Colunistas

CLAÚDIO HUMBERTO

"Lula dá com uma mão e tira com a outra"

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a hipocrisia do governo aumentando impostos

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Lula desafia Alcolumbre e interfere nas negociações

Irritado com a forte reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e convencido de que isso sinaliza possível derrota da indicação de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal, Lula (PT) decidiu interferir nas negociações. O “corpo-a-corpo” na barganha de votos foi iniciado nesta segunda-feira (1º), quando Lula despachou com Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação. Ainda não se sabe se a tentativa de isolar Alcolumbre pode reverter a derrota ou a confirmar.

Novo Barata Ribeiro

Messias pode entrar para a História como primeira indicação rejeitada em 131 anos, desde o caso único de Cândido Barata Ribeiro em 1894.

Pode virar tiro no pé

A interferência de Lula pode até precipitar a derrota de Messias já na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), próximo dia 10.

Na corda bamba

Governistas projetam 14x13 votos pró-Messias na CCJ, mas, no limite, se Alcolumbre “virar” apenas um voto, a indicação seria derrotada.

Situação difícil

No plenário, as projeções de voto são negativas para Messias, que só conta por enquanto com 30 ou 31 votos, embora necessite no mínimo 41.

Dívida do setor elétrico em ICMS é 20% do total

As distribuidoras de energia elétrica, puxadas por estatais quebradas, lideram as dívidas bilionárias em ICMS. De acordo com o Atlas da Dívida Ativa dos Estados Brasileiros, da Fenafisco, representam 20% do total de R$1,17 trilhão. A gaúcha CEEE-D, por exemplo, deve ao governo do Rio Grande do Sul nada menos que R$3,17 bilhões em ICMS. Em Roraima, a Amazonas Energia, presentada aos irmãos Joesley e Wesley Batista, deve R$ 877 milhões em ICMS ao Estado, um dos mais pobres do Norte.

Para quem sobra

Por obra do governo Lula, a dívida federal de R$14 bilhões da elétrica dos Batista será paga pelos brasileiros, na conta de luz, por 15 anos.

Para quem sobra 2

Invenção do STF injetou R$20 bilhões nas tarifas até 2026, mandando devolver R$15 mil por consumidor em crédito de ICMS sobre PIS/Cofins.

R$ 500 milhões cada

Já a Cemig, de Minas, e a Copel, do Paraná, queridinhas no mercado de ações, enfrentam cobranças de R$500 milhões em ICMS, cada.

Mesada de meio bilhão

O relator da CPMI do roubo aos aposentados, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), revelou ontem nova descoberta: o ex-presidente do INSS Alesandro Stefanutto recebia duas “mesadas criminosas” de R$250 mil. Eram R$500 mil mensais pagos por sindicatos e associações picaretas.

Oposição concorda

Líder da Oposição no Congresso, Izalci Lucas (PL-DF) acusa Lula & cia de interferência indevida, no Legislativo no caso da indicação de Jorge Messias ao STF. Ele apoia o presidente do Casa, Davi Alcolumbre.

Vai faltar o Senado

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), agendou para esta quinta-feira (4) a entrega do relatório da PEC da Segurança Pública aos líderes partidários. A ideia é analisar (e aprovar) antes do fim do ano.

Fraude x fraude

Ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol aponta dois pesos, duas medidas no caso da soltura do presidente do banco Master, Daniel Vorcaro, enquanto “Filipe Martins foi preso por uma viagem que não fez”.

Fez falta a Lula

Enquanto teve ministro do STF telefonando para senadores pedindo votos para Jorge Messias, Flávio Dino optou pela discrição: resolveu não comentar a indicação de Jorge Messias.

Cortina de fumaça

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) resume a “redução do imposto de renda” celebrado por Lula, PT e cia.: “Enquanto vai para a TV anunciar redução de imposto de renda, arrocha o contribuinte por outros meios”.

Nem onze meses

Antes mesmo do fim do mês passado, o governo Lula (PT) já havia conseguido torrar mais de R$1,75 bilhão com viagens, em 2025. A última atualização do Portal da Transparência é do dia 28 de novembro.

Enquanto isso...

Os dez assuntos mais procurados na internet na última semana, no Brasil, todos têm relação com futebol. O Google Trends aponta mais de 5 milhões de buscas em apenas três dias para “Palmeiras x Flamengo”.

Pensando bem...

...no Brasil, “fraude bilionária” deveria ser o termo do ano. Todo ano.

PODER SEM PUDOR

O fracasso de Eufrosino

Eufrosino Pedro era dono de bar em Pirassununga (SP), nos anos 1950, e se candidatou a vereador. Uma placa no boteco convidava: “Beba uma pinga de graça e leve meu santinho”. Foi um sucesso, até virou parada obrigatória de caminhoneiros. Teve só 11 votos, o número de eleitores na família. Eufrosino cobrou a traição do primeiro caminhoneiro: “Como? Eu votei no senhor, lá em Goiás!”, jurou o homem. Eufrosino descobriu, desolado, que teve votos em muitas cidades e até outros estados. Em Pirassununga, que é bom, nada.

