Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"É o mínimo que a Câmara pode fazer"

Deputado Kim Kataguiri (União-SP) e a cassação do agressor Glauber Braga (Psol-RJ)

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Lula tira o corpo e culpa auxiliares pela gestão ruim

O presidente Lula (PT) continua o mesmo, terceirizando responsabilidade pelos próprios erros, exatamente como nas primeiras duas versões de governo. Incluindo os escândalos de corrupção. À frente de uma gestão pífia e por isso reprovada pela maioria da população, Lula deu ouvidos à fofoca de petistas ainda incomodados com o ex-tucano Geraldo Alckmin, chamado de “mosca morta”. Lula humilhou o vice, cobrando empenho, e fez vergonha a ministros. Mas é ele quem ainda não arregaçou mangas. 

Governo de factoides

Quinze meses depois, o governo Lula ainda caça adversários, em vez de conquistar eleitores que o rejeitam, e nada entregou. Exceto factoides.

Reprovação geral

O atual governo é tão ruim que pesquisa do Ipec, sempre gentil com o PT, indica reprovação de Lula em 6 das 8 principais áreas da gestão.

Carga pesada

Sem apitar na área econômica, Alckmin tem espaço restrito. E carrega o carma de haver indicado o microministro Márcio França, do seu PSB.

Estado catatônico

Fofoqueiros próximos de Alexandre Padilha criticam Alckmin sem admitir que há bem mais ministros em estado catatônicos no PT que no PSB.

Observatório da Oposição aponta ‘farsa’ fiscal’

O Observatório da Oposição, iniciativa do PL que funciona no Brasil como uma espécie de “governo sombra”, comum em governos parlamentaristas, divulgou nesta segunda-feira (22) sua 46ª edição, na qual destaca a “farsa do arcabouço fiscal”, e a expectativa de rombo mínimo de R$101 bilhões nas contas públicas. Segundo o relatório, o governo do PT abandonou a promessa de zerar o déficit no Orçamento, que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) vendeu como “bandeira”.

Muito pior

O rombo antevisto pelo projeto de orçamento para 2025 já pode chegar a quase R$133 bilhões, segundo as contas do relatório.

Muito elevado

A oposição prevê que se o projeto de orçamento de Lula e Haddad for aprovado, “a dívida pública só estabilizaria na próxima década”.

Chamou atenção

O contrato da empreiteira Odebrecht com o escritório que pertence ao ministro da CGU, que renegocia com... a Odebrecht, entrou no relatório.

Tá feia a coisa

Há algo de muito torto no Ministério da Saúde. Divulga que mais de 80% dos casos de dengue ocorrem em pessoas acima de 30 anos, mas orienta vacinar o público de 10 a 14 anos, que totaliza 6,2% dos casos.

Gentleman em apuros

Agora na planície, o ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) enfrenta por dever de ofício, nas idas ao Congresso, a agressividade da qual era poupado durante muitos anos dedicados à magistratura, incluindo o STF. 

Governança exposta

Já há ministros advertindo para erros políticos primários do STF, com acusações criativas do tipo “conspiração global da direita contra a democracia”. Para esses ministros, isso dá razão a Elon Musk e expõe ao mundo a que estão sujeitos os críticos da “governança” no Brasil.

Recorde mantido

O ato bolsonarista em Copacabana atraiu uma enorme multidão, mas não chegou nem perto do tamanho da manifestação de 25 de fevereiro na Avenida Paulista, em São Paulo.

Sem máscara

Ao recomendar a Fernando Haddad dedicar mais tempo aos políticos do que aos livros, Lula cometeu uma injustiça, porque afinal o ministro não é conhecido pelo hábito de leitura, e reiterou o pouco caso pela educação.

Pacote anti-invasão

Resposta da oposição à pretendida mudança na legislação para facilitar as invasões do MST, o conjunto de projetos anti-invasões passa por nova análise de deputados federais nesta terça-feira (23), na CCJ.

País nos eixos

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) explicou o que levou os apoiadores às ruas do Rio, no fim de semana: “Fomos às ruas para deixar claro, mais uma vez, que o Brasil precisa voltar aos eixos”.

Demorou

A Comissão de Segurança do Senado ouve o jornalista português Sérgio Tavares, nesta terça (23), sobre sua detenção no aeroporto de Guarulhos, pela Polícia Federal, ao desembarcar para o ato na Paulista.

