Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não tinha noção que o Rio Grande do Sul tinha tanta gente negra"

Lula (PT) demonstrando que não conhece bem a população do País que ele preside

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Sem votos, Pacheco some com PEC do Quinquênio

Faltando apenas uma sessão de discussão para ser votada, a proposta que ressuscita marajás no serviço público sumiu da pauta. O quinquênio reajustaria automaticamente em 5%, a cada 5 anos, salários já elevados no Judiciário, Ministério Público e mais 13 carreiras. A proposta leviana de Rodrigo Pacheco “não passa”, diz o senador Márcio Bittar (União-AC), falta apoio na oposição e no governo. Ciro Nogueira (PP-PI) concorda, Styvenson (Pode-RS) também: “Inoportuno para realidade brasileira”.

Olhos bem abertos

Desconfiado com o súbito desaparecimento do projeto, Eduardo Girão (Novo-CE) crê que houve um recuo estratégico: “Vão querer retornar”.

Penduricalho bilionário

“Acho que subiu no telhado”, diz Izalci (PL-DF) sobre a PEC inventada pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao custo de R$42 bilhões.

Prioridade é o RS

Na Câmara, o avanço é ainda mais remoto. “É 50% do necessário para construir o RS”, diz o deputado Pandovani (União-PR), contrário ao texto.

‘Classe dos marajás’

O vice-líder do governo José Nelto (PP-GO) diz que não há clima para dar aumento para juízes, a “classe dos marajás do Brasil”.

Lula e PT abandonaram Prates na briga pelo cargo 

Escorraçado da Petrobras, onde não fez outra coisa senão obedecer ordens até contraditórias de Lula, Jean Paul Prates agora integra a legião imensa dos que vazam do PT quando percebem que, no lulismo, quem não serve mais, vira lixo descartável. Prates avalia agora deixar o PT, mas o PT já o abandonou faz tempo, desde quando iniciou sua queda de braço com Alexandre Silveira (PSD). Ele viu o petista Rui Costa (Casa Civil) se unir ao ministro de Minas e Energia para apeá-lo da Petrobras.

Petista sortudo

No Planalto, aspones de Lula dizem que Jean Paul Prates não pode reclamar porque sempre foi bafejado pela sorte “por ser do PT”.

Jamais sonhou

A turma de Lula diz que Prates, suplente, foi um senador sem votos. E abandonou um mandato que não era seu para presidir a Petrobras.

Areia demais

Lula hoje fala mal de Prates, como se não fosse dele o erro de designar Prates para a Petrobras, apesar do currículo demasiado.

Maníacos da lacração

A pedido de Capitão Aberto Neto (PL-AM), a Câmara quer explicações de Camilo Santana (Educação) após a idiotice lacradora de “linguagem neutra” virar “prioridade” na 4ª Conferência Nacional de Cultura.

Fim melancólico

A CPI da Braskem caminha para fim ainda mais apagado do que o começo. Sem a cobertura midiática esperada, o relatório final do senador Rogério Carvalho (PT-SE) foi apresentado nesta quarta (15).

Rachadones

Foi adiada votação no Conselho de Ética da ação contra André Janones (Avante-MG), gravado estabelecendo rachadinha. O relator, Guilherme Boulos (Psol-SP), manobra para tudo acabar em pizza. Que gente.

Convite aceito

A pesquisadora da USP Michele Prado, demitida após desmentir fake news da Globo News e dizer que Janja criou a própria milícia digital, aceitou convite e vai depor na Comissão de Comunicação da Câmara.

Avança devagar

O Conselho de Ética finalmente escolheu relator para representação contra o destemperado Glauber Braga (Psol-RJ), que chutou para fora da Câmara um cidadão. Será o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA).

Debates nos EUA

O ex-presidente dos EUA Donald Trump aceitou o convite das redes CNN e ABC para enfrentar, em dois debates, o atual presidente Joe Biden, que Trump chamou de “o pior presidente da História dos EUA”.

Crianças como escudo

Além de flagrar funcionários da ONU na maior camaradagem com terroristas do Hamas, os militares Israelenses anunciaram a destruição de célula terrorista que operava dentro de uma escola em Gaza.

Prioridade máxima

Apesar das enchentes no Sul, do projeto malandro para ajudar imprensa amiga, o novo ChatGPT, Gaza, guerra na Ucrânia etc., o assunto da semana no Brasil tem sido - novamente - o futebol, diz o Google Trends.

Pensando bem...