CLAÚDIO HUMBERTO

"Estamos diante de uma tragédia anunciada"

Carlos Bolsonaro ao mostrar as crises de soluço do pai, Jair Bolsonaro

13/12/2025 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Enel deve escapar outra vez de perder concessão

Seria longo o caminho, como cogitou a Aneel, até decretar a caducidade contrato da Enel, subsidiária da estatal italiana de energia que atua em São Paulo. O mais provável é que tudo acabe em pizza, multas pesadas e recursos intermináveis da Enel, como nas outras vezes, segundo os especialistas no setor. Tudo depende de Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia de Lula (PT), que jamais atenderia Tarcísio de Freitas (Rep) para intervir na Enel. Quer mais é usar o episódio para desgastar o governador paulista, seu adversário mais temido depois de Bolsonaro.

Até Aneel resiste

A primeira dificuldade para fazer caducar a concessão é a proposta ser aprovada na diretoria colegiada da Aneel, que resiste a medidas assim.

Exemplo prático

Há dias, o diretor da Aneel Fernando Mósna propôs não renovar a concessão da Coelba, na Bahia, entregue a Neoenergia. Foi derrotado.

Multas, no máximo

Especialistas em energia, que monitoram a Aneel, acham mais provável aplicar multas pesadas, como em outras vezes, sem cassar a concessão.

Não tem gente

Ainda há uma dificuldade adicional: se a Aneel expulsar a Enel, não tem quem assuma a operação em São Paulo até que se realize nova licitação

Remoção da Magnitsky é ponto para a ‘química’

A remoção do ministro do STF Alexandre de Moraes da lista de sancionados da Lei Global Magnitsky foi interpretada até na oposição como vitória do governo Lula (PT) e principalmente do Supremo. Mesmo após semanas de tiroteio de denúncias envolvendo governo, Congresso e STF, incluindo a revelação do contrato de R$129 milhões do escritório de Viviane de Moraes, esposa do ministro, com o enroladíssimo Banco Master, foi encerrada a única pressão de fato que havia sobre a Corte.

Lamentável

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse ter recebido a notícia com “pesar” e que lamentava a decisão, apesar de agradecer o apoio de Trump.

Ex-violador?

Para Carlos Jordy (PL-RJ), Trump é “decepção” e banalizou a Lei Magnitsky: “Não existe ‘ex-violador de direitos humanos’”.

Sensação cara

“O sentimento, não escondamos, é de traição. Certamente o preço cobrado por Trump não foi baixo”, diz Maurício Marcon (Pode-RS).

Investigação aberta

Parecer técnico do TCU identificou possível uso pessoal da comunicação do órgão público ABDI pelo seu presidente, Ricardo Cappelli. O contrato de R$8 milhões teria sido usado para promoção eleitoral do político filiado ao PSB do ministro da Indústria (e vice) Geraldo Alckmin.

Intermitência perene

O Bradesco deixou na mão os 110 milhões de clientes, sexta (12), sem serviços de internet banking, app e até caixas eletrônicos. O banco disse que foi “problema no ambiente de infraestrutura interno do banco”.

Tarifaço mexicano

A CNI aperta o governo brasileiro para negociar acordo bilateral com o México. O governo mexicano resolveu mexer nas tarifas de importação. Análise preliminar prevê impacto negativo de US$1,7 bilhão.

O mundo capota

Ex-ministro de Lula condenado a dez anos no Mensalão e a 23 anos na Lava Jato (corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa), cuja pena o STF anulou, Zé Dirceu lançou canal oficial eleitoral no whatsapp.

Engorda no TCU

A turma da ONG República.org e outras seis entidades enviaram a Lula pedido para vetar um penduricalho no TCU que é considerada uma invenção malandra para engordar salários já obesos no tribunal.

Estabilidade

Pesquisa Real Time Big Data mostra equilíbrio na avaliação do governo de Raquel Lira (PSD) em Pernambuco. A aprovação é superior, soma 50%. A reprovação bate em 47%. Não sabe/Não respondeu são 3%.

À imagem e semelhança

Em “homenagem” a Lula (PT), foi batizado de Brachycephalus lulai, um minisapo descoberto em Santa Catarina. O animal laranja já nasce sapo (nunca é girino), só existe no Brasil e tem... número reduzido de dedos.

Greve petroleira

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) começa greve nacional nesta segunda-feira (15). Petistas rebeldes reclamam que negociações com a Petrobras não avançam. Dizem que a greve é por tempo indeterminado.

Pergunta no PT

Empresa de energia que não fornece energia é vítima do cliente que quer ligar a luz?

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Suplicy e a corda

Certa vez, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi conhecer o Círio de Nazaré, em Belém (PA). Na época ainda fazia pose de atleta e se meteu a puxar a corda, ao lado de milhares de fiéis. E se deu mal, muito mal. O então deputado Babá (Psol-PA) contou a cena com graça: “Suplicy foi ejetado em minutos. A força na corda é descomunal!” Não por acaso, anos depois, quando soube que a colega Heloísa Helena iria ao Círio, o cavalheiro Suplicy advertiu: “Cuidado com a corda...”