Pergunta na rua

Se é fácil juntar centenas de milhares de pessoas na rua, por que só um partido o faz?

PODER SEM PUDOR

Solução rápida

A questão de água, no Nordeste, sempre aguçou rivalidades. Certa vez Juarez Távora, ministro da Viação de Castello Branco, foi ao Rio Grande do Norte visitar obras. Ao desembarcar, ouviu de um líder político local: “Precisamos de um grande açude aqui, porque estamos inferiorizados em relação ao Ceará. Lá, existem 19; aqui, 18”. Távora sacou a solução na hora: “Não tem problema. Mando arrombar um no Ceará e fica empatado”.

ARTIGOS

Obrigados a repensar nosso lugar

24/05/2024 07h30

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Agora, em face da tragédia ambiental e humanitária no Rio Grande do Sul estamos obrigados a repensar a ocupação de nossos territórios urbanos e rurais.

Campo Grande já recebeu vários alertas, alguns mais claros, como enchentes cada vez mais comuns, outros percebidos historicamente como o aumento exagerado da temperatura ambiente e da pouca umidade no ar. Mas infelizmente muito pouco tem sido feito para adaptar a cidade (e o Estado) para essa nova realidade.

Estudiosos apontam que nossa temperatura ambiente vai ficar cada vez mais quente e as chuvas, cada vez mais intensas e mais concentradas, isto é, mais água em menor tempo.

Algumas (boas) obras de drenagem estão sendo planejadas e executadas, mas isso não é o suficiente.

Nenhuma solução urbanística é satisfatória se não tiver um viés o mais abrangente possível.

Já vimos os grandes parques urbanos às margens do Prosa e do Segredo, previstos em 1.978 por Jaime Lerner serem literalmente ocupados pelas construções, muitas, frutos de descaso com o bom planejamento urbano, que teria evitado as enchentes quase corriqueiras nos dias atuais.

Outro exemplo é o nosso sistema de drenagem: não basta a obra, mas a manutenção constante, junto com, como exemplo simples, um plano de (re)arborização e uma Lei de Ocupação e Uso do Solo que aponte soluções como a quantidade de solo permeável obrigatório para cada edificação.

É só olhar nossas esquinas (principalmente): cada dia mais ocupadas com edificações e estacionamentos nos recuos, com rebaixamento quase total das guias, e um ínfimo pedaço de terreno com grama e um mirradinho arbusto que logo irá morrer...

Uma árvore é capaz de reter, segundo estudos, até cerca de 20% da quantidade de chuva que cai, aumentando o tempo de escoamento e, consequentemente, o risco de enchentes.

Estudos realizados pela UFPR encontraram uma redução na temperatura de 1,8 a 3,9 °C, comparando áreas arborizadas e não arborizadas. Também, estudos na Argentina e Alemanha comprovaram uma regulação de 5% da umidade relativa do ar em áreas arborizadas.

Por outro lado, a verticalização das edificações aumenta a temperatura no entorno imediato, assim como o excesso de prédios pode afetar o regime de ventos. Assim, se faz necessário uma regulação da concentração da verticalização que, lembro, impacta também a rede já implantada de água, esgoto e energia, além da mobilidade urbana.

Esses são alguns exemplos de como é complexa a regulação urbana exigida pelas mudanças climáticas.

E nas áreas rurais, lembro-me que, no começo de 2.010, em uma audiência pública sobre uma das maiores chuvas em menor tempo que esta cidade já viu (em 27 de dezembro de 2.009) um nosso grande meteorologista dizia, que com a destruição dos rios aéreos que conduzem água do oceano e da Amazônia, o nosso Pantanal, em quatro décadas estaria fadado a virar um deserto arenoso.

Ainda é tempo de fazermos algo, para evitarmos tragédias ou o nosso declínio como sociedade. Mas precisamos de debate sobre nosso bem estar atual e futuro, com bons argumentos e, o mais importante, ações imediatas.

CLÁUDIO HUMBERTO

"A diferença entre gestor vs. gastador"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) comparando Tarcísio de Freitas a Lula

24/05/2024 07h00

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Lula expõe Lira e Haddad para vetar a própria MP

A decisão de vetar a própria medida provisória, taxando compras em sites que são o xodó de pessoas pobres, mostra como Lula (PT) ficou perdido com pesquisas atestando sua rejeição. Com o veto, ele tenta reverter pesquisas tipo Quaest: 55% dos brasileiros acham que ele não merece ser reeleito. Além de mostrar não saber o que faz ou assina, irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira, que, a seu pedido, enfrentou o desgaste de transformar sua MP estúpida na lei que agora quer vetar.