...para um povo gaúcho que pagou R$190 bilhões em impostos no último ano, os "benefícios" do governo federal são trocados.

PODER SEM PUDOR

De volta à planície

Advogados que atuam no Supremo Tribunal Federal (STF) sempre reclamaram da primazia conferida a ministros aposentados que, de volta à advocacia, sempre ganham prioridade no agendamento de audiências com ministros da ativa. Esse tipo de queixa é frequente em outras carreiras, como a diplomacia. O saudoso embaixador Jorge Taunay (pai) tinha uma frase bem humorada e definitiva sobre autoridades que subitamente se veem de volta à planície: “O duro, quando a gente se aposenta, é passar de “your excellency” para “seu Jorge”...”

ARTIGOS

Obrigados a repensar nosso lugar

24/05/2024 07h30

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Agora, em face da tragédia ambiental e humanitária no Rio Grande do Sul estamos obrigados a repensar a ocupação de nossos territórios urbanos e rurais.

Campo Grande já recebeu vários alertas, alguns mais claros, como enchentes cada vez mais comuns, outros percebidos historicamente como o aumento exagerado da temperatura ambiente e da pouca umidade no ar. Mas infelizmente muito pouco tem sido feito para adaptar a cidade (e o Estado) para essa nova realidade.

Estudiosos apontam que nossa temperatura ambiente vai ficar cada vez mais quente e as chuvas, cada vez mais intensas e mais concentradas, isto é, mais água em menor tempo.

Algumas (boas) obras de drenagem estão sendo planejadas e executadas, mas isso não é o suficiente.

Nenhuma solução urbanística é satisfatória se não tiver um viés o mais abrangente possível.

Já vimos os grandes parques urbanos às margens do Prosa e do Segredo, previstos em 1.978 por Jaime Lerner serem literalmente ocupados pelas construções, muitas, frutos de descaso com o bom planejamento urbano, que teria evitado as enchentes quase corriqueiras nos dias atuais.

Outro exemplo é o nosso sistema de drenagem: não basta a obra, mas a manutenção constante, junto com, como exemplo simples, um plano de (re)arborização e uma Lei de Ocupação e Uso do Solo que aponte soluções como a quantidade de solo permeável obrigatório para cada edificação.

É só olhar nossas esquinas (principalmente): cada dia mais ocupadas com edificações e estacionamentos nos recuos, com rebaixamento quase total das guias, e um ínfimo pedaço de terreno com grama e um mirradinho arbusto que logo irá morrer...

Uma árvore é capaz de reter, segundo estudos, até cerca de 20% da quantidade de chuva que cai, aumentando o tempo de escoamento e, consequentemente, o risco de enchentes.

Estudos realizados pela UFPR encontraram uma redução na temperatura de 1,8 a 3,9 °C, comparando áreas arborizadas e não arborizadas. Também, estudos na Argentina e Alemanha comprovaram uma regulação de 5% da umidade relativa do ar em áreas arborizadas.

Por outro lado, a verticalização das edificações aumenta a temperatura no entorno imediato, assim como o excesso de prédios pode afetar o regime de ventos. Assim, se faz necessário uma regulação da concentração da verticalização que, lembro, impacta também a rede já implantada de água, esgoto e energia, além da mobilidade urbana.

Esses são alguns exemplos de como é complexa a regulação urbana exigida pelas mudanças climáticas.

E nas áreas rurais, lembro-me que, no começo de 2.010, em uma audiência pública sobre uma das maiores chuvas em menor tempo que esta cidade já viu (em 27 de dezembro de 2.009) um nosso grande meteorologista dizia, que com a destruição dos rios aéreos que conduzem água do oceano e da Amazônia, o nosso Pantanal, em quatro décadas estaria fadado a virar um deserto arenoso.

Ainda é tempo de fazermos algo, para evitarmos tragédias ou o nosso declínio como sociedade. Mas precisamos de debate sobre nosso bem estar atual e futuro, com bons argumentos e, o mais importante, ações imediatas.

CLÁUDIO HUMBERTO

"A diferença entre gestor vs. gastador"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) comparando Tarcísio de Freitas a Lula

24/05/2024 07h00

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Lula expõe Lira e Haddad para vetar a própria MP

A decisão de vetar a própria medida provisória, taxando compras em sites que são o xodó de pessoas pobres, mostra como Lula (PT) ficou perdido com pesquisas atestando sua rejeição. Com o veto, ele tenta reverter pesquisas tipo Quaest: 55% dos brasileiros acham que ele não merece ser reeleito. Além de mostrar não saber o que faz ou assina, irritou o presidente da Câmara, Arthur Lira, que, a seu pedido, enfrentou o desgaste de transformar sua MP estúpida na lei que agora quer vetar.