CLÁUDIO HUMBERTO

"Um tumultuador contumaz"

Deputado Bibo Nunes (PL-RS), sobre o barraqueiro Glauber Braga (Psol-RJ) na Câmara

12/12/2025 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Governo escala Otto para atrasar dosimetria na CCJ

Já começou a entrar água no acordo dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), e Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fechados com a oposição, para as Casas votarem o projeto da dosimetria, que reduz pena de presos pelo 8 de janeiro. Na Câmara, foi vendido aos deputados que a proposta seria imediatamente votada pelos senadores no plenário, mas não foi o que aconteceu. Aliado de Lula, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), criou dificuldades.

Caminho

Otto cobrou de Alcolumbre que o texto passasse pela CCJ, atrasando a tramitação do projeto, que tem tudo para ficar para 2026.

Volta da anistia

Para consolar a oposição, Otto designou relator o senador Esperidião Amin (PP-SC), que anda falando até em substituir dosimetria por anistia.

Sessão relâmpago

O governo teme derrota no plenário e quer resolver na CCJ. O plano é abrir reunião com quórum mínimo governista e aplicar o rolo compressor.

Mata no início

Nesse plano, que dificilmente consegue prosperar, o Planalto precisa de 14 senadores para abrir a sessão e apenas 7 votos pela rejeição.

Lula gasta mais que candidatos no DF nas redes

Entre setembro e dezembro, o governo Lula (PT) torrou R$230 mil com “impulsionamentos” no Facebook e Instagram direcionados a internautas do Distrito Federal, onde sempre perde nas eleições. Ranking do Meta Ads dos maiores gastadores aponta que o Planalto gastou quatro vezes mais que o governo do DF (R$62 mil), que informa sobre escolas, obras e outros temas relevantes da comunidade. Despesas de pré-candidatos para 2026 também chamam atenção; José Roberto Arruda e Ricardo Cappelli gastaram mais de R$58 mil cada só em anúncios nas redes.

Gastador nº1

Arruda lidera entre indivíduos que mais gastam com anúncios da Meta (Facebook e Instagram) entre setembro e dezembro, no DF: R$58,7 mil.

Dados abertos

Cappelli (PSB), presidente de uma ABDI (Desenvolvimento Industrial), é o segundo que mais gasta com “impulsionamentos” no DF: R$58,5 mil.

Top five

O deputado federal Rafael Prudente (MDB) fecha o top 5 de maiores despesas com anúncios nas redes do grupo Meta, no DF: R$55,5 mil.

Nem adianta

Ao prometer veto à dosimetria, Lula (PT) nem sequer lembra que isso não tem a menor importância. Se a votação for expressiva no Senado como na Câmara, o veto seria derrubado com constrangedora facilidade.

Luzes, por favor

Se dependesse do governo paulista, Tarcísio de Freitas (Rep) já teria decretado intervenção na distribuidora de energia Enel. Mas a decisão é federal. “Intervenção funciona”, diz, “plano de contingência, não”.

Pressão política

Sóstenes Cavalcante (RJ) não escondeu o motivo de o projeto da anistia não andar no Congresso: pressão de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ligam e mandam whatsapp, diz o líder do PL.

É do Brasil

Um brasileiro que vai comandar a gigante Coca-Cola. Henrique Braun tem 57 anos e será o CEO global da empresa a partir de 31 de março de 2026. Substituirá o empresário britânico James Quincey.

Tudo em paz

Nome do PL para disputar a Presidência, Flávio Bolsonaro avisou que não conseguirão cavar uma briga entre ele e Tarcísio de Freitas, sobre quem ressalta a lealdade e amizade com Jair Bolsonaro.

Tanto ódio faz mal

Impressiona a expressão de ódio que Lula fez ao afirmar que Bolsonaro “tem que pagar”. Aliados dizem que a prisão do ex-presidente que tanto o amedronta é a vingança pelos seus 500 dias de xilindró por corrupção.

Prejuízo só cresce

Além de capturar um navio tanqueiro, o governo Trump anunciou sanções a outros seis navios do país do ditador Nicolás Maduro. Cada um pode carregar mais de US$ 120 (R$660) milhões em petróleo.

Prejuízo bilionário

A Fecomércio ainda finaliza as contas, mas já se sabe que os dois dias de apagão em São Paulo arrasaram com o setor de comércio e serviços. A estimativa é de prejuízo superior a R$1,5 bilhão.

Pensando bem...

...“agenda secreta” com ditador amigo é “soberania”.

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Uma raposa em ação

Governador de Minas Gerais e já em campanha para presidente, Tancredo Neves fez um gesto de cortesia ao governo João Figueiredo: incluiu a ministra da Educação, Esther de Figueiredo Ferraz, entre os agraciados pela medalha da Inconfidência. No dia da solenidade, a ministra estranhou: “Não tenho qualquer das qualidades exigidas para merecer isso...” Em seu discurso, Tancredo justificou a reputação de raposa política: “A ministra está, realmente, fora do regime da medalha, ela tem muito mais virtudes que as exigidas...”

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