Culpa do Haddad

No Planalto e no Congresso, a estratégia do governo é culpar pelo erro o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Até porque a ideia foi dele mesmo.

Puxando o tapete

O maior entusiasta da ideia de Lula vetar a própria MP, que mídia amiga agora chama de “MP do governo”, é o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Combo baiano

Com a operação, Rui Costa prega mais um prego no caixão de Haddad, com quem anda às turras, e ainda com chance de “salvar” o chefe, Lula.

Pendurado na brocha

A maior dificuldade de Lira é como dizer aos líderes que o apoiaram na aprovação da lei que Lula irá vetar a própria MP, fato inédito na História.

Apoio de Lula ‘rifa’ Aguinaldo da reforma tributária

Bastou Lula manifestar apoio a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para sacramentar a exclusão do deputado do grupo de regulamentação da reforma tributária, criado na Câmara. Ribeiro foi relator e contava estar na segunda fase do projeto. Nos bastidores, se movimenta para suceder a Arthur Lira, de quem já foi rival no PP e apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) contra o alagoano em 2021, na disputa para presidir a Câmara. Agnaldo quer o apoio do Planalto que, por ora, prefere Antônio Brito (PSD-BA).

O pecado

Antes de qualquer desenho sobre a regulamentação, Lula disse que Aguinaldo Ribeiro relator “seria ideal”. Acabou ali a chance do deputado.

Nomes demais

Lira tenta viabilizar Elmar Nascimento (União-BA) como sucessor, mesmo desagradando a Lula. A candidatura de Ribeiro não ajuda.

Campanha velada

Não passou despercebido Ribeiro na Comissão de Finanças, nesta semana, no cordão de bajuladores de Fernando Haddad (Fazenda).

Xô, Mantega

Enquanto Lula tenta barganhar o controle da Vale dificultando o acordo de indenização de R$127 bilhões para Mariana (MG), a companhia global (que é privada) contratou a Russel Reynolds, de padrão internacional, para assessorar na seleção do seu futuro presidente.

Gisele é top

Campanha de Gisele Bündchen superou (e muito) a merreca que Joe Biden mandou ao Rio Grande do Sul. São R$6 milhões da modelo contra R$100 mil do americano belicista e também mão-de-vaca.

Aloprados no poder

Ao ver déficit nominal bater os R$380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”. Aí é dureza!

Lira sobrando

Nem precisava pesquisa, mas a Quaest confirmou na Câmara que Arthur Lira é aprovado pela maioria dos deputados e que ele é quem definirá o próprio sucessor. Influência bem maior que Lula e Bolsonaro somados.

Da memória não apaga

Para o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), a politicagem voltou às estatais federais, com Lula e aval do STF. “Uma vergonha internacional. Anulando tudo da Lava Jato... quero ver apagar a nossa memória”.

Nada a reclamar

Magda Chambriard deve ser referendada hoje como nova presidente da Petrobras. A executiva substitui Jean Paul Prates, que saiu após humilhante demissão por Lula. O salário passa dos R$133 mil.

Embromação

Kim Kataguiri (União-SP) cobrou o ministro Fernando Haddad (Fazenda) que muito falou e pouco explicou na Câmara. “Gostou muito de lacrar”, concluiu o deputado, “mas responder perguntas, que é bom...”.

Lançamento prestigiado

Lançamento do livro de Aldo Rebelo, “Amazônia, 500 anos de cobiça internacional”, contou com ilustre presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumprimentou o autor e garantiu um exemplar.

Pensando bem...

...no Brasil, o crime não só compensa como virou investimento.

PODER SEM PUDOR

Oficinas não voam

Afonso Arinos de Melo Franco era ministro das Relações Exteriores de João Goulart e tinha pavor de avião. Certa vez, ao concluir visita a Portugal, ele se despediu do presidente anfitrião, Américo Tomás, que tocou no assunto: “O senhor gosta de avião?” O chanceler admitiu: “Não muito, excelência...” Em lugar de tranqüilizar o visitante brasileiro, Tomás fez um comentário que o atormentaria durante todo o percurso de volta: “É, enquanto eles voam lá em cima, as oficinas continuam cá em baixo...” Afonso Arinos morreu falando mal de Américo Tomás.

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