

Se a irregularidade no regime de chuvas se mantiver, não seria o caso de alguns produtores pensarem em represar cursos d’água, criar açudes e irrigar parte das lavouras, pelo menos na época do plantio? Outras técnicas para atenuar eventuais perdas e aumentar a segurança não somente do produtor rural, mas da economia local, surgirão se houver incentivo. É o momento de instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo, mostrarem a sua força, ou de receberem os recursos necessários para entender o que ocorre com o solo, com os ecossistemas e, claro, com todo o meio ambiente. 

Historicamente, são mais desenvolvidos os países que empregam tecnologias para torná-los capazes de superar as adversidades climáticas e de solo e vegetação (há quem plante no deserto) ou que tenham técnicas para aumentar a produção em meio às incertezas do clima. São mais fortes as economias que conseguem prever (por meio de pesquisa e informação) os danos a que estão expostas. Que esta estiagem faça muitos acordarem para a ciência.

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?