Culpa do Haddad

No Planalto e no Congresso, a estratégia do governo é culpar pelo erro o ministro Fernando Haddad (Fazenda). Até porque a ideia foi dele mesmo.

Puxando o tapete

O maior entusiasta da ideia de Lula vetar a própria MP, que mídia amiga agora chama de “MP do governo”, é o ministro Rui Costa (Casa Civil).

Combo baiano

Com a operação, Rui Costa prega mais um prego no caixão de Haddad, com quem anda às turras, e ainda com chance de “salvar” o chefe, Lula.

Pendurado na brocha

A maior dificuldade de Lira é como dizer aos líderes que o apoiaram na aprovação da lei que Lula irá vetar a própria MP, fato inédito na História.

Apoio de Lula ‘rifa’ Aguinaldo da reforma tributária

Bastou Lula manifestar apoio a Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para sacramentar a exclusão do deputado do grupo de regulamentação da reforma tributária, criado na Câmara. Ribeiro foi relator e contava estar na segunda fase do projeto. Nos bastidores, se movimenta para suceder a Arthur Lira, de quem já foi rival no PP e apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) contra o alagoano em 2021, na disputa para presidir a Câmara. Agnaldo quer o apoio do Planalto que, por ora, prefere Antônio Brito (PSD-BA).

O pecado

Antes de qualquer desenho sobre a regulamentação, Lula disse que Aguinaldo Ribeiro relator “seria ideal”. Acabou ali a chance do deputado.

Nomes demais

Lira tenta viabilizar Elmar Nascimento (União-BA) como sucessor, mesmo desagradando a Lula. A candidatura de Ribeiro não ajuda.

Campanha velada

Não passou despercebido Ribeiro na Comissão de Finanças, nesta semana, no cordão de bajuladores de Fernando Haddad (Fazenda).

Xô, Mantega

Enquanto Lula tenta barganhar o controle da Vale dificultando o acordo de indenização de R$127 bilhões para Mariana (MG), a companhia global (que é privada) contratou a Russel Reynolds, de padrão internacional, para assessorar na seleção do seu futuro presidente.

Gisele é top

Campanha de Gisele Bündchen superou (e muito) a merreca que Joe Biden mandou ao Rio Grande do Sul. São R$6 milhões da modelo contra R$100 mil do americano belicista e também mão-de-vaca.

Aloprados no poder

Ao ver déficit nominal bater os R$380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”. Aí é dureza!

Lira sobrando

Nem precisava pesquisa, mas a Quaest confirmou na Câmara que Arthur Lira é aprovado pela maioria dos deputados e que ele é quem definirá o próprio sucessor. Influência bem maior que Lula e Bolsonaro somados.

Da memória não apaga

Para o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), a politicagem voltou às estatais federais, com Lula e aval do STF. “Uma vergonha internacional. Anulando tudo da Lava Jato... quero ver apagar a nossa memória”.

Nada a reclamar

Magda Chambriard deve ser referendada hoje como nova presidente da Petrobras. A executiva substitui Jean Paul Prates, que saiu após humilhante demissão por Lula. O salário passa dos R$133 mil.

Embromação

Kim Kataguiri (União-SP) cobrou o ministro Fernando Haddad (Fazenda) que muito falou e pouco explicou na Câmara. “Gostou muito de lacrar”, concluiu o deputado, “mas responder perguntas, que é bom...”.

Lançamento prestigiado

Lançamento do livro de Aldo Rebelo, “Amazônia, 500 anos de cobiça internacional”, contou com ilustre presença do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumprimentou o autor e garantiu um exemplar.

Pensando bem...

...no Brasil, o crime não só compensa como virou investimento.

PODER SEM PUDOR

Oficinas não voam

Afonso Arinos de Melo Franco era ministro das Relações Exteriores de João Goulart e tinha pavor de avião. Certa vez, ao concluir visita a Portugal, ele se despediu do presidente anfitrião, Américo Tomás, que tocou no assunto: “O senhor gosta de avião?” O chanceler admitiu: “Não muito, excelência...” Em lugar de tranqüilizar o visitante brasileiro, Tomás fez um comentário que o atormentaria durante todo o percurso de volta: “É, enquanto eles voam lá em cima, as oficinas continuam cá em baixo...” Afonso Arinos morreu falando mal de Américo Tomás.

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