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OPINIÃO

Gilberto Verardo: "Contra o Sol não há argumentos"

Psicólogo
04/11/2019 01:00 -


Aproveitando a sensação térmica destes últimos dias, devemos resgatar da memória o enorme desconforto que todos passaram com calor insuportável. Tanto para aqueles que não contam com ar-condicionado como para os que verão sua conta de energia aumentar. O desconforto é biológico e mental. Buscando sua homeostase, o corpo gasta mais energia e ficamos mais cansados, mesmo à sombra. O apetite diminui principalmente em crianças e idosos, a irritação fica mais fácil, entre outros sintomas menos visíveis. Alta temperatura significa dilatação dos corpos animados e inanimados. Incluem gases, eletroeletrônicos, metais, concreto, etc. A evaporação é maior e a umidade relativa do ar fica comprometida em seu equilíbrio. A Terra está em um momento de exercício de compensação. O que era estável e previsível se torna incerto agora. Como a homeostase corporal, o planeta busca equilibrar o que está em excesso, a exemplo dos gases de efeito estufa, que potencializam os raios solares. É como se desse uma turbinada neles. O homem dentro do seu planeta desenvolveu certa plasticidade biológica (homeostase), psicológica (resiliência), social (adaptações culturais) e ambiental em relação à variação climática inserida nas quatro estações em que o homem organizou sua sobrevivência e desenvolveu seu meio social. Por outro lado, todos perceberam uma confusão delas, como que uma querendo misturar o princípio e o fim umas das outras. Primavera e outono eram estações light. Hoje, nem tanto. O sol é impiedoso, querendo reinar absoluto, com seu calor, sobre todas elas.

O desequilíbrio está colocando em risco todas as atividades humanas que se amoldaram no decorrer das quatro estações do ano, incluindo as relações interpessoais. Como defesa natural pela sobrevivência, a sensibilidade ao calor aumenta, assim como os conflitos de ordem biológica, visível na voracidade de vírus e bactérias para encontrar novas hospedagens de sobrevivência e procriação. Este instinto é natural onde há vida. O equilíbrio da sobrevivência foi alterado com o aumento da temperatura global. Como ainda há muitos descrentes sobre este fenômeno climático, políticas públicas minimizadoras e adaptativas ficam sem consenso, padecendo de inercia apática, uma das facetas da depressão. Existem, para os que acreditam nele, maneiras para minimizar os efeitos e propostas para comportamentos individuais e coletivos se adaptarem à nova faceta do clima. Nosso redondo planeta não tem esquina e nem canto. É um todo contínuo, pelo menos visto do espaço. Mas quando chega aqui em baixo, divide-se em porções territoriais. Cada um no seu quintal.
Negar uma evidencia científica é querer atrelar ao senso comum toda a grandiosidade de poucos humanos que realmente se importam com a vida das pessoas.

O conhecimento foi dividido em três vertentes. SOFUS – o conhecimento sobre as coisas é obtido pelas sensações por intermédio dos órgãos dos sentidos. É bastante pessoal. Por isso sua utilização é limitada a poucas pessoas. DOXA – origina-se em grupos de afinidade cultural, principalmente em decorrência dos hábitos, usos e costumes tradicionais. Porém, sua validade fica limitada a tais grupos. EPISTEME – conhecimento originado da pesquisa, estudos e experiências científicas devidamente sistematizados dentro de métodos e protocolos técnicos. Serve a todos, pois está além da sensação ou valor cultural. Não há fronteiras pessoais ou culturais para a utilização desse conhecimento, pois seu olhar é amplo, geral e irrestrito. Por isso, pode ser utilizado em qualquer lugar do planeta, sem distinção de etnia, credo, raça ou cor. Este tipo de conhecimento é disponibilizado nas escolas e universidades e, como é um conhecimento produzido a partir da necessidade de resolver problemas, necessariamente está atrelado ao objetivo para o qual foi concebido. Em qual destes conhecimentos você se orienta para tocar a vida ou tomar decisões?

Felpuda


Prefeitura de município do interior de MS recebeu recomendação do Ministério Público do Estado no sentido de exonerar servidores comissionados, livres do cartão de ponto, que são parentes de secretários da administração e de vereadores. O nepotismo se tornou um excelente “negócio” por lá, e se até o dia 6 de agosto as devidas providências não forem tomadas, medidas serão adotadas, como ação por improbidade administrativa. Tem gente que não aprende mesmo, né?